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21 de agosto de 2009

Espetacularmente linda

Arquivado em: História, Outros — conrado @ 1:35

O Palmeiras lançou nesta quinta-feira a nova terceira camisa. Ela é uma das coisas mais lindas que eu já vi. Na imagem, Diego Souza e Wendel exibem os modelos de manga curta e longa.

As cores de nosso clube são o verde e o branco. É o Verdão, o alviverde imponente. Mas é o terceiro uniforme. Se fosse para ser verde ou branco, seria o primeiro ou o segundo. A Adidas, depois de inovar com o modelo verde-limão, há dois anos – que virou case de marketing tamanho o sucesso – optou desta vez por uma camisa tradicional, mas de extremo bom gosto. Minha nossa, como é bonita!

Ações como esta só têm a acrescentar à marca Palmeiras, e em nada agridem nossa identidade. Ao contrário, reverenciam nossas tradições ao inspirar-se nas antigas malhas vestidas pelo clube nos tempos de Palestra Italia. Neste caso, o modelo de 1916 (veja a imagem ao lado, retirada do site Palestrinos), que comemora os 95 anos de fundação do clube, que serão completados na próxima quarta-feira.

Aliás, aniversário do clube é dia de Tsunami Verde. Mas vale camisa verde, branca, verde-limão, prateada, e a novíssima e diabolicamente linda azul. Isso sem falar nos inúmeros modelos que nossos goleiros já usaram, nas mais variadas cores. Quando eu era criança eu tinha uma camisa de goleiro do Pameiras cor de laranja(!?!). O que importa é fazer aquela já tradicional enxurrada de camisas do Palmeiras pelas ruas.

Valeu Adidas, por mais esse fabuloso presente à torcida alviverde.

20 de agosto de 2009

Engenheiro Beltrão strikes back

Arquivado em: Administração, Diretoria, Futebol — conrado @ 16:33

E continuamos sendo tratados como Engenheiro Beltrão. Ir para Curitiba é pedir para ser roubado. Teve o golaço do Obina na Arena, e o pênalti safado inventado ontem no Couto Pereira.

Em Belo Horizonte, o Palmeiras teve dois pênaltis não marcados para si. Fomos operados contra o Flamengo e contra o Goiás. Isso sem falar nos roubos contra nós em pleno Palestra, a começar pelo jogo contra o bambi, e o mais recente, o gol com falta batida com bola rolando do Grêmio. Se formos procurar mais, não é difícil achar, tendo ou não nos tirado pontos.

De bate-pronto, citamos sete jogos em 20. Dizem que árbitros erram sempre para os dois lados, mas que no final a balança de cada time está equilibrada (erros a favor versus erros contra). Com o Palmeiras isso nunca acontece. Se formos olhar os jogos em que o Palmeiras teve alguma ajuda da arbitragem, o único time que pode dizer que deixou de ganhar pontos da gente por causa o juiz é o Vitória. Os erros contra Cruzeiro e Botafogo, que teoricamente nos ajudaram, provavelmente não mudaram os resultados das partidas.

Temos que brigar em todas as frentes. Time forte, bem treinado, con estrutura, etc? Sim, claro, temos que cobrar sempre um time competitivo para disputar todos os campeonatos. Mas isso não quer dizer que não devemos ficar atentos aos detalhes extra-campo, aos bastidores. Como é que colocam um árbitro cuja maior característica é a “cartorragia” exatamente no jogo que antecede os confrontos contra Inter e bambi, e o Palmeiras não fala nada?

Temos um diretor que serve exclusivamente para tratar das chamadas relações institucionais. Até agora, na prática, não consegui ver nenhum resultado de seu trabalho. Cadê o trabalho de bastidor na Conmebol, CBF e FPF? Muricy reclamou do adiamento da partida contra o Atlético-MG, por que o jogo do fim de semana pelo menos não foi empurrado pro domingo? E cadê o relacionamento com as comissões de arbitragem?

Por que todo mundo trata o Palmeiras como se fosse o Engenheiro Beltrão?

Era o castelo de areia?

Arquivado em: Futebol — conrado @ 9:59

Há quatro rodadas o palmeirense estava de peito estufado.  Líder, “o melhor líder na história dos pontos corridos na 16ª rodada”. Sequência de vitórias – uma delas goleando no Derby, e a banana dada para a janela de transferências, com o fico de Pierre e a garantia do presidente de que Diego Souza e CleitonX não sairiam, bem como os outros titulares. O otimismo era latente, o título era questão apenas de tempo.

Eis que 12 dias depois o estado de espírito do bipolar palmeirense é desolador. Foram quatro partidas, nenhuma vitória, apenas três pontos. A diferença para o bambi, confortáveis dez pontos, despencou para apenas um. Mesmo assim, ainda somos os líderes, pelo menos até hoje à noite, quando o Goiás pode nos tirar a ponta da tabela.

O que mudou nesses doze dias? O que levou o time a cair tanto de rendimento? O momento é que é ruim, ou esta é a nossa realidade, e as 16 primeiras rodadas é que foram enganosas?

Jogo por jogo: contra o Grêmio o time fez um primeiro tempo espetacular, abriu o placar, mas sentiu o gol de empate. Na sequência, o Grêmio equilibrou o jogo. Confronto de camisas grandes, resultado normal, embora o futebol mostrado tivesse sido muito bom. Contra o Atlético, falhas individuais nos impuseram sair atrás no comecinho. Com personalidade, o time manteve o padrão, empatou, só não virou por falhas na finalização, e terminou o jogo martelando, em busca da vitória contra um adversário encolhido em sua casa. Até aqui estava tudo bem.

Começou a azedar no jogo contra o Botafogo, em que o time não jogou bem. O adversário estava bastante desfalcado e estreava técnico, ou seja, é sempre jogo atípico. Mesmo assim, era pro Palmeiras ter imposto seu jogo e vencido. Teve a bola do jogo nos pés, e não decidiu. Por fim, o jogo contra o Coritiba, bastante desfalcado – só Diego Souza é quase meio time – e Muricy tentou uma inovação. Tudo indicava que daria errado, mas o esquema foi desmontado de qualquer forma com a expulsão de Pierre. O jogo foi muito ruim, mas a derrota veio com só um pênalti roubado nos descontos.

Esses são os fatos. É para desespero? Acho que não, podíamos ter vencido os quatro jogos. O que realmente incomoda é que o bambi não perdeu pontos nessa sequência, e a imprensa já montou o palco da parada gay fora de época. Tem palmeirense falando que já entregamos mais um campeonato para elas. Isso porque faltam 18 rodadas e somos líderes, queiram ou não.

O mundo não é verde, as deficiências estão aí. Temos setores muito fracos no elenco, mas isso todo time tem. Claro, temos que nos preocupar com a nossa parte, e buscar esses reforços – foram prometidas três contratações e só chegou o Robert – estamos no aguardo. O momento é ruim, mas está longe de ser desesperador.  Tudo o que não precisamos agora é de uma maré de desconfiança abalando o elenco.

Os dois próximos jogos são fundamentais, são “apenas” contra os dois rivais na busca pelo título. Agora é que é hora de mostrar força, a força que acreditávamos ter há quatro rodadas. E que ainda acredito que temos. Pela forma como perdemos pontos nesse período, creio em uma retomada. Muricy é um cara bastante experiente, e deve pegar a mão do time. Ainda não vimos uma sequência consistente de postura tática – o que denota que ele ainda está buscando o melhor esquema com as peças que tem na mão.

