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30 de setembro de 2009

Clube, organizadas e torcedor comum: uma grande evolução

Arquivado em: Administração, Diretoria, Torcida — conrado @ 3:27

Os leitores mais assíduos já estão por dentro, mas não custa lembrar: depois de alguns posts discutindo o assunto, especialmente este, o clube, representado pelo Diretor de Relacionamento com o Torcedor, Paulo Niccoli, buscou desenvolver um projeto onde se pudesse fazer do Palestra um caldeirão, um verdadeiro inferno para os adversários.

Desenvolver músicas mais contagiantes, que fossem entoadas por todos, e não apenas pelos organizados, era um grande desafio. Outro, maior ainda, era fazer com que as maiores torcidas do Palmeiras topassem fazer um trabalho em conjunto, em benefício do time. Todos sabem, as organizadas têm diferenças grandes entre si, principalmente entre suas lideranças. Mas o amor ao Palmeiras parece ser capaz de atropelar qualquer barreira.

Com a colaboração de inúmeros palmeirenses, como Marcos Kleine, Vicente Criscio do 3VV, Wilson Simoninha, entre tantos outros que não serão citados agora para não cometermos injustiças, foi feito todo um trabalho de coleta e seleção do material, junto à torcida, pela Internet. Foram quase 200 sugestões de músicas e gritos de guerra – no bom sentido, claro – para compor o conjunto final.

Serão músicas para se ouvir em casa ou no carro – mas também músicas para se cantar no estádio. Músicas enaltecendo o Palmeiras, o clube, o time; mas também mostrando o orgulho e a força da própria torcida. Músicas rápidas, marcadas, fortes – e também belas canções que puxam pela emoção. O projeto é ambicioso e pretende agradar a todo e qualquer palmeirense, propondo um mix equilibrado com todos os componentes que envolvem a paixão pelo futebol, monitoradas por profissionais de música, marketing, distribuição, tecnologia e experts de arquibancada, torcedores que já têm mais tempo de minuto de silêncio do que a Dercy tinha de vida quando morreu.

As faixas serão distribuídas através de um CD, que fará parte do kit destinado ao programa de Sócio Torcedor, mas que também terá outros canais de distribuição; também serão disponibilizadas para download na Internet; serão convertidas em versão ringtone para celulares, enfim, todo palmeirense terá a chance de acessar o resultado desse trabalho. Se vai pegar ou não, se o Palestra vai mesmo virar um caldeirão, o futuro dirá. Mas o pontapé inicial nessa direção foi dado.

Pela empolgação com que as organizadas – representadas pelo André Guerra (Mancha) e pelo Rodrigo “Italiano” (TUP) – abraçaram o projeto na reunião que tivemos esta noite, temos todos os motivos para acreditar que tende a dar certo. Além dos temas que envolvem o projeto, foram discutidos no encontro outros aspectos que envolvem, em geral, o torcedor de futebol, especialmente o do Palmeiras.

A impressão que ficou latente é que existe um enorme hiato entre o clube, o torcedor comum e as organizadas. Não há comunicação entre as partes. Muitas vezes a interpretação que cada elemento desse tripé faz de outra é equivocada, e a distância é a maior razão disso. A relação é tensa, e vemos que isso não é necessariamente a natureza dessa comunicação, como nos acostumamos a pensar.

O torcedor comum já começou a quebrar a distância com o clube através da própria Mídia Palestrina [pronto, agora vou usar o termo declaradamente, ok?]. O reconhecimento do clube, através da Diretoria de Futebol, ao chamar para uma espécie de prestação de contas os blogueiros como forma de intermediação e representação do torcedor comum significou um avanço enorme. E agora o clube faz um projeto que exige a participação das organizadas, uma ação que se elas não abraçarem, não sai – e por isso, contam com elas.

Pois as organizadas deram o passo à frente e se dispuseram a ouvir e a fazer o que acham melhor para o time, não exigindo contrapartidas imorais, nem deixando que interesses menores atrapalhem o objetivo. E isso acabou fazendo com que outro muro levasse suas primeiras picaretadas: o que está entre o torcedor comum e as organizadas. É claro que o histórico é conturbado e muitos episódios permanecem em aberto, mas não pode ser nada que um estreitamento da distância que foi cultivada com o passar dos anos não resolva.

Os organizados têm seus pontos de vista e suas reivindicações. Fazem suas besteiras, e as reconhecem , não se escondem – e tentam melhorar, embora não pareça. Explicam que sofrem com o boicote da mídia contra as ações de que se orgulham. O torcedor comum, que só tem acesso ao que a imprensinha divulga sobre as organizadas  – e é só a parte ruim – duvida que isso aconteça. Admito que eu também duvidei por muito tempo. Falta uma boa comunicação entre as organizadas e a torcida em geral, para que todos vejam nelas legítimos representantes da TORCIDA DO PALMEIRAS, principalmente nos estádios mundo afora. Será isso possível?

Esse contato com os organizados por ocasião deste projeto tem ajudado a desmistificar o mau conceito. E gostaria de poder dividir isso com vocês, da mesma forma com que temos levado já há quase três anos o outro lado das alamedas do Palestra, um lado que não era tão difundido assim.

A conduta deste blog não será tomar partido de nada, mesmo porque não se está propondo um embate. Ao contrário, a proposta é um debate, uma aproximação entre o comum e o organizado. Os líderes das entidades toparam interagir com o torcedor comum, para que se derrube o mito que hoje existe sobre as torcidas. Ou não. Depende do desempenho de cada um neste debate. Quem vai vencer é a verdade.

O leitor deste blog poderá, através do email parmerista@gmail.com, enviar suas perguntas, que serão selecionadas pelo blog, enviadas à TUP e à Mancha e devidamente respondidas.

Este projeto, mais do que transformar o Palestra num caldeirão, num inferno para os adversários, pode marcar o início de um novo capítulo nas relações entre os palmeirenss, mais harmoniosa, mais próxima, conspirando a favor exatamente no momento em que o time dá todos os sinais de que vai voltar a ser o maior vencedor de todos os tempos do futebol brasileiro.

Que orgulho que dá de ser palmeirense!

Cada clube tem o ídolo que merece

Arquivado em: Jogadores — conrado @ 2:16

Marcos não existe.

No vídeo abaixo, gravado no programa Arena SporTV desta terça, o santo goleiro disse que chegou até a pedir para a diretoria para pagar do próprio bolso o tratamento das seguidas contusões que sofreu entre 2006 e 2007, porque ficou com a consciência pesada por não estar ajudando o clube a conquistar títulos e só estar dando despesa.

Enquanto isso, outros ídolos por aí dizem que só tomaram gols porque o atacante errou o chute…

28 de setembro de 2009

Miragem

Arquivado em: Administração — conrado @ 18:30

Você não está vendo o convite abaixo. Se ele existisse, seria a peça a ser distribuída à imprensa para que comparecessem ao clube na próxima quarta-feira, para cobrirem o evento onde seria celebrado o suposto acordo entre a Traffic e a WTorre para a comercialização de naming rights e dos camarotes da Arena Palestra Italia.

Mas claro, como a Arena nunca vai sair do chão, para delírio dos profetas do apocalipse, o convite abaixo é uma miragem e non ecziste.

