No dia 21 de janeiro, começamos a desenvolver uma análise de como o elenco estava sendo montado para o ano de 2010. Demos uma passada em cada setor do time, e demos alguns palpites no que ainda precisaria ser feito para que o elenco do Palmeiras para este ano continuasse forte e competitivo, vislumbrando até uma melhora na qualidade.
Passadas quase três semanas, ninguém foi contratado oficialmente, mas temos clara sinalização que teremos dois reforços chegando esta semana: Velazquez e Lincoln. Dois dos três jogadores da base que subiriam – Fernando e Mayko – ainda não foram alçados ao time de cima. Em compensação, Anselmo e Gualberto acabaram aparecendo, e bem, principalmente o segundo.
No meio, a chegada iminente de Lincoln nos faz ter a esperança de um elenco mais robusto em caso de necessidade. E na frente, William foi testado e não agradou. Não adianta tapar o sol com a peneira, se a idéia é fazer o time forte, não se pode segurar jogadores com tão pouco a oferecer no elenco. E Lovinho, conforme antecipado, era rojão molhado. Continuamos com Lenny e Robert, e agora Velazquez.
Seguindo o raciocínio, vamos aos quadros:

Vamos partir sempre do princípio que o time do ano passado era muito bom – e era mesmo, senão não teria feito a campanha que fez. Perdeu o campeonato por detalhes, todos viram o quanto estava ganho. Não foi por falta de qualidade crônica, foram episódios isolados que causaram o fracasso. Repetindo: o elenco era muito bom. Não excepcional, nem fora-de-série, nem imbatível. Mas muito bom, o suficiente para brigar com qualquer outro do país, que é o que sempre se espera do Palmeiras.
No gol, nada mudou. Na defesa, trazendo um para ser titular, o aumento de qualidade terá sido gritante. Mesmo subindo mais um menino da base, o Mayko ou o Wellington, por exemplo, teremos um ganho concreto. Nada pode ser pior que o Paulo Miranda. Nas laterais, as saídas de Jefferson e Henrique foram bem repostas. E para a cabeça de área, as chegadas de Edinho e Marcio Araujo já compensaram com folgas as saídas de Jumar e Edmilson. E ainda houve o reforço do Anselmo. Donde se conclui que em todos os setores da retaguarda houve manutenção ou melhora na qualidade.
Com uma defesa sólida, fica mais fácil montar um ataque consistente. E a base é a mesma do ano passado: CleitonX e Diego Souza. A primeira mudança é a troca de Willians por Lincoln, se chegar mesmo. Incógnita. Está com 31 anos e está parado há bastante tempo. Mas já teve seus bons momentos. Assim como tiveram Kleber, Edmilson e Mozart. Uns dão certo, outros mais ou menos, outros dão errado. Mas Willians, apesar do ótimo começo – quando Kerlington ainda era o centroavante – caiu demais de produção. Lincoln, se for mal, não deve ser pior que Willians. E Marquinhos está encostado, e qualquer um pode substituí-lo melhor. Até um moleque da base. Mas é claro, esperamos um reforço consistente. Subir um da base nessa lacuna seria um tapa-buraco pouco ambicioso.
E o ataque, com a chegada de Velazquez, supre a saída de Ortigoza. Parece que pode ser um substituto à altura. Mas as saídas de Love e Obina continuam sem reposição. William, sorry. Torcemos, mas não deu. Então ainda precisamos de um NOVE-NOVE pro lugar do Love, e de mais um pra compor o elenco, e não precisa ser muito bom pra bater o nível do Obina.
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Resumo da ópera: confirmando-se as chegadas de Lincoln e Velazquez, ficam faltando ainda, de forma urgente, um atacante de respeito, e um zagueiro pra ser titular, além de dois reforços menores, para as meias e para o ataque. Conseguindo isso, teremos uma notória melhora em todos os setores do time em relação ao do ano passado. Que era muito bom, mesmo com esse monte de perna-de-pau que foram dispensados. Na verdade, era um time titular muito bom. E para 2010 buscou-se melhorar as deficiências do time titular e também do banco, com promoções e contratações não tão badaladas – e por isso injustamente criticadas.
