Depois de conversar com muitas pessoas, palmeirenses ou não-palmeirenses, ligadas ao futebol ou distantes, experientes ou ainda bastante jovens, e depois de pensar demais, cheguei a uma conclusão do que pode ter acontecido com o time na reta final do Brasileirão, quando fracassou miseravelmente. Longe de querer apontar a solução Tabajara para todos os problemas do clube, espero que este post extra sirva para abrir uma discussão sadia e que venha a acrescentar algo nas estruturas do clube.
Vamos começar eliminando as razões equivocadas que andaram pipocando por aí, principalmente nos momentos em que estavam todos ainda atordoados com as seguidas derrotas e quando se tem a capacidade de falar besteira absurdamente aflorada.
Taticamente, o time não se perdeu. Muito ao contrário. Podemos enumerar uma série de partidas em que o Palmeiras entrou muito bem no jogo, comandou as ações, criou as chances, mas a bola não entrou – e num detalhe ou outro, o adversário abriu o placar, e o Palmeiras desmoronou emocionalmente. Jogos contra o Flamengo, Santo André, Fluminense, Grêmio e até o Botafogo são os exemplos mais claros que se encaixam nessa descrição. Muricy, embora não contasse com jogadores indicados por ele, pegou o barco andando e tocou, se não brilhantemente, de forma correta.
O grupo não estava rachado. Depois de apurar com trocentas fontes diferentes, a descrição de todos é a de um grupo com bastante harmonia. A chegada de Vagner Love não enciumou ninguém. Não existia corpo mole de ninguém.
Diego Souza é um jogador capaz de jogadas espetaculares, mas quando se abate durante um jogo, o melhor a fazer é tirá-lo de campo e esquecer de acreditar num lampejo. Sua capacidade de reação é reduzida, pra não dizer nula. Sua apatia durante os jogos era resultado disso, e não de nenhuma birrinha com Love.
Vagner Love, aliás, que parece que não tinha mesmo muito interesse em suar a camisa, e seu comprometimento estava muito mais com a night. Acho até natural que depois de cinco anos na Rússia, que ele quisesse tirar o atraso, mas isso não poderia ter afetado tanto assim seu rendimento. A diferença do Love de 2009 para o de 2004, quando era o melhor atacante do futebol brasileiro, é gritante. Não é nem sombra do artilheiro do primeiro turno do Brasileiro de 2004 e que foi vendido ao CSKA por preço de banana. A palavra-chave nesse caso me parece comprometimento.
Alguém também precisava chegar no Marcos e falar pra ele deixar de ser jeca. Tem que ser mais malandro. As declarações dele após os jogos mais críticos, principalmente contra o Flamengo, não são coisas que um líder deve fazer. E ele não faz por maldade. Fala porque é espontâneo, até demais. Jecão mesmo. E quem tá falando isso é um sorocabano.
Sugiro estabelecer a ele uma multa a cada declaração prejudicial ao grupo. Se não vai por bem, vai por mal. De toda forma, por ser muito querido pelo grupo, as coisas acabam se contornando mais cedo ou mais tarde. Mas é inegável que num primeiro momento suas declarações fazem estragos e aumentam a tensão geral sobre o time.
Mas se temos um Diego Souza que se abate demais, se temos um Marcos com a língua solta, se temos um Vagner sem o devido comprometimento, além de Pierre e CleitonX contundidos, o que poderia ser feito para evitar essa derrocada vergonhosa?
A tese passa pela formação dos jogadores. O mercado inflacionou muito a partir de 93, quando a Parmalat deu a primeira grande injeção de recursos no futebol. Para se manterem competitivos, os rivais foram encontrando maneiras de também captarem seus recursos – alguns lícitos, outros nem tanto. E o resultado é que o futebol brasileiro viu as cifras que o envolvem crescerem de forma exponencial nos últimos 15 anos.
Some-se a isso a popularização dos campeonatos europeus no país, através das televisões a cabo – coisa que também não existia na era pré-Parmalat. E temos algo que já ficou fácil de perceber nas categorias de base: jogadores que não começam a jogar bola por ambição esportiva, mas sim pensando numa carreira. E o resultado é que as grandes camisas estão cada vez mais perdendo a força. Ninguém mais respeita uma camisa de um time como antes. Os times grandes hoje são meros meios, não são mais fins.
O que termos hoje é a primeira geração de boleiros que já nasceu assim, que já usava correntonas e brincões nas divisões de base, e cujo sonho maior sempre foi usar a camisa do Real Madrid ou do Milan. E quando vê que não dá, se contenta em ficar um ano aqui, outro ali, e ir somando multas de rescisão na carreira e ganhando dinheiro. E quanto menos comprometimento com um lugar, melhor.