Vão chupando aí, secadores…

27 de setembro de 2009

Nossa, ele tá jogando?!?

Arquivado em: Torcida — conrado @ 14:25

Não consegui tempo pra tentar comprar minha arquibancada para o jogo de ontem, e no desespero, torrei R$110 pra conseguir um lugar no Visa, às 14h30. Já comentei aqui os vários aspectos que envolvem o polêmico setor, mas não custa repassar.

Acho que o clube não pode prescindir jamais do montante de dinheiro que o mercado oferece pelas bilheterias. O Palmeiras, com um dos estádios mais modestos do campeonato em termos de capacidade, consegue ser o segundo time que mais arrecada, e tende a ser o primeiro. A renda de ontem ultrapassou R$ 1 milhão.

A contrapartida é que o clube troca uma boa fatia de torcedores na arquibancada por meros consumidores. Gente que se assemelha demais a sãopaulinos. Espectadores de ocasião, que não estão acostumados com futebol, que não sabem assistir a uma partida de futebol, não sabem se comportar numa partida de futebol. Gente para quem ir a um jogo de futebol ou a um teatro é a mesma coisa.

Eram 24 do segundo tempo, e Danilo tinha acabado de desempatar o jogo a nosso favor. Ele, que fez o lançamento do primeiro gol; e que teve a infelicidade de desviar a bola que Marcos defenderia e acabou a jogando para o nosso gol. Ele que estava dando o sangue em cada dividida, pois estava sem dúvida dopado psicologicamente – afinal, entrou em campo com o enorme prestígio de terem sido investidos R$ 100 mil só para que ele jogasse.

Pois não é que, assim que apareceu o nome de Danilo no placar indicando que ele fora o autor do gol, um incauto que estava a meu lado perguntou:

- Nossa, mas o Danilo está jogando? Não tinha uma cláusula no contrato que proibia ele de jogar?

- Sim, tá jogando, o Palmeiras pagou uma multa – respondi. Mas pô… você não notou que ele estava jogando até agora?

- Não…

Ah, no meu tempo…

Arquivado em: Outros — conrado @ 13:50

Muricy começa a impor sua cara

Arquivado em: Futebol — conrado @ 8:18

Os dois últimos jogos do Palmeiras, duas vitórias dificílimas por 2×1, revelam que o time, que teve dez dias de treino antes dessa rápida sequência, está deixando para trás o esquema do Luxa, que foi pilotado na inércia por Jorginho, e vai adquirindo as feições de Muricy: um time que busca se garantir na defesa e letal nas investidas. Parece básico, mas a ordem mencionada é a característica que salta aos olhos.

Com Figueroa se firmando do lado direito, um ala que não tem o menor cacoete de marcador, o Palmeiras vai definindo seu esquema de jogo para o final desta e para toda a próxima temporada. E não adianta chiar: vai ser 3-5-2, ou até 3-6-1. Muricy não pode abrir mão de jogar com três zagueiros, já que nossos dois alas gringos descem mesmo, e não marcam nada. Não adianta brigar com isso.

Nossa zaga tem hoje um monstro que é Danilo – e não é só por causa de ontem; busquem pela categoria “Jogos” deste blog e notem que o zagueiro vem tendo atuações muito consistentes há algum tempo, depois de um início mais ou menos. Mauricio Ramos parece que encaixa bem seu jogo com o de Danilo. Mauricio Nascimento ainda tem muita desconfiança por parte de nossa torcida, mas desde que voltou a ter chances, vem correspondendo.

Marcão e Edmilson é que não inspiram confiança. Os veteranos parecem não acompanhar mais a rapidez com que a bola rola em campo. Edmilson ainda dá um bom caldo como volante, sua experiência dentro de campo e mesmo fora é muito boa ao elenco. Já Marcão parece não ter condição de vestir nossa gloriosa camisa, apesar de ser outro cara “bom de grupo”. Aliás, depois da saída de Kerlington, o time todo parece ter atingido uma ótima sintonia.

O fato é que, com as novas características táticas que Muricy vem implantando, novas contratações se fazem necessárias. O elenco se ressente muito da falta de mais meias. CleitonX e Diego Souza são o que há de melhor no país hoje. Mas contusões, suspensões ou convocações desmontam a dupla constantemente. Quando qualquer um deles sai, a marcação adversária concentra suas ações no que ficou, e seu futebol some. É preciso ter sempre mais um meia de qualidade para suprir a ausência de um deles, já que Sacconi parece que não vai emplacar. Edno, da Lusa, que acabou indo para o gambá, seria um cara com o perfil adequado: futebol consistente e não é estrela, pegaria um banco numa boa. Mas dizem que o joelho está bichado. O alvo então é um meia de cada lado que tenha futebol nota 7,5 e tope um banco. Isso sem considerar que Diego e CleitonX têm grandes chances de sair ao fim do ano, e neste caso, precisaríamos de reposições á altura: Valdívia, Alex, daí pra cima (!)

Voltando à zaga, pra esse esquema funcionar, precisamos de um trio de respeito. Danilo já cravou. Mauricio Ramos até pode render bem ao lado de dois zagueiros fortes, e Maurício Nascimento está crescendo. Portanto, há a necessidade de contratar pelo menos mais um paredão pra compor o setor. Para as alas, Armero ainda não se firmou, mas com o esquema se consolidando ele pode fazer as maluquices dele e contar com uma boa cobertura. Jefferson tem as mesmas características de apoio, mas tecnicamente ainda não deslanchou. Apesar de jovem, começa a ficar difícil acreditar que sai alguma coisa. E na direita, Sandro Silva pode quebrar o galho, só não me inventem mais o Wendel por lá.

O elenco para a Libertadores começa a se definir. A se buscar no mercado: um zagueirão, pelo menos. Se fosse possível um Diego Renan pra liberar o Armero, também cairia bem, e abriria mais uma vaga para gringo. Um Conca, por exemplo, que já resolveria metade do problema de opção para as meias. E o Kleber, é só dobrar o Perrella, coisa fácil.

Muricy deu outra cara ao time. Sorte ou não, coincidência ou não, jogos como os do Inter, Barueri e mesmo o de ontem, eram daqueles que perdíamos pontos, em que se falavam de fantasma do Palestra. Foram três vitórias apertadas, mas deram nove pontos. É muito Muricy.

Mas Muricy não vem apenas impondo seu estilo ao Palmeiras. O clube também mudou nele alguns aspectos daquele que conhecíamos em outros times. No Palmeiras ele parece ter adquirido tranquilidade que nunca teve. O velho mau humor está cada vez mais raro. Uma ou outra patada ainda acontece, mas ele tem reagido muito bem às provocações da imprensa nas coletivas. A de ontem foi um espetáculo, um show de bom humor. Só não deu pra ver ainda se ele tem dentes, mas ele ameaçou mostrar.

O casamento do profissional com o ambiente até agora parece perfeito. O contrato vai até o fim de 2010. Se não aparecer nenhum Felipão tão cedo, Muricy pode estar criando uma identidade com o clube pra ficar longos e longos anos. É só a torcida aceitar o esquema com três zagueiros. E pra isso, as contratações para adaptar o elenco ao esquema são fundamentais.

