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22 de julho de 2009

Muricy é o nosso novo técnico

Arquivado em: Administração, Diretoria, Futebol — conrado @ 0:58

Fumaça branca no Palestra. Habemus tecnicum, Muricy Ramalho é o novo técnico do Verdão. Segundo informações ainda por confirmar, o compromisso vai até o fim de 2010 e ele vai receber cerca de R$400 mil por mês.

No final das contas, deu tudo certo. O desespero que tomou conta da torcida quando foi anunciado o fim das negociações com o Muricy, há quase três semanas, se deu por causa do tempo em que se ficaria com o interino e dos pontos que fatalmente seriam perdidos até achar o plano B. No final o interino saiu melhor que a encomenda. A demora rendeu uma negociação satisfatória a nossos termos e ainda nos economizou uma boa graninha.

A única ressalva a se fazer é sobre o dia em que a contratação vazou. O plano era segurar a notícia até domingo. Pois colocar Muricy logo na estréia no fogo de um Derby seria arriscado. Por outro lado, melhor ainda seria manter a sombra de Muricy longe da cabeça de Jorginho. Acredito que o desempenho do nosso bravo Cantinflas deve naturalmente diminuir nas suas duas últimas partidas como interino do Palmeiras. Jorginho saiu-se muito bem em sua primeira experiência. Apesar da patinada no primeiro jogo, contra o Santos, pegou rapidamente a mão do time daí em diante, e com os bons resultados que conseguiu, manteve a tranquilidade para começar uma evolução.

Essa evolução deve ser interrompida, em termos, com a chegada de Muricy. Em termos, porque o novo chefe certamente tomará as primeiras referências sobre o que terá pela frente com o próprio Jorginho. Em comum, os dois têm o gosto pelo futebol. Só pensam naquilo. A rotina de Jorginho foi de treinos intensos no período em que esteve à frente do time. o progresso foi muito claro. Mas temíamos pelo desgaste que esse ritmo poderia causar. Jorginho fez todo mundo correr feito loucos por todo o campo, e o time chegava exaurido no final das partidas. Vencedores, mas extenuados. O elenco ia arrebentar se continuasse assim. Acho que Jorginho estava com seu prazo de validade perto do fim, e o timing, mesmo que acidental, foi perfeito para a chegada do novo técnico. Só o anúncio que podia esperar um pouco mais, por razões já explicadas. Mais uma das inconfidências tão comuns nas alamedas do Palestra.

Muricy deve indicar logo o perfil dos reforços com que pretende contar. A busca por um atacante já está em andamento, e o aval do novo comandante passa a ser um fator a mais nesse processo. Antes, corríamos o risco de trazer uma peça que fugiria ao agrado do treinador. Se bem que Muricy, nesses três anos de bambi, mostrou que uma de suas maiores qualidades, além de não ter medo de trabalhar, é saber montar um time com as peças de que dispõe. Se o acusam de ser retranqueiro e chuveirista, é porque a diretoria bambi jamais lhe deu um camisa 10. O melhorzinho que ele teve foi o Danilo, e foi o bambi de 2006 o que jogou melhor nesse período. Mesmo sem peças a contento, ele fez a parte dele para conseguir os resultados.

Bem-vindo, Muricy. Mas já vai se preparando, que aqui no Parmerista! a gente dá nota.

21 de julho de 2009

De volta

Arquivado em: Outros — conrado @ 19:39

Depois de fazer besteira no WordPress e ter tirado o blog do ar por mais de 24 horas, estamos de volta. Excesso de confiança na hora de deletar a pasta errada dá nisso. Foi mal pessoal…

Pra compensar, teremos mais novidades logo logo…

20 de julho de 2009

Repassando as metas

Arquivado em: Administração, Futebol — conrado @ 14:10

No dia 15 de junho o blog propôs uma forma de divisão da tabela em quartis, a fim de monitorar o desempenho e traçar metas para remuneração variável. Relembre aqui.

Pouco mais de um mês depois, o time está pouco abaixo da meta geral, não cumpriu a meta do primeiro quartil, mas está acima da expectativa para a meta do segundo. Vejamos:

1° quartil:

  • Coritiba (C): 3 (ok)
  • Inter (F): 1 (-1)
  • Bambi (C): 1 (ok)
  • Barueri (F): 3 (-2)
  • Vitória (C): 3 (ok)
  • Cruzeiro (C): 1 (+2)
  • Atlético-PR (F): 3 (-2)
  • Santos (C): 3 (-2)
  • Total 1° quartil (8ª rodada): 18 pontos

    Resultado do quartil: 13 pontos (-5)
    Resultado parcial do período total: 13 pontos para meta 18 (-5)

2° quartil:

  • Avaí (F): 3 (ok)
  • Náutico (C): 3 (ok)
  • Flamengo (F): 1 (+2)
  • Santo André (C): 3 (ok)
  • Goiás (F): 3
  • Gambá (F): 1
  • Fluminense (C): 3
  • Sport (F): 3
  • Total 2° quartil (16ª rodada): 20 pontos (acumulado: 38 pontos)

    Resultado parcial do quartil: 12 pontos para meta 10 (+2)
    Resultado parcial do período total: 25 pontos para meta 28 (-3)

3° quartil:

  • Grêmio (C): 1
  • Atlético-MG (F): 1
  • Botafogo (C): 3
  • Coritiba (F): 3
  • Inter (C): 1
  • Bambi (F): 1
  • Barueri (C): 3
  • Vitória (F): 1
  • Total 3° quartil (24ª rodada): 14 pontos (acumulado: 52 pontos)

4° quartil:

  • Cruzeiro (F): 1
  • Atlético-PR (C): 3
  • Santos (F): 1
  • Avaí (C): 3
  • Náutico (F): 3
  • Flamengo (C): 3
  • Santo André (F): 3
  • Goiás (C): 3
  • Total 4° quartil (32ª rodada): 20 pontos (acumulado: 72 pontos)

    Chegando com 72 pontos na 32ª rodada, teremos condições de, qualquer que seja o adversário (ou adversários), lutar pelo título nas seis últimas rodadas, seja secando para correr atrás, seja administrando a vantagem. Mas para chegar a esses 72 pontos, é preciso cumprir essas parciais antes das seis rodadas finais.