Com a chegada de pelo menos mais dois reforços prometidos, e mantendo a esperança que Figueroa tenha sido uma boa contratação, não tenho motivos para perder a confiança no título. Mas pra isso, a força da torcida nos próximos dois jogos é fundamental.

O castelo não era de areia. Você já vai entregar a rapadura?

Coritiba 1×0 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 0:43

20090819_ctb1x0palO ruim nem é perder. O pior nem é perder roubado. O desastroso mesmo é perder roubado nos descontos. Na verdade, pelo que apresentaram em campo, Coxa e Palmeiras mereciam ficar no 0×0, a mesma nota do juiz, um palhaço que quis aproveitar a transmissão ao vivo para todo o país em TV aberta para aparecer. Estragou a partida, distribuindo cartões sem parcimônia, como aquele segurança com síndrome de pequeno poder. E não se trata de critério, porque se tivesse, já teria dado o vermelho para Leandro Donizete com 15 minutos ao pegar CleitonX por trás. Só o expulsou aos 40, pelo segundo amarelo, isso depois de ter mandado Pierre pro chuveiro numa falta que era no máximo pra amarelo.

Mas o Palmeiras não pode reclamar do juiz, apesar de tudo, porque não conseguiu vencer um time com Jeci na zaga, e ainda sofreu o gol de pênalti – roubado, é verdade – em cima simplesmente de Thiago Gentil. Muricy mostrou que ainda não pegou a mão do time, ao testar mais um esquema diferente, desta vez um improvável 3-4-3, que se mostrou ineficiente contra um time muito fraco na defesa, imaginem quando pegar um time forte. É esquema pra abandonar correndo.

O 3-4-3 proposto por Muricy não segurou a pressão inicial do Coritiba, que só não abriu o placar porque a linha defensiva comandada por Danilo estava firme nas bolas aéreas. Tudo bem que era contra um ataque de pigmeus, mas a obrigação era tirar todas. Aos poucos, o Palmeiras foi colocando a bola no chão e assumiu o controle da partida, mas dependia sempre do apoio de um dos zagueiros ou de Pierre para preencher o toque de bola, e aí complicava.

O juizinho resolveu aparecer, expulsando Pierre numa jogada que claramente era para advertir com o amarelo. Como perdeu um volante, Muricy teve que recompor o setor, tirando o desesperado Daniel Lovinho para a entrada de Jumar. Depois o juiz deu o segundo amarelo para Leandro Donizeti, numa falta exatamente sobre Jumar. Tirou um de cada lado, pronto, apareceu.

As nossas chances só surgiam em bolas paradas ou quando CleitonX conseguia dominar a bola e partir em direção à área. Numa dessas, ele achou Obina livre, na corrida. Mas o nosso pesado atacante não tem a menor velocidade, e preferiu bater de fora, já que estava de frente. Podia até ter feito, se tivesse batido no canto esquerdo, de curva, por fora da trave. Mas bateu cruzado de forma bisonha. Na sequência, Mauricio Ramos cometeu a falha nossa de cada jogo, e a bola foi cruzada da esquerda encontrando Marcelinho Paraíba livre, da linha da pequena área, que cabeceou firme. Bruno pegou, e acabou o primeiro tempo.

Muricy não mexeu no time, e vimos um dos piores momentos do Palmeiras no campeonato. Sem a menor consistência no meio-campo, sem conseguir trocar dois passes seguidos no setor ofensivo, o jogo foi modorrento, com as equipes valorizando a posse de bola e tentando furar a defesa adversária sem sucesso, apesar de ter mais espaços no campo com as duas expulsões. O Coritiba esteve mais próximo de fazer o gol, principalmente com Marcelinho Paraíba, mas sem grande volume.A melhor chance do Verdão foi com Armero, em mais um passe de CleitonX.

Enquanto Muricy trocou nos dez minutos finais Obina e Ortigoza por Robert e Deyvid Sacconi, Ney Franco mandou pro jogo Thiago Gentil. O que seria a garantia de pelo menos trazer um empate virou a definição da derrota: numa jogada morta, Marcão bloqueava Thiago Gentil numa disputa normal, em que os dois jogadores se puxavam, como em toda jogada. O juiz resolveu colocar na cal após o mergulho patético de Thiago Gentil. Marcelinho Paraíba bateu muito bem, Bruno quase pegou, mas não deu, 1×0. Deu tempo pro palhaço expulsar mais um de cada lado antes de encerrar uma melancólica partida.

Luz vermelha acesa. A hora da reação é agora. Com a volta de Diego Souza, com o Inter tendo perdido pro gambá em casa, o jogo de sábado no Palestra, seguido da guerra no panetone são as partidas que o time precisa para sair da turbulência, já que são os rivais diretos pela disputa do título. E não tem que ser na base da motivação, mesmo porque, o time não vence há quatro jogos, que motivação teria? Tem é que jogar bola, corresponder ao apoio da torcida que tem enchido o Palestra com 25 mil por jogo, honrar a postura da diretoria em manter o grupo intacto na hora em que a liderança era folgada, e voltar a abrir frente no campeonato.

Não se esqueçam que ainda somos líderes. Pelo menos até esta quinta.

Atuações:
Bruno: fez o que tinha que fazer, e ainda quase pegou o pênalti. 7
Mauricio Ramos: já é uma tradição, uma falha por jogo, e de resto vai bem. 6
Danilo: a parte dele foi muito bem feita. 8,5
Marcão: garantia de emoção. Pior que dessa vez ele não fez o pênalti, mas sempre que tem batatada, ele tá no meio. Acabou expulso. 4
Souza: conseguiu ocupar bem os espaços, apesar de ter pouca gente por perto. Mesmo isoladão, se garantiu. 7,5
Pierre: fazia uma marcação implacável sobre Carlinhos Paraíba e Pedro Ken, até ser tirado do jogo na maldade pelo safado de amarelo. 6,5
CleitonX: uma ilha de talento e inteligência num mar de mediocridade. 9
Armero: correr e pensar ao mesmo tempo não é para qualquer um. 5,5
Daniel Lovinho: não deu tempo da defesa do Coxa perceber que esse a natureza marca. Por isso, apesar dele mesmo, levava preocupação para a zaga, e abria espaços. Mas errava absolutamente tudo. Saiu antes de passar vergonha. 5
Obina: perdeu o duelo para Jeci. É irritante as jogadas que deixa de concluir do jeito certo porque não tem velocidade. 4
Ortigoza: apenas esforçado, precisava de gente mais encostada nele para fazer as tabelas que gosta tanto. 6
Jumar: fez muito bem o papel do Pierre. Mas não vamos esquecer que ele é só o Jumar, não o Flavio Conceição. 6,5
Sacconi e Robert: sem nota, mal pegaram na bola.
Muricy: tentou, e errou. Num jogo onde o mais lógico seria dominar o meio de campo, ele preferiu esvaziar o setor e apostar em bolas esticadas. Meio-campo povoado não é sinônimo de retranca, ataque povoado não é sinônimo de valentia. Pelo menos mostrou que não é retranqueiro. Só que custou caro essa auto-afirmação perante a torcida e os conselheiros mais cornetas. 1,5

19 de agosto de 2009

Imitando Criscio

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores — conrado @ 0:31

Post com as curtinhas do dia, homenageando o estilo do Vicente, do 3VV

***

A BWA voltou das profundezas do inferno e conseguiu atuar no Palestra por alguns jogos. Isso se deu porque o Itaú fechou um acordo com vários clubes, inclusive o Palmeiras, e está promovendo uma ação onde o proprietário do Itaucard tem desconto para adquirir seus ingressos. E a venda desse setor ficou a cargo dos ex-falecidos.