26 de setembro de 2009

Palmeiras 2×1 Atlético-PR

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 23:34

Cada vez mais com a cara de Muricy, o Verdão levou de vencida mais uma vez, e mostrou que de fato está caminhando a passos largos para ser campeão. É verdade que o time levou um sufoco no final, desnecessário, mas compreensível dado o desgaste físico acumulado durante a semana. O Atlético aproveitou bem essa condição e forçou bastante no final, e foi quando encontrou pela fente duas paredes: Danilo e Marcos.

O jogo começou mais tenso do que devia, principalmente pra quem estava no estádio e entrou cedo. O maledetto operador de som deixou tocando, do início ao fim, um CD de forró absolutamente insuportável, num volume ensurdecedor. Ainda descubro quem é o animal. Quando finalmente o som abaixou, pudemos focar na partida, que estava para começar. E veio a surpresa: Danilo, que tinha uma multa prevista em contrato e em tese não poderia jogar contra seu ex-clube, foi escalado, já que o Palmeiras bancou os R$ 100 mil, a pedido de Muricy. Nosso treinador não abriu mão de jogar com três zagueiros, principalmente devido à questão do desgaste físico.

Mas o esquema não encaixou. Com Figueroa solto pela direita; Mauricio Ramos, Edmilson na sobra e Danilo na esquerda; e mais Marcão na “ala” esquerda, o time precisaria de mais consistência no miolo, mas Souza, Jumar e Diego Souza não conseguiram fazer o time dar liga. O resultado foi que o primeiro tempo foi muito chato, com poucas chances de parte a parte, e com o Palmeiras não conseguindo fazer valer o fator campo e sufocar o adversário. Muricy até teve a chance de rever o esquema quando Mauricio Ramos sentiu uma fisgada no púbis e teve que sair. Poderia ter posto Willians, ou Sacconi. Pensou bem e resolveu colocar Mauricio Nascimento e manteve tudo igual.

Quando o primeiro tempo se encaminhava para o 0×0, tivemos o primeiro sinal de que a partida de hoje será daquelas que sempre lembraremos por causa de um personagem especial. Diego Souza disputou uma bola na esquerda, ela espirrou e Danilo emendou uma virada de bola espetacular. Figueroa, aberto pela direita, teve muita calma para dominar, proteger do adversário e fuzilar: 1×0, e assim acabou o primeiro tempo.

Na volta para o segundo tempo, vimos o Atlético usando bem mais o vigor físico, e, precisando do resultado, o time paranaense veio pra cima. A defesa do Palmeiras se houve muito bem, apesar da proteção não estar tão eficiente como no jogo de quarta. Com a habilidade de Paulo Baier e Marcinho Porpeta nas bolas alçadas, os paranaenses eram sempre perigosos. E num desses escanteios, numa cabeçada que Marcos defenderia facilmente, a bola desviou em Danilo, logo quem, e foi para as redes: 1×1, aos 17.

A preocupação em buscar o placar durou apenas sete minutos, apesar de quase termos levado a virada num contra-ataque deles pela direita, que Marcinho Porpeta invadiu a área e bateu cruzado, para grande defesa de Marcos. Mas na nossa pressão, o escanteio veio da direita e Danilo se atirou nela, fazendo o gol meio de tornozelo, meio de canela, para alívio da torcida.

Alívio numas. O Palmeiras pregou. Muricy já estava com Williams pronto para entrar antes de sair o gol de Danilo, e mudou de idéia. Colocou Ortigoza no lugar de Obina, apostando no contra-ataque. O Palmeiras se fechou, e mais tarde Muricy confirmou a opção colocando Willians no Vagner. Mas não adiantou nada, já que as bolas não chegavam – a opção se mostra ineficiente sem CleitonX.

Assim, foi um sufoco absurdo até o apito final, já que o time não mostrou maturidade para segurar a bola com o placar a favor. Ela queimava nos pés de nossos jogadores, e a pressão foi infernal. No pior dos lances, Edmilson tentou sair jogando, Wesley cortou com a mão e ganhou a jogada, foi pro fundo. Marcos não conseguiu interceptar o cruzamento e ficou batido, Paulo Baier chegou batendo, sem goleiro, mas DANILO tirou a bola em cima da risca e vibrou, comemorou como se fosse um gol – e na verdade, valeu tanto quanto. Marcos ainda fez um par de defesas espetaculares, até o apito final.

Vitória dramática, com personagens épicos, Palestra Italia mais uma vez lotado e renda de mais de R$1 milhão. Há algumas rodadas, comemorávamos quando íamos dormir líderes, ou com dois ou três pontos de vantagem. Hoje, a doze rodadas do fim, vamos dormir com seis pontos de margem. Tô feliz.

Atuações
Marcos: só não pegou a bola que desviou no Danilo e foi pro gol. 9,5
Mauricio Ramos: sentiu uma lesão cedo. S/N
Edmilson: mais uma partida atrapalhada. É para se pensar se o desempenho dele está acompanhando o do resto do time. 4,5
Danilo: foi o cara. DEZ
Figueroa: pela primeira vez como titular, dá munição para Marcos avacalhar com Wendel, já que deixou o seu logo na primeira chance que teve. Fez muito bem a ala direita, e já mostrou que sabe cruzar. 9
Jumar: quase fez um golaço num chute de fora, no mais, falhou ao formar a linha de proteção à zaga. 6,5
Souza: ficou maluco com as descidas do Marcão, e não deu conta de cobrir direito. 6
Diego Souza: muito apagado, parecia o mais cansado de todos do elenco. Sentiu a falta de CleitonX para dividir um pouco mais a marcação dos volantes do Atlético. 6
Marcão: um desastre, tanto na marcação como no apoio. Impressionante com ele fica olhando os lances e não se mexe. E não parece ser por falta de vontade, é esquisito. É raçudo, mas não serve. 2,5
Vagner Love: ficou isolado, lutou, mas não conseguiu produzir muito. Mas a qualidade continua latente. 6
Obina: sofreu do mesmo mal de Vagner, mas sua situação é pior porque o físico e a técnica não ajudam. Deu um passe de letra que, apesar de irrelevante, foi bonito. 5
Mauricio Nascimento: partidaço, muito mais seguro que seu xará. 8,5
Ortigoza: entrou tarde, produziu pouco. S/N
Willians: mesmo caso de Ortigoza. S/N
Muricy: teima com um esquema que nem sempre pode ser o mais eficiente, mas também ponderou por causa do desgaste físico. Deu sorte. E quanto mais se treina, mais sorte se tem, como dizia o filósofo. 7

Direto do Palestra

Arquivado em: Futebol — conrado @ 17:56

1726A Mancha já está ensaiando o mosaico… São as iniciais DUG.

e o CAP já está em campo… E chega de fotos por enquanto!

Enquanto isso, na Turquia…

Arquivado em: Política — conrado @ 9:24

Pelo título parece, mas infelizmente este post não vai falar de Alex. O assunto é chato, mas não pode ser deixado de lado.

A política interna do Palmeiras ferve. E não estamos perto de nenhuma eleição, vamos deixar claro. O que acontece é que o fim da velha política do é dando voto que se recebe agradinhos (às vezes mais que simples mimos, bem mais) ainda repercute, e mal, nas alamedas do clube.

