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31 de agosto de 2009

Ô gente sem vergonha!

Arquivado em: Adversários — conrado @ 23:05

Ontem tivemos mais algumas evidências de que aquela pocilga que recebeu o jogo do Palmeiras não é digna nem de ser palco de jogos do Campeonato Brasileiro. E o bebum do presidente delas ainda diz que tem 84% das exigências do caderno de encargos da Fifa atendidas. Tá de brincadeira…

O estacionamento, para quem não quis se arriscar a deixar o carro na rua e fatalmente tê-lo danificado, furtado ou roubado, não saía por menos de 40 reais. Os flanelinhas nas ruas cobravam quase isso. E tanto nos estacionamentos, como nos terrenos convertidos para tal, como na rua, não havia a menor garantia de coisa alguma (valeu Téo, pela foto).

Para entrar, outro caos, principalmente do lado das fofoletes. Os relatos informam que às 16 horas, quando o jogo se iniciou, cerca de 6 mil bambis ainda estavam do lado de fora. Isso pôde ser comprovado visualmente do lado de dentro. Eu mesmo tuitei minutos antes do início do jogo desdenhando da presença da torcida delas. De fato, conforme o jogo se desenrolava, muita gente entrou.

No nosso setor Visa, as cordas que separam da torcida bambi do mesmo setor estavam mal colocadas, quem tinha comprado cadeira na última coluna não podia se sentar, já que a corda não dava espaço, e também não era permitido ficar em pé em lugar nenhum. E vai lá tentar mexer na corda pra você ver. Vinha um PM com o capacete igual à camisa bambi com o cassetete em mãos com aquela doçura habitual, solicitando gentilmente para que não tocasse na sagrada corda.

O banheiro do Visa era nojento, mas ainda dava pra tentar se aliviar de alguma forma. Pior foi quem estava na nossa arquibancada. Segundo relatos, não havia lanchonete disponível para nossa torcida. Os bambis preferem não ter lucro, se for pra judiar da nossa torcida, privando-a de comida e bebida. Mas pra quem já esburacou o gramado às vésperas de uma final de Brasileiro, isso também não é grande coisa.

Do lado bambi, mais coisa errada. Acho que até pela TV deu pra notar que o setor térreo, na beira da linha lateral do lado oposto à nossa torcida, estava desocupado no primeiro tempo. Estão reformando o local, provavelmente é aquela academia onde os bambis vão assistir os balés dos quero-queros enquanto deixam o bumbum durinho. Pois no segundo tempo, o local, cheio de entulho e restos de material de construção, foi invadido pelo pessoal da numerada, que assistiu o jogo de lá. Primeiríssimo mundo!

Pra encerrar com chave de ouro, a PM reteve o pessoal da arquibancada palmeirense por absurdos 50 minutos após o fim do jogo, enquanto um maldito helicóptero pairava o tempo todo com focos de luzes sobre o nosso lado de saída, ensurdecedor, vigiando todos os passos de cada torcedor. Me senti um marginal.

Esse é o tratamento que se dá ao torcedor que quer assistir a um jogo de futebol naquilo que as mocinhas chamam de estádio. É nesse lugar que querem fazer uma Copa do Mundo. É nesse lugar que querem enterrar mais dinheiro público. Ô gente sem vergonha!

SPFW 0×0 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 0:54

Num jogo de disputa ferrenha no meio de campo, o Verdão ficou no 0×0 com as moças, e manteve os 4 pontos de frente sobre o inimigo. Faltam dezesseis rodadas para o fim do campeonato, é bastante coisa. Mas com a chegada de Vagner Love, o Palmeiras deve resolver uma de suas maiores deficiências, a qualidade na finalização. Love tem uma média de quase 0,8 gols por jogo em toda a carreira. Se mantiver essa marca, pode fazer algo em torno de treze gols até o fim do campeonato.  Brigaria até pela artilharia, o que seria fantástico pelas circunstâncias.

Muricy, conforme previsto, escondeu até o fim a condição de CleitonX para a partida. Com isso, Ricardo Gomes ficou vendido na armação de sua equipe, e tentou fazer o mesmo colocando em dúvida a masc escalação de Richarlyson. Como se fosse a mesma coisa. A meia hora do início do jogo, fim do mistério, e CleitonX estava escalado. O Verdão foi de 4-4-2 básico, simples. Ricardo Gomes armou os bambis no 3-5-2, com André Dias na sobra, e liberando Junior César e Jean para o apoio.

É realmente uma pena que nossos laterais não têm a qualidade que gostaríamos. Os flancos seriam um dos caminhos mais fáceis para a nossa vitória. Jogando nas costas dos alas bambis, a chance de sucesso teria sido muito maior, já que havia uma multidão no meio-campo, por parte dos dois times. Assim como os nossos laterais são fracos, os deles também não produziram lá grande coisa.

Assim, com uma guerra entre volantes, o jogo ficou por uma falha individual, por uma bola parada ou por um repente de talento de alguém. Para nosso desespero, Mauricio Ramos sentiu uma contusão muscular logo no início e teve que dar lugar a Marcão. O que era garantia de apenas uma falha, virou um perigo constante. E lá na frente, Diego Souza e CleitonX não conseguiam articular nada, além de presos na marcação, pareciam não tão ligados no jogo quanto deveriam.

Assim, no primeiro tempo houve poucas chances. No início, após excesso de soberba da biba-mor que acha que é o Ademir da Guia e tentou sair jogando, Ortigoza pegou a sobra e rolou pra Armero, na corrida, que chutou na rede, por fora. No último lance do primeiro tempo, Diego Souza roubou a bola na saída delas, tocou pra Ortigoza e recebeu de volta, o paraguaio estava aberto pela esquerda, livre, mas Diego foi fominha e decidiu bater para o gol, errando o alvo. Entre esses dois perigosos ataques do Verdão, as moças tiveram suas chances: uma tentativa individual de infiltração de Dagoberto, travado por Edmilson; a mais perigosa, numa ajeitada de peito de Dagoberto que Jorge Wagner bateu bem no canto, pra ótima defesa de Marcos; e uma tabelinha dos avantes delas, que Washington bateu forte de fora, e Marcos pegou novamente.