Como são experts em trapalhadas, cometeram o absurdo de comercializar ingressos para Palmeiras x Botafogo com o símbolo dos gambás impresso. Isso mesmo.

Em reunião hoje à tarde no clube, o presidente Belluzzo exigiu que a empresa se retirasse de uma vez por todas das atividades no Palestra. Parece que desse mal não padeceremos mais.

***

Por outro lado, a Outplan ainda está devendo. O clube precisa agir com o mesmo empenho para cobrar da empresa catarinense a qualidade no serviço prestado conforme foi prometido e está previsto em contrato. O torcedor palmeirense continua sofrendo para comprar seus ingressos, os cambistas continuam agindo, as filas continuam imensas e morosas. Sempre lembrando que estamos falando de pessoas/empresas completamente diferentes, em todos os sentidos. Ainda acho que da Outplan dá pra se esperar algo.

***

O contrato de Ortigoza foi prorrogado até dezembro. Ótima notícia, pelo menos não sofreremos mais com uma novela de renovação em plena reta final do campeonato.

***

Por outro lado, isso corrobora com os sinais de que diminuíram bastante as chances de dar certo mais uma tentativa de repatriar Vagner Love. A negociação realmente existiu, mas os russos pediram Diego Souza ou CleitonX, e aí a resposta foi não, obrigado – mesmo porque a Traffic parece não ter interesse em ter Love em sua carteira de jogadores. As negociações continuam, mas a probabilidade do negócio fechar é muito pequena.

Isso é o que dizem as fontes oficiais. As mesmas que declararam que as negociações com o Muricy tinham se encerrado. De toda forma, eu não apostaria um níquel no fechamento do negócio. Não criem expectativa.

18 de agosto de 2009

Quebra-cabeças

Arquivado em: Futebol — conrado @ 0:57

Apinhado de desfalques, Muricy vai ter que quebrar a cabeça para montar o time que enfrenta o Coritiba, nesta quarta, no Couto Pereira. O adversário vinha de uma série de três derrotas e o técnico Renê Simões caiu após o revés em casa para o Cruzeiro. Na rodada passada, o Coxa foi ao Rio de técnico novo, e surpreendentemente venceu o Fluminense, que ensaiava uma reação.

Time com técnico novo sempre é mais complicado de ganhar. O Coritiba agora é treinado por Ney “beira do caos” Franco. O Coxa é um time do tamanho exato para ele, que costuma montar esquemas defensivos low-profile e invenções mirabolantes na frente. Para quem tem Carlinhos Paraíba, Pedro Ken, Marcelinho Paraíba e Bruno Batata, pode dar algum resultado, mas não em tão curto prazo. Talvez quando o argentino Ariel estiver de volta.

Mas o problema do Coritiba é do meio para trás. A começar pelo quarto-zagueiro, que é o Jeci. Os volantes poderiam estar em qualquer time da Série B do Paulistão que ninguém estranharia. Alías, o mesmo se aplica aos laterais e ao parceiro do Jeci na zaga. Quem se salva são os dois goleiros, o titular Vanderlei e o reserva Edson Bastos, que costuma pegar muito contra nós e está escalado.

Muricy não vai poder contar, entre suspensos, fora de forma e lesionados, com Marcos, Wendel, Henrique, Figueroa, Edmilson, Marquinhos, Diego Souza e Lenny. Dos oito, três são laterais-direitos.

Se Muricy optar por uma linha de quatro atrás, a lateral-direita deve ficar com Souza. Danilo e Mauricio Ramos na zaga, e Armero na esquerda completam. No miolo, Pierre, Souza e Cleiton Xavier são praticamente certos. Sobram três vagas. Ele pode colocar:
1) Pierre, Sandro Silva, CleitonX e Sacconi; Ortigoza (Lovinho ou Willians) e Robert (Obina)
2) Pierre, Sandro Silva, Jumar (Mozart) e CleitonX; Ortigoza (Lovinho ou Willians) e Robert (Obina)
3) Pierre, Sandro Silva, Jumar (Mozart), CleitonX e Sacconi; Ortigoza (Robert, Obina, Lovinho ou Willians)

Mas Muricy pode optar por três zagueiros, que seriam Danilo, Mauricio Ramos e Marcão. Armero pela esquerda e Sandro Silva pela direita seriam os alas. Pierre, Souza e CleitonX se garantem pelo meio, restam duas vagas que podem ser:
4) Sandro Silva, Pierre, Souza, Sacconi, CleitonX e Armero; Ortigoza (Robert, Obina, Lovinho ou Willians)
5) Sandro Silva, Pierre, Souza, CleitonX e Armero; Ortigoza (Lovinho ou Willians) e Robert (Obina)
6) Sandro Silva, Pierre, Souza, Jumar (Mozart), CleitonX e Armero; Ortigoza (Robert, Obina, Lovinho ou Willians)

Qualquer que seja a formação escolhida, obrigatoriamente jogaremos com peças que estão em fase muito ruim, ou que são ruins mesmo, por natureza. Tá fácil a vida do Muricy?

Contra um time que só tem a defesa pior do que os dois pernambucanos, com dois laterais que guardam posição, e que tem na ligação de Carlinhos Paraíba e Pedro Ken seus maiores trunfos, este parmerista iria com três zagueiros e soltaria Armero e Sandro Silva. Pierre e Souza poderiam ajudar no apoio quando cobertos pelos alas. Nada de jogada de linha de fundo, os alas devem partir em diagonal para o meio, já que não temos cabeceadores. Deyvid Sacconi entraria com a função de dividir as atenções da marcação contra CleitonX, e Ortigoza seria o atacante solitário. Os gols devem sair em triangulações sobre a fraca zaga do Coxa. Escalação 4).

Bruno; Mauricio Ramos, Danilo e Marcão; Sandro Silva, Pierre, Souza, CleitonX, Deyvid Sacconi e Armero; Ortigoza. O blog iria assim. E vocês?

*2h26: Segundo o repórter Alex Muller tuitou há pouco, Muricy tende a ir com a escalação 5, com Obina no lugar do Robert.

Sandro Silva

17 de agosto de 2009

Perguntinhas intrigantes

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores, Torcida — conrado @ 15:15
  • Por que a venda de ingressos no Palestra continua tão bagunçada? Parecia que tinha melhorado…
  • Por que Figueroa não estréia nunca? A deficiência nas laterais claramente nos custaram pontos importantes.
  • Por que a torcida do Palmeiras não assimila que existem três tipos de meio-campistas: os que defendem, os que atacam, e os que fazem as duas coisas?
  • Falando em torcida, por que a Mancha fez uma festa tão bonita antes do jogo, e ficou tão apática durante a partida?
  • Quando tivermos rodadas seguidas pela Sulamericana e o Palmeiras folgar nas quartas-feiras, o preparo físico atrapalhará nossos adversários como supostamente nos atrapalhou sábado?
  • Deram a camisa 20 pro Robert, e não a 9. Onde há fumaça, há fogo?

16 de agosto de 2009

Vou cobrar royalties…

Arquivado em: Administração, Adversários — conrado @ 20:01

Pessoal, lembram da minha sugestão de dividir a tabela em quartis, e de acordo com o desempenho do grupo nesses períodos, caso atinjam a meta, seriam gratificados? Pra quem não lembra, está aqui (aliás, os empates contra Grêmio e Galo estavam previstos. O que estava fora do script era perder pontos para o Botafogo no Palestra).