Outro ponto que incomoda algumas velhas lideranças é a perda de poder e prestígio no clube. Poder pelo poder, prestígio pelo prestígio. Amor à carteirinha de Diretor. Apesar de algumas composições inevitáveis por ocasião da eleição, a turma da carteirinha em sua grande maioria ficou a ver navios na diretoria da atual gestão. Ao contrário da política reinante, na maioria dos casos hoje é diretor quem está a fim de trabalho. Meritocracia. Hoje o Palmeiras pode olhar para si e ver que a poeira está sendo sacudida, e o avanço é visível.

É só ver as notícias por aí, mesmo que mascaradas pela imprensa oposicionista ou por blogueiros mal intencionados. Não há como não notar a retomada do basquete, a volta do pugilismo, a guinada no tênis. Só sinto falta, particulamente, do judô, esporte que eu gosto muito. Temos ainda a profissionalização das divisões de base, a visível melhora na gestão financeira. A Arena, que finalmente vai sair do chão. Por mais que os painéis tentem soltar as notícias contra, só há evolução, mesmo que algumas estejam em ritmo mais lento do que gostaríamos.

Vem aí em outubro o novo projeto de sócio-torcedor, o qual, esperamos, seja o marco da mudança de relacionamento com o torcedor de estádio. E não precisamos mais falar sobre o futebol profissional, que voltou a ser o time a ser batido, coisa que, no fundo, é o que mais nos interessa. Tem mais? Sim, muito mais. Basta se interessar em saber. Tem coisa que ainda precisa melhorar muito? Sim, claro que tem. O que não se pode é se apegar a esses aspectos, diga-se, criados por eles próprios, e acusar a gestão atual de não resolvê-los imediatamente.

Mas as velhas alas de políticos do clube não querem nem saber, estão achando que tá tudo ruim no clube, e ameaçam unir forças para combater a atual gestão. Não há qualquer possibilidade de debate em que essa gente consiga se sair bem. Mas como o interesse é só nas amadas carteirinhas, isso não importa. Infelizmente o lado da política do clube sediado na Turquia ainda tem condições de fazer muitos estragos.

É verdade que quem quer trabalhar muitas vezes não tem tempo pra satisfazer as necessidades que a política do Palmeiras tem. A gestão Della Monica foi importantíssima nesse processo de retomada ao fazer a transição, e se preocupou bastante em manter o aspecto político consistente – mas por outro lado não conseguiu avanços palpáveis na gestão. O oposto acontece agora.

A atual gestão tem que tirar forças de algum lugar para apagar esses pequenos focos de incêndio, antes que eles fiquem incontroláveis. Infelizmente já ouvi de figuras de alta patente no clube a seguinte expressão: “Tô cagando pra política do clube, o que eu vou fazer é trabalhar“. É bonito, mas perigoso. Se por um lado a atual gestão está fazendo com que o clube evolua dez anos em dois, por outro não vem fazendo nenhum trabalho político. Até alas da composição que ajudou a eleger Belluzzo começam a chorar pelos cantos porque esperavam mais reconhecimento – ou carteirinhas. E isso pode ser perigoso para as próximas eleições. Corre-se o risco de se construir uma Ferrari e dar pro Rubinho pilotar, de novo. Ou pior, pro rato do Piquezinho. Os riscos de voltarmos vinte anos em um mês existem.

***

Para minimizar esse risco, o trabalho é de formiguinha, e tem que partir de nós, torcedores. É muito fácil ficar assistindo tudo de longe e só xingar, criticar, mostrar a bunda, tirar onda de guerrilheiro. Mas quem quer mesmo fazer a diferença, morando aqui na Capital Paulista, ou mesmo em cidades próximas, tem é que ficar sócio, e se entranhar na política do clube. O caminho é a renovação do conselho, jamais vou cansar de repetir. O Palmeiras precisa de sócios jovens, dispostos a desenvolver projetos em favor do clube e não de si próprios.

Essa turma da carteirinha está é de olho no centenário do clube. Querem ser importantes no ano das festividades, que também é ano de Copa. Querem ter privilégios. Há quem declaradamente sonhe em ser conselheiro no ano do centenário. Ok, cada um com seus sonhos. Mas o clube precisa é de quem sonhe em ser conselheiro, não importa o ano, para manter o Palmeiras no lugar onde ele merece.

Os leitores mais antigos e/ou mais atentos já sabem que este blog tem participado ativamente do desenvolvimento do movimento Fanfulla, de sócios do clube. Em sua primeira eleição, elegeu três conselheiros. A tendência para a próxima é emplacar mais sete ou oito. E no longo prazo, mantendo-se o trabalho, ser um bloco com 50/60 conselheiros, e decidir eleições, e ser a proteção da torcida do clube contra a política das carteirinhas.

O Fanfulla não é apenas um grupo político, mas também um fomentador de idéias e projetos. Visitem o site do grupo – www.fanfulla.com.br, e façam o cadastro. Participem do fórum, mesmo sem serem sócios, e coloquem suas idéias para serem desenvolvidas. Dentro da seção Atuação, há uma listagem do que o grupo, nessa curta existência, já produziu em favor do clube. E caso você já seja sócio do clube, ajude a aumentar a lista de feitos desta página, e a representatividade da torcida dentro da política do Palmeiras.

Estamos esperando por você e por suas idéias lá no Fanfulla. Participem!

25 de setembro de 2009

Por cima

Arquivado em: Imprensa — conrado @ 14:53

Pessoal, o Verdão nos últimos anos não foi exatamente o time para o qual a maioria de nós se acostumou a torcer – um time vencedor, pioneiro, líder, enfim, tudo o que a nossa rica história esbanja em glórias.

Quando se atravessa uma fase de escassez, como a proporcionada pelo velho califa, e que finalmente parece que vai chegando ao fim, após cinco anos de reconstrução, vemos os mais nojentos profissionais de imprensa destilando todo seu veneno contra o time dos italianinhos – enquanto podem.

Só se cala a boca dessa gente com taças. O caminho para uma importante conquista este ano está muito bem encaminhado. E parece que eles estão percebendo. O que se vê agora é um salve-se quem puder. É um tal de descer a lenha no Palmeiras como nunca se viu. Estão aproveitando enquanto podem, porque quando os scudettos estiverem disputando espaço em nossa maglia, falar mal de nós vai pegar mal. Não se detona um papa-títulos.

Um pênalti, que eu ainda não estou totalmente convencido que foi, de Jumar em Fabrício. Muito mais discutível que o claríssimo cometido pelo bambi Miranda em Fernando, no domingo. É o suficiente para que digam que o Palmeiras cometeu CINCO pênaltis. Isso num confronto contra o Cruzeiro, time que está na zona neutra, disputando nada contra ninguém.

O Palmeiras foi roubado pelo mesmo árbitro contra o Goiás, time que está na disputa pelo título. E pelo mesmo juiz que, de forma muito menos escandalosa, supostamente errou em Minas – mas como foi a favor do Palmeiras, foi suspenso. E ninguém falou da injusta expulsão do Armero. Isso pra não falar no Kleber, que se estivesse no Palmeiras, provavelmente sairia do estádio de camburão direto pra delegaca pelo lance com Wendel.

