Amanhã, dia 26 de fevereiro, serão completados cem anos do nascimento de Junqueira, o maior defensor da história do Palmeiras. Entre outros feitos descritos nas imagens abaixo, Junqueira foi “apenas” octacampeão paulista pelo Palestra/Palmeiras. Juntamente com Waldemar Fiúme e Ademir da Guia, tem um busto em sua homenagem nas alamedas do Palestra Italia.
Para entender melhor a importância de Junqueira na história do clube, basta enxergar que, dos 96 anos de existência, ele foi capitão e líder por 14 gloriosos anos, cheios de títulos. Esse período, entre 1931 e 1944, que compreende inclusive a mudança de nome de Palestra Italia para Palmeiras, pode até ser lembrado como a “Era Junqueira“.
Abaixo estão as imagens preparadas pelo Departamento de Acervo Histórico e Memória do clube para homenagear um de seus maiores ídolos. As imagens falam por si (a da bicicleta é impressionante). Que os palmeirenses reverenciem seus ídolos para sempre.














O site Palestrinos também fez sua bonita homenagem ao ídolo, confira clicando aqui.





Porra…ducaralho.
Conrado,
isso é um ppt ?
Será que tem como conseguir isso em ppt ?
abraços
recebi assim
bom, voce pode baixar essas fotos e colocar num ppt em menos de 5 minutos tambem, né…
Comment por Alexandre Damiano — 25 de fevereiro de 2010 @ 14:45
Belissimo post Conrado.
Temos sempre que valorizar nossa historia, homenagear nossos herois, para que os que venham depois saibam do que é feito nosso manto e o peso que ele tem.
Comment por Anderson Silvano — 25 de fevereiro de 2010 @ 15:07
Então vou fazer assim!
obrigado
Comment por Alexandre Damiano — 25 de fevereiro de 2010 @ 15:12
Pelo menos ele vai ter um cetenário vitorioso, diferente do Centenada dos gambás.
Belo post
Comment por Eduardo Marchi — 25 de fevereiro de 2010 @ 15:36
Ótima iniciativa do Palmeiras, embora eu sinta falta de um pouco de texto contando por exemplo onde nasceu, como chegou ao Palestra, o que fez depois de se aposentar e quando faleceu. Ainda assim, não passará em branco. E é muito bom que os blogs divulguem essas datas e preservem a memória do clube.
ET: você furou em um dia a tuitada do IPE…
Comment por Claudio RK — 25 de fevereiro de 2010 @ 15:55
Sensacional essa homenagem… nossos ídolos sendo referenciados ao passar dos anos.
Obrigado Junqueira, por tudo que fizeste por nosso amado Palestra/Palmeiras.
Comment por Scarpelini — 25 de fevereiro de 2010 @ 16:05
Referenciados = Reverenciados
Comment por Scarpelini — 25 de fevereiro de 2010 @ 16:05
Belissimo post.
só quem tem HISTORIA, tem ídolos.
Comment por Edu Magnani — 25 de fevereiro de 2010 @ 16:19
Muito bom o Post.Precisamos divulgar mais a história dos personagens que nos fizeram o Campeão do Século.Sei que muitas vezes a falha é nossa mesmo.Reconheço que sabia pouco sobre o Junqueira.Desconhecia até tinha um busto no clube.
Comment por Sergio Edo — 25 de fevereiro de 2010 @ 16:22
Conrado, estou reestreando como palpiteiro, depois que vc me passou a nova senha!
Sensacional tudo isso sobre o Junqueira, oxalá aparecesse um Junqueira a cada 10 anos!
o que mais aparece é TRANQUEIRA…
Comment por pedro roberto evangelista — 25 de fevereiro de 2010 @ 17:56
Me orgulho de ter nascido no mesmo dia que ele.
Comment por paparazojunior — 25 de fevereiro de 2010 @ 18:19
Só uma questão: esse busto dele no Palestra foi feito antes dele morrer?!
Ou seja, ele estava vivo quando fizeram o busto pra ele??
Comment por mtvdias — 25 de fevereiro de 2010 @ 20:45
Sensacional.. fantastico..
sem palavras… isso e time com historia..
abracos
Comment por Fernando Talarico — 26 de fevereiro de 2010 @ 8:23
SEGUEM MAIS INFORMACOES
Junqueira, a Muralha Alviverde
Centenário do grande ídolo palmeirense
No próximo dia 26 de fevereiro, o grande ídolo palmeirense José Junqueira de Oliveira _ou simplesmente Junqueira para os amantes do futebol_ completaria 100 anos de idade.
Junqueira é considerado o primeiro grande zagueiro do clube e jogou toda a sua carreira no Palestra Italia e no Palmeiras. A admiração pelo craque é tanta que Junqueira foi o primeiro ex-jogador a ser homenageado com uma das maiores honrarias do Palmeiras: um busto em bronze colocado dentro do clube. Depois, Ademir da Guia e Waldemar Fiúme também receberam tal reconhecimento, sendo os três únicos agraciados até hoje com tal condecoração nos 95 anos de história do clube.
Nascido em Vargem Grande do Sul (SP) em 26 de fevereiro de 1910, Junqueira chegou ao Palestra aos 19 anos, em 1929, passando a integrar o segundo quadro da equipe e tornando-se campeão logo na sua primeira temporada. No ano seguinte, conquistou o bicampeonato e , em 1930, estreou no time principal no dia 23 de agosto, em um amistoso contra o Comercial, de Ribeirão Preto.
