Uma hora ia acontecer. Pela primeira vez desde a existência do blog, que já está em seu quarto ano, o post pós-jogo vai falar de uma derrota para nosso maior rival. E foi o Palmeiras que perdeu, não foram eles que ganharam. Após tomar um gol ridículo, de cabeça, de um anão, e de ver o adversário ficar com um jogador a menos antes da marca de dez minutos, o Palmeiras, apesar de martelar o jogo todo, não teve a competência de fazer um mísero golzinho, e ainda consagrou o goleiro deles. O resultado escancara as já evidentes carências do elenco, e a torcida continua esperando pelos reforços – uns com mais, uns com menos paciência. E vamos combinar que após uma derrota como essa, boa parte dessa paciência realmente vai pro saco. Haja frieza e racionalidade.
O gol deles saiu em uma falta desnecessária cometida pela anta suprema Pablo Armero. O jogador mais burro do mundo podia ter apenas cercado a jogada, na lateral da área, mas foi afobado e atingiu o corpo de Iarley. Tcheco levantou no segundo pau e Jorge Henrique testou pra dentro com muita tranquilidade. Falha de Edinho. Marcos ainda chegou a tocar na bola, mas não conseguiu evitar.
O Pacaembu, longe de sua lotação máxima e com maioria de torcedores do mandante não chegou a explodir como o esperado. O barulho foi meia-boca, chocho. Depois de dois anos, a expectativa era de um Derby com casa cheia, com os ingressos disputados a tapa. Nem palmeirenses nem corintianos pareceram empolgados com o jogo, infelizmente. Certamente a ausência dos maiores craques dos dois lados, Diego Souza e o gordo, influenciaram nesse desinteresse, mas não podemos descartar também o medo da violência, tanto das organizadas quanto da polícia.
Depois do gol, o lance que mudou completamente o jogo. João Arthur recebeu pela meia e tinha boas chances de girar e avançar em direção ao gol, quando sofreu um violento carrinho de Roberto Carlos, por trás. Com menos de dez minutos, o Ajeitador de Meia Perdedor de Pênaltis estava fora do Derby. E o adversário então tratou apenas de se defender, por mais de oitenta minutos. Mano Menezes deslocou Danilo para a lateral-esquerda (?!?), Muricy deixou o jogo rolar um pouco para ver se ele não mexeria na sequência. Como Mano não fez mais nada, Muricy tirou Gualberto e colocou Lovinho aberto, em cima do Danilo, e puxou Edinho pra zaga. Também tirou Armero e colocou Wendel, antes dos 30 minutos, já que o colombiano, além de burro, estava nervoso demais e já tinha levado o amarelo.
E o Palmeiras massacrou. No primeiro tempo, algumas chances claras – na maior delas, Robert ficou de frente para o gol, sem goleiro, mas preferiu servir Lovinho que mandou pro gol mas estava impedido. Chutes de longe de Pierre e Edinho também assustaram Felipe. No final do primeiro tempo, o domínio do Palmeiras era claro, mas as chances não foram tão frequentes.
Mano Menezes, das duas uma: ou estava testando a resistência defensiva de seu time pensando na Libertadores, ou é um puta de um covarde. O Palmeiras estava com um a mais, mas jogou contra um time que marcou todo o segundo tempo com todos atrás da linha da bola. E foi um massacre palmeirense, com muitas chances claríssimas. A quantidade de escanteios a favor do Palmeiras foi impressionante, a bola passava por cima da área, saía de um lado, voltava, saía do outro lado, e assim foi durante todo o segundo tempo. Robert teve algumas chances em seus pés, numas até foi bem e parou em Felipe, noutras perdeu de forma bizarra. O lance final da partida foi ridículo. Era só matar no peito, livre, colocar no chão e escolher o canto. Precipitado, preferiu cabecear de qualquer jeito, e a bola saiu fraquinha, nas mãos do goleiro.
Com o apito final, o fim da diversão que começou em 2006, mas uma sensação boa de voltar a ver um Derby na Capital, num estádio neutro e sem dar um tostão pra clube vagabundo nenhum. Para os palmeirenses que não se sentem em casa também no Pacaembu, que acham que o palco de muitas de nossas maiores conquistas é a casa deles, vão estudar um pouquinho de História. Agora, que está estranho ver nos corredores superiores, tanto do lado das numeradas cobertas, quanto do lado oposto, painéis com o símbolo do inimigo pintados nas paredes, como se o Estádio Municipal realmente fosse deles, isso está. Espero que aquelas porcarias sejam removíveis, não deu pr ter certeza olhando do tobogã.
Quanto a reforços, o raciocínio permanece, Principalmente agora, que o Derby já passou. Se poderia haver algo que justificasse alguma correria, era exatamente o Derby. Se a postura da Diretoria foi de não fechar com ninguém às pressas, preocupada em trazer nomes realmente de qualidade para todo o ano, se entrarem numa correria agora, aí é que não vai fazer sentido nenhum. Principalmente agora que as lesões de Léo e Diego estão quase curadas.
