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24 de novembro de 2009

Fim… eu acho

Arquivado em: Futebol — conrado @ 0:39

Para decretar o fim de um blog com este volume é preciso estar bem decidido. Estou amadurecendo a idéia há quinze dias.

Era uma coisa que eu já sentia que ia acontecer. Alguns leitores mais sagazes perceberam.

Sem dúvida o principal motivo deste espaço ter sido bem aceito pelos leitores foi que as linhas vinham do coração. Eram capazes de traduzir o sentimento do torcedor palmeirense – isso segundo dezenas de e-mails recebidos nestes quase três anos. Fico muito orgulhoso de ter provocado isso.

Esse sentimento começou a morrer depois do episódio Carlos Simon. Os posts continuaram a sair, mas artificiais. Não era a mesma coisa. E acho que jamais será.

Este blog foi uma coisa muito legal em minha vida enquanto houve motivação. Mas ela acabou. Além de tudo, o tamanho da coisa passou a  exigir muito mais atenção que eu jamais pude pensar ser necessária. E com retorno insuficiente para equilibrar a balança, com um todo, não considerando apenas o lado financeiro. E ainda tem a família.

Ultimamente, o blog além de estar tomando demais meu tempo, também está me causando dissabores pelos quais eu não queria ter passado. Antes o prazer que eu sentia compensava o tempo dispendido. Os comments e os e-mails, meus amigos, não tinham preço. Alguns, muito emocionantes, demais mesmo.

O respeito adquirido, dentro e fora do clube. Da imprensa. Os prêmios conquistados. O reconhecimento e as demonstrações de carinho nas arquibancadas do Palestra. Os amigos, não-palmeirenses, que se confessaram leitores ávidos. Outras oportunidades que surgiram no embalo, como a Rádio Fanfulla. O projeto da unificação dos cantos das torcidas, que está no freezer devido à má fase, mas ainda vai sair. Tudo isso deu muita satisfação, muito prazer.

Mas esse prazer deu lugar à tristeza. Então é hora de parar.

Não quero confete, não quero “fica”. Por isso, os comentários estarão fechados neste post. Espero que compreendam.

No cenário ideal, eu até poderia sobreviver do blog. Aí, meu amigo, eu encararia qualquer coisa. Mas neste mundo tem tanta gente mal intencionada, passa-se por tantos desgastes, que realmente não vale a pena fazer algo sério. É leitor mal-educado, é colega de mídia palestrina invejoso(a)(s), é gente amarga e recalcada, é torcedor que acha que eu sou seu empregado… Encarar tudo isso apenas pelo hobby, aí não vale. Ainda mais quando esse hobby também está meio desacreditado.

Vou continuar bastante ativo no Twitter. Aliás, a partir de agora, vou tuitar bem mais. É outra linguagem, mais curta, mais ágil, e totalmente descompromissada. Para quem quiser seguir: www.twitter.com/parmerista.

Quem sabe eu me arrependa e pague um King Kong de voltar atrás e retomar o blog no futuro. Não terei vergonha de mudar de idéia se isso acontecer. Mas hoje estou bem decidido.

Continuo palmeirense, e talvez agora isso deixe de ser um fardo e eu curta um pouco mais. Talvez alguém da MP ache que eu possa ajudar de alguma forma, como colaborador. Estou à disposição para todo tipo de conversa pelo e-mail ao lado, quem sabe. Mas nesse momento, quero tirar umas boas férias do mundo virtual palmeirense. Do mundo Parmerista!

Obrigado à Adidas, pelo apoio durante todo esse tempo. Obrigado à Hera, novo parceiro com quem não deu tempo de desenvolver o trabalho idealizado. Obrigado a todos os parceiros pontuais nesta caminhada.

Obrigado principalmente aos leitores pela companhia este tempo todo. Até um dia.

Conrado

23 de novembro de 2009

Nota de repúdio do Grupo Fanfulla

Arquivado em: Política — conrado @ 20:40

O grupo Fanfulla repudia de forma veemente as agressões dirigidas ao Diretor Administrativo e conselheiro vitalício da S.E.Palmeiras, Wlademir Pescarmona, através de cartas anônimas.

O método utilizado por essa sanha de covardes reflete bem o pensamento de alguém que pode tê-los inspirado em outras ações no passado: “uma mentira dita cem vezes torna-se verdade”, disse uma vez Joseph Goebbels, ministro da propaganda do III Reich.

É por esta razão que, embora o bom senso indique o contrário, não podemos ignorar tais achaques, e os repudiamos com energia.

O Fanfulla conclama a todos os palmeirenses de bem, cujos objetivos pessoais jamais suplantam os interesses de crescimento e desenvolvimento da S.E.Palmeiras a nos acompanhar neste repúdio, em solidariedade a um companheiro cuja honra está sendo vilmente atingida para atender a interesses egoístas e mesquinhos.

Grupo Fanfulla

Torcer para o bambi, não… Foco na Libertadores!

Arquivado em: Futebol — conrado @ 11:23

A rodada 36 apresentou resultados totalmente fora do contexto, e deixou a classificação do campeonato ainda embolada. A maior chance continua sendo do bambi, porque está na frente e depende só de si. Mas considerando o que os adversários dos ponteiros mostraram que podem fazer, até o Inter aparece muito bem cotado para abocanhar o título. Aliás, até nosso Palestra! Isso vendo o futebol como algo apenas dentro das quatro linhas.

Vamos colocar os óculos verdes e enxergar o mundo como se Papai Noel fosse palmeirense:

  • bambi perde do Goiás – pelo que o verdinho do cerrado mostrou ontem no Maracanã, turbinado, é claro, contra um time medroso que consegue perder do Botafogo com oito, mais uma derrota bambi não seria nenhum absurdo;
  • Flamengo não ganha do gambá em Campinas – o gambá poupou titulares contra o Náutico, supostamente, para encarar o Flamengo com força máxima e manter sua honra(?). O teatro está bem feito. Jogador não costuma ter essas richas de torcedor, e gostam mesmo é de dinheiro. E o Flamengo também amarelou bonito ontem. O resultado não é tão improvável.
  • Inter não ganha do Sport no Recife – o menos possível de todos. Mais uma vez, tem que turbinar o Sport com muita grana, e o milagre pode acontecer. O Inter já deu pipocadas homéricas neste campeonato. Só não pode deixar o “emissário”  dizer que é do Palmeiras. Os escrotos do Sport são capazes até de recusar o dinheiro se souberem.
  • e os nossos pipoqueiros do Palmeiras precisam ganhar dos pipoqueiros do Atlético-MG. É difícil acreditar que o Verdão consiga perder para um time que tem o Correa, mas aí lembramos que perdeu para um time que tem o Lúcio, então já não dá para duvidar de nada. Vamos pelo menos confiar na mística de Celso Roth, que dá.

São muitos raios que precisam cair no mesmo lugar pela segunda vez seguida. Tudo o que aconteceu a favor do Inter nesta rodada, teria que acontecer a nosso favor na próxima. E chegaríamos na rodada final, ora vejam, LÍDERES DE NOVO.

Seria o cúmulo da tortura para nossa torcida todos esses milagres acontecerem, o Verdão chegar na última rodada no topo da tabela, e entregar a rapadura de novo…

Mas eu já deixei de acreditar em Papai Noel e acho que a briga de bastidores vai ser de foice no escuro entre os dois ponteiros. São dois cachorros grandes no território atrás das cortinas. O bambi já levou os últimos três campeonatos na mão grande, como gosta de dizer seu cartola. E o Flamengo, com a máquina da Globo a seu favor, tem uma bazuca. O tratamento que o SportTV deu ao jogo Flamengo x Goiás deu medo, chegou a lembrar o célebre Flamengo 1×4 Palmeiras de 1979. A chamada do canal para o jogo praticamente torcia para o Flamengo tomar a liderança. O narrador já estava ensaiado com o mosaico que a torcida exibiu minutos antes da bola rolar, teve música da torcida entoada com legendas. Isso em canal fechado. Creeping!

Quero ver como o bambi vai se virar nessa.

