Pelo título parece, mas infelizmente este post não vai falar de Alex. O assunto é chato, mas não pode ser deixado de lado.
A política interna do Palmeiras ferve. E não estamos perto de nenhuma eleição, vamos deixar claro. O que acontece é que o fim da velha política do é dando voto que se recebe agradinhos (às vezes mais que simples mimos, bem mais) ainda repercute, e mal, nas alamedas do clube.
Outro ponto que incomoda algumas velhas lideranças é a perda de poder e prestígio no clube. Poder pelo poder, prestígio pelo prestígio. Amor à carteirinha de Diretor. Apesar de algumas composições inevitáveis por ocasião da eleição, a turma da carteirinha em sua grande maioria ficou a ver navios na diretoria da atual gestão. Ao contrário da política reinante, na maioria dos casos hoje é diretor quem está a fim de trabalho. Meritocracia. Hoje o Palmeiras pode olhar para si e ver que a poeira está sendo sacudida, e o avanço é visível.
É só ver as notícias por aí, mesmo que mascaradas pela imprensa oposicionista ou por blogueiros mal intencionados. Não há como não notar a retomada do basquete, a volta do pugilismo, a guinada no tênis. Só sinto falta, particulamente, do judô, esporte que eu gosto muito. Temos ainda a profissionalização das divisões de base, a visível melhora na gestão financeira. A Arena, que finalmente vai sair do chão. Por mais que os painéis tentem soltar as notícias contra, só há evolução, mesmo que algumas estejam em ritmo mais lento do que gostaríamos.
Vem aí em outubro o novo projeto de sócio-torcedor, o qual, esperamos, seja o marco da mudança de relacionamento com o torcedor de estádio. E não precisamos mais falar sobre o futebol profissional, que voltou a ser o time a ser batido, coisa que, no fundo, é o que mais nos interessa. Tem mais? Sim, muito mais. Basta se interessar em saber. Tem coisa que ainda precisa melhorar muito? Sim, claro que tem. O que não se pode é se apegar a esses aspectos, diga-se, criados por eles próprios, e acusar a gestão atual de não resolvê-los imediatamente.
Mas as velhas alas de políticos do clube não querem nem saber, estão achando que tá tudo ruim no clube, e ameaçam unir forças para combater a atual gestão. Não há qualquer possibilidade de debate em que essa gente consiga se sair bem. Mas como o interesse é só nas amadas carteirinhas, isso não importa. Infelizmente o lado da política do clube sediado na Turquia ainda tem condições de fazer muitos estragos.
É verdade que quem quer trabalhar muitas vezes não tem tempo pra satisfazer as necessidades que a política do Palmeiras tem. A gestão Della Monica foi importantíssima nesse processo de retomada ao fazer a transição, e se preocupou bastante em manter o aspecto político consistente – mas por outro lado não conseguiu avanços palpáveis na gestão. O oposto acontece agora.
A atual gestão tem que tirar forças de algum lugar para apagar esses pequenos focos de incêndio, antes que eles fiquem incontroláveis. Infelizmente já ouvi de figuras de alta patente no clube a seguinte expressão: “Tô cagando pra política do clube, o que eu vou fazer é trabalhar“. É bonito, mas perigoso. Se por um lado a atual gestão está fazendo com que o clube evolua dez anos em dois, por outro não vem fazendo nenhum trabalho político. Até alas da composição que ajudou a eleger Belluzzo começam a chorar pelos cantos porque esperavam mais reconhecimento – ou carteirinhas. E isso pode ser perigoso para as próximas eleições. Corre-se o risco de se construir uma Ferrari e dar pro Rubinho pilotar, de novo. Ou pior, pro rato do Piquezinho. Os riscos de voltarmos vinte anos em um mês existem.
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Para minimizar esse risco, o trabalho é de formiguinha, e tem que partir de nós, torcedores. É muito fácil ficar assistindo tudo de longe e só xingar, criticar, mostrar a bunda, tirar onda de guerrilheiro. Mas quem quer mesmo fazer a diferença, morando aqui na Capital Paulista, ou mesmo em cidades próximas, tem é que ficar sócio, e se entranhar na política do clube. O caminho é a renovação do conselho, jamais vou cansar de repetir. O Palmeiras precisa de sócios jovens, dispostos a desenvolver projetos em favor do clube e não de si próprios.
Essa turma da carteirinha está é de olho no centenário do clube. Querem ser importantes no ano das festividades, que também é ano de Copa. Querem ter privilégios. Há quem declaradamente sonhe em ser conselheiro no ano do centenário. Ok, cada um com seus sonhos. Mas o clube precisa é de quem sonhe em ser conselheiro, não importa o ano, para manter o Palmeiras no lugar onde ele merece.
Os leitores mais antigos e/ou mais atentos já sabem que este blog tem participado ativamente do desenvolvimento do movimento Fanfulla, de sócios do clube. Em sua primeira eleição, elegeu três conselheiros. A tendência para a próxima é emplacar mais sete ou oito. E no longo prazo, mantendo-se o trabalho, ser um bloco com 50/60 conselheiros, e decidir eleições, e ser a proteção da torcida do clube contra a política das carteirinhas.