Pela proposta de remuneração variável, o time teria direito a seis bichos extras, além dos bichos por vitória (bem pequenos, menores que os habituais): um para cada quartil, grandes; um bônus generoso para o resultado ao fim da 32ª rodada, para chegar na reta final em condições de disputar o título e outro bônus bastante generoso em caso de conquista. Desta forma, o time se mantém motivado o tempo todo, em busca do prêmio do quartil, mesmo que tenha ficado para trás no período anterior.

Na situação atual, os jogadores teriam perdido o prêmio do primeiro quartil, mas estariam em ótima situação para pegar o do segundo. E estariam três pontos atrás da meta para pegar o grande bônus da 32ª. Por isso, mesmo com folga neste quartil, não podem dar mole e precisam continuar correndo atrás. Estivessem dentro da meta da 32ª, teríamos 28 pontos e seríamos líderes isolados. Que é o que se pretende ser.

O blog insiste que esta fórmula, se bem explicada aos boleiros, os manterá sempre motivados, e se o time tiver competitividade, elevará esse potencial. Juntamente com muito treinamento, esse método pode fazer um time bom virar ótimo. As metas devem ser constantemente lembradas e os jogadores estimulados a atingi-las por um líder do elenco ou um membro da comissão técnica, como fazem gerentes de venda com sua equipe de vendedores. Uma repassada nessas metas antes de entrar em campo seria uma espécie de doping psicológico interessante.

Já que jogador gosta é de dinheiro, vamos fazer eles correrem pra ganhar… certo?

dangling-carrot

Enquete: precisamos de reforços?

Arquivado em: Enquetes — conrado @ 8:19

Com o time invicto há 12 jogos, vindo de quatro vitórias consecutivas de forma convincente, é impossível não ficar otimista. Faltando 26 jogos para o fim do campeonato, como você avalia o atual elenco com relação às chances de conquistar o Brasileirão? O time está redondo? Ou ainda precisamos de reforços? A enquete está na base da barra lateral.


Pela última sondagem, Vagner Love seria muito bem-vindo. Uma pena que esse boato está longe de se concretizar, já que as chances dele voltar ao Brasil hoje são diminutas. Confira o resultado:

Há um boato que envolve a contratação de Vagner Love, do CSKA . Diante de tudo o que aconteceu após sua saída, você acha que ele seria uma boa contratação?

Sim
429
85%
Não
78
15%
507

19 de julho de 2009

Enquete: Vagner Love seria uma boa?

Arquivado em: Enquetes — conrado @ 15:56

Nova enquete no ar: o boato do dia envolve a contratação de Vagner Love, do CSKA da Rússia. Diante de tudo o que aconteceu após sua saída, dentro e fora do campo, você acha que ele seria uma boa contratação?

As opções de resposta são simples: sim ou não. A enquete está na base da barra da direita.


Pela última enquete, e a torcida ainda tem confiança em Obina. Mas não aceita que o clube desembolse um tostão por seus direitos. Quer que esse valor seja negociado, e julga que o atacante não vale nem metade disso:

Obina tem o passe fixado em R$4 milhões. Você acha que o clube deve desembolsar esse valor por ele ao fim do ano?

Não. Mas toparia prorrogar o empréstimo
255
40%
Não vale nem metade disso. Tem que negociar.
152
24%
Hmmm… no máximo por uns R$3 mi, tá valendo
100
16%
Claro! Ele’e é melhor que o Eto’o!
93
15%
Nem de graça, manda de volta pra urubuzada!
34
5%
634

Ele continua impossível…

Arquivado em: Futebol, Jogadores — conrado @ 15:18

Minha linda filhotinha

Arquivado em: Torcida — conrado @ 0:46

Os leitores mais antigos se lembram de quando ela nasceu.

O tempo passa, e Cecilia já tem dois anos e dois meses.

E já faz coisas que ninguém acredita…

18 de julho de 2009

Palmeiras 1×0 Santo André

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 22:49

20090717_pal1x0staNa teoria, seria um jogo fácil. Se o grupo acreditasse nisso, teria tropeçado. O Santo André, apesar de um elenco envelhecido, foi um adversário duríssimo, e ainda vai tirar pontos de muita gente. O melhor sinal de todos foi esse: um elenco que não está subindo no salto, apesar da fase excelente. Dormimos líderes. Que beleza!

Mais de 19 mil parmeristas estiveram no Palestra e viram o Verdão ser superior ao Santo André, vencer com justiça, embora o adversário tenha valorizado bastante a conquista. Um placar mais alto, para os dois lados, teria ilustrado melhor o que foi o jogo.

No primeiro tempo o Verdão jogou melhor, mas sem conseguir estabelecer a autoridade plena. CleitonX vai se readaptando a uma posição um pouco mais avançada, mais proóxima de Diego e dos atacantes. A marcação do Santo Andre também dificultou bastante as articulações do Verdão, com destaque para o 8, Dionísio, além do veteraníssimo Fernando, que continua sempre eficiente.

O Verdão chegou a atacar com 8, deixando apenas os zagueiros plantados. Os dois laterais subiram ao mesmo tempo por várias vezes, e Pierre também andou meio desembestado. Assim, apenas Edmilson, mais pela esquerda, fazia uma certa proteção. Para nossa sorte, o Santo André ficou encurralado e não conseguiu aproveitar essa brecha.

O Verdão não teve muitas chances antes da marcação do gol. A melhor delas foi com Obina, impedido, que escorregou na hora de bater pro gol, no rebote de um chute de fora de Edmilson. Mas aos 22, veio a jogada que valeu o ingresso, seguida do gol: Diego Souza HUMILHOU aquele marginalzinho carioca com um drible desconcertante, fazendo com que o meliante apelasse para uma bicuda sem bola, por trás. O amarelo ficou barato pra ele. Na cobrança da falta de CleitonX, a bola foi desviada na disputa e se ofereceu para Diego Souza, livre, que pegou de sem pulo na linha da pequena área e fuzilou: 1×0.