Pois é, parece que depois de serem impiedosamente avacalhados por este blog, o pessoal do Sport Recife aproveitou para ler um pouco mais sobre este humirde parmerista, e parece que acharam a idéia dos bônus por metas interessante. Cliquem aqui e conheçam a “nova” estratégia do presidente do Sport para conseguir seu objetivo de fugir do rebaixamento.

Bom, se na verdade leram o Parmerista! ou não leram, não se sabe. Mas que a idéia tá bem parecida, isso tá…

Virando as cornetas pros ouvidos certos

Arquivado em: Futebol — conrado @ 13:44

Um dia após o vexame do Palestra, é possível ver a torcida palmeirense direcionando seus canhões em direção a Muricy diante da sequência de três empates. O palmeirense não admite três volantes para proteger a zaga, principalmente em jogos em casa, e mais ainda contra um time fraco, fraquíssimo, e ainda todo desfalcado.

Os números são cruéis. Principalmente porque ainda existe a comparação com o trabalho de Jorginho. Com Muricy, o time só faz um gol por jogo. E ultimamente tem tomado um por jogo. O que até não é tão ruim comparado com os outros times, mas é ruim comparado com o próprio Palmeiras antes de Muricy.

Amigos, temos que usar os números com muito cuidado. Números, pura e simplesmente, não dizem nada.

“Três volantes! Retranqueiro! Volta pros bambis!”
Menos, bem menos. A começar pelos rótulos de volantes dados a Souza e Sandro Silva. Sim, eles são volantes. Mas sabemos que existem dois tipos de volantes. Se fossem três cães de guarda, vá lá. Mas ter jogadores que ocupam uma larga área do campo, com a função de proteção, e que com a posse de bola participam da construção das jogadas não apenas como mero burocratas, mas como distribuidores de jogo, caso de Souza, ou mesmo como pontas, caso de Sandro Silva – isso não é retranca. Mas não mesmo. O Palmeiras nesses três jogos buscou o gol incessantemente, e salvo o jogo contra o Botafogo, comandou as ações. Que raio de retranca é essa em que você tem mais posse de bola que o adversário?

E também vamos parar com essa história de “volta pros bambis”. O ranço contra Muricy por causa de seu último clube tem que ser eliminado pela raiz, aliás, já devia, antes mesmo dele comandar seu primeiro treino. Aqui é Palmeiras. Muricy é Palmeiras. Misturar as estações agora só vai complicar ainda mais a recuperação.

Muricy não atingiu o nível que esperamos, é fato. Mas também está longe de ser uma besta, muito longe. Nosso elenco não tem laterais de qualidade. Logo, a única forma de assumir o controle dos jogos é dominando o meio de campo. Com jogadores que sabem desempenhar as funções de ataque e defesa, essa tarefa tem mais chances de ser cumprida, sejam eles volantes, meias ou vendedores de hot dog. E isso só não acontece quando os jogadores vão mal tecnicamente. Esqueçam os rótulos.

Acho absolutamente precipitado condenar o técnico neste momento por sua opção tática. Muricy está traçando um caminho interessante, lembrando sempre que isso acontece devido à qualidade de peças fundamentais a qualquer elenco. E isso quer dizer: nossos laterais e atacantes, que são fracos.

Quanto à queda no rendimento do ataque, desculpem, mas Diego Souza não podia perder o gol que perdeu. Ou a bola na trave de CleitonX podia ter entrado. Ou no jogo passado, os gols perdidos por nosso camisa 10. Nada disso não tem nada a ver com três volantes. Nem as falhas de Marcão e Marcos no Mineirão, ou a falha de Mauricio Ramos no Palestra.

Vamos combinar uma coisa: o Palmeiras perdeu seis dos últimos nove pontos que disputou, e no mínimo, quatro deles foram obra de nossos próprios jogadores. Não de um esquema tático que pode receber rótulos facilmente, principalmente por quem não está com muita vontade de enxergar o cenário de forma um pouco mais ampla e prefere destilar a raiva pelo resultado ruim no que parece ser mais cômodo. As cornetas tem que soar, e forte. Mas vamos apontar pros ouvidos certos. E sem ranço. Senão, atrapalha mais ainda, em vez de ajudar.

Palmeiras 1×1 Botafogo

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 1:02

20090815_pal1x1botPode parar. Diante de quase 25 mil pessoas, que mais uma vez proporcionaram uma renda perto de 900 mil reais, o Palmeiras protagonizou um vexame, e fechou o turno, apesar de mantendo a dianteira, permitindo aos rivais tirar a distância, e deixando a disputa muito aberta depois de ter sinalizado que seria um time que dispararia na liderança, mesmo com os empates frente ao Grêmio em casa e Atlético, fora. O Inter, com dois jogos a menos, volta a ser líder por pontos perdidos.

Nesses jogos o Palmeiras se impôs, e os resultados foram apenas circunstanciais. O time mostrou uma superioridade incontestável, e a impressão é que, em jogos fáceis como os de hoje, o resultado a ser esperado não poderia ser outro a não ser uma vitória esmagadora, não necessariamente uma goleada elástica, mas a imposição da autoridade típica dos times campeões. Infelizmente o que se viu hoje no Palestra foi um time vacilante, com limitações técnicas gritantes, mais falhas grosseiras, e um problema sério quando precisa recorrer ao banco.

O Botafogo, apesar da camisa gloriosa num passado distante, hoje é um time pequeno, com orçamento de time pequeno, com torcida de time pequeno, em colocação de time pequeno. Só podia vir ao Palestra e se comportar como time pequeno, não se podia esperar nada diferente disso. O Palmeiras, como time grande, com estádio lotado, líder do campeonato, tinha que agir como time grande, e sufocar o adversário, não deixá-los respirar, e impor a derrota com a devida autoridade. Mas podemos notar que uma perigosa auto-suficiência começa a tomar conta do elenco. E esse é o primeiro passo para o fracasso.

O senhor Diego Souza, hoje, brincou com a torcida. Não é porque tem sido um jogador brilhante há vários meses que está imune a críticas e não pode ser responsabilizado pelos maus resultados quando é o caso. Hoje ele teve uma bola dominada, em velocidade, sozinho, de frente para o gol, era só escolher o canto. Sua tentativa de driblar o goleiro foi ridícula, um insulto à massa palmeirense no Palestra. Isso não se faz.

Muricy armou o time novamente no 4-5-1, ou podemos até interpretar como um 4-3-2-1, com Diego Souza e CleitonX com bastante liberdade para chegar à frente, e um trio de volantes que em tese deveria dar consistência ao meio-campo, como fez em BH no jogo passado. Mas sábadão, feijoada, sabe como é. O time estava com o freio de mão puxado, as coisas não aconteciam, e embora o Botafogo não conseguisse jogar, isso se deu mais pela postura tática retraída que convinha a um time pequeno. Ainda no primeiro tempo, os cariocas perceberam que o bicho não era tão feio assim, e passaram a acreditar que poderiam sonhar em algo a mais que segurar um empate.

Essa impressão ficou mais latente ainda quando, numa falta batida pela esquerda, a bola foi rebatida para o chão por Mauricio Ramos – a falha nossa de cada jogo – e sobrou para André Lima dentro da área; o atacante bateu firme e venceu Marcos, aos 24 minutos. O Botafogo ainda teve um pênalti não marcado, de Pierre sobre Lúcio Flavio. Sim, amigos, dessa vez o juiz errou a nosso favor. Pelo menos isso.