O Palmeiras foi roubado contra o bambi, outro time que disputa o título, em pleno Palestra. Só nesses dois jogos, façam as contas e vejam o quanto já teríamos aberto de vantagem. Mas o PAlmeiras tambem foi roubado em Curitiba as duas vezes em que lá foi. Mas não se viu metade do carnaval que estão fazendo por causa de UM pênalti, repito, discutível. Isso pra não falar que quem tem Marcos não tem medo de pênalti.

Mas para esses abutres, é a deixa para tentar manchar um título que, infelizmente para eles, está cada vez mais desenhado. E é isso que tem me dado estômago para ler e ouvir esse monte de cretinices, e ainda sorrir. É o sorriso de quem agora está por cima. E esse sorriso vai virar gargalhadas se o título se confirmar. Porque aí vamos ver esses mesmos escroques lambendo o glorioso Palestra Italia. Vocês ouvirão maravilhas sobre o Palmeiras dessas mesmas bocas imundas. E eles falarão bem do Palmeiras sem a menor desfaçatez. Porque não têm um pingo de vergonha na cara.

O que está me deixando mais esperançoso é que a nova geração da imprensa tem se mostrado bem mais inteligente e respeitosa do que os velhos. Uma nova leva de setoristas, talvez até por fazerem parte da geração internet desde que estavam na faculdade, estão acostumados com a proximidade que a rede proporciona, e não se sentem tão à vontade como os mais experientes para falarem qualquer bobagem sem se preocuparem com a repercussão. Os de hoje sabem que se falarem uma besteira, um segundo depois a revolta estará instituída na internet, e sua reputação, que está em construção, sofrerá danos sérios. Os que já tem anos de estrada estão pouco se lixando.

Por isso, amigos, quando lerem ou ouvirem os Kfouris, os Prados, os Cosmes, os Jovempans, e tantos outros lixos que ainda não estão em algum círculo do inferno, mas que – esperamos – logo serão chamados pra sentar no colo de seu padrinho, sorriam. Imaginem que a partir do final deste ano, quando a retomada de títulos do Palmeiras for uma realidade, essa curriola vai ser obrigada a nos tratar como têm tratado o bambi, o time mais ladrão do mundo, mas cuja lisura nunca é questionada, porque os títulos mascaram. E nossa vez está chegando.

Vão falando mal aí, rebanho de corno. Aproveitem enquanto dá. E vocês, da nova geração, prestem bastante atenção nos mais velhos. E aprendam como NÃO se faz.

24 de setembro de 2009

Dodging bullets

Arquivado em: Outros — conrado @ 16:27

Vejam por outro ângulo a sensacional desviada que Fabio deu do balaço desferido por Diego Souza.

É o escolhido, não há dúvidas!

Diego Souza convocado

Arquivado em: Futebol, Jogadores — conrado @ 16:10

Diego Souza foi convocado por Dunga para as importantíssimas partidas da Seleção Brasileira pelas Eliminatórias, contra Bolívia e Venezuela, dias 11 e 14 de outubro.

O meia certamente desfalcará o Palmeiras na partida contra o Náutico, nos Aflitos, dia 12, e possivelmente contra o Avaí, dia 8. Mais um teste para a força de nossos bastidores.

Sandro do Inter, também foi chamado, assim como Miranda, das frangas; Adriano, do Flamer Flamengo, Diego Tardelli do Galo e Victor do Grêmio.

Valeu Dungão!

Cruzeiro 1×2 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 9:48

Espetacular. O adjetivo é manjado, porque tentar usar qualquer outro para descrever a vitória do Verdão no Mineirão seria pretensão demais. O Palmeiras lutou contra a pressão pré-jogo da imprensa, contra o estádio cheio, contra um forte adversário, contra um árbitro que tem histórico e que já tinha nos tungado três pontos, e mesmo assim venceu um jogo importantíssimo, de virada, e abriu três pontos do bambi, com larga margem de gols. Faltam treze jogos, sete em casa. Tá ficando muito bom.

O duelo do meio-de-campo começou aguerrido. O Palmeiras veio com Jumar ao lado de Souza, já que Edmlson não conseguiu se recuperar na lesão muscular que teve no início da semana. Perdemos em qualidade no passe. Mas ganhamos em… emoção. Jumar em campo é emoção pura, não exatamente no melhor sentido. Pra completar, Marcão ficou do lado esquerdo da zaga porque Danilo estava suspenso.

E foi em cima de Marcão o gol do Cruzeiro, logo a sete minutos: o glorioso zagueiro-iron-maiden ficou olhando uma bola resvalada por Henrique espirrar em direção a Tiago Ribeiro, que veio na corrida e, livre, tocou na saída de Marcos: 1×0. Sem sacanagem, um gol ridículo.

O Palmeiras reagiu rápido, graças ao talento individual, e a uma ajudinha do adversário: falta da intermediária, a barreira estava a um passo da entrada da área. Diego Souza bateu com muito veneno. A bola mesmo assim era do Fábio, que se atrapalhou com a serpenteada da bola ao melhor estilo bambi Ceni, e, a la Leo Lima, o Verdão empatava o jogo um minuto depois de ter sofrido o gol.

Logo em seguida, mais uma falta bem próxima, bola na barreira, no rebote CleitonX bateu e a bola de novo ficou no bolo de jogadores na risca da área. Parecia que o nosso volume iria aumentar e que o Cruzeiro tinha sentido o empate. Mas não foi bem assim.

O Palmeiras, no 4-4-2, se armou para o contra-ataque, e atraiu o Cruzeiro para seu campo. Extremamente confiante nas linhas defensivas, principalmente na proteção feita por Jumar e Souza, este, um monstro mais uma vez, o Verdão suportou a pressão e apostou nos contra-ataques com Robert e Vagner. Uma hora ia funcionar.

O Cruzeiro manteve o volume de jogo bastante elevado, conseguiu várias finalizações, todas pressionadas, mas apenas uma realmente perigosa, com Diego Renan, que Marcos fechou o ângulo e defendeu com o joelho. Já o Verdão, embora com menos chances, levou mais perigo nas que teve, numa cabeçada de Robert e numa chegada forte de Armero que Fabio defendeu. Sempre pela nossa esquerda.

Adilson já estava enxergando o mapa da mina, e mandou forçar o jogo em cima do Wendel. Muricy então resolveu surpreender o adversário alterando o esquema para três zagueiros, colocando Mauricio no lugar de Robert. Vagner ficou como único atacante, e numa bola roubada, logo no início do segundo tempo, o contra-ataque foi iniciado, Souza foi esperto e enfiou para Il Fodone no meio dos zagueiros. Love teve velocidade, e depois mostrou habilidade para cortar Fabio e rolar para o gol vazio. Com todo o respeito ao Obina, se fosse ele a jogada morreria no lançamento. Como é bom ter um NOVE-NOVE!

Nem deu tempo para ver a postura do time após o gol, porque Evandro “Beltrão” Roman inventou de expulsar Armero numa disputa de bola na lateral da área. Além de dar ao adversário uma falta perigosíssima, o pilantra nos deixou com um a menos. Emergencialmente, Marcão foi pra esquerda, e a idéia de três zagueiros foi pro espaço.