Isso, em tese, afeta todos os clubes. Vai se dar melhor o clube que conseguir contornar esse tipo de dificuldade que não existia antes. Alguns treinadores têm esse dom. Luxa é um deles, ele apenas perdeu o foco e deixou de funcionar como poderia. Felipão, o maior de todos, prepara sua volta ao país para 2011. De resto, não há outros. Então é preciso que cada clube tenha aquele grande líder, respeitado, e até temido, que faça esse papel.
No ambiente corporativo, se o desempenho de uma peça cai, e o gerente imediato já não tem aquele moral para exigir uma retomada, entra em cena aquele cara mais graduado, que não aparece quase nunca, mas que todos sabem que existe, e que está presente. E que quando ele aparece, a traseira de alguém está na reta.
No Palmeiras, temos várias figuras que se, somadas, reúnem todas essas características. Mas isso não adianta. Muricy passa longe disso. É técnico, apenas técnico, e seu perfil passa longe de ser o cara que controla o emocional de seus comandados. Só isso já faz com que ele não seja tão “de ponta” assim – mas isso é assunto pra outra discussão.
Se o Toninho Cecílio chamar o Diego Souza na sala dele, esmurrar a mesa e exigir desempenho, não vai adiantar. Ele é um gerente remunerado com pouco poder de decisão e todos sabem disso. Cipullo não tem esse perfil durão; é um advogado inteligente e que não tem no tom de voz nem nas expressões faciais os meios para conseguir o que quer. E Belluzzo acabou de chegar, é pouco conhecido pelos jogadores e no pouco contato que teve com eles já se mostrou uma pessoa muito afável.
O Palmeiras precisa de um sujeito que conheça os aspectos pessoais de cada jogador, mais do que eles mesmos pensam – como poderia ser o Muricy, pelo contato direto; com fama de bravo e durão, como o Toninho; que tenha uma presença física junto aos jogadores não tão frequente, até pela posição hierárquica, como o Cipullo, e com o carisma do presidente Belluzzo. E que quando ele chame o Vagner na sala pra uma conversa, ele já entre na sala borrado de medo. Que possa chegar no Marcos e dizer: porra, de uma vez por todas, dá pra você parar de falar merda pra imprensa, caralho??? Ou que chegue pro Diego Souza e diga que ele é um jogador onde foram investidos milhões de dólares, que é o líder técnico do time, e que não podemos estar sujeitos a abatimentozinhos durante a partida, que tem que pegar a bola, por debaixo do braço e virar a porra do jogo.
O Palmeiras fez tudo certo este ano. Investiu pesado pra ganhar o título, que era possível até a última rodada. A eliminação até da Libertadores foi um castigo muito duro para uma equipe que trabalhou firme, sério, que segurou os maiores valores do elenco na janela do meio do ano, que estabeleceu uma política de pagamento de prêmios agressiva, que conseguiu vitórias expressivas no STJD, que foi buscar o atacante dos sonhos de todos os times lá na Rússia e ainda ganhou a disputa com o time de preferência do jogador. O que faltou não foi um mero detalhe. Falta uma peça que seja a própria identidade do Palmeiras, e que os jogadores, mesmo estando de passagem e se comportando como tal, respeitem e tenham vergonha de olhar na cara se fizerem uma cagada como essa que fizeram ao perder ese campeonato.
Como a diretoria vai preencher essa lacuna, não sei. Mas está na hora dos diretores veteranos iniciarem um programa de formação de novas lideranças, caso contrário o futuro do Palmeiras, no curto e no longo prazo, será muito complicado.
***
É importante esclarecer: o blog não “voltou”. Não esperem um ou mesmo mais de um post novo por dia como antes. Este espaço será atualizado apenas em situações específicas. Quem sabe ano que vem, num novo modelo, possamos estreitar um pouco mais este espaço com os leitores novamente.





Q bom ouvir um pco mais da verdade (se eh q realmente existe) do q se passou este ano no Palestra. E muito bom tb ler um pco mais sobre os andamentos das coisas lah dentro.
Este cara nao seria o Antonio Carlos q chegaram o cogitar? Um cara pulso firme com titulos no Palestra e “espero” q respeitado pelos jogadores. O Evair chegou tb a ser cogitado, nao?? Mas nao sei se ele conseguiria chegar “chegando” nos jogadores qdo precisasse.
O q vc disse Conrado em seu post vai de encontro com o q saiu em algum site (acredito q no Terra) falando das causas da derrota Palestrina. Faltou mesmo um cara no meio de campo entre o tecnico e os jogadores. Um BOLEIRO de respeito. Acho q o proprio Marcos poderia fazer esta funcao hj em dia e qdo parar assumir este cargo.