Hernanes não conseguiu voltar para o segundo tempo, e Ricardo Gomes colocou Arouca. Já Muricy voltou com Souza no lugar de Ortigoza. E os volantes dos dois times ditaram o rumo do jogo com ótimas atuações. O Verdão chegou a dominar o setor no segundo tempo, até Ricardo Gomes colocar Hugo no lugar de Dagoberto para voltar a equilibrar as ações. Assim, as duas equipes ficaram com apenas um atacante enfiado, esperando um erro do adversário. Marcão não errou, e a nossa parte lá atrás foi até que tranquila. Na frente, paramos na apatia de Diego Souza, no nervosismo de Deyvid Sacconi, que entrou no lugar de CleitonX e na falta de recursos de Obina. Danilo chegou a cabecear uma bola que raspou (mesmo) o travessão num escanteio, Armero teve outra boa chance numa tabela rápida em que ele novamente chegou na corrida. As frangas tiveram a chance de matar o jogo perto do fim, numa bola que rondou nossa área mas Jean bateu muito mal, por cima, quando tinha boas condições. Mas ficou nisso. Ruim para os dois, bem menos ruim pra nós, que continuamos na liderança.

Chamou a atenção a dedicação do time na parte tática. A cada paralisação da partida, sempre dois ou três jogadores corriam em direção a Muricy para buscar orientações. A aplicação e seriedade dos jogadores foi impressionante – dos dois lados, vamos reconhecer – com exceção do goleirinho delas, um mascarado incorrigível. A se lamentar apenas o estado de ânimo de Diego Souza, que em boa parte do jogo se conformou com a forte marcação bambi, e só se soltou mesmo nos quinze minutos finais, depois de ficar o jogo todo tentando cavar faltas, em vão.

O árbitro Heber Pilantra Lopes não cometeu nenhuma falha em lance decisivo. Mas ajudou a amarrar o jogo, e exagerou na tendência a marcar as faltas dos nossos jogadores e deixar seguir lances iguais do outro lado. O critério para os cartões também foi diferente dependendo da camisa. Mas é um caseirão, pilantrão, não deveríamos esperar nada diferente, ainda mais em jogo do Engenheiro Beltrão.

Temos uma sequência razoável pela frente agora: Barueri no Palestra, e o decadente Vitória na Bahia são jogos para vencer, e qualquer tropeço dos adversários aumentará nossa vantagem – um empatezinho do Inter contra o Galo, no jogo atrasado na quarta seria espetacular. Depois, teremos uma última sequência difícil, com jogos no Mineirão e na Vila (uma molezinha entre os dois, Atlético-PR no Palestra); e então uma fila de oito jogos* que, na boa, dá pra ganhar todos, e botar a faixa no peito a três rodadas do fim. Com os reforços entrando bem no ritmo do time, e não sendo tratados como Engenheiro Beltrão, o Palmeiras só perde o título para si mesmo.

* Avaí (C), Náutico (F), Flamengo (C), Santo André (N), Goiás (C), Gambá (N), Fluminense (F) e Sport (C)

Atuações:
Marcos: três boas defesas, nenhuma chegou a ser milagrosa, mas ele estava sempre lá. 8,5
Wendel: ah, se ele soubesse cruzar… 6
Mauricio Ramos: lesionou-se logo no início.
Danilo: não deu chances para nenhum atacante bambi. Nada foi em cima dele. E ainda quase fez um lá na frente. 8,5
Armero: correr, pensar, correr, pensar… Apesar dessa dificuldade, chegou duas vezes como surpresa para concluir, e não foi mal. 7
Pierre: não foi de suas melhores partidas, pro que estamos acostumados. 7
Edmilson: jogou muito, fez as vezes de zagueiro, volante e meia. Um líder em campo. 9
CleitonX: era nítido que estava sem ritmo, a falta de treinos por conta da recuperação da lesão cobrou o preço. 6
Diego Souza: era um jogo pra ele decidir, mas ficou na marcação bambi. 5
Ortigoza: uma ou outra participação efetiva. 6
Obina: outro que não apareceu porque a bola não chegava. Quando poderia fazer alguma diferença, esbarrou nas próprias limitações. 5,5
Marcão: vamos parar de pegar no pé dele. Eu teria colocado o Mauricio Nascimento, mas o Marcão entrou e foi bem, não errou nenhuma. 7
Souza: entrou no intervalo e foi responsável pelo domínio do meio-campo por boa parte do segundo tempo. 8
Deyvid Sacconi: vai queimando suas últimas chances. Pena. Tem talento, mas parece ser daqueles que com a camisa do Palmeiras, não faz tudo o que pode. 5
Muricy: armou o time com o regulamento debaixo do braço. Até tentou ganhar, mas não achou o empate ruim em momento algum. Ao contrário da torcida, que queria demais uma vitória. Coisas de quem acabou de chegar. 6,5

30 de agosto de 2009

Light

Arquivado em: Outros — conrado @ 23:14

- Vocês podem observar que eu estou mais light aqui no Palmeiras. Porque os caras são parceiros, tem aquela coisa do sangue italiano e isso me deixa mais tranquilo. Você olha para o lado e vê um parceiro e não um traíra. Aqui tinha um ou dois que não faziam porra nenhuma mas eram muito vaidosos. E isso eu não gosto mesmo.

Muricy, na saída do gramado do panetone

A partir de hoje, direto do estádio

Arquivado em: Outros — conrado @ 11:15

Pessoal, o blog terá uma novidade a partir deste domingo. Esses telefones mudernos de hoje já dão acesso à internet de qualquer lugar. E este blogueiro foi obrigado a se atualizar. Então, a partir de agora faremos posts direto do estádio, principalmente pelo Twitter, mas também aqui no blog principal, dependendo da situação.