Com o placar adverso, o Cruzeiro passou a forçar mais ainda, e Adilson mostrou que não é nem um pouco bobo, ele que já vai completar dois anos à frente do Cruzeiro. Tirou Elicarlos na lateral direita, já que ficou claro que não seriam por ali os ataques do Palmeiras, e aumentou o poder de fogo colocando Guerrón. E não foi nada fácil para o Verdão, que teve que claramente se posicionar para o contra-ataque, mais do que nunca. Percebendo isso, Muricy trocou Vagner por Willians, para aproveitar sua velocidade. Em seguida, tirou Wendel, que sangrava após uma cotovelada de Kleber e colocou Figueroa, finalmente .

O Cruzeiro veio pra pressão, e o auge dela foi em duas bolas seguidas, lá pelos 25: num chute cruzado de Kleber que Marcos desviou e ela foi na trave, e numa cabeçada de Leonardo Silva, para o chão, mas que, com muito efeito, saiu lambendo a trave à direita de Marcos. Depois dos sustos, o Verdão achou o posicionamento correto, armou a defesa e a pressão dos mineiros foi neutralizada, restou a eles os chutes de longe. E a impressão que dava é de que se o jogo tivesse mais meia hora, não levaríamos o gol nem a pau.

A imprensa, desolada, reclama de lances que poderiam ser pênaltis contra o Verdão, mas aí entrou outro componente da partida: a pressão feita sobre o canalha de preto, que estava de amarelo. Ninguém o deixou esquecer da patifaria no Serra Dourada, e ele teve que pensar muito antes de dar um pênalti contra nós. De todos os lances reclamados, o único que realmente pode ser discutido foi a dividida de Jumar com Fabrício, no primeiro tempo. Mas esse foi bem “menos pênalti” que o de Miranda em Fernando, na rodada de domingo. Por isso, calem-se, bambis. Aliás, RUN BAMBIS, RUN!

A festa foi completa ontem no Boleiros. Com direito a quadro com a camisa bambi destroçado. Queria que todos os parmeristas soubessem que foi uma noite espetacular, graças ao time e à presença de todos no bar, o clima estava maravilhoso, com direito a hino, gritos de ” é campeão”, e tudo o mais que se tem direito numa arquibancada. Um grande abraço ao Marcão, do Boleiros, que levou tudo na esportiva.

Mas tem uma coisa: a vitória de ontem valeu três pontos. Iguaizinhos aos três pontos que estarão em jogo sábado, contra o Atlético-PR, no Palestra. Se perdermos pontos nesse jogo, de nada terá adiantado a épica vitória de ontem. Que a empolgação fique apenas entre nós, torcedores. Depois de amanhã, já teremos mais uma batalha.

Atuações:
Marcos: dois milagres, e muita segurança. Deu uma borboletada no primeiro tempo, mas não houve consequências. DEZ
Wendel: foi o setor explorado em nossa defesa, e não deu conta. Deve ter sido sua última partida como titular do time. DEZ
Mauricio Ramos: demorou um pouco para achar o posicionamento com Marcão, depois se firmou e foi uma parede. DEZ
Marcão: depois da falha no gol, fez uma boa partida. Se perdêssemos algum ponto, as trombetas iriam em sua direção. DEZ
Armero: foi uma das opções de ataque mais importantes do time. Descia como uma vaca louca, e quando perdia a bola os contra-ataques mineiros eram perigosíssimos. DEZ
Jumar: eu tenho medo, muito medo. DEZ
Souza: monstro, além de compor a primeira linha de combate, ainda foi o responsável por deixar Vagner livre no lance do segundo gol. O melhor em campo. DEZ
CleitonX: muito marcado, apareceu pouco, mas mostrou bastante experiência num jogo decisivo como este. prendendo a bola e invertendo as jogadas. DEZ
Diego Souza: a atuação teria valido só pelo gol. Também sofreu com a forte marcação feita por Adilson, mas como CleitonX, soube controlar o jogo e a pressão. DEZ
Robert: sacrificado no esquema, ainda conseguiu lgumas jogadas de pivô e uma boa finalização. DEZ
Vagner Love: não apenas fez um golaço ao melhor estilo old times, mas também ajudou na marcação no campo de defesa. Já encaixou no time. DEZ
Mauricio: entrou na fogueira, e saiu-se bem. DEZ
Figueroa: penteado de muito bom gosto. DEZ
Willians: Muricy tentou posicioná-lo no buraco deixado por Adilson, quando este tentou aumentar a pressão sobre nós, mas seu jogo não rendeu por uma falta de referência na área. DEZ
Muricy: só não acertou na entrada de Willians, de resto, foi perfeito, administrando bem os desfalques e posicionando o time muito bem. DEZ
Kleber: DEZ

22 de setembro de 2009

“Deixa a bola entrar, Marcos”

Arquivado em: Jogadores — conrado @ 15:36

Esse Marcos é um figura… Vejam a última de nosso santo goleiro, que faz das suas até em filmes humanitários.

Clique aqui e veja o que ele causou.

Karate Kid do Palestra é boa. Queria ver o making-of desse filme…

Parabéns Marcão, por mais essa grande atitude, e sem perder o bom humor!

*pronto, saiu o vídeo:

Paródia

Arquivado em: Outros — conrado @ 12:28

Puta que pariu

Meu cachorro botou um ovo

Mas Derby não pode ser em Prudente

PUTA QUE PARIU, DE NOVO???

* eu sei que o original é “meu gato” botou um ovo, mas ter gato é coisa de sãopaulino, e aqui é Palmeiras, porra…

Com moderação

Arquivado em: Administração, Diretoria — conrado @ 11:49

Rapaziada, o negócio é o seguinte: estou ouvindo dezenas de reclamações com relação a nossa diretoria, por conta de duas derrotas nos bastidores – a escalação de Evandro “Beltrão” Roman para a partida em Belo Horizonte e o não-adiamento da partida contra o Atlético-PR, de sábado para domingo, dando pouco tempo de descanso para o time após a partida adiada contra o Cruzeiro.

O primeiro xingamento, o mais basicão, é o manjado “diretoria omissa!”. Não é por aí. Uma das coisas que vimos com muita clareza na reunião convocada pela diretoria de futebol, há duas semanas, é de como está sendo feito o trabalho de bastidores. Isso não é uma coisa que se saia falando por aí, por isso, temos que ser bastante cuidadosos. E se tem uma coisa que essa diretoria não pode ser chamada é de omissa. Omissa era a diretoria de tempos passados, que ficava com o bundão na cadeira pensando na vida, nas picuinhas internas do clube, e nos curraizinhos eleitorais dos departamentos.

A postura atual não é de acomodação. Tenham a certeza que o Palmeiras busca valer seus interesses, e sempre que possível, consegue. Não precisamos aqui fazer listinha dos êxitos. Mas é necessário dizer que eles existiram; quem está aberto a enxergar os dois lados da história pode puxar pela memória ou fazer uma pequena pesquisa que comprovará o fato.