***

Apesar de termos chances as chances acima descritas, continuo torcendo por Inter e Flamengo nas próximas rodadas. Torcer contra Inter e Flamengo significa torcer a favor das bonecas. Nosso foco tem que ser a Libertadores. Vamos tratar de ganhar do Atlético e torcer para o Coxa arrancar um empate, pelo menos, do Cruzeiro, que já garantiremos o quarto lugar e a vaga – nem que seja pra primeira fase, sem pular direto pra fase de grupos.

Repassando a torcida para a próxima rodada: Goiás, Flamengo, Inter, Coritiba e Palmeiras. Vamo!

21 de novembro de 2009

Foco

Arquivado em: Futebol — conrado @ 0:19

Amigos, a perda do título (embora ainda hajam chances matemáticas não tão desprezíveis) já começa a suscitar as velhas listas de rapa de fim de ano, e nem diretoria e comissão técnica estão escapando das discussões que a gente lê e ouve por aí.

Este blog também vai fazer a tradicional listinha, e também pretende instalar um debate profundo com os leitores sobre as razões do Palmeiras estar, ano após ano, perdendo força nas rodadas finais, mesmo o técnico não sendo o Celso Roth. Jogadores, comissão técnica e diretoria estarão na pauta.

Mas por enquanto, é hora de focar no objetivo que restou. Um objetivo secundário, que tem gosto amargo de prêmio de consolação, mas que não pode ser desprezado para quem sabe seu lugar. Time grande disputa Libertadores; Copa do Brasil, neste formato, é para os pequenos. A perda do título, por mais dolorida que tenha sido, não pode alterar o status de time grande do Palmeiras.

Foco na Libertadores. São dois jogos, dependendo apenas de nossas próprias forças. O cenário, sabemos, é complicador. Por isso, mais do que nunca, que é preciso focar na vaga. Depois a gente discute o ano que vem e as razões do fracasso.

19 de novembro de 2009

Grêmio 2×0 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 10:06

Ainda dá!!! [/ironia]

O pior é que, matematicamente, ainda há chances. Mas só quem não faz a lição de casa é o Palmeiras. O Galo também costuma pipocar no fim, ainda mais com o técnico que tem. E talvez por isso ainda possamos sonhar com uma vaga na Libertadores, quem sabe até uma vaga direta. Mas o título, mesmo com as chances matemáticas, agora acho que não há quem acredite. Querem saber? Ainda bem. Tão ruim quanto saber que éramos carta fora do baralho era ver um monte de palmeirenses com o coração sangrando, e tentando acreditar no inacreditável.

O jogo de ontem foi uma ilustração perfeita deste fim de campeonato do Palmeiras, com exceção de um jogador: Diego Souza. Ele voltou a ser o grande jogador que sabemos que ele é. Bastou colocar Deyvid Sacconi ao seu lado, para encurtar os passes e dividir um pouco a marcação. Com Deyvid a seu lado, ele pôde até jogar um pouco mais perto do gol e arriscar algumas finalizações. E no lance mais bonito do jogo, ele matou a bola, cortou para dentro, viu os atacantes marcados e tentou colocar a bola no ângulo. Admito que saí da minha posição blasé vendo o jogo estiradão no sofá com uma lata de cerva na mão e me levantei para gritar gol, mas a bola, sacanamente, se manteve irredutível e não quis entrar.

A boa atuação de Diego Souza deveu-se à presença de Sacconi, mas não pelo que o menino fez em campo. Ele até que tentou acelerar a partida, mas seu porte físico ainda não permite que ele aguente os trancos de um jogo normal – calculem o de um jogo contra o Grêmio no Olímpico. Mas era o que tínhamos. Até os 20 minutos, só deu Palmeiras, e  rondamos o gol dos caras com alguma consistência, o gol era um detalhe, como disse um dia Parreira. Mas o Grêmio intensificou  marcação no miolo e perdemos o momento, o jogo voltou ao equilíbrio e ao marasmo do duelo infrutífero no meio de campo.

Douglas Costa, meia habilidoso, foi o primeiro a exigir algo de Marcos, num chute cruzado, quando já tinha ficado claro que a mina de ouro do Grêmio era pela esquerda, sobre os avanços de Figueroa e sobre o atrapalhado Mauricio. No último momento do primeiro tempo, mais um castigo – parece que o destino matou o Palmeiras este ano com requintes de crueldade: cruzamento da esquerda, Obina falhou na tentativa de corte, Maxi Lopez matou a bola levantando o pé quase na cabeça de Mauricio, que em vez de projetar o corpo e impedir a progressão do argentino, abaixou a cabeça e provavelmente fechou os olhos. Lopez agradeceu e tocou para o gol, Marcos ainda fez uma grande defesa, mas não tinha ninguém no rebote e o zagueiro deles empurrou pra dentro.

Aí vem o lance que acabou com tudo: na saída para o intervalo, Obina e Mauricio, os dois culpados pelo gol, não suportaram a frustração. Em peladas, em campeonatos universitários, e principalmente na várzea, isso até pode acontecer. Mas não num ambiente profissional. Não onde os salários de um mês são mais do que um torcedor médio consegue somar em um ano. Muito menos numa rodada decisiva, apenas alguns dias depois que dois bambis também resolveram discutir a relação em público e foram punidos. Será que ninguém comentou com o elenco que isso jamais poderia acontecer conosco?

Poderia até ser objeto central da discussão, mas acho que já viramos essa página: quando André Dias e Hugo se hostilizaram, foram advertidos com o amarelo. Heber certamente não viu o entrevero entre Mauricio e Obina, já que estava conversando com Marcos, que reclamava do pé alto de Maxi Lopes. Deve ter sido orientado pelo celular no intervalo. Voltou e deixou o Palmeiras com nove.

Aí já era. O segundo tempo foi apenas para cumprir o compromisso com os patrocinadores e com a televisão. Diego Souza tomou a frente e reorientou rapidamente seus sete companheiros de linha. Formaram-se duas linhas de quatro, e as tentativas de empatar e virar seriam em lances fortuitos, em bolas paradas, ou até cavando pênaltis caso alguém conseguisse entrar na área. Foi um segundo tempo digno, de bastante luta e vergonha na cara. Mas o suficiente para ver que mesmo assim Marcão e Armero são dois incapazes. Maxi Lopez recebeu uma bola e passou como quis pelos dois, pelo meio deles, “como uma faca na manteiga”, tirou Marcos e concluiu. Marcão ainda fez questão de deixar claríssima sua incapacidade, e fechou o gol para defender a bola, mas apenas resvalou nela e pôs pra dentro.

Muricy assistia a tudo, atônito, resmungando uma série de palavrões. Não havia o que fazer. Não naquele momento. Mas isso merece um capítulo especial. No fim do jogo, duas declarações à beira do gramado: Marcos, jogando a toalha, o que era meio óbvio; e Danilo, dando eco a declarações anteriores de Marcos, de que tem gente que não está correndo. Deu pra ver a indignação no rosto do nosso zagueiro, cujo contrato acaba em dezembro.

Serão dois melancólicos jogos até o fim desta fracassada temporada. O mundo não vai parar de girar, e temos que decidir o que queremos da vida. O próximo projeto é a Libertadores. Mas primeiro é preciso estar nela. Depois, pensar com que roupa vamos. Ou com que jogadores, e com que técnico. Até mesmo com que diretoria. Tudo deve ser minuciosamente pensado. Assunto para os próximos posts, já que teremos dez dias sem jogo para isso.

***

E Mauricio e Obina? Ouvi dizer até que já foram afastados do elenco. Juro que eu não consigo sentir raiva dos dois. A reação deles foi de extrema frustração, coisa de quem estava com muita vontade de vencer. A energia foi mal administrada. Atitude não-profissional. Burros! O afastamento, se confirmado, é o mínimo. Multá-los nos salários pode até ser uma punição a ser considerada.

Mas admito que não sei se eu teria sido muito mais inteligente e profissional no lugar deles naquele momento.

Atuações? bah…

Hoje, só amanhã

Arquivado em: Futebol — conrado @ 0:34

Pessoal, estou triste, claro. Certamente amanhã, quando eu acordar, a primeira coisa que vou me lembrar é que o Palmeiras está eliminado da disputa pelo título do Brasileirão, e etc, coisa por que todos nós já passamos e ainda passaremos várias vezes na vida.