Atuações:
Marcos: pouco trabalho, nada a fazer no gol – pelo menos foi a impressão lá do estádio. 7
Figueroa: apoiou bastante, cruzou várias bolas, a sequência dos lances não foram culpa dele. 7,5
Danilo: foi bem no cerco a Iarley, e ainda subiu com perigo ao ataque. Quase fez um, num chute de fora, que ia na gaveta. 7,5
Gualberto: outro que demonstrou bastante tranquilidade até ser substituído. 6,5
Armero: pra não dizer que errou tudo que tentou, acertou uma matada de bola. ZERO
Pierre: continua crescendo. Foi sua melhor partida no ano, está quase no nível a que estamos acostumados. 8
Edinho: não fosse a falha no gol, e teria sido um partidaço. Mais uma vez veio pra zaga, e foi perfeito. Ainda apoiou no ataque, tanto batendo de fora quanto chegando pelos lados e tentando cruzar. 6
Marcio Araujo: foi bem na ocupação de espaços, Tcheco mal foi visto em campo. 8
CleitonX: é um desperdício ter um arco tão bom e não ter flechas para disparar. No final, perdeu a cabeça. 7
João Arthur: é abusado, e isso é bom. Precisa de tempo ainda pra aprender a tomar as decisões certas, e também pra pegar um pouco mais de corpo. 6,5
Robert: parece que ele só vai fazer gols contra os pequenos e no Palestra. Hoje era dia pra ele se consagrar, mas ele negou fogo. 2
Wendel: entrou no Armero e foi muito melhor. Se não vai o Eduardo, vai o Wendel Mas definitivamente, ARMERO NÃO! 7
Lovinho: com a chuva que caiu, virou rojão encharcado. Filhote do Armero. 3
William: não mostrou a que veio. Vamos poupá-lo. S/N
Muricy: foi perfeito nas substituições, nos nomes e no timing. ele não tem culpa do time que tem nas mãos. 9

Mais um jogo da série “o que importa são os três pontos”. Jogando com o freio de mão puxado, tanto no que diz respeito à escalação, quanto ao que fizeram os que entraram em campo, o Palmeiras venceu o Monte Azul por 1×0 em Ribeirão Preto, e vejam só, assumiu a liderança do campeonato. O Palmeiras só perderá essa liderança ao final da rodada, amanhã, se o Ituano vencer fora de casa o Bragantino, por dois gols, ou se a Ponte Preta vencer o Botafogo, em Ribeirão, por cinco gols. O vice-líder é o gambá, de quem estamos na frente pelo saldo de gols. O Derby de domingo ganha um ingrediente a mais – como se precisasse.
Jogando num gramado encharcado devido a mais um aguaceiro que despencou sobre a capital paulista, o Palmeiras vacilou no final e permitiu ao Ituano a conquista do empate, depois de estar ganhando por 3×1 a menos de dez minutos do fim. O resultado não refletiu a superioridade do time durante o jogo, apesar do gramado muito pesado. E com o perdão da redundância, o Palmeiras foi roubado. Junte um gramado pesado, um juiz ladrão e um time sem pegada no fim do jogo, e temos a fórmula do empate.
O volume de jogo na primeira metade do primeiro tempo, mais o resultado positivo, deixou a torcida satisfeita, mas o jogo não estava fácil. E logo na primeira jogada do segundo tempo, o Ituano empatou com um gol irregular: Gualberto, que até então era o melhor da defesa, foi traído pela poça, e a bola sobrou na direita. Havia seis palmeirenses dentro da área. O chute do jogador do Ituano foi fraco, e desviou no camisa 9 deles mesmo. Sobrou exatamente no pé do Juninho, que bateu uma vez. Deyvid Sacconi rebateu, e ela veio exatamente no pé do Juninho, de novo, que bateu fraco. O 9 deles, impedido, participou da jogada ao abrir a perna e deixar a bola passar. Gol irregular, que a arbitragem validou.
Jogando logo ali, em Presidente Prudente, o Palmeiras já foi roubado pela primeira vez no ano pela arbitragem, e teve que suar muito para arrancar um empate no final do jogo contra o time sem nome, sem torcida e sem alma. A luta foi a única coisa a se aproveitar desse jogo, já que o time foi muito mal, com uma exibição bem abaixo da do jogo anterior, contra o Mogi.
Com essas substituições no elenco, concluímos que a qualidade subiu em relação ao ano passado. Quem chegou deve suplantar quem foi substituído. E houve uma substancial queda na folha salarial. Isso permite pensar em completar as vagas em amarelo com nomes realmente fortes, para serem titulares. Que me desculpe o Muricy, a gente aqui é menininho de computador que não sabe nada de bola como ele, mas ainda bem que o Grêmio pegou o Douglas.
Iniciando mais uma temporada, o Palmeiras venceu o vento, que também atende por Mogi Mirim, por 5×1. O jogo serviu para iniciar um trabalho de reaproximação com a torcida, depois da grande decepção que foi o último final de temporada; para apresentar a primeira leva de reforços, Léo e Marcio Araújo; e para começar a dar ritmo de jogo para os atletas, enquanto todos ainda esperam pela chegada de mais reforços.