Os dois insucessos desta semana podem ser encarados como naturais num eterno jogo de perde-e-ganha que são os bastidores do futebol. O que não podemos aceitar é um desequilíbrio na balança, pendendo pras derrotas, ou então uma total passividade, coisas que efetivamente não acontecem. Pequenos sapos, entretanto, são inevitáveis vez ou outra.

Outra coisa importante a se ressaltar é que, quando se reivindica algo nos bastidores, nem sempre se é atendido, mas quase sempre volta-se com uma compensação futura debaixo do braço. A via é de duas mãos. Como já foi dito, é o tipo da coisa que não se pode alardear, mas pequenas derrotas como essa, para uma diretoria atuante, quase certamente significam vitórias importantes no futuro.

Por isso, vamos encarar essas batalhas nos bastidores como jogos dentro de campo: perder de vez em quando faz parte do script, o que nós, como torcedores, devemos fazer é cobrar luta, sempre. E claro, como no futebol, dois reveses na mesma semana merecem uma cornetada, sem dúvida. Mas com moderação.

***

Amigos, amanhã é dia de jogo, um dos mais importantes do ano. Uma vitória significa três pontos de vantagem para o segundo colocado, o que nos dará uma margem de uma rodada de tropeço que mesmo assim continuaremos na liderança. E a próxima rodada mostra a tabela favorável a nós, o que permite projetar que a margem tende a aumentar. Por isso a importância da vitória amanhã.

Todas as energias positivas devem estar canalizadas para o Mineirão amanhã. Estaremos fazendo a nossa parte no Boleiros Bar, na Vila Madalena. Clique aqui para saber mais detalhes; e vista a sua camiseta da Arrancada Heróica para comemorar o Dia do Palmeiras, que foi no início desta semana. RUN, BAMBIS, RUN!

21 de setembro de 2009

Eu não sou engenheiro não

Arquivado em: Arbitragem — conrado @ 19:27

Quem apita o jogo é o Evandro Rogério Roman. Aquele do Engenheiro Beltrão. Aquele que nos assaltou em Goiânia. Aquele que o professor disse que pediria o veto na CBF.

Ou não pediu, ou não foi atendido. O pilantra apita o jogo na quarta.

Dizem que é nas dificuldades que se consegue as grandes sacadas. Pois que o Palmeiras use do mesmo subterfúgio bambi e comece agora a fazer pressão sobre esse canalha, da mesma forma que as mocinhas fizeram sobre Flavio Guerra ontem, e que rendeu um pênalti não marcado. Pressão chancelada pela Globo, diga-se.

A diferença é que a pressão bambi sobre o juiz de ontem foi sobre três pênaltis marcados, TRÊS PÊNALTIS REAIS.

Nossa pressão é legítima, porque deverá ser sobre um assalto que o pilantra cometeu no Serra Dourada. Nós fomos roubados.

Enfim, só sei que estamos de saco cheio de sermos tratados como Engenheiro Beltrão. Toninho, Savério, Cipullo, Belluzzo, pelo amor de Dio, não deixem esse pilantra roubar a gente de novo!

Duelo quarta deve ser tenso

Arquivado em: Adversários, Futebol, Jogadores, Torcida — conrado @ 10:17

Apesar de toda a pressão que a imprensa planejou que fosse estar sobre o Palmeiras ter se dissipado com os resultados da rodada, o jogo da próxima quarta no Mineirão promete ser muito tenso. O climão começou na semana passada, quando Fabrício, sabe-se lá se provocado por algum jornalista ou se por vontade própria, desatou a chorar a respeito de Diego Souza, de quem levou uma mãozada no ano passado. Como futebol é pra homem, essas coisas acontecem – o atacante do time dele, o grande Kleber, que o diga. Mas Fabrício acusou Diego de dar cotoveladas, socos e rasteiras. Ô loco, se ainda fosse o Domingos… Diego respondeu moderadamente. Na medida certa, eu diria. Disse que não vai jogar como mocinha. Se Fabrício parecia estar amedrontado com a primeira declaração, agora deve ter ficado com diarréia. Mas a melhor tirada de todas foi do próprio Kleber, que declarou que Fabrício e Diego se dariam bem no mesmo time, os dois tem comportamentos muito parecidos. Que figura!

***

Mas Kleber não parou por aí. Afastado dos jogos há cinco rodadas devido a uma pubalgia, K30 esteve na capital paulista este fim-de-semana e aproveitou pra dar uma passada na quadra da Mancha, onde foi realizado um torneio de futebol society… E ELE JOGOU…! Que Kleber quer voltar ao Palmeiras, não é segredo pra ninguém, embora ele não possa admitir isso em público. Mas essa foi cirúrgica, não podia ter havido aparição mais propícia. Seu empresário deve ter ficado maluco, e Kleber parece não estar nem aí. Já pensaram, ano que vem, Valdivia/Love/Kleber? Sai da frente gambazada!*

Voltando ao próximo jogo, Muricy tem usado o 4-4-2 nos últimos treinos táticos. Convencido que o elenco não tem três zagueiros em condições de fazer a última linha, e que insistir em trocar um meio-campista por um zagueiro ruim só aumenta a ruindade da defesa e do time, agravado com a constatação de que nossos laterais/alas não são bons no apoio, Muricy cede aos fatos e, para alegria da maioria da torcida, restaura o 4-4-2 usado na melhor fase do time no ano.

***

Tá tudo conspirando. A quarta promete ser inesquecível. Se o Verdão voltar de Minas com os três pontos na bagagem, como fez ano passado, tem tudo para abrir uma boa distância nas próximas rodadas. Terminamos o período difícil do calendário, e é perfeitamente possível amealhar pelo menos oito vitórias nos dez jogos seguintes, é só olhar a tabela. Embalando na hora certa, a reta final vai servir só para administrar a vantagem. O jogo quarta, então, é fundamental. Vamos todos torcer juntos lá no Boleiros. Vejo vocês lá!

* O grande Eder, leitor assíduo, reproduziu nos comments uma nota oficial da Mancha onde a torcida esclarece que a notícia sobre a participação de Kleber no evento não foi bem como saiu no Lance! e como este blog comentou. Entre acreditar no Lance! ou na Mancha, fico com esta, mesmo que seja apenas para preservar Kleber diante do atual time. A verdade verdadeira, só sabe quem esteve lá…

20 de setembro de 2009

Dia do Palmeiras. E que dia!

Arquivado em: Futebol — conrado @ 22:11

Vinte de setembro, Dia do Palmeiras. Apesar de a CBF ter feito o favor de alterar a tabela e jogar água no nosso chopp, adiando a partida contra o Cruzeiro para o dia 23, este domingo não poderia ter sido mais nosso.

Acordamos com um sorriso no rosto, ao lembrar que o Inter, tido como grande bicho-papão até duas rodadas atrás, perdeu a segunda seguida, desta vez para o Vitória, por 2×0. Sim, o Vitória, o mesmo que venceu o Palmeiras na rodada anterior e fez o palmeirense arrancar os cabelos. Um dia o palmeirense controlará melhor sua bipolaridade e entenderá que futebol é assim.