Mas não estou tão triste como já fiquei dezenas de vezes a cada eliminação por que já passei. Evidentemente isso está intimamente ligado a pouca expectativa que deixei bem claro que conseguir criar, pela primeira vez na vida. Sinto muito, e me solidarizo com toda a nossa torcida, especialmente as algumas centenas que foram até Porto Alegre para incentivar o Palmeiras.

A derrota, racionalmente, já era esperada, não do jeito como foi, não por causa de mais uma falha bizarra seguida de uma cena que eu ainda quero pensar mais um pouco se podemos, de verdade, condenar Obina e Mauricio, ou não.

A verdade é que neste momento eu estou na casa de um amigo, com um Mac emprestado que eu to apanhando demais do teclado, e com a cabeça cheia de cerveja. Então, o post pós-jogo vai ser só amanhã.

Força, parmeristas!

18 de novembro de 2009

E hoje? Tem jogo né?

Arquivado em: Futebol — conrado @ 14:25

Pois é, o Palmeiras volta a campo hoje em Porto Alegre, contra o Grêmio, que ainda não perdeu em seus domínios. É verdade que entrará em campo com cinco desfalques, alguns muito importantes. Também é verdade que a motivação esportiva deles é nula, vão pensar apenas nas malas que devem estar chegando no Olímpico vindas de Belo Horizonte, do Rio e desta capital. Só não ganharam mala vermelha porque seria caso de Terceira Guerra Mundial.

Souza está colocando as manguinhas de fora, disse que hoje é com ele mesmo. O Palmeiras vai com uns 35 pendurados, mas já não é mais hora de se preocupar com isso. O juiz é o Heber. Mesmo assim, eu arriscaria mandar alguém tirar o Souza do jogo logo no início, primeiro pra ele calar a boca e respeitar um pouco mais, segundo porque é o mais perigoso em campo.

De qualquer forma, com o astral que vemos o time, tendo a não acreditar em vitória hoje. E não me venham com pedras. Cada um acredita no que quer.

Mais uma vez tenho visto uma espécie de mobilização na nossa torcida e uma tal de “eu acredito” pra cá, video motivacional pra lá, além do infame Yes We Can (sorry rapaziada do Mondo). Isso parece já ter se enraizado na nossa torcida, é uma nova característica principalmente entre os palmeirenses de internet.

Ninguém é mais palmeirense que ninguém. Todos têm o direito de confiar ou de duvidar, e todos têm o direito de externar essa opinião. O que não pode é haver discriminação de parte a parte. Tanto da maioria crédula, que está marginalizando os incrédulos; quanto desta minoria cética, que ridiculariza a fé da maioria. Ambos os lados parecem torcer mais pelo resultado que declararam para poder mandar um CHUPA pro outro lado. Tenham a santa paciência…

De minha parte, não acredito, mas vou torcer pro Palmeiras. Bem desconfiado, mas vou torcer. Não sei como tem gente que acha o contrário. Chega a ser ridículo ter que afirmar isso aqui antes do jogo.

***

Quanto aos vídeos motivacionais, é outra opinião pessoal. Não gosto, por mais bem intencionados que sejam, por mais caprichados tecnicamente, dentro da limitação do equipamento caseiro, que sejam. De cara, acho que não motiva jogador nenhum, principalmente os de hoje em dia. Sou mais o vídeo do tiozinho de dois posts abaixo.

Acho que quando uma torcida tem que apelar para vídeo motivacional é porque a coisa está feia. Time bom não precisa disso. Pra mim todos os vídeos motivacionais parecem ter como música de fundo o clássico dos anos 80 A Vida Não Presta, de Leo Jaime. Hino loser. De qualquer forma, é palmeirense dedicando tempo e suor fazendo algo que acredita, para tentar ajudar. Tem muito valor. Só que me causa vergonha alheia, me desculpem, foge ao meu controle.

***

De qualquer forma, confiante ou cabreiro, com vídeo ou sem, hoje é Palmeiras na TV, para todo o país ao vivo, nas rodadas finais do campeonato brasileiro e com chances matemáticas de vencer o campeonato. Com comissão de arbitragem ou sem, com STJD ou sem, estaremos em frente à TV.

Pelo fim do STJD

Arquivado em: Futebol — conrado @ 11:02

Absolveram o Alan do Fluminense pela cabeçada que deu no Armero. Um dos auditores justificou que como ele “apanhou muito” durante o jogo, o ato se justificou. Outro ainda disse que como o ato foi na frente do bandeira e ele não relatou nada, então não merecia maior punição. Mas suspender o Vagner Love por 2 jogos por um carrinho, isso eles acham certo. Sem falar que a primeira justificativa, me corrijam os advogados leitores, cria a jurisprudência para o revide, certo?

Um tribunal onde um dos auditores pondera seu parecer por causa das cores das trancinhas de um jogador, sem falar na cor da camisa ou em cores de outras coisas definitivamente não é uma entidade séria. Aliás, desde 2005, quando decidiram um campeonato de forma acintosa, isso já deveria estar claro. O ordinário do Zveiter convocou até coletiva. Ano passado, outra palhaçada.

É Zveiter, é Schmitt, é Fux. Jamais ouviríamos falar desses cretinos não fosse a posição que ocuparam no meio desse circo. Eles e seus auditores não passam de uma curriola, que não estão lá via concurso, que não respondem a ninguém, e têm um poder absurdo.

Já passou da hora de uma movimentação da população, da OAB, da CNBB, do PCC e da PQP no sentido de destituir esse tribunalzinho vagabundo e criar uma entidade séria. Quem sabe assim isso nos de ânimo pra ver futebol como antes.

E venham me suspender, bando de chupa-cabra!

17 de novembro de 2009

Mandem o Muricy embora!

Arquivado em: Futebol — conrado @ 14:46

Este é o cara pra 2010! Vamos atravessar o Atlético!

15 de novembro de 2009

A três rodadas do amargo fim

Arquivado em: Futebol — conrado @ 23:36
Pts
V
SG
R36
R37
R38
62
17
14
60
17
11
59
16
14
56
16
16
56
16
5
55
16
1
casa fora neutro

Publico mais uma vez a tabelinha só pra não perder o costume.

O prêmio de consolação, mais uma vez, poderá ser a classificação para a Libertadores. Que é um ambiente tão ou mais inóspito que o Brasileirão no quesito mutretas na arbitragem. E é ano de centenário da imundície, que deve entregar o penúltimo jogo para o Flamengo. Prevejo um ano terrível…

Mas vamos voltar a 2009 e tentar olhar a tabelinha acima. Para o Palmeiras ser campeão serão necessários os seguintes milagres:
1) Palmeiras ganhar seus três jogos;
2) Bambi perder um jogo, ou empatar dois; e
3) Flamengo deixar de ganhar um jogo.

Acho que:
1) O Palmeiras não ganha seus três jogos;
2) O bambi ganha os três, na melhor das hipóteses empata com o Botafogo; e
3) O Flamengo ganha as três.

Isso, levando em consideração o aspecto dentro e fora das quatro linhas. Claro. Tá “meio” difícil, hem…

Para a Libertadores, acho que tudo depende do jogo em Porto Alegre. Porque se perdermos para o Grêmio, desinteressado e com cinco desfalques, aí o mundo desabará definitivamente, e serão mais duas derrotas frente ao Galo e ao desesperado Botafogo. E ficaremos sem nem disputar a Libertadores.

Já em caso de jogo limpo, superação e vitória do Palmeiras, aí a vaga virá. O que eu já tenho dúvidas, mesmo com todo o aspecto financeiro envolvido, se será uma coisa boa ou ruim…

***

Penso que a final do campeonato será no Engenhão, com o Botafogo jogando contra o bambi para se salvar – e com a camisa do Flamengo por baixo, ironicamente. Se o Botafogo não perder, pelo menos o título não vai para as bonecas.

***

Por falar em Botafogo, vocês viram o que o tal do Val Baiano fez? Pois é… Alguém lembra por que ele ficou de fora numa das últimas partidas?