O Palmeiras tinha perdido até então apenas duas oportunidades de gol, e em bolas paradas: um desvio de Diego Souza, de cabeça, de costas para o gol, e uma falta cobrada na trave por CleitonX. Nada que intimidasse ao Botafogo, que após seu gol fechou mais ainda o meio de campo, fazendo com que o Palmeiras passasse a depender demais de jogadas pelos flancos, com os avanços de Wendel e Armero. Aí complica…

Mesmo assim, o Verdão conseguiu o empate – e só podia ser de bola parada. CleitonX cobrou uma falta longa, mas frontal, na marca do pênalti. Pela trajetória da bola, a hora que o goleiro ameaçou subir e Danilo saiu do chão já se podia comemorar. Fazia tempo que um gol não era desenhado tão antes da conclusão da jogada. E com trinta e poucos minutos, apesar da péssima partida, podíamos ter esperança de que as coisas, se não fossem mudar ainda no primeiro tempo, mudariam no segundo.

Mas não foi o que se viu. Com Diego Souza exagerando nas jogadas de efeito, Souza e Sandro Silva nem de longe dando a qualidade no passe que se precisa num esquema como o proposto por Muricy, e principalmente a burrice de Wendel e Armero na construção de suas jogadas pelas laterais, a esperança do Palmeiras passou a ser apenas as bolas paradas, principalmente depois da jogada em que Diego Souza saiu na frente do goleiro e não decidiu a partida, ainda aos 10 minutos da etapa final. Isso porque Marcos já tinha salvado a pátria antes desse lance, numa jogada em que Armero levou até drible da vaca e André Lima saiu de frente com nosso santo, depois de tabelinha envolvente do ataque do Botafogo (onde vamos parar assim?). No final, apesar das tentativas de Muricy colocando Daniel e promovendo a estréia de Robert, o time não teve forças para buscar o resultado, frustrando a massa que lotou o Palestra, e deixando um gosto amargo nesse fechamento de turno.

Se temos que tirar lições de vexames como o de hoje, que sejam tiradas: Armero não está nem perto de ser a solução para a nossa lateral-esquerda. Se tivermos que optar entre ele e Ortigoza para abrirmos mais uma vaga para estrangeiro, o paraguaio, de longe, merece permanecer no Palestra. Wendel é um caso perdido, mas pra posição dele esperamos a estréia do chileno Figueroa. Alguém sabe por que ele não joga? O Robert foi contratado outro dia e já entrou em campo…

Sandro Silva e Souza precisam entrar numa maré de regularidade se quiserem garantir um lugar no time. Edmilson, apesar da deficiência no combate, faz muita falta quando temos a posse de bola. Por fim, Diego Souza fez uma de suas piores partidas pelo Verdão, pior que as piores do ano passado, com preciosismo, displiscência e excesso de auto-confiança. Tá precisando levar uma bela comida de rabo.

E pra não ficar só descendo a ripa, vamos elogiar o desempenho de CleitonX e Ortigoza. O primeiro, além da assistência para o gol de Danilo, ainda bateu uma bola na trave e arrumou o passe com açúcar pra Diego Souza fazer aquela presepada. Já Ortigoza esbanja vontade, mesmo com o contrato por vencer, e sua movimentação e força deixam qualquer defesa preocupada. Gostei quando Muricy tirou o Sandro Silva, mas não quando saiu o paraguaio, para colocar dois atacantes descansados. Sou mais o Ortigoza cansado que qualquer um dos que entrou.

É verdade que o Palmeiras foi o time mais prejudicado pela tabela nessas rodadas, tendo o jogo adiado para o meio da semana à noite, e jà tendo que jogar de novo no sábado, enquanto todos os times vieram com a semana limpa – com exceção do Atlético, e dos times que jogaram a Sulamericana. Mesmo assim, o desgaste físico, que é real e certamente foi uma das razões da apatia vista hoje, não pode ser desculpa. São profissionais que têm que aguentar esse tranco, por isso que tem um nível de remuneração tão elevado. O resultado de hoje é inaceitável. Alguma coisa tem que mudar.

Atuações:
Marcos: um milagre e algumas saídas atrapalhadas em bolas altas. 8
Wendel: vai fazendo o que pode, ele é um cara legal. 5
Mauricio Ramos: jogou bem, mas o gol saiu em mais uma falha sua. 4
Danilo: fez o dele, mas lá atrás vacilou, tomando até tabelinha do ataque do Botafogo. 7
Armero: parecia o Baiano canhoto. 2,5
Pierre: muito distante dos outros dois volantes, não teve a eficiência de costume. Precisam compactar mais. 6
Sandro Silva: pra fazer o que fez, até o Wendel de volante faria. 4
Souza: parecia que estava numa noite boa, com duas jogadas de efeito. Depois, sumiu. 6
CleitonX: já ultrapassou Diego Souza como o melhor do time. Se ele pudesse repartir sua inteligência com dois ou três do time… 9
Diego Souza: sem firula, seu Diego. Vamos jogar bola, pô. 1,5
Ortigoza: em outubro seu contrato vai vencer de novo. Fica, Ortigoza. 8,5
Daniel: vai se soltando, até achei que ele ia dar uma de Lovão e ia fazer o dele. Foi um delírio de arquibancada, momentâneo. 6
Robert: tímido, até teve tempo pra levar uma nota, mas vamos quebrar o galho. S/N
Muricy: já se ligou que com esses laterais não rola, e fez o esquema pelo miolo, que não é seu favorito. Podia ter funcionado, o que atrapalhou hoje foi a falta de presença de nossos jogadores. 7

14 de agosto de 2009

Diego Souza, novamente, na mira de Schmitt

Arquivado em: Futebol — conrado @ 15:33

Diego Souza mais uma vez será julgado hoje pelo STJD, de onde já virou até sócio. O julgamento de hoje será feito em São Paulo, excepcionalmente. É impressionante como basta se aproximar um jogo contra as bonecas, que dão algum jeito de tirar Diego Souza da partida. Ou ele é expulso no jogo anterior, ou expulsam ele com 5 minutos de jogo, ou então o STJD entra em ação.

Desta vez é por um lance no qual ele já foi julgado – e absolvido. Paulo Schmitt, a quem o Barneschi prestou uma bela homenagem neste post, inventou de recorrer do julgamento, que já aconteceu há algumas semanas, exatamente agora. Lembrando, faltam 3 jogos para o confronto com elas.

O lance em questão, que coisa, foi num jogo no Palestra exatamente contra as mocinhas. Diego Souza disputou uma bola com André Dias, os dois se chocaram e a franga foi ao chão. Mas foi tão desmunhecante que caiu de cara no chão. Nem falta foi. A própria boneca tratou de inocentar Diego Souza, reconhecendo que foi uma disputa casual.

Mas quem esse André Dias pensa que é para inocentar um crápula como Diego Souza? Deve ter sido advertido por seus superiores. Schmitt então consultou a folhinha e esperou a hora certa para fazer sua denúncia. O julgamento deve começar a qualquer momento, e acompanharemos os detalhes em real-time.


fonte: Site Justiça Desportiva

13 de agosto de 2009

Atlético-MG 1×1 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 11:29

20090812_cam1x1palO resultado até que não foi ruim, apesar de extremamente injusto. O Verdão manteve a escrita de não perder para o Galo no Mineirão há quase dez anos, e só não trouxe os três pontos na bagagem porque foi assaltado mais uma vez, desta vez por um gatuno velho conhecido: Djalma Beltrame, que não deu dois pênaltis para o Palmeiras. De qualquer forma, o time jogou muito bem, o comportamento foi de líder, e a missão de impor o respeito perante todos os adversários e imprensa foi plenamente cumprida.