Portanto, para quem tem conta no famoso microblog, basta seguir @parmerista para ter, durante as partidas, impressões direto do estádio. Quem ainda não tem conta, mas está ensaiando abrir uma, agora é a hora. Acesse www.twitter.com e faça seu cadastro; é grátis, rápido e nem dói. Em seguida, acesse www.twitter.com/parmerista e follow (siga) este blogueiro, e assim os posts aparecerão em sua home do Twitter.

Mas se você é daqueles que não quer nem saber de Twitter, basta continuar acessando o blog normalmente. Na barra da direita temos um quadrinho com as últimas tuitadas, basta atualizar a página (clicando em atualizar ou pressionando a tecla F5) para checar se houve mais uma impressão tuitada direto do estádio.

Então é isso. Estamos nos últimos preparativos para o jogo, e daqui a pouco, os primeiros posts direto daquele panetone maledetto.

Boa sorte a todos nós!

28 de agosto de 2009

Pronto, Vagner Love. E agora?

Passada, e muito, a euforia pela confirmação da contratação de Vagner Love, do qual este blog infelizmente foi alijado de viver o momento junto com a torcida, podemos começar a pensar em todos os desdobramentos desta contratação.

Primeiramente, devemos analisar as condições em que essa negociação se concretizou. Em princípio, noticiou-se que o Palmeiras adquiriria Obina do Flamengo, e imediatamente o repassaria ao CSKA, e os atacantes seriam trocados por empréstimo de um ano, com opção de compra ao final. Não se sabe de onde a impresa tirou isso. O fato é que Obina fica no Palmeiras, e Love vem por empréstimo, sem custo, a não ser os salários. Obina joga domingo contra o bambi, normalmente. Como é que Cipullo e cia. conseguiram isso, não se sabe. Só sabemos que é para se tirar o chapéu. O time não perde nenhuma peça, não se enfraquece, e ainda ganha um reforço desse quilate.

Há ainda duas questões para serem esclarecidas. A primeira é com relação aos salários a serem pagos para Love. Trata-se de um jogador com salários altos. A imprensa chegou a noticiar que Love teria baixado seus salários para poder se encaixar no orçamento do futebol do Verdão. De qualquer forma, não há motivos para desconfiar da gestão financeira no clube. Se houve o acordo, é porque há como pagar. Aqui não é Flamengo.

Seja alto ou adequado – e entenda-se por adequado um salário que respeite o teto definido em acordo com o elenco, o mesmo que recebe Marcos – a segunda questão saber como o grupo receberá Love. Apenas Marcos foi seu companheiro em sua passagem anterior pelo clube. O ambiente entre os jogadores hoje é muto bom. A chegada de um jogador de peso, badalado, sempre altera a rotina e pode mexer com algumas cabeças. Esse fator fica potencializado devido à personalidade de Love – alegre, extrovertido, e ainda por cima baladeiro, pelo menos em sua primeira passagem por aqui, quando tinha apenas 20 anos.

Seria muito interessante saber do jogador o que o motivou a vir para o Brasil após cinco anos em Moscou. Morar lá deve ser um saco. Preocupa saber que a motivação do jogador foi saudades do país, e da alegria de se morar aqui. Se a motivação foi aparecer mais de perto para Dunga, aí a coisa melhora. O procurador de Love foi bem quando deu essa justificativa, mas entre o discurso e a verdade, nem sempre a distância é curta.

***

Preocupações à parte, é hora de celebrar. Na semana do aniversário do clube, a torcida ganha mais um presentaço. A verdade é que não existe torcida neste país que não esteja invejando os palmeirenses neste momento. Vejam que eespinha dorsal: um time que conta com Marcos, Pierre, CleitonX, Diego Souza e Vagner Love, bem treinadinho, pode se candidatar a qualquer título no planeta. Contando ainda com coadjuvantes de qualidade como Danilo, Souza, Edmilson e Ortigoza, entre outros, e com um treinador do gabarito de Muricy, o caminho está muito bem traçado.

É isso que esperamos da diretoria de futebol. É sempre bom lembrar que este trabalho começou em dezembro de 2006, ainda na administração Della Monica. Gilberto Cipullo assumiu a direção de futebol e montou o primeiro time da fase de reconstrução, após a desastrada passagem de Salvador Hugo Palaia. Sem caixa, com alguns talentos esparsos, como Valdivia e Edmundo, Cipullo começou o trabalho, de longo prazo – o tal planejamento, que por não ter dado frutos nos primeiros campeonatos disputados, foi tão ironizado.

Mas a reconstrução técnica e financeira exigia tempo. Aos poucos, as peças foram sendo trocadas. O time de 2007, que era apenas para não fazer feio, realmente não fez feio. E quase fez bonito, raspou a Libertadores. A recuperação financeira avançou. Em 2008 veio um parceiro, e o modelo, apesar de não permitir ao clube todo o poder de decisão desejado, foi suficiente para a conquista de um Campeonato Paulista, aliviando a pressão por um título e dando mais tranquilidade para a sequência do plano. Já sob o comando de um técnico de renome, o Palmeiras buscou seu primeiro vôo, e chegou na reta fina do Brasileiro com plenas chances de conquista, que não aconteceu por um erro fatal no percurso. Mas o caminho continuava certo.

Com a eleição de Belluzzo, todas as fichas foram jogadas para o time de futebol. A reconstrução financeira avançou mais ainda; e também a relação com o parceiro, já mais disposto a atender às necessidades do clube e deixando um pouco de lado a realização imediata dos lucros pretendidos. E assim o grupo apenas se fortaleceu, esteve muito próximo da conquista do bi Paulista e da Libertadores, mas sucumbiu a mais erros de percurso: o comandante estava fraquejando.