Abr. @LeNaZZo
Comment por lenazzo — 27 de dezembro de 2009 @ 0:59
Acho que essa questão da falta de comando no Palmeiras
é concenso de todos! Infelizmente parece que é isso que
está atrapalhando o Palmeiras além, claro, de outros
fatores.
PS.: Se o Parmerista! não “voltou”, pelo menos agora temos a
certeza de que ele NÃO acabou! Boa Conras…
Comment por mtvdias — 27 de dezembro de 2009 @ 1:41
Eu acredito que um cara como o Evair possa preencher esta lacuna. Mas a diretoria também precisa se re-estabelecer e não tolerar atitudes como a do Love e o “tampering” do Menguinho.
Na época do Mumu vivíamos sendo bonzinhos e ajudando “clubes co-irmãos” e ficamos com esta reputação de ser saco-de-pancada/ bonzinhos/ ingênuos em vez de ser durões à la SPFW. A diretoria atual está demonstrando um pouco mais de fibra, por exemplo tentando obter multa dos gregos pelo David, etc. Mas por outro lado, na negociação com o Grêmio, em vez de bater o pé e pedir o Réver ficamos com o Léo, que eu diria e’ um tipo de jogador “high risk, high reward” quem sabe uma versão um pouquinho mais refinada do Maurício cabeça quente que foi emprestado pro Grêmio. E mesmo com respeito ao David – fomos muito bonzinhos com os urubus.
Porisso o Vágner Love será um verdadeiro “litmus test” da diretoria atual. Pagamos 5% do passe dele por um ano. Ele ficou 4 meses, logo neste caso ou o Menguinho ou o CSKA teriam que devolver os outros 2/3 de 5% ou seja 3 1/3% do passe. Mas como os urubus NÃO TÊM GRANA (já disseram isso e querem usar jogador como moeda de troca) entao azar deles. Ou dão jogador BOM em troca (eu diria do nível do Pet pra cima) ou entao malasuerte e ciao pra eles. Até agora, só ofereceram jogadores que estão encostados (Fierro, Denis Marques) ou “com potencial” (Éverton, que pode ser um novo Lenny – só que versão meia em vez de atacante).
O CSKA mesmo disse que quer levá-lo de volta para que jogue as fases finais da Champions League. Pelo menos o CSKA tem grana ou então estaria disposto a abrir mão dos 3 1/3% do passe dele. Resultado final: o Love iria de volta pra Moscou (jogando no inverno russo = BÓTIMO pra um mercenário como ele) e o Palmeiras ficaria com 8 1/3% do passe dele (em vez dos 10%). Pra mim, se o VL não quiser mais jogar no Palmeiras, este seria o desfecho ideal pra ele (do nosso ponto de vista). Espero que a diretoria também concorde (até agora eu estive de acordo com ela – a prioridade era de fazer que o VL se sentisse bem jogando no Palmeiras c/ segurança, etc.). Mas se ele fizer o corpo mole, entao que vá de volta pra Rússia.
Aposto 2 coisas:
1a – toda esta história de segurança foi nada mais do que um pretexto conveniente pro Love tentar ir pro Menguinho.
2a – se estas forem as opções do Love (Palmeiras ou Rússia), ele fica no Palmeiras. Voltará a dizer que se revelou aqui, e com segurança melhor, fica.
O x da questão é de secar definitivamente o Menguinho. Aliás se for comprovado que eles realmente fizeram um acerto salarial sem conversar com o Palmeiras, o Flamengo pode ser denunciado na FIFA por “tampering”. Já chegou a hora de ver isso comecar a acontecer com times no Brasil (inclusive o SPFW que está fazendo isso com o Guiñazu do Inter). Chegou a hora de dar um “basta” nesta prática no Brasil.
Conrado – eu concordo com você de que seria ideal ter alguém na diretoria que possa botar medo no VL, dar uma bronca no Marcos, pedir que o Diego Souza deixe abatimentos para poder ir buscar a bola do fundo da rede alviverde pro meio-de-campo e depois marcar um gol. Mas não é só um indivíduo (que poderia ser alguém com a personalidade do Evair) – é a atitude de TODA DIRETORIA que pesa. Porisso, acho que um começo muito bom (daria uma mensagem boa pra todo o elenco) seria um desfecho bom no caso Vágner Love: ou ele fica e volta querendo jogar, ou se não que volte pra Rússia e que o CSKA aumente nossa quota de 5 a 8% ou algo assim. Isso seria muito bom. Por outro lado se o Love for pra Gávea a preço de banana só porque forçou a negociação, acho que nossos problemas continuarão, e podem se tornar até mais severos, mesmo que tenhamos alguém que seja mais durão.