O Santo André ainda tentou alguma reação no primeiro tempo, mas era prensado pelo Palmeiras em seu campo, e a disputa pela bola foi intensa na intermediária deles até o fim do primeiro tempo. Uma ou outra escapada de parte a parte, como uma bola levantada para nossa área, no 3 contra 1, que para nossa sorte foi pra fora,  com um giro de CleitonX, defendido por Neneca, ou coma finalização no travessão de Obina, após jogada de Wendel.

Edmilson foi o grande maestro do time hoje. Saiu jogando, deu passes, distribuiu jogo, inverteu bolas, cobriu as descidas de Armero, e ainda subiu ao ataque e bateu de fora. Tranquilamente, a melhor partida dele no Palmeiras. E com Pierre melhor posicionado que no primeiro tempo, formaram uma grande dupla, não dando chance ao pilantrinha nem a Elvis de tentarem uma ligação rápida com Nunes ou com o 11, Antonio Flavio.

Desta forma, enquanto o Santo André viveu de tentativas de bolas esticadas ou de bolas paradas, o Verdão, depois de uma boa tabela que Wendel concluiu para boa defesa de Neneca, parou no péssimo juiz, num pênalti não marcado sobre Obina. e principalmente em sua ruindade. Numa delas ele até fez o certo, cortando o zagueiro após arrancada de CleitonX, e batendo forte, sendo bloqueado por outro defensor. Mas nas outras, foi um show de grossura de Obina, no mais constrangedor a furada foi tão bizarra que a chuteira foi parar na piscina. Marcos só trabalhou de fato uma vez, numa enfiada do bandidinho para Gustavo Nery, que bateu cruzado, rasteiro, que ele pegou bem.

No final, o time cansou, mais uma vez. Mas não tanto quanto no Maracanã. É nítida a doação do grupo. Mas esses cansaços nos finais dos jogos podem ser fatais a qualquer jogo. Choveu bolas em nossa área, e a defesa rechaçou todas. Desta vez. Até quando, não sabemos. Faltou um pouco de maturidade ao time para prender mais a bola ao final, em vez de tentar fazer o segundo gol meio que na louca  e perder a posse.

Valeu mais pelos três pontos, pela superação de um adversário difícil e bem pegador, em casa, onde costuma dar zebra nessas circunstâncias, ainda mais com a natural tendência de salto alto quando se enfrenta um time pequeno do mesmo estado. O Verdão venceu tudo isso.

Fazia tempo que não víamos uma sequência de vitórias com o time saindo na frente e controlando os jogos, marcando gols no primeiro tempo e impondo logo a superioridade. Já foram quatro. Estamos invictos há 12. E a campanha de julho é de quatro jogos, quatro vitórias, com dez  gols marcados e dois sofridos. Tá bom?

Pierre, Ortigoza e Mauricio Ramos forçaram o terceiro cartão e desfalcam o time em Goiânia, ficando liberados para o Derby. Tá chegando!

Atuações:
Marcos: exigido uma vez, uma boa defesa. 8
Wendel: desceu endoidado no primeiro tempo, no segundo foi mais cauteloso e foi na boa, mais encaixado com Pierre. 7
Mauricio Ramos: vai melhorando, mas ainda dá alguns sustos. 7
Danilo: partida tranquila, apesar de desprotegido. 8
Armero: pôde descer sossegado com a cobertura de Edmilson. Foi sempre uma dor de cabeça para o Santo André, principalmente para o tunguistazinho carioca. 7,5
Pierre: não foi tão bem como de costume, mas vai desenvolvendo um senso de liderança inédito, após dois anos e meio de clube. Teve certa liberdade para avançar, e isso o fez desguarnecer as descidas de Wendel. 7
Edmilson: o cara do jogo. Só não fez chover. 9
CleitonX: ainda se readaptando a jogar mais perto da área, e mesmo assim, mais um gol sai de seus pés. 7,5
Diego Souza: um ótimo primeiro tempo, apesar de muita firula não tão necessárias. No segundo tempo caiu de produção, chegou a sumir do campo. Quando um jogador entra em fase boa e começa com firula, ou está mascarando ou tem empresário gringo olhando. Atenção com ele. 7,5
Ortigoza: abriu espaços, tabelou, marcou saída de bola e ainda forçou seu cartãozinho. 8
Obina: levou azar em duas boas conclusões, e protagonizou um show de horror em outras. Como não fez o seu, 5,5
Willians: entrou no Ortigoza pra meter uma correria, mas não foi feliz. 5,5
Sandro Silva: entrou no Edmilson, e manteve a posse de bola. pena que não foi acompanhado pela maioria do time. 7
Deyvid: foi pra beirada do campo aos 40, e só entrou aos 44. Perdeu uma bola no meio de campo que quase dá contra-ataque. Mas fica sem nota, vai…
Jorginho: O arroz-com-feijão continua. Aparentemente corrigiu bem as subidas sem cobertura dos laterais no intervalo. Substituições corretas. 8

17 de julho de 2009

Efetivar ou não efetivar, não é a questão

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Imprensa, Torcida — conrado @ 16:21

É como uma novela, daquelas da Globo mesmo. Todo mundo quer saber o final. Tem que ter um final, um sim ou um não, mas tem que ter. E enquanto não tem, tal qual os folhetins e revistas de fofoca, a especulação sobre o possível desfecho é o combustível para as vendas. Antes era: Muricy vem ou não vem? Agora é: Jorginho efetiva ou não efetiva?

Eu não gostaria de estar na pele do Cipullo agora. Porque a situação é bem chata. Vejamos:

  • Se a diretoria “efetivar” Jorginho, incorre em um risco enorme. Um eventual fracasso no Brasileiro, e toda a responsabilidade que a diretoria já tem será potencializada, afinal de contas, onde já se viu colocar um elenco caro desses nas mãos de um interino, ou como preferem os mais ferinos, de um “estagiário”?
  • Por outro lado, “efetivar” Jorginho renderá uma boa folga no orçamento, que deverá ser imediatamente revertida no investimento em reforços. E essa decisão não pode demorar. O tempo urge, e o mercado é muito dinâmico.
  • Já a contratação de um técnico “de verdade” faz com que se mantenha a coerência no discurso de planejamento que sempre foi a pauta principal – e correta – desta diretoria. As palavras ” interino” e “planejamento” são como água e óleo, não combinam de forma alguma.
  • Mas contratar um técnico “de verdade” implica em interromper o trabalho que Jorginho vem desenvolvendo, que até agora tem sido muito bom, e além de tudo conta com o apoio irrestrito de todo o elenco, que tem orbitado uniformemente em torno do treinador. Na primeira derrota do novo técnico, sem dúvida nenhuma as cornetas perguntarão: por que não deixaram o Jorginho, porra?