***

Por falar em bambi, não vou falar mais nada. A imagem do lance que precedeu o primeiro gol contra o Vitória diz tudo.

É por essas e por outras…

13 de novembro de 2009

Manifesto de apoio do grupo Fanfulla ao presidente Belluzzo

Arquivado em: Administração, Diretoria, Imprensa, Política — conrado @ 18:40

Palmeiras, 12 de Novembro de 2009

O Grupo Fanfulla, formado por sócios do clube, palmeirenses apaixonados por futebol e que desejam fazer do Palmeiras um padrão de excelência tanto dentro quanto fora de campo, vem, neste momento, prestar solidariedade ao presidente Luiz Gonzaga Belluzzo.

Infelizmente, no curso da história recente do clube, a imprensa, outros dirigentes e diversas outras personagens do meio do futebol acostumaram-se com uma diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras que era omissa e que calava em momentos cruciais como quando impediram nossa participação no Mundial FIFA de maneira autoritária e injustificada. Neste tipo de situação, a coletividade palmeirense espera um revide. Nossa história de perseguição deixou marcas que não podemos apagar e é lembrando do passado que defenderemos nosso futuro.

E foi lembrando deste passado inglório que o Profº. Belluzzo, que desde o momento em que assumiu a presidência disse que não pretendia se instalar na máquina que é o futebol, fez romper o silêncio e expôs situações indignas porém verdadeiras que assombram o futebol brasileiro. Situações estas que culminaram na anulação por parte do Sr. Carlos Eugênio Simon de um gol legítimo, objetivo último do futebol.

Alguns descontentes com as declarações do Prof.º Belluzzo tentam, desesperadamente, desqualificá-las bem como ao próprio presidente, afirmando que este estaria se portando como um mero torcedor. Não restam dúvidas de que o coração de nosso presidente bate como o de um torcedor mas, acima disso, está a consciência de que deve-se defender os interesses de seu clube até as últimas conseqüências, em especial quando se é prejudicado como o Palmeiras foi.

São em horas como essa que nos sentimos honrados de saber que aquele que ocupa a cadeira de presidente pensa, acima de tudo, no sucesso, na glória e na história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Luiz Gonzaga Belluzzo é alguém que sabe da grandeza do clube que comanda e faz questão de que o Palmeiras seja tratado com a dignidade, honestidade e hombridade que merece, mesmo que tenha que lutar, e muito, por isso.

Ao presidente Belluzzo, fica a garantia que estamos ao seu lado e que esta luta não é só sua, é de todos os palmeirenses e deveria ser de todos aqueles que apreciam um futebol decidido por vinte e dois homens, sem interferências externas e interesses econômicos.

Grupo Fanfulla

É por essas e por outras…

Arquivado em: Adversários, Imprensa — conrado @ 16:50

Amigos, vejam matéria publicada agora há pouco no portal UOL, que tem a seguinte manchete: Apoiado até por corintianos, SP comemora fim de “veto” ao Morumbi na Copa

A matéria em si é para revoltar qualquer não-sãopaulino. Mas o que realmente me deixou indignado foi o seguinte trecho:

Além de se tornar unanimidade entre os governantes paulistas, a presença do Morumbi como representante de São Paulo na Copa do Mundo de 2014 também tem o apoio dos moradores do estado. Pesquisa realizada pela TNS Sport com 1700 pessoas apontou que, além dos são-paulinos, o estádio tem o respaldo da maioria dos palmeirenses e até corintianos.

CUMA??? Quer dizer que a maioria dos palmeirenses apóia que o estádio paulistano da Copa seja o Panetone? Eu truco, chamos seis, e subo em cima da mesa. A pergunta deve ter sido daquelas bem capciosas, bem disfarçadas, para virem com esse resultado fajuto. Repito: conhecendo a torcida do Palmeiras, afirmo categoricamente que essa pesquisa só pode ser mentirosa.

Mas além disso, o que eu quero saber é como vão fazer para solucionar o problema insolúvel dos estacionamentos. A não ser, claro, que entre dinheiro público. O meu dinheiro. O seu dinheiro.

É por essas e por outras que eu desencano…

Copiando e colando

Arquivado em: Administração — conrado @ 14:22

Email recebido agora há pouco, de um palmeirense tentando se cadastrar no programa de sócio-torcedor “Avanti”:

Estou tentando associar-me faz horas, mas está dando algum problema na transação.

Tento entrar em contato com a central de atendimento e descubro que não existe telefone visível algum no site do programa. Fuço o regulamento e acho um contato, da Academia de Futebol (!!!). Ligo lá, e óbvio, dizem que não têm nada a ver com o programa.

Ligo no Palmeiras e me passam para o Marketing. Lá, claro, ninguém sabia falar absolutamente nada sobre o programa que não indicar a entrada no site.

Parabéns Palmeiras. Tratando seu torcedor como merda, mais uma vez!

12 de novembro de 2009

Palmeiras 2×2 Sport

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 0:48

O Palmeiras começou o jogo muito aberto, muito vaca louca, e ainda cometeu erros básicos de marcação. Tomou dois gols, e mesmo desesperado, mesmo desarrumado, ainda buscou o empate. O que era para ser um jogo extremamente fácil, contra um adversário rebaixado e sem a menor motivação, se tornou difícil por causa da absoluta falta de preparo emocional do time, que ainda tem peças que deixam demais a desejar no aspecto técnico, e que não têm nenhuma raça.

O primeiro gol foi uma gracinha. Após boa tabela pelo nosso lado direito, Dutra recebeu de Wilson e cruzou para Arce, que estava no meio de Mauricio e Armero, livrinho, e abriu o placar. Mauricio não tinha que ter saído, e Armero, ao ver Mauricio sair, tinha que ter feito a cobertura. Ridículo.

Quatro minutos depois, ficou pior: com nossa defesa ainda atônita por ter levado o primeiro gol, outro contra-ataque: Figueroa perdeu a bola, Adriano conduziu e enfiou para Wilson, que recebeu na entrada da área. Souza e Armero nele, os dois não muito bem posicionados, mas mesmo assim em condições de cercarem o infeliz. O colombiano, o cara mais burro do mundo, passou lotado. Marcos, desesperado, saiu da meta sem precisar e ofereceu o gol para o atacante do Sport, que ainda não teria muito o que fazer caso nosso goleiro tivesse ficado lá atrás.

Aí, com 2×0, a coisa ficou feia. O Sport fez o óbvio, ficou fechadinho atrás e se armou para o contra-ataque. Mas é um time ruim demais. E o Palmeiras foi pra cima. Diego Souza, sozinho, sem ninguém encostado, tentava, mas perdia. Obina e Ortigoza esbarravam na limitação técnica. Mesmo assim, na vontade, o paraguaio ainda meteu uma na trave. E ainda tinha as bolas paradas. Num escanteio, Figueroa meteu na cabeça de Danilo, uma pedrada que Magrão só conseguiu defender parcialmente, ela foi na trave de novo e saiu.

Com Souza amarelado, Muricy colocou Pierre em seu lugar. Sacconi também entrou, no lugar do Sandro Silva, e encostou no Diego. Aí deu jogo. Tava na cara que ia funcionar. O Verdão forçou muito. A melhor chance foi com Edmilson, que furou uma cabeçada dentro da pequena área, sozinho. Muricy então o tirou do jogo e colocou Marquinhos. E o gol saiu: Diego Souza coordenou a jogada e meteu pra Ortigoza, que fez o pivô, com muita luta, a la Kleber, e meteu pra Sacconi, que chutou forte, de pé direito, diminuindo aos 26.

O Palestra se incendiou, mas o time curiosamente não correspondeu. O Sport, obviamente, recorreu a toda a cera do mundo, e esfriou o jogo. Parecia que não ia sair, até que Armero meteu uma segunda bola na área. Danilo, em condição legal, matou, girou, coçou o saco, ligou pra patroa pra dizer que tava tudo bem e daí fez o gol. Não deu pra ouvir na transmissão da Bandeirantes, mas apesar de não haver impedimento, o juiz parece ter apitado, mesmo que fraquinho. Surpreso com a corrida do bandeira para o meio, ficou apavorado e deu o gol. Tava na cara que o juiz ia ajudar o Palmeiras hoje, como se isso fosse pagar o escândalo de domingo…

O Palmeiras ainda teve dez minutos para a virada, tentou, mas muito fraco, sem força mental para esmagar um time rebaixado com um a menos. E ficou nisso. Palmeiras líder, mas podendo cair para quarto lugar ao fim da rodada. Um papelão.