Abraços
Ronald
Comment por Ronald Gruia — 27 de dezembro de 2009 @ 1:48
Pra mim o cara com esse perfil é o próprio Marcos. Não tem papas na língua e solta o verbo, como você mesmo comentou. O problema é que hoje ele vem fazendo isso na frente das câmeras. Mas imagine se ele for o diretor de futebol:
- O Marcos pode ter contato direto com o elenco;
- Pelas declarações que dá, ganha facilmente a fama de bravo e durão;
- Como diretor de futebol, não teria presença física frequente junto aos jogadores;
- Tem muito carisma. como poderia ser o Muricy, pelo contato direto;
Por tudo isso, imagine se um jogador for chamado para ir à sua sala? Certamente ele irá se borrando…
Se não me engano o contrato do Marcos se encerra no final de 2010. Pelo tamanho da decepção sofrida este ano, acho que ele não vai querer renovar. Não seria melhor começar a dar mais ritmo de jogo ao Bruno, deixando-o entrar como titular em alguns jogos, e ao mesmo tempo ir preparando o Marcão para a nova função?
Comment por niltonhc — 27 de dezembro de 2009 @ 5:33
Conrado Primeiramente Obrigado por mais um post.
Depois concordo em número, genero e grau contigo.
O Palmeiras investiu forte fez quase o “impossível” para manter o elenco.
Conseguiu o Muricy trabalhou forte , alguns jogadores estavam querendo é
muito o caneco , incluo o “Maúricio e Obina” entre estes, que apesar de tudo
estavam claramente comprometidos em ganhar esse caneco.
Tinha tudo para ser um ano maravilhoso daqueles que iriamos contar para os nossos
netos, bisnetos como o ano em que o palmeiras ganhou um caneco com um pé nas costas.
Mais como você bem disse faltou o devido comando. Aquele comando de chamar no canto passar
o esporro e o jogador sair borrado , tremendo e pensando que tem que fazer o dobro mesmo já
fazendo muito.
Como já foi discutido o problema no palmeiras é social , devemos concertar isso. Como eu também
não sei , mais espero que não errem tão grotestamente como erraram esse ano , e que o comando em
2010 seja mais “olho por olho , dente por dente” é assim um palmeiras mais forte, mais brigador e
mais vencedor em campo.
Abraço.
Comment por Edipo-Tc — 27 de dezembro de 2009 @ 9:48
Caro Conrado, lia todos os dias vosso blog e fiquei bastante triste quando voce parou de escrever, que é um direito inalienável, mas eu, ainda assim, entrava todos os dias para entrar no link do twitter e ver se tinha alguma coisinha escrita. Como disse o colega MTVDIAS acima “Se o Parmerista! não “voltou”, pelo menos agora temos a
certeza de que ele NÃO acabou!”.
Não sou de escrever na internet, mas quebrei minha rotina e fiz questão de me inscrever neste “Parmerista” para mostrar minha satisfação em ler mais um texto seu, como sempre equilibrado e como sempre, apaixonado.
Um forte abraço,
Fernando
Comment por Fernando Reyes — 27 de dezembro de 2009 @ 11:39
Conradoooooo…
q bom q fez um post..
otimo.. e isso mesmo.. parabens como sempre…
oq vc acha de nomes como Brunoro, Antonio Carlos, Zinho ou Evair…
eu acho q tem q ser um desses q tenha historia no clube fora ou dentro de campo forte…
que chegue no manezao do jogarod e diga… “ai filho ta vendo essa foto… e do time campeao do campeonato XX.. olha eu la…”
e por favor temos q ter elenco…
as bibas nao tem nehum jogador muitoooo bom… excessoes de hernanes e miranda…
mas o cara q ta em campo olha pro banco e ve outro jogador do seu nivel… ou pouca coisa inferior..
e o cara entra em campo com espirito de fazer tudo pra jogar bem…
agora no palmeiras o cara olhava pra quem no banco???
jumar, jefferson…. mozart..
o diego souza nao tinha substituto… qndo ele morria em campo.. ele sabia q nao ia sair pq ia entrar quem??
acho q ate o Armero… com um bom cara pra competir na posicao com ele.. pode virar um bom lateral..(so falta ele pensar um pouco mais)
bom conradao.. abracos.. e tomara q em 2010 vc volte..
tudo de bom nesse novo ano..
Comment por Fernando Talarico — 27 de dezembro de 2009 @ 11:54
Muito bom ver um novo post.
Sobre o Marcos, é muito simples contornar isso, e não entendo como o Palmeiras não o faz.
Como fazem com o Gornaldo, quando o juiz apita o intervalo ou fim de jogo, basta um assessor de imprensa entrar disparado e pegá-lo pelo braço. Só isso.
Comment por RafaelScalize — 27 de dezembro de 2009 @ 12:36
@RafaelScalize
Acho que pelo temperamento do Marcos pouco adiantaria. Ele poderia até aceitar nas duas,
quem sabe três primeiras vezes , mais iria se ficar ardendo por dentro para soltar.