Uma importantíssima correção de rota, que exigia muita coragem, foi feita: a troca de comando na comissão técnica. E passadas algumas semanas, sob o comando de outro grandíssimo treinador, o grupo hoje é sem dúvida o mais encorpado do país, inicia o segundo turno liderando o campeonato sem perder nenhuma peça, e ao contrário da tendência de todos os rivais, fortaleceu o time. A meta é nada menos que a conquista do Brasileiro, e da Libertadores, no centenário do rival. E agora não há mais desculpas de que é pro ano seguinte, pra 2011…

A chegada de Vagner Love, além da importância que tem por si só, sela o fim da fase de crescimento. Alguns reforços ainda podem aparecer até segunda-feira, principalmente na zaga e na meia. Mas a chegada de Love é o grande símbolo. Hoje o Palmeiras é Palmeiras. Não existe mais a síndrome de vira-latas, aquele fantasma oitentista que voltou a assombrar o clube desde a saída da Parmalat. A imprensa já não tem mais como desdenhar o clube – pode até fingir que não vê, mas atingindo os resultados, nem isso será possível.

Bem-vindo, Vagner Love, e toma juízo. Parabéns, diretoria do Palmeiras, e muito obrigado. Parabéns, torcida do Palmeiras.

Parabéns, Palmeiras!

Agradecimento

Arquivado em: Outros — conrado @ 16:09

Gostaria de agradecer à Locaweb por deixar o blog fora do ar por cerca de 20 horas, exatamente no período que compreendeu todo o início da especulação da contratação de Vagner Love, a confirmação, e a repercussão inicial.

Se no dia da contratação do Robert foram mais de 13 mil page-views, posso supor que, no mínimo, 20 mil page-views foram pro saco.

“Bota na conta do papa”.

VALEU LOCAWEB!

Agora, vamos esfriar a cabeça e tentar escrever sobre o que interessa…

27 de agosto de 2009

Notícia espetacular gera concurso no Parmerista

Arquivado em: Adversários — conrado @ 20:11

De acordo com o globoesporte.com, o espetacular peteleco do Dentinho no Dentão é notícia. Juro. Não acredita?

OK, eu também não acreditaria. Então clique aqui.

A foto é bizarra. De olhar pra lata dos gambazentos, você não diria que o que o mais pobrinho dos dois ganha em um mês é mais do que você suporia que os dois juntos ganhariam na vida toda. Débi e Lóide são fichinha.

Enfim, essa é a notícia do Timão Ê Ô de hoje.

Ajude este parmerista, e sugira balõezinhos para colocarmos nessa foto. A melhor sugestão, além de publicada, vai ganhar um brinde especial. Do Marcos Kleine, claro.

Pressentimento

Arquivado em: Futebol — conrado @ 12:05

CleitonX saiu do jogo contra o Inter com 10 minutos, com uma torção no tornozelo. Ao lado de Diego Souza, nosso camisa 10 é o maior responsável pela produção ofensiva e pela beleza do jogo do Palmeiras. A maioria dos gols do Verdão passa por seus pés.

O tratamento começou imediatamente após a lesão. Após o inchaço, são necessários de dois a três dias para se começar a ter uma idéia da evolução do quadro. De repente não foi nada, e ele já está prontinho pro jogo, poderia até entrar num coletivo secreto. Ou então a coisa foi feia e ele precisa de pelo menos duas semanas pra voltar a treinar com bola.

Seja qualquer um dos extremos, ou qualquer posição intermediária na escala de gravidade da lesão, a ordem no Palmeiras é esconder o leite. CleitonX joga ou não, eis a questão. Com ele, o esquema é um, sem ele, é completamente outro. E isso deixa o técnico das meninas coçando a cabeça, completamente perdido. Manter o mistério sobre sua escalação é uma enorme vantagem na preparação para o jogo. Sem a lesão, seria uma estupidez colocar em dúvida sua escalação, CleitonX é titular absoluto. Assim, pode-se transformar um problemão, que é a lesão de um dos craques do time, em um trunfo. O adversário tem que se preocupar com dois cenários, e assim divide por dois sua energia na preparação tática.

Qualquer que seja o resultado, este é um exemplo vivíssimo de que ter elenco é muito importante, mas futebol tem muito mais fatores envolvidos que podem determinar o resultado de uma partida do que a simples qualidade dos jogadores. São os tais detalhes que, como diria meu amigo Chavão, decidem, principalmente em clássicos. Muricy já está totalmente à vontade para esse tipo de disputa. Já o glorioso Ricardo Gomes é praticamente um noviço, especialmente no futebol paulista.

Com CleitonX ou sem, pressinto um domingo memorável…

***

Vamos aos cenários, sempre lembrando que toda e qualquer informação sobre o estado clínico de CleitonX é puro blefe, pode ser ou não verdade e ninguém sabe a real.

  • Com CleitonX, Muricy deve manter o 4-4-2, e sua única dúvida será decidir a dupla de volantes, tem que escolher dois entre Pierre, Souza e Edmilson. Forma-se um quadrado com dois volantes atrás e dois meias na frente.
  • Se não houver condições de jogo para nosso camisa 10, os três volantes devem jogar formando um losango, com Pierre atrás e Diego Souza na frente; Souza na direita e Edmilson na esquerda.

Tudo isso considerando que Muricy vai com dois atacantes, Ortigoza e Obina. Mas e se der a louca e ele inventar de povoar o miolo, deixando apenas um atacante, liberando os meias para aproximação? E se ele inventar de ir com três zagueiros (se for, que seja com Mauricio Nascimento e não Marcão, por San Gennaro!)? Nosso elenco completo proporciona essas variações sem grandes perdas na qualidade.

Se é difícil para nós, palmeirenses, prever o que Muricy vai fazer, imagina pro tiozinho lá do outro lado, coçando a cabeça?

Como eu disse, pressinto um domingo memorável…

26 de agosto de 2009

Projeto

Arquivado em: Adversários — conrado @ 21:48

Para não dizer que é implicância nossa, gostaria de apresentar um projeto que eu mesmo fiz para que o estádio do Jardim Leonor possa ser coberto a fim de receber os jogos da Copa do Mundo. Vejam uma das telas do meu projeto, feito em quatro dimensões.