A psicóloga do Palmeiras deve ser a mesma do Rubinho Barrichello.

Marcos, ao final do jogo, perguntado sobre o que o torcedor poderia esperar, soltou a pérola: “Já não vou prometer mais nada. Toda vez eu prometo que o time vai lutar, mas tem uns aí que não lutam. Então eu só posso prometer que EU vou lutar muito”.

Atuações:
Marcos: no pior momento do jogo fez duas ótimas defesas. Mas falhou no segundo gol, a saída foi tola, desnecessária. E fez declarações estúpidas no fim do jogo. 5
Mauricio: comete erros básicos. Metade da culpa do primeiro gol, foi dele. 3
Edmilson: uma lesma. tem a desculpa do ritmo de jogo, mas num jogo decisivo isso tem que ser superado. Mal tecnicamente, mal taticamente. 1,5
Danilo: saiu ileso. Jogou muito bem, tanto na defesa quanto no ataque, como finalizador. Liderou o time em campo e ainda deixou mais um. 9
Figueroa: fez bem seu papel de cruzador de bolas. Podia ter encostado um pouco mais no Diego no primeiro tempo. 6,5
Souza: muito nervoso, foi engolido pelo tal de Adriano. 4
Sandro Silva: praticamente não pegou a bola. Foi tão bem domingo, e se escondeu hoje. 3
Diego Souza: o esquema o deixou na mão de novo. Dessa vez ele não se escondeu, tentou muito, mas estava sempre isolado. No segundo tempo conseguiu render mais, iniciou a jogada do primeiro gol. Mas não foi o cara pra fazer a diferença. 6,5
Armero: desisto de cornetar essa múmia. 3
Obina: é um lutador. Esbarra em sua ruindade. Mas eu prefiro ter um grosso brigador que um boleirão estrelinha. 6,5
Ortigoza: junto com Danilo, o melhor do time. Se tivesse metade do crisma do Kleber seria ídolo. Já aprendeu a xingar o juiz em português direitinho. 9
Pierre: sozinho na frente da zaga fez mais que Souza e sandro Silva juntos. É verdade que o Sport já não saiu tanto. Mas se saísse, lá estava MONSTRO PIERRE. 8
Deyvid Sacconi: al;em do gol, permitiu que Diego voltasse pro jogo. Teve um momento do jogo em que ele estava participando da jogada de ataque e marcando perto da área de defesa, tudo em questão de segundos. E fez o seu. 8,5
Marquinhos: a cartada decisiva de Muricy, que quase deu certo. Mesmo assim, ainda erra uns lances por pura displiscência. 4
Muricy: armou o time muito mal, Edmilson não sabia se era zagueiro ou volante. Nos bons tempos ele jogava por dois, fazia as duas. Hoje, não fez nenhuma. Era jogo pro Sacconi sair jogando. Não entendo como é que ele não fica incomodado em ver o Diego Souza tão isolado, logo ele que foi meia, e dos bons. 2

11 de novembro de 2009

Agradecimento e esclarecimentos

Arquivado em: Outros — conrado @ 13:41

Caros leitores,

Óbvio que eram esperadas as mais diversas reações diante do último post. Reconheço, feliz, que percebi muito menos manifestações de revolta e acusações de traição ou de frouxidão que eu esperava. A maioria absoluta foi de apoio, ou de pedidos de reconsideração. Todos são demontrações de reconhecimento. Agradeço a todos, sem exceção.

Gostaria de responder um a um, tanto os comments quanto os e-mails. Li todos. Devido à quantidade, com a qual fiquei muito contente, e principalmente à qualidade, o que me deixou mais contente ainda, vou tentar fazer isso neste único post, e fechar de uma vez o assunto, já que o blog não é sobre mim e sim sobre o Palmeiras.

Em primeiro lugar, para aqueles a quem não ficou clara a mensagem principal: este blogueiro não mudou de time, nem desistiu do Palmeiras, nem deixou de “acreditar” no título de 2009. Eu desisti foi do futebol, de direcionar tanta energia para um sistema ao qual eu concluí ser viciado, podre e injusto. A torcida inflamada pelo Palmeiras só faz sentido quando acredita-se no contexto no qual o Palmeiras está inserido. Sem acreditar no futebol, não dá para torcer como antes.

O Palmeiras sempre foi uma parte de mim, sempre fiz do Verdão uma parte de minha própria personalidade. Palmeirense sempre foi um dos adjetivos que as pessoas usavam para me descrever ou distinguir de outros. “Conrado, aquele palmeirense”. E agora isso deve mudar, e eu ainda não sei como vai ser. Repito: não deixei e jamais deixarei de ser palmeirense. Mas a intensidade é outra. O enfoque é outro.

Claro que eu assistirei ao jogo hoje. Até pretendia ir ao Palestra, mas já mudei de idéia, e verei de casa, no sofá, ou provavelmente pela Internet. Sim, um jogo importante desses. Que, para mim, deixou de ter aquela importância. Afinal, é apenas o Sport. E tudo o que eles fizeram nesses dois anos? E o gosto de chutá-los para o inferno da segundona? Irrelevante. O Sport jamais será rival do Palmeiras.

Continuo gostando muito de futebol. Do jogo. De assistir a uma partida. Penso que devo aproveitar muito mais a beleza do futebol assistindo sem tanto envolvimento. Deverei assistir a muito mais partidas de outros times. Passarei a ver mais jogos europeus, afinal, é inegável que a qualidade dos jogadores lá é maior que aqui. Claro que, por outro lado, perco na emoção, na intensidade. Mas aí entra o lado racional: dada a conclusão sobre a lisura da coisa toda, essa emoção me parece sem sentido.

Foi como disse a meus amigos mais próximos ontem. Parodiando o filme The Matrix, eu tomei a pílula vermelha. Pode soar arrogante, admito, e espero que os leitores não se ofendam, embora compreenderei se isso acontecer, mas o futebol como um todo nada mais é que um teatro de marionetes. Jogadores, técnicos, jornalistas, árbitros, e todos os profissionais que rodeiam o sistema, não passam de marionetes – algumas muito bem pagas, sem dúvida. Mas cumprem o script, muitas vezes sem saber, escrito pelos oráculos, os manda-chuvas da parada.

E os torcedores, esses são a platéia, que acham que estão vendo uma coisa decidida dentro do campo, e que se envolvem, se emocionam, gastam dinheiro e tempo, choram por um campeonato que foi decidido de forma muito diferente que eles gostariam que fosse. Tô fora. Uma vez fora da Matrix, não posso me permitir fazer parte disso.

Quem nela permanece, eu não condeno. Em vez da vermelha, escolhi a pílula azul centenas de vezes, a cada vez que via um roubo descarado decidindo campeonato, com ou sem o Palmeiras envolvido. Sempre escolhi continuar vibrando com as sensações que o teatrão me proporcionava. As metáforas de luta, guerra, etc, são lindas, e eu mesmo as usei e acreditei nelas por muito tempo. Lembram do filézão que o Cypher comia no filme?

E não quero dizer com isso que em determinados jogos, essas lindas histórias de superação não foram verdadeiras. Há muitos jogos, quero crer até que a maioria deles, são decididos no campo sim, e vale cada gota de suor que os atletas derramaram, e estar nas arquibancadas vendo isso é um grande prazer. Jorge Preá foi um legítimo herói ano passado, na partida contra a Lusa, lembram-se? Jorge who?

Mas o campeão, o vencedor lá no final, ou os que serão (ou que não podem ser) rebaixados, esses quem decide não calça chuteira. O grande herói ao fim do ano na maioria das vezes é um merda. Comprovem: nos últimos anos, o escolhido pelos caras para ser o maioral foi o pilantra do Rogério Ceni.