Na quarta vez ele concerteza iria dizer que não é criança e não precisa de ninguém para
controlar no que ele fala , e iria soltar tudo de uma vez só.
O Caso do gordo é diferente , a impren$inha ama ele de paixão e ai ficam fazendo perguntinhas
digamos “besta” ai tem que ter um mesmo para dar o basta e tirar ele de lá.
A Solução acredito que seje outra.
Comment por Edipo-Tc — 27 de dezembro de 2009 @ 18:25
Caro Conrado,
parabéns pela “cambota” da Cecília.
Quanto ao time: acho que faltou realmente pessoas pé no chão, com visão do negócio. Futebol é e sempre será, além do necessário “profissionalismo” que tanto se pede, MALANDRAGEM!!! O que voce acha que precisamos é nada mais que alguém capaz de olhar para a situação que no momento e dizer o que realmente está acontecendo. Quando junto com a Traffic a diretoria e o Prof Belluzzo anunciaram a permanencia de Diego e companhia no elenco, quando, com todo o significado que sabemos que tem, o time começou a jogar de azul, quando mandaram o Luxa embora (sendo que eu fiquei muito feliz com isso) a diretoria achou que estava inventando a roda!
A verdade é que o sucesso é feito de detalhes. Em um time de futebol os detalhes são entre outra coisa a MALANDRAGEM. Talvez, para alguns jogadores, receber o salário em dia, jogar num grande time de “sunpaulo”, é como se a vida estivesse resolvida. Mulheres, carros, etc. Tudo certo, só esqueceram de dizer que eles tinham que suar sangue.
Concordo com o Ronald: temos que botar os pingos no is. Se tivermos que ficar mais um ou dois anos sem ganhar um titulo tudo bem. O que nao podemos é continuar vivendo a idéia de que as coisas acontecem de um dia para o outro, mudando a camisa do time ou usando o twitter. Temos é que colocar o time e o clube no rumo certo, depois as vitórias virão.
Um grande abraço e excelente ano.
Alexandre
PS – deixa de viadagem e volta a fazer o blog, que faz uma falta do cacete (leia nas entrelinhas…rs).
Comment por Kaup — 27 de dezembro de 2009 @ 21:56
Grande Conrado!
É muito bom ler um post seu, mesmo que esporadicamente.
Concordo com sua analise sobre o Palmeiras. O que faltou que talvez teve com sobra na época da Parmalat foi comando. Outro tempo agradável de lembrar foi a passagem do Felipão pelo Palestra. Acho que temos que nos acostumar com essa postura dos atletas, com essa falta de comprometimento com os clubes. Mais podemos cobrar dedicação e profissionalismo no período em que eles vestirem o manto sagrado.
Um bom começo seria engrossar com o Vágner Love. Se o Palmeiras liberar para o Flamengo, vamos mais uma vez passar por palhaços. Se engrossarmos, ele tem que jogar bola. OU JOGA AQUI OU VOLTA PARA A RÚSSIA. Se for para ir para o Flamengo que seja por uma fortuna. Também estou esperando uma medida dura com o caso do David.
Comment por edvaldo — 28 de dezembro de 2009 @ 8:19
Fico feliz por mais este post, é das poucas coisas coerentes que se lê, acho sim que falta foco no Palmeiras, colocando o Palmeiras em primeiro lugar, a realeza está querendo ser mais real que o rei, falta comprometimento com o serviço e já faz tempo, perdemos moral e dinheiro quando por negligência perdemos o Wilsinho, o David entre outros, quando entra um presidente que fala agora ninguem sai até o final do campeonato achei que tinhamos encontrado o tal “pulso forte”, mas o que oconteceu ? Assim como você e o cara o Tsunami Verde que esqueci o nome, também desanimei, não largarei meu Palmeiras nunca, mas tem coisa grande acontecendo que nós meros expectadores não conseguimos enxergar. Tudo bem, um ou outro pode ter seu mérito, mas Flamengo campeão, Vasco campeão, Botafogo não caiu e Fluminense não caiu após uma arrancada “heróica” e histórica, resssucitaram até o América; sei lá será que eu estou sonhando ou é o futebol do Rio em evidência pré Copa do Mundo e pré Olimpíadas.