Muricy entrou com o time num 4-5-1, surpreendentemente deixando Obina de fora e incumbindo a Ortigoza a missão solitária de comandar o ataque do Verdão. Com Pierre, Souza e Sandro Silva fazendo a proteção, Diego Souza e CleitonX tiveram bastante liberdade, e o meio de campo do Atlético não teve a menor chance durante todo o jogo.

Com a defesa muito bem armada, o Palmeiras só sofreria algum gol em erros individuais. E foram logo dois no mesmo lance: Marcão falhou bisonhamente num domínio, a bola caiu com Eder Luiz que avançou e bateu cruzado. A bola serpenteou e enganou Marcos, que tentou encaixar e frangou feio. Parecia que seria uma noite difícil, com mais de 50 mil pessoas enlouquecidas no estádio.

Mas o Verdão colocou a bola no chão, e apesar das deficiências dos laterais, manteve o controle da partida. O volume de jogo do Palmeiras foi massacrante, parecia que a partida era no Palestra. E o empate saiu naturalmente, numa jogada em que Diego Souza entortou o zagueiro Welton Felipe umas três ou quatro vezes e cruzou com perfeição para Ortigoza, no segundo pau, que apenas cumprimentou: 1×1.

Enquanto Marcos assistia ao jogo, o Palmeiras forçava e podia ter chegado à virada se Djalma Beltrame tivesse dado um pênalti claro sobre CleitonX, num empurrão do goleiro Bruno. O panorama para o segundo tempo era o de uma partida de xadrez, e Muricy tinha a vantagem de poder esperar o movimento de Celso Roth, já que tinha o domínio tático do jogo. Mas em mais um erro individual, Wendel cometeu um pênalti estúpido sobre Reanan Oliveira, que foi incumbido de bater. Poucas vezes ficou tão nítido que o jogador estava se borrando. Ele ia errar, estava na cara. Bateu telegrafado, e Marcos defendeu com certa tranquilidade, se redimindo da falha no gol sofrido.

E então Celso Roth mostrou por que é tão ridicularizado, apesar das boas campanhas: ao perder o volante Serginho, melhor jogador deles, machucado, colocou o atacante Tchô, e se o meio-campo já era nosso, depois dessa colocamos até nossa decoração. A cereja no bolo foi a troca de Junior por Alex Bruno, numa tentativa de mudar para o 3-5-2. Se nossos laterais são fracos, os deles são piores, e o tal de Tiago Feltri conseguiu perder a única chance real que o Atlético teve durante todo o jogo.

Enquanto isso, o Verdão perdeu gol atrás de gol, a começar de uma falta batida dentro da área que foi defendida com as mãos por um zagueiro mineiro, mas o pilantra vestido de rosa – ora vejam – mandou seguir. Depois, Diego Souza meteu uma bola na trave, CleitonX desperdiçou duas chances claríssimas de frente para o gol, tendo uma defendida por Bruno, e outra escorada por cima. Diego Souza tentou mais uma num chute de fora que passou muito perto. Mas ficamos no 1×1, mesmo com as entradas de Daniel e Deyvid, pra botar correria no final. O jogo terminou com o Palmeiras acuando o Galo em seu campo, buscando o gol. Coisa de time vencedor, coisa de campeão.

No final, o resultado pode ser considerado um tropeço, pelas circunstâncias do jogo. Apesar disso, o time cumpre os objetivos de conquistar pontos e de não deixar os rivais tirarem a diferença. Os próximos a serem tirados do caminho são o Inter e o bambi, daqui a três e quatro jogos. Antes, vitórias obrigatórias contra Botafogo e Coritiba. E que venha o segundo turno, e que venha mais um título.

Atuações:
Marcos: um frango e um pênalti defendido. Prevalece a defesa no momento crítico do jogo. 9
Wendel: entra em forma logo, Figueroa… 5,5
Mauricio Ramos: uma parede. Mas continua cometendo uma falha grosseira por jogo. 7,5
Danilo: não fosse uma afastada errada, teria sido uma partida perfeita. 9,5
Marcão: cometeu uma bizarrice no gol do Galo, logo no início, mas surpreendentemente melhorou bastante depois do erro, e fez uma partida interessante, segurando Eder Luiz e ajudando na saída de bola com alguma qualidade. 7
Pierre: quando o narrador diz “…recebe o combate de Pierre…”, a gente fica tranquilo. 8,5
Sandro Silva: taticamente bem, mas tecnicamente deixou a desejar, cometendo muitos erros. O domínio do meio-campo teria sido ainda maior se ele estivesse ligado. 6
Souza: mostrou que não sentiu o chá de banco, e voltou muito bem. Seu setor não teve sustos. 8
CleitonX: partidaço, pena que errou as duas bolas de frente para o gol que teve. Tem crédito. 7,5
Diego Souza: o Mineirão parece ser o quintal de sua casa. E como está com fome de bola. So precisa ser mais comedido na distribuição de chapéus, às vezes a jogada acaba sendo desnecessária. 8,5
Ortigoza: além do gol, infernizou a defesa deles. O Kleber genérico paraguaio mostra que tem muitas qualidades, e a diretoria vai ter que se virar em outubro, quando vence a prorrogação de seu contrato. 9
Lovinho e Sacconi entraram no fim, sem nota.
Muricy: banho tático em Celso Roth. Deu até dó. Mostra que já está com o elenco quase todo na mão, ainda falta acabar a paixão pelo Wendel, e de resto já entendeu o terreno onde está pisando. 9,5

12 de agosto de 2009

Enquanto isso, no Recife…

Arquivado em: Adversários, Futebol — conrado @ 12:18

Palmeirense, não sinta raiva do Sport. São apenas os bambis do Nordeste. Um clube que acha ser maior do que é, com dirigentes que falam mais que a boca, para repórteres de segunda linha. Aliás, não falam mais: aquele cretino que atende por Guilherme Beltrão, esse sim, merecedor de todo o repúdio da massa parmerista, foi destituído do cargo de diretor de futebol do clube, e agora manda no Sport tanto quanto eu ou você.

O falastrão que insultou a Sociedade Esportiva Palmeiras e ousou colocar os dois clubes em pé de igualdade, tentando criar uma rivalidade que não tem a menor chance de existir nem nos próximos cem anos, foi defenestrado após falhar na quinta tentativa de contratar um substituto para Leão, demitido há algumas semanas. Péricles Chamusca acabou contratado, mas terá um novo chefe.

O Sport Recife, time cujos torcedores comportam-se como o auditório do Silvio Santos, tentou equiparar-se ao Palmeiras porque a providência tratou de colocar os dois clubes no mesmo grupo da Libertadores, e depois emparelhou novamente os dois times nas oitavas-de-finais. Foi eliminado com requintes de crueldade, e três meses depois, amarga a vigésima posição do campeonato. O Palmeiras é o líder.

O tempo costuma ser cruel com os bravateiros.

Jogão. Mas não é decisão de nada.

Arquivado em: Futebol — conrado @ 9:34

O jogo de logo mais à noite no Mineirão promete. Há vários ingredientes especiais. O Verdão, líder do campeonato, vai a Minas enfrentar o Atlético, de quem não perde como visitante há oito anos. O time da casa ponteou boa parte do campeponato, e atualmente é o vice-líder por pontos perdidos, com apenas um a mais que o Palmeiras. Os dois times ainda são acompanhados de perto pelo Inter neste critério. Os mineiros ainda têm um jogo a menos, exatamente contra os gaúchos.

