Os leitores mais assíduos já estão por dentro, mas não custa lembrar: depois de alguns posts discutindo o assunto, especialmente este, o clube, representado pelo Diretor de Relacionamento com o Torcedor, Paulo Niccoli, buscou desenvolver um projeto onde se pudesse fazer do Palestra um caldeirão, um verdadeiro inferno para os adversários.
Desenvolver músicas mais contagiantes, que fossem entoadas por todos, e não apenas pelos organizados, era um grande desafio. Outro, maior ainda, era fazer com que as maiores torcidas do Palmeiras topassem fazer um trabalho em conjunto, em benefício do time. Todos sabem, as organizadas têm diferenças grandes entre si, principalmente entre suas lideranças. Mas o amor ao Palmeiras parece ser capaz de atropelar qualquer barreira.
Com a colaboração de inúmeros palmeirenses, como Marcos Kleine, Vicente Criscio do 3VV, Wilson Simoninha, entre tantos outros que não serão citados agora para não cometermos injustiças, foi feito todo um trabalho de coleta e seleção do material, junto à torcida, pela Internet. Foram quase 200 sugestões de músicas e gritos de guerra – no bom sentido, claro – para compor o conjunto final.
Serão músicas para se ouvir em casa ou no carro – mas também músicas para se cantar no estádio. Músicas enaltecendo o Palmeiras, o clube, o time; mas também mostrando o orgulho e a força da própria torcida. Músicas rápidas, marcadas, fortes – e também belas canções que puxam pela emoção. O projeto é ambicioso e pretende agradar a todo e qualquer palmeirense, propondo um mix equilibrado com todos os componentes que envolvem a paixão pelo futebol, monitoradas por profissionais de música, marketing, distribuição, tecnologia e experts de arquibancada, torcedores que já têm mais tempo de minuto de silêncio do que a Dercy tinha de vida quando morreu.
As faixas serão distribuídas através de um CD, que fará parte do kit destinado ao programa de Sócio Torcedor, mas que também terá outros canais de distribuição; também serão disponibilizadas para download na Internet; serão convertidas em versão ringtone para celulares, enfim, todo palmeirense terá a chance de acessar o resultado desse trabalho. Se vai pegar ou não, se o Palestra vai mesmo virar um caldeirão, o futuro dirá. Mas o pontapé inicial nessa direção foi dado.
Pela empolgação com que as organizadas – representadas pelo André Guerra (Mancha) e pelo Rodrigo “Italiano” (TUP) – abraçaram o projeto na reunião que tivemos esta noite, temos todos os motivos para acreditar que tende a dar certo. Além dos temas que envolvem o projeto, foram discutidos no encontro outros aspectos que envolvem, em geral, o torcedor de futebol, especialmente o do Palmeiras.
A impressão que ficou latente é que existe um enorme hiato entre o clube, o torcedor comum e as organizadas. Não há comunicação entre as partes. Muitas vezes a interpretação que cada elemento desse tripé faz de outra é equivocada, e a distância é a maior razão disso. A relação é tensa, e vemos que isso não é necessariamente a natureza dessa comunicação, como nos acostumamos a pensar.
O torcedor comum já começou a quebrar a distância com o clube através da própria Mídia Palestrina [pronto, agora vou usar o termo declaradamente, ok?]. O reconhecimento do clube, através da Diretoria de Futebol, ao chamar para uma espécie de prestação de contas os blogueiros como forma de intermediação e representação do torcedor comum significou um avanço enorme. E agora o clube faz um projeto que exige a participação das organizadas, uma ação que se elas não abraçarem, não sai – e por isso, contam com elas.
Pois as organizadas deram o passo à frente e se dispuseram a ouvir e a fazer o que acham melhor para o time, não exigindo contrapartidas imorais, nem deixando que interesses menores atrapalhem o objetivo. E isso acabou fazendo com que outro muro levasse suas primeiras picaretadas: o que está entre o torcedor comum e as organizadas. É claro que o histórico é conturbado e muitos episódios permanecem em aberto, mas não pode ser nada que um estreitamento da distância que foi cultivada com o passar dos anos não resolva.
Os organizados têm seus pontos de vista e suas reivindicações. Fazem suas besteiras, e as reconhecem , não se escondem – e tentam melhorar, embora não pareça. Explicam que sofrem com o boicote da mídia contra as ações de que se orgulham. O torcedor comum, que só tem acesso ao que a imprensinha divulga sobre as organizadas – e é só a parte ruim – duvida que isso aconteça. Admito que eu também duvidei por muito tempo. Falta uma boa comunicação entre as organizadas e a torcida em geral, para que todos vejam nelas legítimos representantes da TORCIDA DO PALMEIRAS, principalmente nos estádios mundo afora. Será isso possível?