E agora, Gilberto? Se me permite uma sugestão, faça o seguinte: aproxime-se dos líderes do elenco, que você sabe muito bem quais são. Pergunte a eles o que eles acham, de verdade, do Jorginho. Porque com microfone na frente diz-se uma coisa, mas off the records, pode ser diferente.

Se eles de fato avalizarem o interino, mantenham-no, sem anunciar nada, e iniciem uma discussão sobre os reforços. Quais são as posições mais carentes, e que características seriam as mais interessantes num jogador para reforçar nosso elenco? O grupo parece estar bastante coeso, e o Willians, o Obina, o Sacconi, o Mauricio Ramos não vão ficar chateados e não vão criar racha se de repente ganharem um pouquinho mais de concorrência em suas posições.

Caso eles não estejam botando fé no Jorginho, corram atrás de um bom nome, mas não deixem ninguém saber. Dêem um miguézão na imprensa, deixem-nos a ver navios. Quando eles menos esperarem, anuncia-se o técnico. Porque assim acaba essa pressão sobre Jorginho, esse efetiva-ou-não-efetiva que só serve para encher o saco, só causa tumulto.

As duas hipóteses se encaixam no cenário atual, se os parmeristas repararem bem. Nós não sabemos exatamente o que está acontecendo. Essa conversa até já pode ter acontecido. Tanto podem estar correndo atrás de dois ou três reforços, como de outro técnico. Sem dar pistas pra ninguém.

A declaração do professor Belluzzo ontem deixou a imprensa furiosa. Provavelmente farto dessa novelinha artificial, depois da ducentésima vez respondendo a mesma coisa, o presidente foi irônico: “efetivado ele já está”. Claro, efetivado como profissional do departamento de futebol. Neste momento, exercendo a função de técnico. Resposta capciosa, interpretação idem. Horas depois, teve que vir a público desdizer uma coisa que não disse exatamente como foi manchetado. O presidente deu brecha, eles aproveitaram. E vai ser sempre assim.

Portanto, acho que é hora de ignorar a encheção de linguiça da imprensa, que parece que não tem pauta e só arruma assunto besta pra falar, e vamos nos preocupar em apoiar o time que está numa fase ascendente, e que pode até fechar a próxima rodada na liderança. O assunto até podia ter relevância no início da situação, mas da forma como vem se desenrolando, a solução passa por uma série de avaliações, conversas, e reuniões, e quanto mais elas forem feitas sem alarde, melhor para o Palmeiras.

Pra concluir, me esclareçam uma coisa, se souberem: que técnico, seja ele interino ou não, permanece no cargo após uma sequência desastrada de resultados? Rapaziada, não lhes parece que todos os técnicos deste mundo são interinos?

***

Aliás, o Palmeiras está treinando em dois períodos quase todos os dias agora. E também treinou fundamentos. Semana histórica!

16 de julho de 2009

É dia 26!

Arquivado em: Futebol — conrado @ 17:17

Amigos, é com muita satisfação que o blog Parmerista! anuncia seu novo parceiro: a Futebol Tour, empresa especializada em traslados para partidas de futebol. Um abraço aos grandes Bruno e Guilherme, corintianos, mas gente boa. Pra celebrar essa parceria, o blog fará a cobertura da partida direto pelo Twitter. Direto do estádio!

O Derby já está marcado para dia 26, em Presidente Prudente. Não vejo um desde março do ano passado, quando Valdivia fez o chororô. Antes desse, teve aqueles 3×0 em que Edmundo e o Mago gastaram a bola, e o Luciano do Valle disse que “dava dó”. Lembram?

Não existe emoção parecida com a de ver in loco as camisas verdes e os calções brancos enfrentando a imundície de calções pretos e camisas brancas. Essa imagem na retina transcende qualquer outra que o futebol possa proporcionar. A expectativa que vai crescendo durante a semana é especial. O sábado é tenso. Acordar no domingo e já vestir a camisa do Verdão é uma das coisas mais emocionantes que existem, quando se trata de Derby. Há algo diferente no ar. O som também não é o mesmo. Só quem já esteve num, sabe.

Clique aqui e conheça as condições da Futebol Tour, e aproveite para matar as saudades de ver um Derby, ou então de saber o que é participar de um.

Bem-vinda, Futebol Tour!

E chega logo, dia 26!

Ele tá impossível

Arquivado em: Futebol, Jogadores — conrado @ 11:56

Detalhe: a contagiante narração do lance de Cléber Machado…

Disparando

Arquivado em: Adversários, Futebol — conrado @ 2:03

A tabela de classificação do Brasileirão sugere bastante equilíbrio nas primeiras posições, com vários times bastante próximos, depois da estilingada inicial do Inter. Os gaúchos vacilaram e estão sendo acompanhados por um pelotão considerável.

Mas se formos analisar bem, mas bem mesmo, o campeonato hoje está entre Palmeiras e Inter. Porque não dá pra considerar Atlético-MG/Celso Roth, Vitória, Barueri e Santo André como candidatos com fôlego pra ir cabeça a cabeça até o final. Então a briga pelo título está na verdade assim:

1) Inter 23PG, 11J
2) Palmeiras 22PG, 11J
Atlético-MG 21PG, 10J
Vitória 19PG, 10J
Barueri 18PG, 11J
Santo André 17PG, 11J

3) Grêmio 15PG, 11J
4) Flamengo 15PG, 11J
5) gambá 14PG, 10J

E só, o resto está muito pra trás. Algum time pode até se recuperar, mas não creio. Palmeiras e Inter abriram uma bela distância e devem ir pau a pau até o fim. Ao Palmeiras, cabe se reforçar para aguentar a maratona, aproveitar o cansaço dos que vão jogar a Sulamericana, e não subir no salto. Este grupo parece muito mais comprometido que o do ano passado.

Matamos o Flamengo, agora é se garantir contra os gaúchos em casa e ganhar o Derby. Vencendo esses jogos-chave, vai ser difícil tirar do Palmeiras.