O jogo reúne os dois técnicos que protagonizaram o duelo final do Brasileirão do ano passado. Celso Roth, especialista em montar equinos paraguaios perdeu o duelo para Muricy Ramalho, turbinado por ingressos do show da Madonna. Alguma rivalidade já pode ser fomentada.

O carnaval está montado. A partida foi até deslocada do fim de semana para a quarta-feira, apenas para ser transmitida para todo o país pela Globo. Quem precisa vender, faz do jogo uma decisão. Mas não é verdade. É claro que o jogo é importante, mas estamos apenas na décima-oitava rodada do campeonato, e qualquer que seja o resultado da partida, ela não decide nada, nem mesmo o campeão do turno – outro título simbólico inventado para valorizar o que não tem valor, algo como uma Taça Guanabara a nível nacional.

Descontando-se o oba-oba, deve ser um jogão. O Atlético tem um time bastante veloz e perigoso, embora desfalcado de quatro titulares, sendo dois deles da maior importância: Marcio Araújo e Diego Tardelli. Os desfalques do Verdão podem ser substituídos sem tanta perda técnica: Edmilson e Armero. Mesmo com essas ausências, a partida, por tudo que está a envolvendo, promete ser um grande espetáculo.

O Verdão vai ao Mineirão, de onde tem boas lembranças dos últimos jogos, principalmente Diego Souza. Nosso craque marcou um golaço de falta contra esse mesmo Atlético no jogo pelo primeiro turno do Brasileirão do ano passado, e no segundo turno fez o gol da vitória contra o Cruzeiro, numa partida que marcou a arrancada do Palmeiras rumo à liderança, que foi estragada semanas depois pela chinelada do grupinho de laranjas podres de nosso elenco. Mas isso é outra história.

Mesmo não sendo decisão coisa nenhuma, o jogo desta noite está demorando pra chegar, tamanha a ansiedade que está causando. O Brasil inteiro estará de olho na partida. A maioria, claro, secando o Verdão. E é exatamente nesses jogos que um time se impõe perante o país, e deixa o recado para todo mundo: “esse ano é meu e ninguém tira”.

Vamo, Verdão; chega logo, 21h50…

Cartola FC: honrando o nome

Arquivado em: Outros — conrado @ 1:20

O assunto não tem muito a ver com Palmeiras, mas creio que uma boa parte dos leitores tem um time no Cartola FC, fantasy game da globo.com, inclusive há – ou havia, agora não sei dizer – uma liga dos leitores do blog com mais de 200 times inscritos, por isso vale a cornetada neste espaço.

Para quem não conhece, o mecanismo disponibilizado pelo portal permite que cada cadastrado monte um time a cada rodada, baseado nos times e jogadores que disputam o Brasileirão. Seguindo critérios pré-estabelecidos, cada jogador pontua em cada rodada de acordo com o que produziu em campo. E seu valor de mercado oscila seguindo um algoritmo secreto, que é a chave do jogo.

A mecânica é pra lá de interessante. O jogo ainda permite que cada jogador monte sua própria liga, e jogue contra seus amigos, ou que ligas de comunidades específicas sejam montadas – caso da liga dos leitores deste blog. Qualquer pessoa pode acessar o jogo, que ocupa no máximo meia hora por semana para montar o time antes de cada rodada e conferir o resultado, bastando para isso fornecer seus dados cadastrais. Que parece pouco, mas não é. Trata-se de um dado valiosíssimo que é disponibilizado para a empresa.

Em troca, o que se espera é apenas que o jogo funcione. E apesar de problemas no percurso, já deve ser o quinto ou sexto ano que o brinquedo está em atividade. Eu tenho meu time desde 2005. Ou melhor, tinha. Sem a menor pista, meu time foi simplesmente deletado. Ao checar o blog do jogo, notei que o mesmo aconteceu com diversos jogadores, portanto, não se trata de erro isolado. Meu nome sumiu da classificação das ligas de que participava.

Erros acontecem. Mas a empresa insiste em fingir que nada está acontecendo, não se manifestou a respeito passada quase uma semana do crash, e isso é muito irritante. Não foram poucos comments enviados ao blog do Game Master. Não obtive nenhuma satisfação. Acredito que os outros jogadores afetados pelo problema também não.

O mundo não vai acabar, é apenas um joguinho, que, admito, me divertia bastante, mas minha vida não fica pior sem ele. Só fico pensando qual a seriedade das pessoas que comandam esse jogo, se o tratamento que dão a usuários leais como fui durante todo esse tempo foi esse. Descaso é o pior tratamento que uma empresa pode prestar a seus consumidores.  Sugiro aos leitores do blog que aproveitem enquanto seus times ainda não foram misteriosamente deletados, porque isso pode acontecer a qualquer momento, sem choro.

Parece coisa de cartola de time brasileiro mesmo. Aliás, o nome não poderia ser mais adequado.

Valeu globo.com, aproveitem bem meus dados cadastrais. O ShopTime me manda um monte de e-mail toda semana. Mas não vou comprar nada.

***

Amigos, desculpem a falta de posts, o dia foi bastante atribulado.

10 de agosto de 2009

Deu no Globo Esporte

Arquivado em: Especulações — conrado @ 13:49

Será???

A Globo pode ser tudo, mas não costuma inventar papagaiada pra subir a audiência…

O campeão voltou

Arquivado em: Adversários, Futebol — conrado @ 9:39

As próximas cinco partidas, apesar de ainda estarmos longe do fim do campeonato, podem ser decisivas para as pretensões do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Pelo desenho da tabela, os principais rivais na luta pelo título são, ainda, o Inter; o Atlético, que ainda não despencou, mas vai; e o bambi, que está se assanhando todo.

Nossas próximas partidas serão: Galo, lá; Botafogo, aqui; Coritiba, lá; Inter, aqui; e bambi no panetone. Cinco jogos. Quinze pontos são suficientes para começar as encomendas: rojões, chopp, e tudo o mais que tiver direito, sem medo de ser feliz.

Um ou dois empates contra Inter, Atlético ou bambi, e mais três ou quatro vitórias, nos manterão na liderança, tendo os jogos mais difíceis já sido disputados, deixando o Verdão com caminho livre, mas ainda tendo que ratificar a superioridade nos jogos restantes, sem amarelamentos no final – o que esse elenco parece que não tem cara de quem comete, ainda mais sob o comando do Muricy.

O que pode entornar o caldo nessa projeção são eventuais tropeços conta Botafogo ou Coritiba, ou derrotas para os adversários diretos. Mesmo assim, essas supostas falhas não tiram o Palmeiras da jogada, apenas nos obrigarão a remar com força novamente. Já no caso dos adversários, será fatal.

Pouca gente está notando, mas a sequência que se aproxima é a mais importante de todo o campeonato, e o Verdão está chegando nela com o departamento médico praticamente vazio – Marquinhos já voltou, Lenny está voltando – e com alguns pontos de frente. Tem ainda o benefício de não se desgastar com a Sulamericana, e principalmente, de ter o elenco assegurado até o fim do campeonato, sem temer a maledetta janela, e de estar com o time redondinho e motivadíssimo. No caso dos adversários, a cada vez que toca o celular, um calafrio percorre a espinha dos diretores de futebol, que não têm como bancar a permanência de seus maiores valores no elenco.

As gazelas estão histéricas com uma sequência de cinco vitórias? Deixem elas… A frescura tem data para acabar, e vai ser dia 30. Quem está de volta é o Verdão, ponteando campeonato e dando exemplo de como se faz. O resto é purpurina da imprensa, que precisa vender. Deixem que falem dos bambis, e tirem o foco da gente… Quietinhos, vamos fazendo a nossa parte, e no final veremos quem vai comemorar.