Caso a diretoria tricolor se interesse, por favor, envie o e-mail para parmerista@gmail.com. Cobro bem baratinho, não será necessário tungar nenhum cofre público…

Nem a pau, Juju, seu sacana..

Arquivado em: Adversários — conrado @ 20:31

Essa de fazer uma academia no panetone e dizer que por isso aquela pocilga se credencia cada vez mais para receber a Copa de 2014 é um delírio de bêbado do senhor Juvenal Juvêncio. Mas essa cretinice não pegou mal só aqui entre os palmeirenses não…

Esta semana surgiram mais dois textos, não de torcedores como nós, mas de pessoas mais abalizadas a falar sobre o assunto, tanto no aspecto político como técnico. Confiram aqui e aqui.

O cerco vai se fechando, a sociedade está atenta e não vai tolerar mais uma farra com nossos impostos para favorecer uma entidade privada.

REFORMA NO PANETONE COM O MEU DINHEIRO?
NEM A PAU, JUVENAL!!!

Rádio Fanfulla – programa 9

Arquivado em: Rádio Fanfulla — conrado @ 12:12

Neste dia tão especial, entra no ar a nona edição da Rádio Fanfulla. Clique aqui para fazer o download (se necessário, use o botão direito do mouse), ou no player abaixo para ouvir no browser.

Junto com o programa, vai um humilde presente para a torcida alviverde: uma rápida Jam Session com Marcos Kleine, autor da famosa versão na guitarra do hino do Verdão, e Lucca Schwab, autor da versão jazz. Sensacional!

Parabéns, Verdão!

Arquivado em: Outros — conrado @ 9:34

Hoje o Palmeiras comemora 95 anos de fundação. O 26 de agosto é um dia mais do que especial para todo ser de alma alviverde. O palmeirense ama tanto seu time que faz dois aniversários no ano.

O Tsunami Verde, criação do meu amigo Marcelo Santa Vicca, chega a sua quarta edição em 2009. Agora, pela manhã, levei minha pequena para a escola e tive o prazer de ver um mar de camisas do Palmeiras na Vila Pompéia e nas Perdizes. Verdes, brancas, prateadas, verde-limão, e a novíssima azul – já vesti a minha de novo, apesar do frio. E o sol brilha na capital paulista, para deixar este dia especial muito mais bonito.

E a comemoração vai até a noite, claro. Aqui na zona oeste, a festa será no Bar Boleiros da Vila Madalena. Se na segunda a festa foi para os palmeirenses ilustres, a de hoje é para todos os não-ilustres. Eu estarei lá, confira a imagem abaixo.

Parabéns, Verdão!!!

25 de agosto de 2009

Espiando a ponta de baixo

Arquivado em: Futebol — conrado @ 9:17

Uma das coisas mais legais de ser líder isolado é poder olhar para os times que cercam a zona de rebaixamento com aquela sensação de conforto típca de quem disputa outro campeonato. E por estar tão alheio a essa tétrica disputa, nós, palmeirenses, temos até um pouco mais de autoridade para opinar, por não estarmos comprometidos emocionalmente. Quer dizer, não muito. Anos e anos disputando campeonatos nos fazem ter uma certa preferência por este ou aquele, inevitavelmente.

Ainda é difícil cravar alguma coisa, com tantos jogos pela frente, e nenhum time deu mostras de que não tem salvação, como fizeram nos últimos anos, por exemplo, América-RN e Ipatinga, com muitas rodadas de antecedência. Mas dá pra arriscar uns palpites sem grandes pretensões. De todos, penso que o Sport é o que tem mais chances de voltar pro limbo, de onde pode até sair de vez em quando, mas é seu habitat. Tudo depende do trabalho de Péricles Chamusca, que já tem três rodadas, encaixar com o frágil elenco, e mostrar alguma evolução. Se o Avaí consegue, o Sport também pode conseguir.

Fluminense e Botafogo têm a seu favor a camisa. Mas camisa, ultimamente, não salva ninguém. Todo ano tem camisa pesada caindo. Dentro de campo, o Botafogo ainda pode tirar alguma coisa de seus jogadores. Estevam Flintstone consegue fazer trabalhos razoáveis com elencos medíocres. Já o Fluminense de Renato Gaúcho parece que vai reverter, mas não reverte nunca. Chegou a sapecar 5 no Spoort, mas logo retomou a sequência vexatória. Tomaram um baile do Barueri em casa no último jogo, e agradecem aos céus pelo pontinho conquistado. Precisa começar a reação agora, não pode mais perder tempo.

Náutico, Coritiba e Santo André devem lutar até a última rodada, sempre fazendo contas e secando adversários. Destes, o que tem mais chances de escapar é o Coritiba, que conta com a inspiração de Marcelinho Paraíba que, apesar de veterano, mostra que está inteiro e com apetite. O mesmo não se pode dizer do Santo André, cujo elenco tem uma média de idade muito elevada e deve sentir o final de temporada. Joga contra o time do ABC o fato de ter deslocado vários jogos com seu mando para o interior, para buscar dinheiro nas bilheterias. Abrindo mão do mando assim, fica mais difícil ainda. E o Náutico luta com a limitação de seu elenco, apesar da boa fase da dupla de ataque, Chico César Carlinhos Mala Bala e Gilmar.

Vitória, Atlético-PR e Flamengo também têm que ficar atentos. O Vitória vem em queda livre, e logo, logo deve se chegar perto da zona da degola. Só não está em situação mais complicada por conta de uma fase iluminada que teve no início do campeonato, quando acumulou alguns pontos e chegou e enfiar 6 no Santos. Quem tem Roger de centroavante não pode sonhar com nada mais que isso mesmo. Já o Atlético-PR parece estar no caminho contrário: depois de ocupar até a lanterna do campeonato por algumas rodadas, conseguiu achar o rumo com a contratação de Antonio Lopes. O time funcionou bem nas primeiras rodadas sob o comando do delegado, resta saber se manterão a tendência ou se a mágica acaba logo. E o Flamengo pensou que efetivar o interino seria a solução dos problemas, ora vejam. Mergulhado numa crise política nervosa, o time não tem tranquilidade para treinar, e acumula muitos resultados ruins no Maracanã. No último fim-de-semana, a luz vermelha acendeu de vez: tomaram gol até do Fabinho Capixaba.