Precisamos de motivação e leitura sadia, Conrado não te conheço pessoalmente ainda, vou pelo que já lí aqui você é do bem, então vou me permitir fazer minhas as palavras do irmão palmeirense Alexandre em seu post “deixa de viadagem e volta a fazer o blog, que faz uma falta do cacete”
GRANDE ABRAÇO
Comment por Walcyr — 28 de dezembro de 2009 @ 8:46
Olá Conrado,
Apesar de ser leitor há algum tempo do seu blog (o qual espero que continue, mesmo que com publicações esporádicas)só agora resolvi me registrar para deixar um comentário. Participei, mesmo que de forma muito superficial, do Muda Palmeiras, na ocasião o Mumu ainda dava as cartas e minha colaboração foi no sentido de trazer a público uma iniciativa que tinha tido em 1999 (TV Verdão), mostrando como algo tão bom para o nosso Palmeiras e a custo zero para o mesmo não foi para frente por obra e graça do então presidente, depois compromissos profissionais acabaram me afastando do movimento. Quanto ao assunto aqui discutido me parece que o nome ideal seja o do Brunoro, um cara profissional, que conhece do assunto e que não está envolvido(pelo menos publicamente) com a política do clube, política esta que acredito ser a grande responsável pelo atual estado de coisas. Não creio em ex-atletas para uma função dessas, o Evair me parece bonachão demais, o Zinho tem lá o clube dele no Rio, Antonio Carlos está metido até o pescoço com figuras pouco recomedáveis e por aí vai… Deixo aqui um abraço e espero poder continuar lendo de vez em quando seus comentários inteligentes e que na maioria das vezes expressam exatamente meu ponto de vista sobre as coisas alviverdes!
Saudações palestrinas a todos
Comment por Enrico — 28 de dezembro de 2009 @ 9:42
Concordo plenamente… Gostaria de ver post sobre especulações e contratações….
Volta logo !!! Para com isso nao liga para os criticos, sempre vai ter um que nao vai gostar.. !!!
VOLTE POW, VOLTA LOGO !!! AAHHH VOLTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA !!!
Comment por Alexandre Cavassini — 28 de dezembro de 2009 @ 10:18
Conrado,
minha sugestão de $2: arrume alguém para fazer a parte mais frequente/mais braçal do blog. Os seus postes de reflexão, de levantamento de bastidores e de pós-jogo são interessantíssimos. Aliás, mesmo os de pré-jogo talvez valesse a pena dividir com alguém.
Só não suma de vez.
Um abraço,
MDR.
Comment por marcos.diniz.ribeiro — 28 de dezembro de 2009 @ 11:14
Grande Conrads, welcome back.
Excelentes comentários e observações. Só acho que falta um ponto neste quebra-cabeça: Pq o time desmoronava emocionalmente no primeiro obstáculo encontrado?
Até certo ponto no campeonato era nítida a força psicológica do time com ótimas viradas sobre Santos e Cruzeiro. Mesmo nos empates contra contra SCCP e Avaí, era impressionante o lema “nunca vamos nos entregar / não perderemos este título por nada” do time.
Alguém sabe dizer o que aconteceu? Pra mim, o jogo contra o Flamengo foi emblemático.
Fora isso, esta derrocada ridícula e vergonhosa evidênciou toda falta de comando e de proximidade da Diretoria de Futebol do Palmeiras !!!
Abraço e “VOLTE SEMPRE AO SEU BLOG”,
FC
Comment por facirelli — 28 de dezembro de 2009 @ 14:06
Como diria o Raul Binachi:
Volta seu gordo! hahaha
Comment por mtvdias — 28 de dezembro de 2009 @ 14:54
Conrado,
Sou seu ’seguidor’ no twitter, mas estava sentindo falta de um post aqui no Blog. Obrigado por nos brindar com este post de fim de ano e como alguns já disseram concordo com tudo que foi escrito.
Concordo também com o lenazzo e o niltonhc que esta pessoa que está faltando é o Marcos, mas só poderemos contar com ele na Diretoria daqui a 2 anos (espero).
Quanto ao Vagner, discordo de muitos aqui, a diretoria não está fazendo corpo mole e já declarou que não recebeu nenhuma proposta dos gambás de asas (flamerda). Ele é jogador do Palmeiras até Julho/2010, ou cumpre contrato ou volte para a Rússia e diga adeus a Copa. Deve se apresentar na Academia dia 04/01 como todos os outros jogadores.
Um ótimo 2010 para todos nós “parmeristas”.
Como alguém já disse no Twitter, não seria má ideia o clube pagar seguranças para acompanhar todos os passos do Vagner, pois teríamos relatórios diários de todos os passos dele, o que acredito iriam diminuir o ímpeto baladeiro do rapaz.
Temos que lembrar que todos nós torcedores fizemos um grande esforço para acompanhar o time este ano. Afinal não é qualquer torcedor que pode pagar o ingresso mais caro do Brasil (R$ 40,00) para acompanhar o time.