Aí você abre o jornal, ou a Internet, e vê a seguinte pérola do abjeto Painel FC da Folha:

A casa caiu

A situação do Palmeiras já articula com conselheiros uma nova assembleia para alterar a construtora no projeto da nova arena do clube. Argumentam que a WTorre não apresentou nem apresentará as garantias financeiras para o negócio, além de um seguro. Causa desconforto também o fato de a prefeitura não ter aprovado ainda o projeto. Mesmo que a WTorre seja afastada, a avaliação entre cartolas é a de que será difícil aprovar um novo parceiro para a obra depois de a oposição ter reclamado de acerto precipitado.

Insensível. Dirigentes do clube avaliam que a aprovação da planta da arena na prefeitura será difícil, principalmente se a vice-prefeita, Alda Marco Antonio, assumir o cargo de Gilberto Kassab em 2010. Ela está revoltada por achar que foi maltratada no banquete do clube.

Salve-se. Roberto Frizzo, da comissão formada para analisar o projeto da arena, foi aconselhado por pessoas próximas a deixar o cargo. Do contrário, disseram, corre o risco de se queimar.

Êlaiá. Mas como numa partida de futebol, o Palmeiras virou o jogo, rapidinho. E com um chute na veia. Um, não: três. A assessoria de imprensa agiu muito rápido, divulgou uma nota oficial do clube respondendo à infame coluna, outra nota em conjunto com a WTorre a respeito do andamento do processo da Arena, e colheu um depoimento matador do presidente Belluzzo:


Que cacetada, hem imprensinha? Dá-lhe Palmeiras!

***

Aí vem a tarde de futebol. A festa na imprensinha está armada. Afinal, era dia do bambi assumir a liderança. Nada melhor que lançar uma nota como a do Painel exatamente no dia em que o Verdão perdeu a liderança, não é? Pois vai chupando aí que não aconteceu nem uma coisa, nem outra. O Jason amarelou diante do Santo André, mesmo não tendo um pênalti claro não marcado contra si. O frangueiraço, goleirinho de hockey, virou o popô pra bola e tomou um peru. Segundo ele, o ângulo estava fechado, mas o Pablo Escobar errou o chute… TCHUPA VAMVI! O líder é o Verdão!

***

Aí vem o jogo do gambá. Baleião de volta, festa no Pacaembu. Imprensinha vai ao delírio. Afinal, até outro dia, ninguém ousava fechar o grupo de candidatos ao título. ” O Corinthians deve chegar no bolo”, diziam os esperançosos jornalistas-torcedores. Sim, um time que tem Alessandro, Bill, Balbuena, Diego, Jucilei e Marcelo Oliveira como titulares (pô, não servem nem pro Palmeiras B…), tem potencial pra ser campeão brasileiro, segundo essas bestas.

Pois viram pela frente um time de verde, e se borraram todos. Levaram de quatro. Como gosta seu redondo lipoaspirado popstar. TCHUPA GAMVÁ!

***

Para comemorar mais este Dia do Palmeiras, mesmo que com atraso (valeu CBF!), estaremos no Boleiros Bar, nesta quarta, para torcer pelo Verdão contra o Cruzeiro. Todos ganharão uma exclusiva camiseta “Arrancada Heróica”, dentre um dos quatro modelos disponíveis, basta escolher. Por R$34,90, você garante seu ingresso, dois chopps e a camiseta. Clique aqui para adquirir ingressos e as camisetas para o evento.

***

Toda vez que reproduzirmos alguma frase do presidente, provavelmente será necessária alguma incursão ao nosso grande amigo, o dicionário. Fica aqui instituída a seção “Glossário do presidente“.

Glossário do presidente
contubérnio
Datação
1836 cf. SC

Acepções
■ substantivo masculino
1 convivência sob o mesmo teto; coabitação
2 Derivação: por extensão de sentido.
concubinato, amigação, mancebia
3 Derivação: por metonímia.
grupo de pessoas que coabitam
Ex.: moravam em pequenos c.
4 Derivação: por extensão de sentido.
familiaridade, intimidade, camaradagem
Ex.: o c. com boêmios inspirou sua pintura
5 Diacronismo: arqueologia verbal.
barraca de campanha dos soldados romanos

18 de setembro de 2009

Arrancada Heróica

Arquivado em: História — conrado @ 3:35

Que o Palmeiras é o clube com a História mais rica dentre todos os maiories times de futebol do Brasil, isso todos sabem, até quem não é palmeirense. A quantidade de episódios, de histórias, de músicas envolvendo o Palmeiras, além de ser enorme, são de uma emoção ímpar. Não é à toa que dizemos com toda tranquilidade que ser palmeirense é muito melhor e mais digno do que ser, por exemplo, bambi. É preciso alma.

Existem muitos sites destinados a contar a História do Palmeiras. Meu grande amigo Jota Christianini, conselheiro e fanfullista, é colunista do 3VV e conta semanalmente causos deliciosos. O Ezequiel mantém o Palestrinos (de quem eu emprestei a figura acima), outra referência histórica do clube. O próprio Maglia Verde conta a história do Verdão, focado nas diversas camisas que o time já vestiu. E o site oficial, finalmente em mãos competentes, também prepara vôos altos em direção ao nosso glorioso passado.

De uma forma ou outra, todos esses sites contam algo sobre um dos mais importantes episódios da História do Palestra/Palmeiras: a Arrancada Heróica de 1942. Tentando resumir, o símbolo do episódio é a tela que ilustra este post, o time do Palmeiras adentrando no gramado do Pacaembu liderado pelo capitão Adalberto Mendes, com a bandeira brasileira, no primeiro jogo após ter sido obrigado a mudar de nome, após covarde pressão do SPFW contra o clube dos italianinhos. Em setembro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, a Itália fazia parte do Eixo, junto com Alemanha e Japão, enquanto o Brasil ficou do lado dos Aliados, com todas as outras nações que se envolveram de alguma forma no conflito.

O Palmeiras entrou em campo pela primeira vez sob o novo nome justamente na final do Campeonato Paulista daquele ano, e humilhou o SPFW – ora vejam quem era o adversário. Alguns meses depois de tê-los feito correr numa histórica batalha na Turiassu, quando tentaram se apossar de nosso estádio sob a justificativa da Guerra, os italianinhos os surraram novamente, desta vez dentro de campo. O jogo estava 3×1 para o Palmeiras, e o juiz marcou um pênalti a nosso favor, ainda no início do segundo tempo. Antes que caíssem de quatro, os bambis fugiram de campo, e o Palmeiras foi declarado campeão. O Palestra morreu líder, e o Palmeiras nasceu campeão – estava cunhada a frase histórica.

E os bambis correram de novo. RUN, BAMBIS, RUN! Maledetti…

Visitem os sites acima recomendados (os links estão no menu da barra lateral) e procurem conhecer os detalhes do dia 20 de setembro de 1942. Nâo à toa, o dia 20 de setembro foi decretado o “Dia do Palmeiras”. O Verdão tem dois dias no ano reservados a si, e o palmeirense pode comemorar três datas: seu próprio aniversário, e mais duas que o nosso alviverde proporciona. Ser palmeirense é uma dádiva.

Esta data não vai passar em branco. No dia 23, quarta-feira, o blog vai promover mais uma festa no Boleiros Bar, para assistirmos juntos o jogo contra o Cruzeiro. Fiquem atentos!

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