O Campeão voltou. O Campeão do Século XX!

Data Jogo Estádio
12/08 Atlético-MG x Palmeiras Mineirão
15/08 Palmeiras x Botafogo Palestra Italia
19/08 Coritiba x Palmeiras Couto Pereira
22/08 Palmeiras x Internacional Palestra Italia
30/08 bambi x Palmeiras Panetone

9 de agosto de 2009

Humberto Tozzi

Arquivado em: História — conrado @ 1:11

humberrto_tozziAo lembrar dos grandes artilheiros da história do Palmeiras, os nomes mais recorrentes são César, Evair, Heitor Marcelino – o maior de todos – e até Ademir da Guia, que embora não fosse atacante, jogou espantosos 901 jogos com a camisa do Verdão, em com 153 gols é o terceiro maior goleador da história do clube. Mas o artilheiro que tem a maior média de gols dentre os que balançaram as redes adversárias mais de cem vezes é Humberto Tozzi, meia-atacante pouco lembrado de bate-pronto pela maioria dos parmeristas.

Humberto nasceu no Rio de Janeiro em 1934 e foi revelado pelo São Cristóvão. Foi à Olimpíada de Helsinque em 1952. Em 1953, foi contratado pelo Palmeiras, onde estreou a 9 de agosto – hoje, portanto, faz 56 anos de seu primeiro jogo – e logo de cara foi artilheiro dos dois primeiros campeonatos paulistas que disputou: em 1953, com 22 gols, que lhe rendeu a convocação para a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 54, na Suíça, e no ano seguinte, com impressionantes 36 gols, a maior marca já atingida por um palmeirense num Paulistão.

Em 1956, com apenas 22 anos, foi contratado pela Lazio, e levou os romanos ao primeiro título de sua história ao ser a principal peça do time que conquistou a Coppa Italia na temporada 57/58. No entanto, teve dificuldades em se adaptar à vida fora do país, cometendo alguns atos de indiscliplina. Insatisfeito, voltou ao Brasil no início de 1960, para o Palmeiras, quando conquistou seu primeiro título: a Taça Brasil daquele ano.

Em junho de 1961 transferiu-se para o Fluminense, depois ainda jogaria pela Portuguesa, onde encerrou a carreira em 1963, muito jovem – apenas 29 anos. Humberto Tozzi era precoce em tudo. E também morreu muito cedo, aos 46 anos, vítima de um ataque cardíaco.

Artilheiro Gols Jogos Média
1 Heitor 284 330 0,86
2 César 180 324 0,56
3 Ademir da Guia 153 901 0,17
4 Lima 149 458 0,33
5 Servílio 140 289 0,48
6 Evair 127 245 0,52
7 Humberto Tozzi 126 135 0,93
8 Rodrigues 125 221 0,57
9 Luizinho 123 163 0,75
10 Tupãzinho 122 231 0,53

7 de agosto de 2009

Pedrinho dá adeus aos gramados

Arquivado em: Futebol, Jogadores — conrado @ 14:49

pedrinho22Os ortopedistas lamentam. Quem gosta de um bom futebol também. Aos 32 anos, cedo para os padrões atuais, o meia Pedrinho anunciou o fim de sua carreira. O meia defendeu o Figueirense em seu último contrato.

Trata-se de um grande jogador, de muito talento. Mas não se podia confiar em sua regularidade, dada a frequência com que se contundia. O time ficava dependente de Pedrinho, e de uma hora para outra não podia mais contar com ele. Quando a casa se arrumava, Pedrinho voltava, encantava, ganhava o lugar de volta e bagunçava tudo de novo.

O jogador surgiu no Vasco, em 97, e fez parte do brilhante time campeão brasileiro de 97 e da Libertadores de 98. Jogava pelo time da colina quando perdemos para eles a Mercosul de 2000, naquela virada inacreditável. E chegou ao Palestra em 2001, sendo muito útil no time que recolocou o Verdão na primeira divisão. Permaneceu no time até 2004, quando passou a rodar por vários times, como Fluminense, Al-Ittihad, Santos, novamente Vasco e recentemente, Figueirense, onde encerrou a carreira.

Pedrinho marcou dois momentos em especial para este parmerista: o gol de falta, no último minuto de jogo em Jundiaí, pelas semifinais do Paulistâo de 2004, que levou a decisão para os pênaltis. Num ano em que a auto-estima do palmeirense ainda estava em baixa, aquele gol foi o melhor momento do time em muito tempo. Uma pena que o quarto melhor lateral do mundo errou o pênalti decisivo no desempate, e o Paulista foi à final contra o São Caetano.

O outro lance foi na partida que marcou os 90 anos do clube. Em setembro de 2004, Pedrinho se recuperava de mais uma contusão, e estava no banco. O Palmeiras tinha acabado de abrir o placar contra o Cruzeiro, num gol de Osmar, após balãozinho de Elson. Jogo-festa, o Verdão jogava bem, e o Palestra enlouqueceu pedindo Pedrinho, no que foi atendido por Estevam Soares, que o colocou no lugar de Diego Souza (o outro, o bunda-de-urso). Foi Pedrinho entrar em campo e o Cruzeiro fez três gols.

Num dos episódios mais tristes de sua carreira foi acusado de doping, quando na verdade estava tomando medicamentos para controlar sua depressão – resultado da desilusão causada pelas seguidas contusões. Pedrinho foi um talento perseguido pela fatalidade. No auge de sua trajetória, ainda pelo Vasco, foi convocado para a Seleção Brasileira, e três dias depois, antes de se apresentar, sofreu sua pior contusão, rompendo os ligamentos do joelho.

Já perdi a paciência com Pedrinho, principalmente quando ele desfalcou o Palmeiras numa sequência de partidas por causa de uma inflamação na unha. Mas é impossível não admitir que foi um dos maiores talentos que já vestiu nossa camisa nos últimos tempos, e que merece todo nosso respeito e admiração, por toda a correção com que sempre agiu. Que ele seja feliz nessa nova etapa de sua vida.

Problemas nas bilheterias

Arquivado em: Administração — conrado @ 1:49

Infelizmente o novo sistema da Outplan não tem se mostrado eficiente, como parecia, conforme as demonstrações prévias. Foi possível notar nos últimos três jogos no Palestra (Santo André, Fluminense e Grêmio) a formação de longas filas que não existiam antes desse novo sistema, e, não sei exatamente se há relação, muito mais cambistas agindo. Parecia a falecida de três letrinhas.

Tenho recebido uma série de e-mails indignados com a situação, não apenas em relação à venda no Palestra, nos dias que antecedem aos jogos, mas também nos demais pontos “espalhados” pela cidade – um dos problemas está exatamente na falta de estarem espalhados, já que na realidade estão concentrados em pontos que não privilegiam toda a extensão da cidade.

É hora da diretoria chamar a Outplan de canto e exigir a qualidade prometida nos serviços. Pelo que pudemos perceber até hoje, muito diferente da antecessora, a empresa atual é representada por gente que de fato se preocupa com uma boa prestação de serviços. Por isso, devem ser cobrados, para que cumpram todas as exigências do contrato, e que dêem à torcida do Palmeiras o tratamento que ela merece.

***

Se você tem algo a acrescentar ao assunto, aproveite este espaço, deixe seu comentário e faça seu relato sobre eventuais dificuldades que tenha enfrentado nos últimos jogos para comprar seu ingresso.

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