De todos esses, só torço para se manterem na Série A o Coritiba e o Náutico, por questões de simpatia. O Coxa é uma espécie de irmãozinho verde paranaense, não tem histórico de complicar para nós, e sempre fazemos bons negócios com eles. Já o Náutico, além de ser um freguezão, costuma complicar para os bambis e para os gambás, é sempre divertido.

Se caírem Flamengo, Fluminense ou Botafogo, ficarei bastante satisfeito, é sempre legal ver os times grandes cariocas chafurdando na lama da segundona. Sport e Vitória também são times que eu gosto bastante de ver sofrendo em viagens longas e chatas pelo interior do Brasil, porque já ousaram achar que poderiam rivalizar com um gigante como nós – que atrevimento. Do Santo André eu não gosto porque não é um time de tradição, não agrega nada ao campeonato, não tem torcida, deixa o futebol mais feio. Sem falar no Pilantrinha Carioca. E do Atlético-PR eu não gosto mesmo, só questão de implicância.

Meus palpites, chutaços: caem Fluminense, Sport, Santo André e Vitória.

Podem chutar. Nos comments e na enquete ao lado.

Enquanto isso, no Jardim Leonor…

Arquivado em: Adversários — conrado @ 2:34

O desespero toma conta dos cartolas da bambilândia. Agora as fofuras anunciam, de peito estufado, que fecharam um acordo com uma rede de academias de ginástica um projeto para transformar o patético anel inferior numa extensa academia, “com visão para o campo”. Uau! Quem não sonha em assistir o balé dos quero-queros na relva enquanto queima as gordurinhas correndo numa esteira? Quem não daria a vida para contemplar profissionais de aparamento de grama sarados e definidos fazendo sua labuta semanal enquanto pedalam vigorosamente numa ergométrica?

Assim, os dirigentes bambis  concluem, sabiamente, que estão dando mais um enorme passo para provar à Fifa que eles têm, de fato, um estádio à altura de receber a abertura da Copa de 2014. Gentem, estádio com academia!!! A imprensinha adorou a novidade. Clube-modelo e organizado é outra coisa.

Eu queria mesmo é saber como essa fan-tás-ti-ca parceria vai resolver o problema da falta de estacionamentos no entorno do estádio, como exige irrevogavelmente o caderno de encargos da entidade, e que o panetone está longe, longe de resolver, a não ser que consiga mais uma maracutaia com o poder público usando o dinheiro do meu e do seu imposto, como fizeram com o de nossos avós há mais de quatro décadas.

Só que há quarenta e tantos anos, os meios de comunicação eram direito de poucos. Hoje, a tecnologia permite que qualquer cidadão consiga tornar pública a fiscalização para evitar essas falcatruas. E a prevenção a mais uma farra no Jardim Leonor conta com um exército de respeito na Internet, que cresce a cada dia. Este soldado está à disposição.

MORUMBI, NÃO!!!

Os casos dos zagueiros

Arquivado em: Diretoria, Jogadores — conrado @ 2:03

Parece que a Traffic se interessou em adquirir 50% do passe de Mauricio Ramos por R$ 1 milhão. O contrato do zagueiro com o Palmeiras previa essa prioridade da opção da compra dessa parcela até esta segunda. Assim, vindo mais reforços para o setor ou não, o zagueiro está garantido no elenco até o fim do campeonato, pelo menos. E os titulares vão sendo mantidos, mesmo os não tão destacados.

Já o zagueiro David, aquele que colocou as luvas do aumento no bolso e se mandou pra Grécia, e que a Justiça do Trabalho decidiu que permanece vinculado ao Palmeiras, foi liberado pelo Verdão para continuar emprestado e servindo ao Flamengo. Trata-se de patrimônio do clube, e deixá-lo treinando em separado até surgir um interessado apenas o desvalorizaria. O Palmeiras agora vai atrás do pagamento a que tem direito, e o devedor é o Panathinaikos.

O professor Belluzzo foi ao Rio no fim de semana e conversou com o pessoal do Flamengo. Para dar um desfecho tão simples ao caso, não seria necessário viajar ao Rio, por mais agradáveis que sejam os ares e mais lindas sejam as nativas da capital carioca. Estou curioso para saber qual a conversa que nosso presidente teve com o pessoal do Flamengo’o…

24 de agosto de 2009

Enfraquecer, não!

Arquivado em: Especulações — conrado @ 16:33

A especulação do dia é a possível saída de Mauricio Ramos para o famosíssimo Standard Liége, da Bélgica. Vai vendo o buraco em que nosso glorioso zagueiro direito vai se meter, apesar de ser na primeiríssimo-mundista Antuérpia.

Já tem cornetinha soando: “mas e a promessa do Belluzzo de que ninguém sairia?”

Faz sentido a pergunta. Mas a explicação é simples: o zagueiro tem os direitos presos ao Iraty, tá xerto? O acordo anunciado, de que não se soltaria ninguém, foi feito com a Traffic. É uma meia-desculpa, já que a mensagem passada pelo presidente foi a de que nenhum titular sairia. E Mauricio Ramos é titular.

Para que isso não afete o time, basta trazer um zagueiro para reposição, melhor que Mauricio Ramos. E torcer para que ele se entrose logo com Danilo. Além do mais, vamos e venhamos, não dá para chorar a saída de Mauricio-uma-falha-grave-por-jogo-Ramos.