Comment por daltozo — 28 de dezembro de 2009 @ 15:41
Difícil é achar um cara que faça um jogador que ganha 400 mil reais por mês ’se borrar’, os caras não estão nem ai, foda-se, entra por um ouvido e sai pelo outro…
Comment por alvaro 8ou80 — 28 de dezembro de 2009 @ 17:25
alvaro 8ou80
De fato. Mas aí é que está o “X” da questão, o “pulo do gato”, na Europa os caras ganham bem mais que isso e dão o que tem, só aqui no Brasil que é essa boiolice toda. Parece que os caras esquecem que se jogarem tudo que sabem ficarão ainda mais valorizados lá fora…
Comment por Eduardo turiassu — 29 de dezembro de 2009 @ 9:30
Eduardo turiassu, até comentei no outro post, os caras lá tremem pro dono do clube, que é um magnata de qualquer ramo e fala alto, lá de cima da pilha de euros, esses caras acham que o salário deles pode atropelar a hierarquia, então precisa de alguém com salário maior que o deles pra bater na mesa… qual a moral do Toninho que ganha lá uns 30 mil/mês frente ao Love, que ganha 400? nenhuma!
Comment por alvaro 8ou80 — 29 de dezembro de 2009 @ 16:44
Conrado,
E com prazer imenso que lanço um post em seu blog.
Sempre te acompanhei, porem nao gosto muito de postar nada, ler e quardar para mim.
Espero mesmo que em 2010 seu animo se renove e voce com ideias renovadoras e explendidas (como ja tem), retome o blog com toda alegria e disposição que sempre teve.
Voce é um Palmeirense que acima de tudo acredita antes de criticar, se expressa de uma forma que os leitores fica de boca aberta, ate mesmo quem nao é Palmeirense como meu tio que adorava ler seus post.
E assim como dito por voce mesmo eu acredito que o Palmeiras precise realmente desse ”cara” e que ele nao tenha medo, enfrente imprensa, jogadores, cartola etc…
Hoje dentro de nossa diretoria nao vejo ninguem com esse perfil, acredito que o que se melhor encaixe seja o Palaia, mais ele mesmo se queimou a algum tempo atras.
Renovacao e a palavra do momento dentro de nosso Palmeiras.
Parabens pelo post.
Um forte Abrasso.
E um exelente ano novo.
Comment por William — 30 de dezembro de 2009 @ 8:53
Sigo no limbo do futebol. Já não me interessava muito por essa fase de dezembro-janeiro, com mercado e bastidores e nojeiradas em geral. Agora então…
“Eu não gosto de futebol; eu gosto do Palmeiras” nunca foi tão verdade quanto agora. E é excelente voltar a ler um texto escrito por e para palmeirenses… porque dos veículos normais de comunicações eu quase já esqueci o nome.
Comment por Radio — 30 de dezembro de 2009 @ 15:58
A choradeira é incrível. O Palmeiras virou um time pequenino, do tamanho da mentalidade dos dirigentes. Aí, assumiu o incrível Belluzzão, aquele que todo mundo queria, pois era fanático igual os presidentes dos clubes rivais e saia apontando o dedo na cara para defender o Verdão. Uau!
Há um problema chamado “cesarismo” na rua Turiassú, na Alvorada e na Casa Branca, mas deixaremos para tratá-lo depois. Falaremos da parte técnica:
1- O time foi montado por um técnico que pensa para frente, com peças que davam certo e chegaram a ser idolatradas na “Era Jorginho”, período de continuísmo da “Era Luxemburgo”, como todos sabemos.
2- A diretoria arrumou uma migué e mandou o cara embora de olho na demissão do outro lado do muro, pagando de espertinha, pois “vamos contratar o tri, mesmo sabendo que foi tri no apito e na falta de concorrência”. Somos muito agéis, todo mundo vai aplaudir. E contrataram o cara quase de joelhos, pedindo por favor.
3- E o técnico que pensa para trás chegou no time montado para pensar para frente. Setenta zagueiros por jogo, substituições maravilhosas, tira-se um meia e coloca-se um volante, tudo pelo “1 a 0″. Muitos o viram como novo “Felipão”. Coitado do gênio…
4- E chegou Vágner Love, para mim, incontestável até hoje. Aplaudi sua chegada. Mas ele chegou como estrela milionária, e isso fez dois ou três líderes do elenco darem piti: Diego Vagabundo Souza, ciumento, era o único craque do time e viu seu estrelado perder o brilho. Ficou emburradinho e não jogou mais nada. Filho da puta! Obina e blá blá, não tem o que dizer deste patético.
5- O mundo sabia do racha do elenco, mas o técnico fingia não notar. Vamos ensiná-lo: um “racha” significa que meio time quer e meio time não quer. Escale o meio time que quer, assim o meio time que não quer vai ter que fazer biquinho e perder voz na imprensa, aí eles vão entender que são estúpidos e não merecem ganhar tanto.
6- Culpar só o Burricy? Não, afinal, a diretoria também sabia do racha evidente. O que fazer, neste caso? Simples: Diego, seu merda, você quer sair um dia do Palmeiras? Então joga bola, seu vagabundo marqueteiro.