Em 1932 o futebol estava em profunda transformação, com o fim do amadorismo, implantação do profissionalismo, extinção e surgimento de novos clubes e êxodo de craques para a Europa. Ao mesmo tempo, o Estado de São Paulo entrava em luta armada contra o governo federal na Revolução Constitucionalista. No Palestra, uma grande renovação ocorria na direção e no elenco. Bianco e Heitor haviam abandonado os gramados. É neste cenário que Junqueira assumiu o posto de capitão e liderou a nova geração na conquista do tri-campeonato paulista, 1932/33/34 com goleadas históricas como os 8 a 0 sobre o Corinthians. De quebra participou da inauguração do novo Estádio Palestra Itália, e seu ótimo desempenho o levou ao posto de capitão da Seleção Paulista, que também Chegou ao tricampeonato nacional.
Em 1940 _já aos 30 anos e tendo conquistado mais dois estaduais (o de 1936 e o de 1938 (extra)_, Junqueira foi convocado pela primeira vez para seleção brasileira, na disputa da Copa Roca. O zagueiro estreou na decisão contra a Argentina, em partida disputada no Palestra Italia e que terminou empatada em 1 a 1 no tempo normal, e 1 a 1 novamente na prorrogação. Como não havia a regra da disputa de penais, os dirigentes marcaram novo jogo na semana seguinte. Lagreca, o técnico brasileiro, infelizmente cedeu à pressão da imprensa carioca e sacou Junqueira, colocando Florindo do Vasco no seu lugar. Resultado: 3 a 0 para a Argentina. Em abril deste ano, participou da inauguração do Pacaembu e da conquista da Taça Cidade de São Paulo, em vitória sobre o Corinthians, e no mesmo ano ajudou o Palestra a conquistar o campeonato paulista com goleada de 4 a 1 sobre o São Paulo no jogo decisivo.
Dois anos depois, em 1942, viveu todo o drama da transformação do Palestra Itália em Palestra de São Paulo, e depois Palmeiras. Em 28 de junho Junqueira protagoniza um lance que será imortalizado. O derby contra o Corinthians segue empatado em 1 a 1, e no último minto, o Palestra segue pressionando mas perde a bola. Em rápido contra-ataque o ponta corintiano é lançado, e com um toque de categoria encobre o goleiro palestrino, iniciando sua corrida para a torcida, é a consagração, mas eis que surge Junqueira e com estrema coragem aplica uma bicicleta, única forma de alcançar a bola, e de forma perfeita evita o gol corintiano.
Em 20 de setembro, liderou junto com Oberdan a entrada da equipe com a bandeira brasileira no Pacaembu para a disputa da decisão do Paulista contra o São Paulo _ a Arrancada Heroica.
“Alguns diretores do São Paulo fizeram muita pressão contra nós, chegando a jogar foguetes contra o clube. Decidimos nos vingar naquela partida.” O resultado é conhecido, 3 a 1 para o Palmeiras que só não fez o quarto porque o São Paulo abandonou o campo na hora da cobrança de um penal para o Palmeiras. A festa foi completa com a conquista de mais um Campeonato Paulista.
Após a conquista de mais alguns títulos, Junqueira se despediu dos gramados no dia 30 de dezembro de 1945, com um empate por 3 a 3 com o Corinthians, mas continuou vivendo o Palestra, agora Palmeiras. Em mais um momento de transição, aceitou o convite para dirigir a equipe, agora como treinador, e liderando os antigos companheiros levou o clube a novas conquistas.
Junqueira viveu intensamente a história do Palestra Itália e do Palmeiras. Começou no amadorismo e viveu com sucesso a transição e a implantação do profissionalismo. Esteve presente no tricampeonato do clube, na maior goleada da história sobre o Corinthians, superou uma revolução [32] e viveu o drama da segunda guerra mundial, tendo o Palestra e Palmeiras no centro das polêmicas locais, sempre como capitão, foi campeão estadual por oito vezes, além de vários outros títulos, como atleta e como treinador. Pela dedicação e pelo caráter, pouco após parar, ainda no final dos anos 40 uma comissão foi formada especialmente para formatar uma homenagem eterna ao ídolo, que teve como resultado final a produção de um busto em bronze, o primeiro a ser instalado nos jardins do Palestra Italia [anos depois Waldemar Fiume e Ademir da Guia também ganharam bustos de bronze], orgulho que pode ostentar até 1985, quando aos 75 anos faleceu de causas naturais, deixando muita saudade e um exemplo eterno para todos os palestrinos.
Títulos
Torneio Rio-São Paulo de 1933
Taça de Campeões Rio-São Paulo de 1934 e 1942
Campeonato Paulista de 1932, 1933, 1934, 1936, 1938 (extra), 1940, 1942 e 1944
Taça Estadual de Campeões de 1932
Taça Cidade de São Paulo 1945
Campeão pelo 2º Quadro em 1929, 1930 e 1931
Torneio Início de 1930, 1935, 1939 e 1942
Estatísticas
326 jogos, 201 vitórias, 73 empates e 52 derrotas
Fonte: Departamento de Acervo e Memória da Sociedade Esportiva Palmeiras – 2010
historia@palmeiras.com.br
Comment por conrado — 26 de fevereiro de 2010 @ 11:49
[...] – 8 títulos paulistas (o tri em 1932/33/34, 1936, 1940, 1942, 1944 e o extra de 1938), recorde do clube, e 1 Rio-São Paulo, entre outras taças. A lista completa, bem como ótimos textos sobre este verdadeiro ídolo verde, pode ser vista aqui. Aproveitando, imagens de uma mostra que o Palmeiras preparou ano passado, para celebrar seu centenário, podem ser conferidas aqui. [...]
Pingback por Junqueira « Instituto Palestrino de Estatística — 26 de fevereiro de 2011 @ 12:37