O que não dá é pra ficar sem reposição. A construção de um esquadrão forte passa por manter ou reforçar todas as posições. Já que estamos nos desfazendo de um titular, que venha um melhor. Não podemos aceitar nada abaixo disso.

E se a vinda de uma reposição não der certo, que se segure o Mauricio, que apesar de não ser o Waldemar Fiúme (pensaram que eu ia dizer Luis Pereira, né?), encaixou razoavelmente bem o jogo com o Danilo. O que não podemos é ficar mais fracos. Isso, jamais.

23 de agosto de 2009

Fim-de-semana perfeito

Arquivado em: Administração, Jogadores, Outros — conrado @ 18:38

A sexta-feira teve três notícias bem legais: uma, ainda por ser confirmada oficialmente, é de que a Unimed teria conseguido fechar com o Palmeiras o patrocínio do calção. O acordo com a Lupo, já fechado, teve que ser alterado porque a empresa expandiu suas atividades para a produção de material esportivo e tornou-se concorrente da Adidas. A Lupo manteve o patrocínio, entretanto, para o time de basquete que disputará a NBB.

As duas outras notícias já são oficiais: o Palmeiras ganhou a disputa judicial que movia contra o zagueiro David, e pela qual teria que se reapresentar no Palestra. À decisão ainda cabe recurso, mas poucos acreditam que o zagueiro poderia reverter. Claro que ele não tem clima para permanecer por aqui, mas o Palmeiras será pago por isso, não ficará chupando o dedo. As informações são de que o presidente Belluzzo aproveitou uma viagem ao Rio este fim-de-semana e já começou a costurar o acordo com o Flamengo.

Por fim, a dispensa de Mozart, que vai jogar no Livorno da Itália. O volante chegou num momento de necessidade, com as contusões simultâneas de Sandro Silva e Edmílson, mas infelizmente não vingou no Verdão. Com o salário bastante elevado, o jogador era um peso para as finanças do clube. A rescisão se deu de forma amigável, por iniciativa do próprio jogador, que foi bastante correto em sua passagem por aqui, apesar de improdutivo tecnicamente.

Acabou a gloriosa sexta, veio o futebol do fim-de-semana.

Sábado frio, expectativa de um grande jogo. Confronto importantíssimo, pra se afastar na tabela de um adversário duríssimo na luta pelo título. A Samsung gentilmente convidou a alguns membros da mídia palestrina para conhecer um de seus camarotes, e batermos um papo com a blogueirada enquanto torcíamos pelo Verdão.

Tive a oportunidade de reencontrar ótimos amigos, e de conhecer gente nova, inclusive muitos leitores do blog, amigos que sempre deixam seus comments e interagem pelo Twitter. A experiência foi muito agradável, fica aqui um grande abraço a todos os que compareceram, e ao pessoal da Samsung pela ótima recepção e pelo presente, uma camisa azul novinha (eba!).

Pra complementar o fim-de-semana, derrotas do bambi e do Atlético Pocotó deixaram o Verdão mais isolado ainda na liderança, faltou apenas um tropecinho do Goiás. Mas mesmo assim a rodada foi ótima, levantando ainda mais o moral dos palmeirenses para o Tsunami Verde que se aproxima – é nesta quarta-feira – e principalmente para a guerra de domingo contra as fofoletes. A Hora do Pesadelo está chegando.

*atualizado na madrugada de segunda-feira

Pra ficar arrepiado neste domingo

Arquivado em: Outros, Torcida — conrado @ 14:40

Nossos patrocinadores Adidas e Samsung lançaram durante a semana vídeos promocionais, valorizando a parceria que existe entre eles e o Palmeiras.

As imagens e o som dizem tudo, qualquer comentário é absolutamente desnecessário.

Palmeiras 2×1 Inter

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 3:04

Noite perfeita. Todos os testes foram feitos, e o Palmeiras passou em todos. O Verdão retoma o caminho das vitórias e o rumo do título, na hora mais exata possível, afastando o início de crise que poderia se instalar no Palestra. Mais uma rodada, líderes.

A pressão estava grande. O Palmeiras suportou. A camisa estreou. Não teve nada de zica, deu foi muita sorte, além de ser linda. O adversário era um concorrente direto pelo título, e o Palmeiras o derrotou. O camisa 10 saiu machucado no início do jogo, mas o volume de jogo do Palmeiras se manteve alto. Enfrentamos um time muito bom, levamos pressão no final, e suportamos. Os cartões foram bem administrados e ninguém foi suspenso para o jogo no panetone. Queríamos mais o que?

Muricy veio de feijão com arroz. 4-4-2, com Mauricio Nascimento e Danilo na zaga, Wendel e Armero pelas laterais, Souza e Edmilson na proteção, CleitonX e Diego Souza nas meias, e Ortigoza e Obina no ataque. Simplezinho mas bonitinho.

O Inter parecia um pouco ansioso no início, talvez efeito do bafo quente na nuca, e não quis sair muito pro jogo no primeiro tempo. O Palmeiras manteve o domínio da bola, trocou passes com consciência, e criou as melhores chances. Em quase todas, a finalização chegou a sair, mas era sempre mascada pela defesa gaúcha, bastante precisa. No melhor lance, Deyvid Sacconi, que entrou aos 10 minutos no lugar de CleitonX, com uma torção no tornozelo, chegou em velocidade após passe de Ortigoza e bateu forte, da entrada da área, para defesa de Lauro.

Até que Diego Souza, chapa quente, resolveu o jogo: entrou driblando pela direita na área do Inter, e foi derrubado. Pênalti que Obina cobrou muito bem e abriu o placar, aos 38 minutos. O Palestra se inflamou, e a sensação é de que poderia vir mais.

Muricy não mexeu no intervalo, e o time voltou quente. Logo aos dois minutos, Diego Souza mais uma vez entrou com bola dominada, driblou, abriu o espaço e bateu forte. A bola espirrou em Sorondo (nome legal de ficar falando. “Soronnnnndo”) e sobrou para Ortigoza, que ainda disputou com Danny Moraes antes de bater cruzado no canto esquero de Lauro. Admito que subestimei o poder de reação do Inter e já comecei a pensar no bambi neste momento.