O Fanfulla não é apenas um grupo político, mas também um fomentador de idéias e projetos. Visitem o site do grupo – www.fanfulla.com.br, e façam o cadastro. Participem do fórum, mesmo sem serem sócios, e coloquem suas idéias para serem desenvolvidas. Dentro da seção Atuação, há uma listagem do que o grupo, nessa curta existência, já produziu em favor do clube. E caso você já seja sócio do clube, ajude a aumentar a lista de feitos desta página, e a representatividade da torcida dentro da política do Palmeiras.
Estamos esperando por você e por suas idéias lá no Fanfulla. Participem!





Parabéns pelo post, Conrado.
Nós torcedores, enquanto do lado de cá, somos injustos com relação a dose de crítica à gestão atual. É inimaginável o tamanho dos montes de materiais minerais e orgânicos de toda natureza que devem ser movidos pelo Sr. Belluzzo e outros verdadeiros palmeirenses que o acompanham. É inevitável a exposição dessas pessoas, a guarda aberta, de sua vida pessoal. É também muito fácil provocar situações constrangedoras em cima de comentários e atitudes infelizes ocasionados em situação de emoção e indignação dos atuais gestores. Fato é também que somos cercados por uma “maioria da imprensa” que vive de factóides e que tem interesse, sabe lá porque, e pra ser sincero, não quero nem saber, no fracasso de nosso crescimento como clube. O que deveria ser motivo de orgulho não só ao palmeirense, mas também ao paulistano e brasileiro de inovações como a Arena, o modelo de profissionalismo no clube de futebol, a administração profissional e inteligente, entre tantas iniciativas, é razão de provocação aos insensatos e oponentes gratuitos cujo único objetivo é fazer uso de comentários mentirosos e inconsequentes que não trazem nada de positivo, até mesmo para a credibilidade dos autores.
Entende-se porque o atual presidente não quer a reeleição, face a toda essa campanha.
E quanto a nós, temos que nos conter nas nossas críticas a diretoria e entender que o momento político atual é de renovação e existem barreiras enormes que foram construidas pelos antecessores jurássicos, que, nem sempre estão ao nosso alcance de conhecimento e compreensão.
Abraço
Comment por GaeMisiti — 26 de setembro de 2009 @ 10:54
Conrado…
Pq nao acabamos com os conselheiros vitalicios??? os gambas fizeram isso em 2 tempos..
so isso ja mataria grande força do turco… afinal na epoca dele cadeira de conselheiro vitalicio era moeda de troca de favores…
abracos
Comment por Fernando Talarico — 26 de setembro de 2009 @ 11:44
Excelente texto, acho que é bem por aí mesmo.
Tornei-me sócio em agosto do ano passado, justamente em função da situação política do Palmeiras.
E de verdade, desejo que essa turma da carteirinha morra o mais rápido possível…
Comment por Nicola — 26 de setembro de 2009 @ 13:45
Conrado, a um tempo atras eu ouvi deizer que os novos pedidos para se associar ao clube tinham sido cancelada… Vc esta sabendo se ja voltou ao normal?
Abraço!
ta tudo certo, escreva para o kleine: kleine@fanfulla.com.br e ele te dará todas as coordenadas
valeu!
Comment por Washington — 26 de setembro de 2009 @ 21:54
Eu sempre detestei “política”, mas no Palmeiras não tem como não se envolver.Me
associei ao Fanfulla e tenho visto a luta do grupo para o Palmeiras
se tornar cada vez maior e melhor.
Essa turma da Turquia ou do “mal” tá sempre procurando uma brecha
pra voltar ao poder.
Na época do turco além do bom e barato ele deixou nossa sede social destruída.
Dava vergonha e tristeza de ver o estado que se encontrava o clube.
O Della Monica deu uma boa melhorada, mas o prof Belluzo em pouquissimo tempo
nos faz ter orgulho do nosso clube.
Comment por Polyanna — 27 de setembro de 2009 @ 15:55
Escuta, não tem como separar o futebol da parte social do clube? Assim nós, 15 milhões de torcedores apaixonados do palmeiras não ficariamos com o c. na mão a cada dois anos, com medo dos velhinhos turcos e quintas-colunas infiltrados que só ligam para carteirinhas voltarem ao poder. Por que é duro! Poxa passei 25 anos tendo que engolir bambis e gambás sendo campeões por culpa dessa politicagem nojenta do palmeiras. Se separassemos o futebol e deixássemos apenas quem é palmeirense de coração dirigir e eleger seus comandantes ficaríamos 30 anos ganhando tudo!Garanto que o sonho de todos os clubes brasileiros era ter um belluzzo, e SÓ NÓS TEMOS! mAS CORREMOS O RISCO POR CULPA DESSES VELHOS, SEUS FILHOS E NETOS, TROCARMOS BELLUZZO POR MUSGAMBA! Se isso ocorrer é capaz da gaviões fechar a paulista para comemorar.
Comment por luiz sergio — 28 de setembro de 2009 @ 0:30