7- Cleiton não pode ser o 10. Ele tem futebol pra ser titular, mas nunca será O cara, porque ele tem medo, o que se pode fazer? É o jeito dele, coitado. Contratem o Mago que seríamos campeões universais.
8- Vágner Love não jogo porque foi boicotado e, para se vingar, boicotou também. Vá entender, jogador é sempre burro. Sempre! Merece segunda chance, se ele não jogar bola, azar o dele, fica sem mercado e volta para a neve.
9- O retranqueiro não conseguiu entender que o Marcão era um merda… Putz! Como pode ser tão burro? Aí vem a choradeira de desfalques, como se o Maurício Ramos fosse desfalque. Perdê-lo é milagre!
10- Viva Marcos, o melhor goleiro do mundo.
O imperador e dono do Palmeiras foi o responsável pela maior vergonha de nossa história. Sim, foi pior que o rebaixamento. Nós fomos motivo de piada porque fomos cagões, burros e ridículos, não somente ruins, como aconteceu em 2002. Belluzzão joga para a torcida, mas não sabe ser malandro, além de estar falindo o clube. Isso porque é economista gênio…
Em um simples ato de imperialismo ele demitiu o Luxemburgo, que fazia um trabalho ruim, mas ainda assim, um trabalho a longo prazo, que estava evoluindo aos poucos até descambar em Jorginho e este virar Deus. Com isso, Belluzzão mandou embora o patrão da boleirada, aquele que todos pagavam pau e baixavam a cabeça para colocar o mendigo retranqueiro mascador de chiclete soltador de gás do outro muro, que não entende nada de futebol ofensivo, chegou mais manso que o Alexandre Pires, levou chapéu de toda a boleirada e ainda pagou mico na TV, quando até o Casagrande o chamou de burro.
Mas a culpa não é do Muricy, que até é bom, quando tem 3 zagueiros de seleção. A culpa é do César, que ainda tem crédito comigo, mas tem que ficar mais humilde, mais presidente do clube e menos presidente da organizada.
P.S: Peço desculpas ao sr. Gilberto Cipullo, injustamente criticado por mim no caso “contratação do Muricy”. Cipullo foi contra a demissão de Luxemburgo, pois entende que futebol é projeto de uma temporada, não de meia. Eu o responsabilizei pela demissão e pela novela da contratação do “outro”. Desculpe-me. Que o senhor seja o próximo presidente.
Comment por donbruno — 30 de dezembro de 2009 @ 21:25
Não sei se é a pessoa que todos gostariam, mas essa pessoa quando estava no Palmeiras, dava o sangue pelo Clube, mas não foi valorizado. Demonstrou seu amor num jogo quando ja estava no lado adversário, ele poderia ter feito o gol e afundado ainda mais o Palmeiras, mas perdeu o penalti. Essa pessoa na minha opinião seria o Galeano
Comment por paulitharlis — 1 de janeiro de 2010 @ 19:38
Prezado Conrado, boa noite.
Qta falta faz um análise inteligente sobre os assuntos que dizem respeito ao Palmeiras. Obrigado pelo “brinde” do post. A atual Diretoria se errou, não poderá, jamais, ser crucificada, como querem as viúvas do Mumu (vade retro). São pessoas inteligentes (a Diretoria) que devem estar analisando por todos os ângulos possíveis os eventuais erros, para que eles não se repitam, onde cabe também a questão por você levantada.
Por favor, não se “avexe” com as críticas ácidas. Se você “nos abandona”, eles atingem seus objetivos, direta ou indiretamente, de impedi-lo de trazer-nos suas ponderadas análises. Enfim, “os cães ladram e a caravana passa”. Feliz 2010!
Comment por Francisco — 1 de janeiro de 2010 @ 21:35
Conrado:
De cabeça um pouco mais fria e coração um pouco menos doído, é mais fácil analisar, e gostei muito da sua anáise.
As correções necessárias então, na minha opinião, seriam
- Muricy tem que ser mais enérgico
- Marcos deve arrebentar os vagabundos nos vestiários, e não frente à Rádios e TV´s
- Toninho Empecilho (gostei mto !) deve ser substituído por um dirigente líder ou que não seja banana como ele
- Diego Souza deve ser vendido imediatamente pois qdo ele “se abate”, (ou seja, em quase todo jogo-chave) , não pode ser substituído pois a Traffic não permite e pq não temos algum substituto que inspire confiança. Para o lugar dele, devemos trazer um meia talentoso que PASSE A BOLA PARA OS COMPANHEIROS e que chame o mínimo da responsa em campo
Para mim são medidas totalmente factíveis e viáveis no curto prazo.
Abraço,
Marcelo Cachiello
Comment por Marcelo Cachiello — 4 de janeiro de 2010 @ 18:18