Em todo caso, PROCURA-SE UM CAMISA 9. Só pra não esquecer.

Flamengo 1×2 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 1:06

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Levamos um sufoco no final, mas prevaleceu a aplicação tática do Verdão e, apesar de mais um juiz ladrão nos operando vergonhosamente, o time volta do Rio com mais três pontos. O time mais uma vez dorme na vice-liderança, e tão importante quanto isso é ter aberto já quatro pontos para o quinto colocado, o que nos dá uma folga de uma rodada garantidos no G4. E a próxima partida é contra o Santo André, no Palestra.

O time foi taticamente perfeito, e esgotou seu potencial físico. Com uma aplicação impressionante, o time atacava com rapidez, tocava a bola com muita tranquilidade, e como uma sanfona, se comprimia do meio para trás quando o Flamengo recuperava a bola, além de manter sempre uma ou duas peças atrapalhando a saída de bola deles. Aproveitando as grandes dimensões do Maracanã e os espaços dados pela confusa defesa do time carioca, o Verdão deu um baile no primeiro tempo.

Depois de quase fazer o primeiro numa jogada de escanteio que Ronaldo Angelim cabeceou para trás, o Verdão aproveitou a desorientação do Flamengo para abrir o placar numa bola mal recuada de Willians (o deles, o nosso não jogou) para Wellington. Ortigoza foi para o embate e conseguiu ganhar a jogada. Os dois se enroscaram, e a bola sobrou para Diego Souza que conduziu, cortou para dentro e bateu no cantinho de Bruno, um golaço.

CleitonX quase fez o segundo ao invadir pela esquerda, Deyvid também fez sua tentativa, e de tanto martelar, o Verdão ampliou numa jogada que é a cara desse time, com aplicação e jogo coletivo: Pierre roubou a bola de Kleberson na saída de bola e abriu para Deyvid, ele fez a tabela pra Ortigoza, que dominou e fuzilou Bruno. Foram sete finalizações do Palmeiras contra apenas uma do Flamengo. Isso porque o juiz Leandro Vuaden não deu um pênalti claro em Diego Souza logo aos dez minutos.

Com Diego Souza como atacante ao lado de Ortigoza, o time ficou muito rápido na transição, com Deyvid e CleitonX. Os laterais corriam muito para ajudar as descidas e voltavam rápido para recompor. Os volantes também, para cobrir as descidas dos laterais e também ajudando na saída de bola. Com um jogo fortemente baseado na condição física, a partir dos 20 do segundo tempo o time parou. É uma tática interessante, desde que se consiga abrir a vantagem. Mesmo desorganizado, o Flamengo passou a controlar o jogo, e num lance de bola alçada, Adriano empurrou Danilo que segurou em sua camisa para não perder o contato. O pilantra marcou pênalti e deu a chance ao Flamengo de se animar no jogo.

O Palmeiras então tratou de administrar o cansaço e o tempo. Brilhou a estrela de Diego Souza, um monstro, experiente, tranquilo, botou a bola no chão e ganhou todo o tempo que pode levando a bola para os cantos do gramado e protegendo com o corpo. Marcos – que já havia trabalhado no início da segunda etapa numa defesa espetacular após boa jogada de Everton sobre Edmilson que ficou com medo de fazer o pênalti – teve que espalmar uma bola cabeceada a queima-roupa por Zé Roberto. Foram as duas tentativas do Flamengo.

Jorginho foi tirando quem estava mais cansado, e faltando cinco minutos teve bastante segurança para tirar um Ortigoza, um dos mais exaustos, e colocar Marcão. Sem nenhum pudor. Arriscou bastante, já que em caso de tomar o gol de empate, sofreria grande pressão. Confiou em sua intuição e agora colhe os louros da terceira vitória consecutiva.

O time merece mais crédito ainda pela vitória por estar extremamente desfalcado no setor ofensivo, sem poder contar com Willians, Marquinhos, Lenny e Obina. Mesmo assim, finalizou muito, e podia até ter feito o terceiro gol no final caso CleitonX tivesse tido gás para concluir bem a jogada em que ele conduziu a bola com velocidade e invadiu a área. 3×1 para o Palmeiras estava pagando 35:1 nos melhores sites de aposta, só para constar. Quase…

O Palmeiras ganhou por pontos. Bateu muito no início da luta, e abriu muitos pontos de vantagem. Podia ter nocauteado, mas não conseguiu. Depois, cansou de tanto bater, apanhou um pouco mas a frente aberta era muito grande. Vitória merecida. O time vai ganhando corpo, deu liga, e estão fechados com Jorginho. A direção do clube pode estar perto de um grande dilema em algumas rodadas: mesmo com uma boa campanha, deve buscar um treinador experiente para comandar a campanha que deve ser duríssima, principalmente na fase final do campeonato, ou aposta na efetivação do interino, que vem de fato mostrando um bom trabalho?

Quero ver se o time aguenta jogar sempre nessa estratégia baseada no físico, ainda mais agora que entramos numa fase de jogo domingo-e-quarta. Vamos deixar o tempo correr e ver até onde vai o potencial do Cantinflas.

Atuações:
Marcos: fez sua parte para garantir o bicho. 9
Wendel: partidinha de Wendel, low-profile, bastante aplicação e alguns passes errados. 6
Mauricio Ramos: deixou alguns espaços para Emerson e principalmente Adriano. Sorte que ele devia estar de ressaca, já que mal pegou na bola. 6,5
Danilo: ótima noção de posicionamento, já abraçou a titularidade sem medo de ser feliz. 8
Armero: apesar de não ter descido tantas vezes, quando o fez foi muito perigoso. Correu demais e trancou bem as descidas pelo seu lado. 7,5
Pierre: tá ficando chato elogiar tanto o monstro Pierre. Até jogou o Adriano pra fora do campo. 9,5
Edmilson: totalmente fora de ritmo, e não tem o cacoete de dar o bote. Perigoso. 6
Deyvid: seu potencial é inegável, mas tem deficiências em fundamentos como passe e finalização. Mesmo assim, um dos gols teve sua participação fundamental. 7
CleitonX: não chegou a brilhar, mas fez uma partida corretíssima. Seu senso coletivo é admirável. 8
Diego Souza: avançado, foi o comandante do time. Além de um golaço, liderou o Verdão à vitória com muita categoria. DEZ
Ortigoza: mais uma excelente partida. É um legítimo Kleber paraguaio. 9,5
Sandro Silva: entrou no Edmilson, o primeiro a cansar, e foi melhor, apoiando o ataque sem perder a pegada. 7
Fabinho Capixaba: dentro das suas enormes limitações, não comprometeu. 6
Marcão: entrou tarde. S/N
Jorginho: a cada partida, parece menos uma circunstância e mais algo realmente com conteúdo. Hoje, ao contrário do que a alteração possa parecer, foi corajoso ao trocar Ortigoza por Marcão, aos 40 do segundo tempo. 8,5