E foi assim que a chama se apagou. Precisei me tornar um palmeirense ocasional. Um cara para quem um jogo é mais importante que um campeonato. Ser campeão ou não, agora, passou a ser um detalhe. O mais importante agora é torcer para ver o time jogando bem a cada jogo, principalmente contra os rivais e inimigos. Jogos contra times pequenos deixaram de ter importância.

Digo mais, com uma ponta de pretensão: talvez se todos encarassem o futebol assim, as rivalidades jamais teriam se transformado em ódio. O futebol jamais teria deixado de ser o que foi há décadas atrás. Continuaria sendo um esporte, e apenas um esporte, não o business, onde ganhar ou perder passou a ter um significado maior, o do sucesso econômico-financeiro. Hoje há a busca pelo título a qualquer custo, QUALQUER CUSTO MESMO. Porque onde há muito dinheiro, há essa obrigação.

O dinheiro acabou com o futebol. Desse futebol, eu tô fora. Como dizem alguns colegas blogueiros: “ódio eterno ao futebol moderno”. Só que ao adquirir essa compreensão e passar a odiá-lo, melhor não se envolver com ele. Se ele é tão ruim, por que segui-lo?

O amor ao Palmeiras continua. Diferente, mas continua. Não existe clube com história mais linda. Ser palmeirense é especial demais, e isso não tem oráculo que mude. Não há nada comparado à emoção de estar no Palestra e ouvir o alarido da torcida quando entra em campo o alviverde imponente. De gritar GOL! Não deixarei de viver essa emoção. Só não será todas as vezes. E nem me fará perder um domingo inteiro. O grito de gol virá sempre junto com um sorriso, e não com o punho cerrado e seguido de dezenas de palavrões contra supostos inimigos.

***

Os posts pós-jogo continuarão. Possivelmente haverá um ou outro post aleatoriamente. Mas a frequência deve diminuir. Os leitores estão acostumados com um estilo de escrita, onde os parágrafos sempre foram saindo naturalmente, conforme passava o filme do jogo na minha cabeça. Agora, como verei sob outra lente, não sei como será. Talvez não agradem mais. Talvez não mude nada. Sei lá. Tenho consciência, e muitos e-mails e comentários do post passado confirmaram, que uma das maiores virtudes dos posts deste blog é a emoção transformada em linhas. Espero que essa visão diferente continue sendo satisfatória à maioria. Se não for, OK. É porque será realmente hora de passar o bastão e dar a missão como encerrada.

Até o post pós-jogo de hoje à noite!

10 de novembro de 2009

A partir de agora, diferente

Arquivado em: Futebol — conrado @ 1:49

O futebol está recheado de canalhas. Carlos Simon é um legítimo representante do pior tipo deles. É um sujeito que quando era criança, devia roubar o doce dos coleguinhas. Devia bater nos menores e dizer que não fez nada. Ou pior, que foi outro.

Arnaldo Cezar Coelho, outro que de santo não tem nada, disse agora há pouco no Bem, Amigos! que conversou com Simon após o jogo. E o gaúcho, inacreditavelmente, alega que apitou antes da conclusão de Obina. É MENTIRA DESSE PILANTRA, ELE NÃO APITOU PORRA NENHUMA. Os jogadores do PAlmeiras comemoram, os do Fluminense levam as mãos à cabeça. Simon ensaia uma corrida para o meio, mas muda de idéia e inventa uma falta, e diz “puxou, puxou”. Nitidamente mal-intencionado, escandalosamente mal-intencionado. Simon, mentiroso, você não apitou nada! Arnaldo também já apitou final de Copa do Mundo e sabe muito bem disso. Mas está fazendo seu papel no sistema e tentando fazer o serviço de limpeza.

Sempre ouvi dizer que o meio do futebol era podre. Mas ao mesmo tempo a paixão pelo Palmeiras cresceu de forma avassaladora. E essa paixão sempre acabou por mascarar o que a razão insistia em apontar inconscientemente a todo momento: esse ambiente não presta. Os sinais eram dados a todo momento:

  • Copa de 78, Argentina ganhando o Mundial na mão grande;
  • Brasileiro de 80 e Libertadores de 81, Flamengo garfando o Atlético-MG;
  • final do Brasileiro de 86, bambi operando o Guarani;
  • final do Brasileiro de 95, Botafogo garfando o Santos;
  • Brasileiro de 97, Edmundo forçando expulsão para poder participar do jogo seguinte (!?!?!?!);
  • Brasileiro de 2000, Vasco atropelando o São Caetano nos bastidores, enquanto o Fluminense pulava da Terceira Divisão direto para a Primeira;
  • Libertadores 2001, o Aquinogate
  • o Zveitão 2005, e tudo o que cercou aquele campeonato, incluindo a entrada de capital mafioso da Rússia;
  • os três campeonatos de pontos roubados conquistados pelo bambi entre 2006 e 2008. Caminhando para o quarto.

A lista certamente é muito maior, relacionei apenas os que vieram de imediato em minha cabeça. São ou não motivos suficientes para qualquer cidadão com um mínimo de inteligência e com o raciocínio livre de qualquer nebulosidade causada pela paixão se manter afastado disso, e aproveitar melhor o curto tempo que nos é proporcionado em nossa passagem por esta vida?

Dizemos brincando que o nosso fanatismo por um clube de futebol é uma “doença”. Mas no fundo sabemos que não é brincadeira nenhuma, e que essas aspas só estão ali porque não queremos reconhecer que isso de fato é um mal que nos acomete.

***

Fiquei sócio do Palmeiras em 2005, porque queria ajudar a melhorar o clube através da política, lá dentro. Realmente, essa é a única forma. No meio do caminho, no início de 2007, iniciei, levado pelo gosto por escrever e pela paixão pelo Palmeiras, a escrever este blog.

Mas a jornada se mostrou sem razão. Afinal, se envolver nesse ambiente, só se for para dançar conforme a música. Como insistentemente diz meu amigo Claudio Baptista, colunista do 3VV e um dos grandes amigos que fiz nessa caminhada, não tem virgem na zona. O mundo do futebol é podre? É, porque só tem vagabundo mandando nele. Dentro do próprio Palmeiras, as coisas que ficamos sabendo de administrações anteriores, contra as quais sempre me propus a combater, são estarrecedoras. Escândalos atrás de escândalos. Melhorou demais nesses anos, mas ainda há sinais claros da podridão.

O professor Belluzzo, nosso presidente que tanto orgulho nos dá, está passando por um momento terrível pelas escolhas que sua paixão pelo clube o fez tomar. Ele está sendo cobrado por todos para que também jogue sujo, em todas as instâncias. Eu mesmo já fiz isso, e descaradamente, logo na primeira vez que o encontrei. Ele me passou uma descompostura, eu me envergonhei, afinal, não foi isso que eu aprendi em casa.

Mas refletindo depois, concluí que eu não tinha errado tanto assim, exatamente porque eu cobrava apenas que a dança fosse de acordo com a música. Estava falando como torcedor. O dilema em minha cabeça permaneceu estrategicamente sem solução, porque a paixão acabava encobrindo tudo e induzindo a deixar a questão moral de lado. Meu inconsciente me dizia: “melhor não mexer nisso, porque senão já sabemos qual será a resposta”.

Pois é, no fundo, as pessoas de bem já sabem a resposta. Ela é clara, nítida, cristalina. Se você não consegue conviver com esse tipo de postura, suma do futebol. Não é lugar para você. Pra mim, estou cansado de saber que não é, mas sempre me iludi para não ter que tomar essa decisão. O professor Belluzzo disse isso com todas as letras hoje no programa Estádio 97.

Ele não pode jogar tudo pro alto agora, em pleno exercício da presidência, porque a responsabilidade é grande demais, e ele a assumiu há  pouco menos de um ano. Mas tenho a nítida impressão, pelo pouco que o conheço, que ele o faria se pudesse. Sempre fui um dos maiores apoiadores de sua gestão e lutaria a seu lado pela reeleição. Mas ele não vai aceitar. E caso sua paixão pelo Palmeiras o faça mudar de idéia, ele não terá o meu apoio.