Existem ainda duas variações para a montagem desse elenco:
a) Edinho seria efetivado na zaga, o que dispensaria a necessidade da contratação de outro zagueiro com status de titular. Neste caso, Marcio Araujo seria o segundo volante, não tão pegador, mas que sairia mais pro jogo. Admito que não tenho tanta confiança nesse jogador pra isso, pelo que mostrou até agora.
b) O time poderia jogar num 4-5-1, com Diego Souza flutuando entre a meia e o ataque. Neste caso, Velazquez não seria o homem de referência, e seria reserva. A vaga do NOVE-NOVE permanece aberta e essa continua sendo nossa maior prioridade. De qualquer forma, nessa configuração, é necessário ter mais um meia com cacife pra ser titular, porque é pouco provável que Lincoln ou Sacconi aguentarão essa carga.
O time está se desenhando, e tudo indica que será melhor que o do ano passado. Os quadros que ilustram este post pretendem eliminar qualquer dúvida. Um olhar mais amplo e calculista se faz necessário neste momento, onde vimos o time entrar num Derby totalmente desfigurado e a impressão imediata era de total abandono e de carências infinitas. O que não corresponde à verdade, como tentamos demonstrar aqui.
Por isso, o torcedor palmeirense ajudará bastante se continuar tendo paciência até que as contratações que faltam se concretizem, e se cobrar a diretoria na medida certa, com inteligência, sem chiliques a cada notícia de contratação frustrada, porque esse tipo de tumulto não ajuda em nada. O tempo está passando, mas sabemos que todos estão trabalhando bastante e que as soluções devem aparecer. E como já tentamos raciocinar junto com os leitores, chegar em abril com o elenco montado e forte é bem melhor do que contratar qualquer um agora só pra acalmar os mais desesperados. Acho que manter o bom humor é a melhor saída. Primeiro que é mais divertido, segundo que atrapalha menos. As sacadas com o gerente Toninho “Descartes” Cecilio são hilárias. Bem mais divertidas e inteligentes que as cornetadas estúpidas e raivosas que vemos em alguns fóruns e sites por aí.
Ainda acredito num 2010 muito bom para nós.
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Prezada diretoria, fechem de uma vez com o Lincoln e com o Velazquez. Já pensou como vai ficar o leitor deste post se o Toninho aparecer pra dar entrevista e disser que eles estão descartados? E pior (pra mim): já pensou como vai ficar a cara deste blogueiro…?


O interior continua dando sorte ao Verdão. Mais um bom resultado conseguido em terras caipiras, desta vez contra um time que no início de sua trajetória no primeiro escalão do futebol brasileiro ameaçou ser uma asa negra em nossa história, mas que na verdade é apenas mais um grande freguês. E mais um bom resultado jogando bem abaixo do esperado, ao contrário de quando joga bem, que os resultados acabam sendo ruins. Curioso esse início de ano do Verdão. Com a rodada ainda com alguns jogos por se encerrarem, o Palmeiras alcança o quarto lugar, a quatro pontos do líder. Olha aí, senhor Armero, o que o senhor armou…
Se tivéssemos o grande George Preah, certamente ele teria feito um golzinho nos acréscimos e o Palmeiras teria conquistado os três pontos, e tudo pelo que passamos para assistir essa pelada teria valido a pena. Como nosso matador da vez é o tal de Robert, ficamos no empate, e fica a sensação que tudo deu errado, nada se salvou.