15 de julho de 2009

Cenário

Arquivado em: Outros — conrado @ 18:23

Está no ar há cerca de dez dias um comercial da Caixa,de uma promoção para pagar “zero” na fatura do cartão de crédito dos clientes do banco. A brincadeira dos publicitários foi fazer todo mundo comemorar o “zero”. O filme tem  como palco o nosso Palestra Itália, e encena uma partida. Nela, um jogador, chamado Cleiton (certamente não é o nosso CleitonX), perde um gol bizarro, que nem Gioino perderia. E sai comemorando, para vibração do público.

Logo no primeiro segundo, temos uma visão dos novos camarotes do Palestra, com as chaminés das Indústrias Matarazzo ao fundo. Aos quatro segundos, mostra-se as supostas cabines de imprensa, com um vidro separando-os da torcida. Na verdade, o ângulo é dos camarotes dos patrocinadores, Samsung ou Adidas.

A “jogada” é filmada do ângulo oposto, do setor  Visa, em plano aberto. Por outras câmeras, é possível ver as numeradas cobertas e descobertas, filmadas do corredor inferior do Visa (8s), e provavelmente da mesma câmera o placar eletrônico (22s).

Só não sei de onde eles tiraram a imagem da arquibancada indo ao delírio, aos 25s. Deve ter sido de algum desses videogames moderninhos. Do Palestra é que não foi…

Um rápido estudo sobre o mercado de técnicos

Arquivado em: Especulações, Futebol, Torcida — conrado @ 16:30

Recebi o texto abaixo do meu amigo Junior, do blog Aqui é Palestra, via e-mail. Numa lista de discussões do grupo Fanfulla, o tema era exatamente a busca por um novo técnico. O Junior observou, observou… e depois de uns 230 e-mails deu apenas uma resposta. Vale a pena conhecer seus pontos de vista:

O assunto é complicado e o e-mail acabou ficando longo. Lá vai:

Antes de entrar na questão do nome em si, acho que temos que avaliar o atual elenco e nossa situação financeira, restringindo a escolha a determinadas características.

Quanto à questão financeira, entendo que não devemos mais pagar salários estratosféricos para técnico algum. Primeiro porque não temos condições para tal, e, mesmo que tivéssemos, não faz qualquer sentido gastar isso com técnicos. As comparações que surgiram com os esportes americanos e até com clubes europeus demonstra o quão o mercado está fora de qualquer lógica. Estou convencido de que passaremos por alguma transformação nesse sentido. Novamente, os clubes perceberão que dois jogadores de ponta valem mais do qualquer treinador. Sou favorável a uma “baixa” remuneração fixa com prêmios acima dos praticados no mercado, jogando todo o peso no variável, compatibilizando com os resultados apresentados.

Agora, sobre a parte técnica, acredito que temos um dos grupos mais comprometidos dos últimos anos com o clube. Talvez o maior que já vi (em 99, parte era fechada com o Felipão e não necessariamente com o clube), embora concorde que seja precipitado dizer isso. Também vejo o elenco como muito bom, necessitando de algumas poucas peças para o fim do ano, além de algumas dispensas (mas isso é tema para outro e-mail). Assim, vejo que precisamos muito mais de um técnico low profile, estudioso e trabalhador, do que um dos famosos “linha-dura” de mercado, pois entendo que os 5 líderes do elenco (Marcos, Edmilson, Danilo, Pierre e Diego Souza) têm feito essa função disciplinar de forma bastante satisfatória. Porém, para aliviar a pressão da torcida, colocar alguns ídolos como escudo, poderia ser uma boa, montando uma comissão com Evair, Arce, etc…Mas antes, enxergo como essencial que qualquer decisão seja avalizada pelos líderes do elenco.

Tudo isso é arriscado? Bastante, mas o que não seria a essa altura? Eu acho que mesmo pagar um salário de outro mundo para o Felipão seria um risco imenso.

Entrando especificamente em nomes, é possível apontar pontos desfavoráveis a todos que foram pensados:

Evair: Mais do que queimar um ídolo, não vejo com tanto entusiasmo a curta carreira dele como técnico.

Zinho: É treinador da filial da Traffic nos US, configurando uma perigosa e conflituosa relação se vir para cá.

Arce: É um nome que me agrada bastante, talvez por falta de conhecimento de sua recente carreira, não consigo apontar muitos defeitos que não a inexperiência.

Mancini: Apesar de ser um bom técnico (parece entender muito de futebol), aparentemente, tem sérios problemas de caráter. E, mais do que isso, a briga com Diego Souza, um dos líderes do nosso elenco, pode pesar no ótimo ambiente do grupo.

Dorival: Não vejo pontos negativos, exceção ao fator financeiro. Entendo-o como o técnico ideal, possui identificação com o clube e é bastante sério. O desempenho do Vasco no ano impressiona, aproveitamento acima de 70% e apenas 3 derrotas. Está certo que ainda está fora do G4 na série B, mas o time é muito fraco tecnicamente e vem apresentando resultados muito acima do esperado. Até o Paulo Sérgio vem sendo muito útil.

Muricy: Outro excelente nome, porém inviável financeiramente. E, para piorar, o fracasso na negociação bem como a relação com as meninas pode ser bastante prejudicial.

Fossati: Não classificou o melhor time uruguaio dos últimos tempos para a Copa 2006, perdendo para a Austrália na repescagem. O desempenho na Libertadores, embora no grupo da morte, também deixou a desejar.