A partir de hoje, meu apoio será a todos os que decidirem colocar o futebol de lado e dar mais apoio a suas próprias famílias, conviver mais com os amigos, viver mais a vida sem o futebol. A vida tem muito mais aspectos importantes que merecem nossa atenção. O futebol sempre teve suas mumunhas, e elas eram aceitáveis. Mas depois que foi “descoberto” pelo mercado, depois que passou a mexer com tanto dinheiro, virou uma coisa muito mais pesada. Haja estômago.

***

No domingo cheguei em casa à uma e meia da manhã. Estive fora, por conta do Palmeiras. Fui ao Rio. Minha esposa passou o dia todo cuidando de nossa filhota, quando podia ter descansado um pouco caso eu estivesse junto a elas para ajudar. Quando eu cheguei, ela perguntou:  “e aí, foi legal?” Ela nem sabe o que acontece, não assiste, não se interessa, mas apóia minha paixão, dentro de seus limites. Apóia porque gosta de mim. E eu retribuo ficando longe. Pra ver algo que não vale nada. Não é justo.

Adoro ver futebol. O jogo é lindo. Pratiquei durante toda a minha vida e ainda tento até hoje. Sou palmeirense e nunca deixarei de ser. Mas o envolvimento agora será outro. Ainda não sei como lidar com este blog. São quase três anos construindo um relacionamento com uma comunidade enorme, e hoje a média de acessos é de quase 7 mil por dia, beirando os 40 mil leitores únicos no mês. Até por respeito, não se larga uma multidão dessas de uma hora para outra. Mas o tempo dirá como será este novo relacionamento.

O episódio do Maracanã serviu para trazer tudo à tona, para apagar a chama, tudo isso finalmente, de forma consciente, perdeu o sentido. Percebi que era soldado numa guerra que não era a minha. Devo deixar de ir aos estádios, depois de ter ido a mais de oitocentos jogos. Devo suspender meu título no clube, e consequentemente me retirar do movimento que ajudei a fundar, o Fanfulla.

Antes de tudo, eu tenho valores. E eles me ordenam que eu não me afunde nessa pocilga, que eu saia antes de começar a afundar nela e fique realmente sujo. Futebol? Só pela TV, sem envolvimento, como se fosse um filme. Porque ao ver uma partida, hoje vejo com toda a clareza, sabemos que não são apenas 22 caras disputando para ver quem faz mais gols, numa linda e apaixonante metáfora da vida. Hoje sabemos que é apenas a parte visível de um sistema apodrecido. E não vou mais fingir que não enxergo isso.

Tenho aqui minhas desconfianças e minhas convicções. Talvez eu me arrisque a escrever um livro sobre tudo isso. O futebol começou a apodrecer em 1974, quando tomou posse na FIFA o senhor João Havelange. Coincidentemente, o time do maior interessado, juntamente com outro time de três cores, no descalabro cometido por Carlos Simon, que é apens uma pequena engrenagem da coisa toda. E a coisa vai longe.

Mas no momento vou tentar digerir a mudança no envolvimento.

***

Meu amigo Américo há algumas semanas disse: “um dos maiores erros que cometi foi incentivar minha filha, que hoje beira os 30 anos, a ser fanática por futebol”. Ele está absolutamente certo. Minha pequena Cecilia, a quem comecei a incentivar a ser uma apaixonada por futebol e uma grande palmeirense, só vai fazer isso se quiser, porque meu incentivo não terá mais.

Sou muito grato ao futebol, pelos momentos bons e ruins. Os últimos cinco anos foram muito intensos, os três últimos mais ainda por conta deste blog. Fiz muitas amizades, conheci gente muito interessante. Recebi e-mails realmente emocionantes, de palmeirense espalhados por todo o mundo, falando sobre a oportunidade de pensar e falar sobre o Palmeiras que este blog proporcionou a eles. Cheguei às lágrimas em vários. No último deles, um leitor contou que no fim-de-semana foi aniversário de nove anos de seu filho, e que ele só ganhou presentes do Palmeiras. E que ele teve que se virar para responder ao menino quando este, muito frustrado, ao interromper a comemoração, perguntou: “por que não valeu o gol, papai?”

Peço desculpas às boas pessoas  que atingi de alguma forma devido à ferocidade que a paixão pelo futebol muitas vezes me despertou. A maioria não merecia qualquer grosseria que tenha acontecido. Alguns são realmente pilantras e vagabundos e mereceram cada vírgula. Alguns, cada tapa. Felizmente, esses foram poucos.

O blog segue. Mas notem: provavelmente será bem diferente.

E se por um milagre desses que só acontecem no futebol o Palmeiras for campeão? Não muda nada. Não sei nem se comemorarei.

9 de novembro de 2009

A história de um juiz

Arquivado em: Arbitragem — conrado @ 13:17

A história a seguir é absolutamente verídica, eu atesto porque a presenciei. Não estou recontando a história. Estou a contando em público pela primeira vez.

Eu era “cunhado” do sujeito. Namorava com sua irmã. Ele não gostava muito da idéia, mesmo eu sendo um cara legal. A menina era um tanto quanto sentimental, e tinha momentos de instabilidades emocionais agudas por pouca coisa. Mas para o irmão protetor, isso era apenas um detalhe. O fato é que provavelmente eu era o causador de todo o sofrimento por que a garota passava nesta e por que passaria na próxima encarnação. Embora não houvesse um grama de verdade nessa conclusão, não o condeno por pensar assim.

Humilde, embora já estivesse na faixa dos 30, 32 anos, ainda morava com os pais, na edícola da casa, para ter o mínimo de privacidade que um sujeito nessa faixa de idade precisa. Formado em Educação Física, palmeirense, amante do futebol, ele inventou sabe-se lá por que motivo abraçar a carreira de árbitro. Nunca consegui perguntar a razão, até pela própria distância que ele procurava manter.

Era um árbitro bastante promissor. Isto significa dizer que tecnicamente o cara era bom, bom demais. Errava muito pouco. Mesmo sendo lacônico comigo por causa da irmã, passei a nutrir uma admiração pelo cara. Apitava jogos da série A3 do Paulista. Eu chegava a assistir às peladas na Rede Vida só para vê-lo apitando. Apitar bem uma partia de A3 requer a mesma capacidade de apitar bem uma final de Copa. E ele era bom mesmo.

Tão bom que chegou a apitar jogos da primeira divisão. Mas não durou muito. Cometeu dois pecados em sua curta passagem pela Série A1: expulsou Marcelinho Carioca numa partida do Corinthians, e numa partida do São Paulo foi violentamente criticado por Rogério Ceni ao final do jogo por sua arbitragem tê-lo desagradado de alguma forma. E olha que eu vi as fitas dos jogos em questão. Não por ser palmeirense, a arbitragem nas duas partidas foi perfeita. Chegou a apitar jogos do Palmeiras também. O time ganhou, empatou e perdeu mais ou menos na mesma proporção histórica.

Mas depois de ter sido criticado por Ceni, pegou uma geladeira. E nunca mais o tiraram de lá. Voltou para a A3, e foi sumindo, sumindo, sumiu.

***

Este é um exemplo perfeito do que acontece com um juiz de futebol de acordo com suas posturas técnicas e morais no futebol brasileiro.

Existem postulantes à carreira que são bons tecnicamente, e os ruins. Como em toda carreira, a maioria que vingou foi devido à competência, e sabe o que e como fazer dentro das normas técnicas. E como em toda carreira, existem as exceções que por alguma outra razão acabam ingressando no ramo mesmo sem estarem capacitados.

A maioria absoluta dos árbitros, quando quer, apita uma partida direitinho. Vai cometer um ou outro erro sem importância. Vez ou outra, vai cometer um erro grave. Mas isso é perfeitamente normal. Antes do início da era das transmissões com 10, 12 câmeras, os árbitros não eram tão crucificados exatamente porque, a olho nu, sem replay, era impossível cravar se houve erro ou não. Com esse monte de câmera, o juiz passou a ser o grande vilão. Com o passar do tempo os consumidores de futebol passaram a tolerar os erros milimétricos, entendendo que o recurso eletrônico é uma covardia contra os juízes em muitos lances. O que no fundo só aumentou o valor do árbitro que erra pouco. Lembrando sempre do grifo: erra pouco, quando quer.