Esse contato com os organizados por ocasião deste projeto tem ajudado a desmistificar o mau conceito. E gostaria de poder dividir isso com vocês, da mesma forma com que temos levado já há quase três anos o outro lado das alamedas do Palestra, um lado que não era tão difundido assim.
A conduta deste blog não será tomar partido de nada, mesmo porque não se está propondo um embate. Ao contrário, a proposta é um debate, uma aproximação entre o comum e o organizado. Os líderes das entidades toparam interagir com o torcedor comum, para que se derrube o mito que hoje existe sobre as torcidas. Ou não. Depende do desempenho de cada um neste debate. Quem vai vencer é a verdade.
O leitor deste blog poderá, através do email parmerista@gmail.com, enviar suas perguntas, que serão selecionadas pelo blog, enviadas à TUP e à Mancha e devidamente respondidas.
Este projeto, mais do que transformar o Palestra num caldeirão, num inferno para os adversários, pode marcar o início de um novo capítulo nas relações entre os palmeirenss, mais harmoniosa, mais próxima, conspirando a favor exatamente no momento em que o time dá todos os sinais de que vai voltar a ser o maior vencedor de todos os tempos do futebol brasileiro.
Que orgulho que dá de ser palmeirense!


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Cada vez mais com a cara de Muricy, o Verdão levou de vencida mais uma vez, e mostrou que de fato está caminhando a passos largos para ser campeão. É verdade que o time levou um sufoco no final, desnecessário, mas compreensível dado o desgaste físico acumulado durante a semana. O Atlético aproveitou bem essa condição e forçou bastante no final, e foi quando encontrou pela fente duas paredes: Danilo e Marcos.
A Mancha já está ensaiando o mosaico… São as iniciais DUG.
e o CAP já está em campo… E chega de fotos por enquanto!
Para minimizar esse risco, o trabalho é de formiguinha, e tem que partir de nós, torcedores. É muito fácil ficar assistindo tudo de longe e só xingar, criticar, mostrar a bunda, tirar onda de guerrilheiro. Mas quem quer mesmo fazer a diferença, morando aqui na Capital Paulista, ou mesmo em cidades próximas, tem é que ficar sócio, e se entranhar na política do clube. O caminho é a renovação do conselho, jamais vou cansar de repetir. O Palmeiras precisa de sócios jovens, dispostos a desenvolver projetos em favor do clube e não de si próprios.
Espetacular. O adjetivo é manjado, porque tentar usar qualquer outro para descrever a vitória do Verdão no Mineirão seria pretensão demais. O Palmeiras lutou contra a pressão pré-jogo da imprensa, contra o estádio cheio, contra um forte adversário, contra um árbitro que tem histórico e que já tinha nos tungado três pontos, e mesmo assim venceu um jogo importantíssimo, de virada, e abriu três pontos do bambi, com larga margem de gols. Faltam treze jogos, sete em casa. Tá ficando muito bom.
O Cruzeiro manteve o volume de jogo bastante elevado, conseguiu várias finalizações, todas pressionadas, mas apenas uma realmente perigosa, com Diego Renan, que Marcos fechou o ângulo e defendeu com o joelho. Já o Verdão, embora com menos chances, levou mais perigo nas que teve, numa cabeçada de Robert e numa chegada forte de Armero que Fabio defendeu. Sempre pela nossa esquerda.
O Cruzeiro veio pra pressão, e o auge dela foi em duas bolas seguidas, lá pelos 25: num chute cruzado de Kleber que Marcos desviou e ela foi na trave, e numa cabeçada de Leonardo Silva, para o chão, mas que, com muito efeito, saiu lambendo a trave à direita de Marcos. Depois dos sustos, o Verdão achou o posicionamento correto, armou a defesa e a pressão dos mineiros foi neutralizada, restou a eles os chutes de longe. E a impressão que dava é de que se o jogo tivesse mais meia hora, não levaríamos o gol nem a pau.
Mas Kleber não parou por aí. Afastado dos jogos há cinco rodadas devido a uma pubalgia, K30 esteve na capital paulista este fim-de-semana e aproveitou pra dar uma passada na quadra da Mancha, onde foi realizado um torneio de futebol society… E ELE JOGOU…! Que Kleber quer voltar ao Palmeiras, não é segredo pra ninguém, embora ele não possa admitir isso em público. Mas essa foi cirúrgica, não podia ter havido aparição mais propícia. Seu empresário deve ter ficado maluco, e Kleber parece não estar nem aí. Já pensaram, ano que vem, Valdivia/Love/Kleber? Sai da frente gambazada!*