O Inter foi um bravo adversário, e não entregou os pontos. Taison e Alecsandro estavam sempre perturbando nossa defesa, e Giuliano passou a comandar as investidas, já que Andrezinho estava meio mascaradinho. E o Palmeiras passou por poucas e boas, embora tivesse se postado muito bem no contra-ataque, e acabou perdendo mais duas chances claras de gol. Mas o Inter também tem seus talentos, e Andrezinho pegou a sobra de uma jogada de Giuliano e bateu muito bem, forte, alto. Marcos resvalou nela, que foi explodir no travessão.

A história ds últimos jogos se repetiu, e depois dos 25 minutos o time amarrou a gravata vermelha. O cansaço bateu forte, e o time não conseguia mais acompanhar o ritmo do Inter, que passou a dominar o jogo. E aí valeu muito a catimba do Palmeiras, que segurou a bola nos cantos do gramado, provocou faltas, escanteios, parou o jogo sempre que pôde.

Edmilson sentiu o cansaço e foi trocado por Jumar, enquanto Deyvid Sacconi deu seu lugar a Sandro Silva. Sempre com a missão de fechar o meio, e segurar o tempo. E a pressão gaúcha no final foi terrível, principalmente depois do golaço de Giuliano aos 42. Os sete minutos finais foram extremamente tensos. E o Verdão foi aprovado, porque segurou a bola, resistiu à pressão e sacramentou mais uma estréia de camisa vitoriosa na História do clube.

Foi um belíssimo teste, e o Verdão passou com louvor. A motivação volta a ficar em alta, a liderança na tabela já foi assegurada para o complemento da rodada, e tirando a preocupação com a lesão de CleitonX, o astral é o mais alto possível para iniciar a semana de preparação para a guerra no panetone. Muricy finalmente terá um período livre para fazer mais treinos táticos e acertar de uma vez esse 4-4-2, todos nós esperamos, para a partida.

É importante lembrar que a torcida do Pameiras, especialmente a Mancha, desta vez deu um show antes e durante a partida, incentivando de forma muito vibrante o Verdão em nossa casa, no que foram seguidos pela massa. Quando mandam bem, a gente elogia, assim como descemos a ripa na hora das bobagens. Que continue sempre assim, principalmente quando o time estiver perdendo.

Atuações:
Marcos: pouco exigido, e não teve chances no gol. 7,5
Wendel. estréia logo, Figueroa! 5
Danilo: tomou posse da defesa do Palmeiras. Tem que pedir licença pra ele. 9
Mauricio Nascimento: grande partida, queimou de uma vez o filme do Marcão. Agarrou a terceira vaga na zaga com força nesta partida. 9
Armero: continua pouco inteligente e afobado, mas conseguiu encaixar algumas jogadinhas interessantes. 6,5
Edmilson: sua presença em campo dá outra cara ao time. Muricy vai ter problemas para definir os titulares quando todos estiverem disponíveis. Ê problema bom. 8
Souza: simplesmente o melhor em campo. Que personalidade. Já não tenho dúvidas que o Souza virou jogador de time grande pro resto da carreira, trata-se de uma realidade, não de uma promessa. DEZ
CleitonX: s/n; deu lugar a Deyvid Sacconi que não mostrou muito a que veio, estando até desligado em alguns lances. 6
Diego Souza: o comandante do time. Ainda jovem, Diego já está maduro o suficiente para liderar qualquer grupo. Segura a bola quando precisa, ganha tempo, dá dribles humilhantes, sofre faltas. Sem falar que os dois gols tiveram sua participação. Sempre decisivo. Chapa quente. 9,5
Ortigoza: é rápido, insistente, pentelho… Como deve ser chato jogar contra ele. Fez um gol de raça, de insistência. Esse o Palmeiras já pode consultar o Sol de América e pedir pra estabelecerem o preço. 8
Obina: taticamente muito bem, ajudando muito inclusive na defesa. O pênalti foi muito bem batido. 8
Jumar e Sandro Silva, s/n
Muricy: muda de esquema com bastante facilidade. Nem sempre dá resultado. Mas o 4-4-2 vem se mostrando de longe o esquema mais eficiente com este grupo. Hoje, Urtigão foi bem. 8,5

21 de agosto de 2009

Bafo na nuca?

Arquivado em: Adversários, Torcida — conrado @ 16:15

O meia Andrezinho, do Inter, uma espécie de Marquinhos gaúcho – jovem com talento que parece ainda não ter cabeça pra envergar uma camisa de time grande – revelou a uma rádio gaúcha que Tite, em uma de suas últimas preleções, quer usar a pressão da torcida no Palestra a favor de sua equipe no jogo de amanhã. Confira o artigo publicado no globoesporte.com.

Quando o treinador começa a querer usar artifícios fora das quatro linhas, é porque já pressente que a casa vai cair. Tite é um dos maiores enganadores do futebol. Suas frases pomposas já viraram piada na imprensa e na torcida. Técnico que está confiante no time, chega, faz a preleção, explica o que quer que façam pra ganhar o jogo e deixa os jogadores resolverem lá dentro. Se os jogadores do Inter entrarem em campo pensando na reação da nossa torcida, vão esquecer de jogar bola e quando perceberem já vai estar 2×0 pra nós. Valeu, Tite.

Curiosa foi a expressão usada pelo redator gaúcho do globoesporte.com:

A ideia é de Tite, que já treinou o Palmeiras e sabe bem como é trabalhar com o bafo da torcida na nuca. Por isso, ele passou uma orientação aos jogadores, conforme revelou o meia Andrezinho.

Ê gauchada. Depois reclamam…

Então é isso. Amanhã, no Palestra, vamos mostrar pra eles o nosso bafo quente. Só não exagerem senão os gaúchos vão apaixonar.

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