Bielsa: Jamais sairá da seleção chilena, vice-lider das eliminatórias e virtualmente classificada para a Copa 2010.

Bianchi: Não deixa o Boca por questões pessoais. Aliás, sequer quer treinar a equipe argentina, sendo apenas coordenador técnico.

Por fim, ficam sugestões de nomes novos e pouco comentados:

Miguel Angel Russo, campeão da Libertadores 07. Soube lidar com um elenco extremamente vaidoso, com a complicada briga de egos entre Riquelme e Palermo e levou a taça continental. Porém, como não existe solução ideal, ele foi eliminado ainda na primeira fase da competição esse ano, com o San Lorenzo. Está sem clube.

Ramon Diaz, também já venceu a Libertadores em 96 com o River, além de ter ganho 6 campeonatos argentinos (o último em 2007 com o San Lorenzo). Confesso que não sei exatamente das características dele como técnico, mas se não chegar cagando regra como o fez o Passarela nos Gambás, poder ser outro bom nome. Também está sem clube. Mas, o fator financeiro poder ser um grande impeditivo, tinha um contrato de 3,5 milhões de dólares por ano com o América do México. Dificilmente aceitaria uma redução drástica desse valor.

Gerardo Pelusso, em que pese o fraco currículo, armou muito bem o limitado time do Nacional na Libertadores e caminha para o título Uruguaio após vencer a primeira final contra o Defensor.

Luis Zubeldia, tem feito campanhas impressionantes com o Lanus, mas foi mal na Libertadores. Porém, o que chama mais a atenção é sua idade, 28 anos apenas. Inexperiência compensada pela grande identificação com o clube por qual defendeu em toda sua curta carreira de jogador.

Angel Cappa, montou um grande time no Huracan, jogando um belo futebol, que logo foi apelidado de tiki-tiki na Argentina. Porém, perdeu a final nos últimos minutos. Confesso que fiquei com a impressão de ver o Cuca argentino ao observar as reações desesperadas do treinador ao fim do jogo.

Enfim, não temos soluções ideais, quanto menos óbvias.

Vermelho não!

Arquivado em: Outros — conrado @ 9:44

O site oficial do clube deu a seguinte notícia ontem:

ENQUETE
Vermelho na camisa divide os torcedores

Agência Palmeiras
14/07/09 – 16h41

A última enquete do Site do Palmeiras perguntava a opinião da torcida sobre a possibilidade da cor vermelha fazer parte do uniforme principal do clube. 5.289 torcedores opinaram a respeito, mas o resultado ficou apertado entre duas opções: ‘Sim, discretamente’ – com 46,43% dos votos, e ‘Não’ – com 40.64%. O palmeirense ainda tinha a alternativa de votar na opção ‘Sim, consideravelmente’, que terminou com 12.93% do total dos votos.

O Vermelho fez parte das cores oficiais do clube na época em que o Palmeiras se chamava ‘Palestra Itália’, estando, inclusive, presente em alguns escudos oficiais, como você pode conferir na página dos Distintivos do Verdão clicando aqui!

Então vamos deixar uma coisa bem clara: o vermelho FEZ parte das cores oficiais do clube, não faz mais. Nosso hino diz: “Quando surge o alviverde imponente…”, e não “tricolor imponente“. Minha nossa, deu até embrulho no estômago agora…

Sentimos muito orgulho de nossas raízes, não há motivo nenhum para escondê-las. Mas estamos falando de futebol, e o Palmeiras não é a Itália; Palmeiras é Palmeiras e suas cores são VERDE E BRANCO, e no uniforme principal não pode haver nenhum filetinho sequer de outra cor.

O segundo uniforme apresenta o vermelho em dose generosa, e foi desenvolvido com muito bom gosto, o efeito visual ficou magnífico, principalmente a de manga longa. Mas nem pensem em mexer nas cores de nossa maglia principal. Capisci?.

Pronto, já demos a cornetada matinal pra aliviar a tensão pré-jogo.

14 de julho de 2009

Enquetes

Arquivado em: Enquetes — conrado @ 0:33

Amigos, foram lançadas nos últimos dias duas enquetes no blog. Na verdade, eu ainda estou aprendendo a mexer com este brinquedo, e ainda estou apanhando um pouco. Não sei se é limitação do plugin ou se eu é que não estou sabendo trabalhar com o aplicativo. O fato é que eu não consegi customizar o suficiente para que as instruções saíssem em português, e para que o resultado parcial aparecesse.

De qualquer forma, encerrei as enquetes e divulgo agora os resultados. É um termômetro interessante de como está o pensamento da torcida do Palmeiras.

enquetes

Se alguém tiver alguma dica de um bom aplicativo para enquetes no Wordpress, agradeço!

13 de julho de 2009

Derby no Interior. De novo.

Arquivado em: Futebol, Torcida — conrado @ 17:59

A CBF anunciou nesta segunda-feira que o próximo Derby, marcado para o dia 26 de julho, inicialmente previsto para o Pacaembu, será realizado em Presidente Prudente. O mando de jogo é da imundície.

Provavelmente isso faz parte de algum acordo com a nossa diretoria, que deverá retribuir no returno. Isso significa mais um ano sem derbies em nossa cidade. Quem não consegue viajar 600km, deverá se contentar em assistir jogos contra o Náutico e Avaí.

Dramalhões à parte, este blog já discorreu sobre isso quando o confronto pelo Paulistão foi marcado para o interior. Esperneamos, mas nos conformamos em esperar mais um pouco para assistir ao clássico da cidade, duas vezes, pelo Brasileirão. Tiraram isso da gente de novo.

Já nem sei mais há quanto tempo não tem um Derby aqui na Capital, e qual será o intervalo ao todo, caso o jogo do Paulistão/2010 finalmente volte para casa, em março, provavelmente. Terão sido dois anos completos, ou algo assim? Alguém me ajuda? Alguma vez esta cidade já ficou tanto tempo sem ter seu maior jogo disputado em seus estádios?

Uma coisa é não ajudar os bambis por causa do panetone. Outra é deixar a população da cidade sem o Derby. Saco!

***

Pessoal das agências de viagem, tratem de fazer pacotes com lucro diminuto, tendendo a zero. Ganhem um público leal, e levem a torcida para o fim do mundo. Nós merecemos.