Uma hora ia acontecer. Pela primeira vez desde a existência do blog, que já está em seu quarto ano, o post pós-jogo vai falar de uma derrota para nosso maior rival. E foi o Palmeiras que perdeu, não foram eles que ganharam. Após tomar um gol ridículo, de cabeça, de um anão, e de ver o adversário ficar com um jogador a menos antes da marca de dez minutos, o Palmeiras, apesar de martelar o jogo todo, não teve a competência de fazer um mísero golzinho, e ainda consagrou o goleiro deles. O resultado escancara as já evidentes carências do elenco, e a torcida continua esperando pelos reforços – uns com mais, uns com menos paciência. E vamos combinar que após uma derrota como essa, boa parte dessa paciência realmente vai pro saco. Haja frieza e racionalidade.
Mais um jogo da série “o que importa são os três pontos”. Jogando com o freio de mão puxado, tanto no que diz respeito à escalação, quanto ao que fizeram os que entraram em campo, o Palmeiras venceu o Monte Azul por 1×0 em Ribeirão Preto, e vejam só, assumiu a liderança do campeonato. O Palmeiras só perderá essa liderança ao final da rodada, amanhã, se o Ituano vencer fora de casa o Bragantino, por dois gols, ou se a Ponte Preta vencer o Botafogo, em Ribeirão, por cinco gols. O vice-líder é o gambá, de quem estamos na frente pelo saldo de gols. O Derby de domingo ganha um ingrediente a mais – como se precisasse.
Jogando num gramado encharcado devido a mais um aguaceiro que despencou sobre a capital paulista, o Palmeiras vacilou no final e permitiu ao Ituano a conquista do empate, depois de estar ganhando por 3×1 a menos de dez minutos do fim. O resultado não refletiu a superioridade do time durante o jogo, apesar do gramado muito pesado. E com o perdão da redundância, o Palmeiras foi roubado. Junte um gramado pesado, um juiz ladrão e um time sem pegada no fim do jogo, e temos a fórmula do empate.
O volume de jogo na primeira metade do primeiro tempo, mais o resultado positivo, deixou a torcida satisfeita, mas o jogo não estava fácil. E logo na primeira jogada do segundo tempo, o Ituano empatou com um gol irregular: Gualberto, que até então era o melhor da defesa, foi traído pela poça, e a bola sobrou na direita. Havia seis palmeirenses dentro da área. O chute do jogador do Ituano foi fraco, e desviou no camisa 9 deles mesmo. Sobrou exatamente no pé do Juninho, que bateu uma vez. Deyvid Sacconi rebateu, e ela veio exatamente no pé do Juninho, de novo, que bateu fraco. O 9 deles, impedido, participou da jogada ao abrir a perna e deixar a bola passar. Gol irregular, que a arbitragem validou.
Jogando logo ali, em Presidente Prudente, o Palmeiras já foi roubado pela primeira vez no ano pela arbitragem, e teve que suar muito para arrancar um empate no final do jogo contra o time sem nome, sem torcida e sem alma. A luta foi a única coisa a se aproveitar desse jogo, já que o time foi muito mal, com uma exibição bem abaixo da do jogo anterior, contra o Mogi.
Com essas substituições no elenco, concluímos que a qualidade subiu em relação ao ano passado. Quem chegou deve suplantar quem foi substituído. E houve uma substancial queda na folha salarial. Isso permite pensar em completar as vagas em amarelo com nomes realmente fortes, para serem titulares. Que me desculpe o Muricy, a gente aqui é menininho de computador que não sabe nada de bola como ele, mas ainda bem que o Grêmio pegou o Douglas.
Iniciando mais uma temporada, o Palmeiras venceu o vento, que também atende por Mogi Mirim, por 5×1. O jogo serviu para iniciar um trabalho de reaproximação com a torcida, depois da grande decepção que foi o último final de temporada; para apresentar a primeira leva de reforços, Léo e Marcio Araújo; e para começar a dar ritmo de jogo para os atletas, enquanto todos ainda esperam pela chegada de mais reforços.