Existem as exceções, como Djalma Beltrame, que erra sempre porque é ruim, não sabe apitar. Mas a grande maioria sabe apitar, e muito bem. Carlos Simon, Marcio Rezende, Wilson Mendonça, Leonardo Gaciba, Paulo Cesar Oliveira, Heber Lopes, Salvio Spinola Fagundes, Wilson Seneme, Alicio Pena, Cleber Abade, entre tantos outros, sabem exatamente como conduzir uma partida de futebol. São ótimos árbitros. Até o Edilson, que virou sinônimo de ladrão, sabia apitar um jogo muito bem. Quando queria.

Mas para ser árbitro, e continuar sendo, além de ser bom, é preciso fazer parte do establishment. É preciso obedecer vez ou outra a algumas determinações.

E nosso personagem da história se recusou a isso. Preferiu entrar em casa, olhar o pai e a mãe nos olhos e não decepcioná-los. E seguir em frente, em direção à edícola, enquanto seus colegas da escola de árbitros já ostentavam carrões do mesmo quilate dos que os jogadores desfilam, e moravam em casas bastante confortáveis.

Concluam como quiserem. A minha conclusão, mesmo fechando os olhos durante tanto tempo e tentando me enganar, finalmente tirei.

Só não sei como vou lidar com ela.

Fluminense 1×0 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 11:01

O post será telegráfico, na medida da vontade que eu estou para falar sobre Palmeiras e sobre futebol em geral.

O time começou jogando bem, controlando o ímpeto do Fluminense. As principais chances do início do jogo foram do Palmeiras, com Vagner Love, que disputou uma bola na área e por pouco não finalizou com totais condições; Figueroa também teve uma ótima oportunidade num chute cruzado; e Obina cabeceou bem numa bola dividida na área. O Fluminense também teve suas chances, mas parecia estar correndo muito mais, e acumulando desgaste para o segundo tempo. Por estar correndo mais, os cariocas davam espaços na retaguarda, e o Palmeiras parecia estar muito mais próximo do gol que o time da casa.

E estava: cruzamento de Figueroa, Obina se antecipou a Maicon e abriu o placar para o Verdão. Foi quando o principal personagem do campeonato resolveu se manifestar: a arbitragem, mais uma vez. Carlos Eugênio Simon, o rei do apito, o cara que faz o que quer e vai a Copas do Mundo, ele foi emblematicamente escolhido para ser o agente da operação que tirou o Palmeiras da liderança deste campeonato. Estudiosos em linguagem corporal podem falar mais a respeito, mas quando a bola beija a rede, ele dá um passo para a direita, em direção ao meio do campo. Rapidamente, arrepende-se, e marca o que ninguém viu, anulando o gol. Isso corrobora com a tese levantada pelo professor Belluzzo em excelente entrevista ao Salata. É vigarista sim, como toda essa comissão de arbitragem. Ainda esta semana, prometo, contarei uma história que eu acompanhei pessoalmente, sobre bastidores de arbitragem neste país.

A anulação do gol pesou no emocional do time, como no jogo no ABC há três semanas. O time não jogou mais nada no primeiro tempo, e nem o intervalo serviu para que o time respirasse fundo e voltasse para um jogo que ainda estava empatado e o adversário era inferior, e já estava mais cansado. Isso sem falar nos três meses de salários atrasados. Ainda era o cenário para retomar a liderança.

O Fluminense jogou pedrinha. Não fez nada que o credenciasse à vitória. Aos 15 minutos, um escanteio e o gol de cabeça de Fred, onde falharam Mauricio e Bruno. Mas isso foi apenas um detalhe do jogo. Porque se o Fluminense jogou pedrinha, o Palmeiras foi pior ainda. E podemos apontar três jogadores fundamentais: Diego Souza, acometido do mesmo mal do Bruno Daniel, apatia e a inaceitável brincadeira de esconde-esconde; Vagner Love, com quem definitivamente perdi a paciência, que vem perdendo gols e, talvez sentindo a responsabilidade, tenta resolver as jogadas sozinho, e obviamente as erra; e Armero, que pode ser um cara cheio de vontade, mas é extremamente burro, sacrifica uma quantidade enorme de jogadas por causa de decisões erradas que toma. Não se trata da limitação técnica. É falta de capacidade intelectual mesmo.

Claro que Marcão também andou dando suas entregadas, que Souza nem de longe mostrou o brilho das partidas iniciais desde que se tornou titular, que a zaga deixou livre justamente o Fred, que é um finalizador de enorme qualidade, e que o Bruno foi com a mão meio esquisita na bola. É verdade também que Muricy, embora tenha demordo para mexer no esquema tático, o fez de forma correta, desistindo das bolas alçadas que não estavam dando resultado – Gum tinha liberdade para aplicar ippons em quem achasse que devia – e formando uma linha de quatro na retaguarda, e lançando Sacconi para tetar ajudar Diego a voltar para o jogo. Mas cadê a capacidade de reação? Cadê a pegada? Cadê o time com vontade de destruir o adversário? Será que é aceitável constatar que a atuação da arbitragem causa tantos estragos assim? Será que o roubo justifica a apatia?

O campeonato, na teoria, está aberto. Na teoria. Porque na prática, as coisas que a gente vê, a despeito da má atuação do time, fazem a gente repensar não o amor pelo Palmeiras, mas o tempo que se gasta dedicando nossas vidas para um passatempo chamado futebol. Tenho certeza que minha família queria que eu tivesse o domingo com elas. Estou me sentindo um idiota.

Atuações:
Carlos Simon: Um gol legítimo de Obina anulado; um pênalti não marcado sobre Sandro Silva, outro sobre Danilo, e outro sobre Vagner Love. DEZ!!!

8 de novembro de 2009

Quem não ajuda…

Arquivado em: Torcida — conrado @ 20:29

Antes do tradicional post pós-jogo, o qual só devo fazer com calma e no conforto de casa, sinto-me na obrigação de fazer este pequeno texto, uma mistura de desabafo e apelo.

O juiz nos roubou descaradamente, isso é fato. Mas a bolinha que o time jogou, principalmente no segundo tempo, foi igualzinha ao do jogo contra o Santo André. Isso é inadmissível.

Não quero entrar em detalhes nem citar nomes agora. Estou tão ou mais puto que vocês. Não me vejo com ânimo para a próxima partida. Vice-líder, a um ponto do líder, a quatro rodadas do fim, mas neste momento estou me sentindo enganado, por um time e por um sistema.

Irei ao Palestra quarta, porque é uma espécie de dependência psíquica. E não vou pra apoiar. Não acho justo comigo mesmo.

Por outro lado, dado o momento do campeonato, não acho correto iniciar qualquer processo de pressão ou de apontar o dedo para este ou aquele. Só depois da rodada 38.

Na matemática, o título ainda está bem próximo, embora tenhamos perdido a condição de depender apenas de nossos esforços. Por isso, penso ser hora de colocar em prática um velho ditado: QUEM NÃO AJUDA, NÃO ATRAPALHA. Não vou incentivar, mas também não vou vaiar nem xingar. E agora, aqui na Internet, mesma coisa.

Vá assistir a um filme, dê um trato na patroa, vá fazer algo que preste. Aproveite bem este fim de domingo. Não venha fazer terapia nos blogs e fóruns que não é pra isso que eles servem.

Não há nada de bom para falar neste momento. Caso você seja capaz, meus parabéns. Se não for, siga a frase feita. A ira deste momento, eu garanto, não vai ajudar em nada.

Dia de decisão no Rio

Arquivado em: Jogos — conrado @ 0:18

Amigos, acessem este post durante todo o domingo, e também o nosso twitter. Haverá atualizações constantemente, na medida do possível, na tentativa de fazer vocês se sentirem indo ao Maracanã conosco, com textos e imagens.


Já encontramos o pessoal da organizada no pedágio…


Tá todo mundo confiante!


Parada básica pra dar uma mijada e tomar um lanche. Metade do caminho já foi.


Já no Rio, a caminho do Maraca.

Abaixo, as primeiras imagens direto do Maraca.

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