Dança das cadeiras

Arquivado em: Especulações, Futebol — conrado @ 12:57
Times sem técnico:
Palmeiras
Fluminense

Times em via de ficar sem técnico:
Santos
Inter
Náutico (fechou com Geninho)
Avaí


Técnicos à disposição, ou quase:

Luxemburgo
Muricy
Parreira
Nelsinho Baptista
Tite
Wagner Mancini
Renight Gaúcho
Marcio Bittencourt
Silas



Façam suas apostas…


Aliás, vamos montar um “time” só dos técnicos que estão em evidência no mercado nacional?

Leão; Nelsinho, Adilson, Ricardo Gomes e Vanderlei; Júnior, Carpegiani, Silas e Muricy; Renato Gaúcho e Vagner Mancini. Para o banco, Sergio/Geninho, Estevam, Marcio, Cuca e Tite.

Belo time… o furo é a lateral-esquerda…

Checkpoint

Arquivado em: Adversários, Futebol — conrado @ 0:07

A décima rodada costuma ser o primeiro checkpoint do Brasileirão por pontos corridos com 20 times. Vamos deixar o Verdão de lado por um momento e dar uma olhadinha nos nossos adversários:

Atlético-MG: com Celso Roth no comando, não tem como não pensar que trata-se de um cavalo paraguaio. Mas como isso no futebol é insuficiente para qualquer análise séria, vamos observar: sua dupla de ataque é Diego Tardelli e Eder Luiz. Na meia, Marcio Araújo e Junior. A linha de defesa só tem jogadores piores que os nossos reservas, é tudo um monte de Jeci. Estão rendendo alguma coisa porque a camisa não pesa tanto. Se chegarem na parte final como real candidato, tremem. Não preocupa.

Inter: virou o fio. foi um time que criou um encanto no início da temporada, mas que, como todos os times do falastrão Tite, não manteve a pegada. Talvez retome a sequência se fechar com Muricy. O elenco é excepcional, e até o time reserva, se estiver no embalo, joga bem – sabemos bem disso. Vamos torcer para Tite prolongar sua permanência o máximo possível.

Vitória: apesar de resultados expressivos, o time que conta com Roger como centroavante e William (o nosso, o do coração) não deve ir além de um quinto lugar. O destaque é o lateral Apodi, que já vestiu duas camisas pesadas e negou fogo. Carpegiani é outro técnico que não consegue estabelecer trabalhos longos bem-sucedidos, o prazo de validade é curto.

Barueri: surpresa do campeonato, arrozinho com feijão, comandado por Estevam “Fred Flintstone” Soares, ou Estevam “olha eu aqui, me contrata” Soares. Pedrão, Tiago Humberto na frente, André doidão Luiz na zaga e o goleiro Renê são os destaques. Vai acumulando seus pontos porque os adversários sempre entram achando que vai ser moleza. É só jogar sério contra eles, mesmo em sua casa, que vira presa fácil.

Grêmio: o trabalho do técnico Paulo Autuori é curioso. Não parece ter o apoio dos elencos que comanda. E também não tem a cara do Grêmio. O time do sul tem dois meias enganadores, mas chatos, Tcheco e Souza; e atacantes fracos, como Herrera, Jonas, Maxi Lopes e Alex Mineiro. Seu ponto forte é a zaga. Pode ser um bom adversário se Alex Mineiro resolver jogar bola.

Flamengo: tem talentos como Ibson, Kleberson. Leo Moura foi deslocado para o meio, joga como uma espécie de volante, e Juan atravessa uma fase inconstante. Mas o grande destaque, Adriano, vive de marcar gols. Se escassearem, seus privilégios devem minar a união do elenco. Sem contar que a choradeira de Cuca contagia o elenco, que parece que acorda, dá uma choradinha na frente do espelho, depois vai resolver os problemas do dia. Não deve sequer pegar Libertadores.

Cruzeiro: vai dando uma de Fluminense. A diferença é que deve ganhar a Libertadores, e terá tranquilidade para recuperar o terreno perdido. Mas já ficou muito para trás. É um belo time, com Kleber e Ramires, e Fabio de volta à boa fase no gol. Adilson Batista atualmente é o melhor técnico empregado no país.

Gambá: o recém-viúvo Ronaldo foi um tiro certeiro da diretoria trambiqueira. O volante Cristian se identificou muito com o ambiente gambazístico e é uma espécie de Magrão melhorado. E a zaga foi muito bem montada por Mano Menezes, que ainda conta com André Santos, que estava escondido no Figueirense e ninguém foi atrás. Mas esse time pode levar surras homéricas, como aconteceu hoje em Porto Alegre. Se virem que o título não rola, eles tiram o pé na fase final, já que já estão na Libertadores. Os confrontos diretos são fundamentais para mantê-los distantes.

Bambi: se não fosse o apito amigo, era pra ser o último colocado do campeonato (vide o Dossiê Bambi 2009). Não fosse o excesso de times tão ruins ou piores, e poderia ser um sério candidato à degola. Claro, num mundo sem apitos rosados. Carta foríssima do baralho.

Outros: Santos, Goiás, Santo André, Sport, Atlético-PR, Coritiba, Botafogo, Fluminense, Náutico e Avaí que se preocupem com o rebaixamento.

E o Verdão? Vamos tentar – é difícil – fazer uma análise como a feita sobre nossos adversários. O que eles diriam de nós, em poucas palavras?

Palmeiras: tem uma boa espinha dorsal: Marcos, Pierre, Diego Souza e CleitonX. Carece de um bom atacante com a saída de Keirrison. E vive a expectativa do novo treinador, embora Jorginho tenha começado o trabalho razoavelmente bem. Se repuser as saídas de Luxa e Keirrison à altura, é sério candidato.

Resta saber como os times ficarão após o fechamento da janela da agonia, a do mercado europeu. Até lá, faremos o próximo checkpoint. Por agora, devemos nos preocupar com os times gaúchos. Os confrontos diretos contra esses times são vitais: nem pensar em empatar. Palmeiras x Grêmio, 6/ago, 17ª rodada. Palmeiras x Inter, 23/ago, 21ª rodada. Os dois no Palestra.

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