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13 de fevereiro de 2010

Muita gente pediu bordoada. Então tomem

Arquivado em: Adversários, Arbitragem, Imprensa, Jogadores, Outros — conrado @ 23:01

O que teve de jogador, juiz, bandeirinha, treinador e imprensinha que pediu pra levar bordoada nessa rodada de Carnaval… E já que pediram, o Parmerista! atende.

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O árbitro Wilson Seneme foi um dos piores em campo. Errou na marcação de faltas, inverteu lances, atrapalhou jogadas por estar mal posicionado, autorizou a entrada de William em campo e este desarmou Pierre por trás se aproveitando da posição, e o pior erro: não marcou falta sobre Armero no lance do gol do Botafogo. Ninguém na imprensa sequer citou este erro. Os bandeiras também foram muito mal, errando impedimentos em abundância.

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O pessoal da transmissão do SporTV está de brincadeira. O narrador, desatento, cometeu erros técnicos – que até que não seriam suficientes para prejudicar a transmissão se não tivessem a companhia do péssimo comentarista Carlos Eduardo Lino, que já fez por merecer em transmissões anteriores o apelido de Tite dos microfones por só falar o óbvio, usar tom professoral e achar que está enganando alguém. Extremamente irritante.

Mas o pior foi no pós-jogo. Muricy, na coletiva, deu mais uma justa patada num repórter mal-intencionado. Na volta para o estúdio, o filho do Didi, Marcelo Barreto, continua com seu corporativismo cínico e fazendo sua campanha covarde para queimar Muricy, o que já acontece desde o ano passado. Para o filho do palhaço, não importa se o seu coleguinha foi maldoso. Para ele, os repórteres podem tudo. No que foi apoiado na covardia por Lédio Carmona e pelo ignóbil Renato Mauricio Prado, o Rogério Ceni dos microfones.

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Mas Muricy de fato foi mal na entrevista. Não pela patada em si. Foi justa, merecida. Mas a forma como distribuiu os afagos aos jornalistas pode repercutir mal no grupo.

Os jornalistas questionavam a competência de Robert. Ora, é óbvio que Robert está mal. Repórter que pergunta isso coloca o treinador na segunda situação: se concorda, é um treinador que queima jogador; e se discorda, é um treinador burro que não enxerga a incompetência de seus jogadores. Muricy se irritou com a maldade e desceu a ripa. Até aí, perfeito. Só que na sequência, após uma pergunta que eu não consegui entender bem, Muricy lascou: “pra você ver como eu não sou importante pra esse time; se o técnico deste time fosse você, este time não ganharia nenhum jogo”.

Aí ele foi mal. Ao escapar bem da primeira armadilha, ele se irritou tanto que caiu logo em seguida, e deu a entender que o time é muito ruim e que só ganha alguma coisa por seu próprio mérito. Talvez tenha sido uma frase infeliz no calor do momento. Mas podia ter passado sem essa. Nem Luxa diz frases tão auto-suficientes. Tomara que não deflagre nada no elenco.

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Pra terminar a sessão “pau na imprensa“, só eu fiquei irritado com a forma com que eles manchetearam a vitória bambi sobre o Ituano? Foi 1×0, gol de pênalti. Nas manchetes e nas chamadas dos portais, parece que o goleiro-canalha foi o herói do jogo e responsável pela vitória. Quando o Palmeiras ganha por 1×0 de um pequeno com gol de pênalti de, digamos, Diego Souza, não se vê em lugar nenhum “Diego Souza dá a vitória ao Verdão”, nem “Diego Souza garante os três pontos”. As manchetes são algo como “Palmeiras sofre mas vence”, ou “Pênalti salva o Verdão”.

Rapidamente, depois de um domingo onde o goleiro de hóquei foi humilhado dentro de campo e deu um show de mau-caratismo no microfone, a força-tarefa pela recuperação de sua imagem agiu com uma lealdade canina. Dêem uma olhada nas chamadas nos principais portais. Que nojo.

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E o Fiiiiiliiiiiiipiiiiii hem? gluglugluglu….

Botafogo-SP 1×1 Palmeiras

Arquivado em: Jogos — conrado @ 22:45

Eu acho esse Botinha de Ribeirão uma aberração. Time do interior paulista que paga pau pra time/praia carioca, e imita o uniforme do bambi. Desse time atual, o goleirinho é tão ordinário que até o “01″ da camisa do desqualificado canalha-mor imita. O tal de Rodrigo Pontes que jogou de volante é violento e desleal. De bom, apenas o zagueiro alguma-coisa-Amaro e o centroavante William, outro que curte um visual bambi e joga de tiarinha, mas é bom jogador. Quando ele saiu, o ataque ficou Andé Balada e Ricardinho Pé-na-Forma. Como é que o Palmeiras perde ponto pra um time desses?

Muricy contou com o retorno de Leo, mas não quis arriscar colocar o time pra cima, e em vez de sacar Marcio Araujo, povoou o meio-de-campo com três volantes, deixando Robert isolado no ataque e posicionando muito mal CleitonX e Diego Souza. O ataque funcionou muito mal, e a defesa foi muito bem. O primeiro tempo foi horrível de se assistir devido a essa configuração do Palmeiras. Extremamente eficiente na defesa, e inexistente no ataque. O Botafogo não conseguia penetrar na defesa do Verdão a não ser em erros de passe na saída de bola, mas também não corria grandes riscos a não ser em jogadas aéreas. A melhor chance do Verdão foi uma cabeçada contra do zagueiro, que explodiu no travessão.

Logo na volta do intervalo, o Botafogo veio pra cima, e forçou uma sequência de erros individuais da defesa palmeirense que resultaram no gol. A bola estava na esquerda do ataque, e foi cruzada sem maiores pretensões. Danilo falhou feio no corte, e a bola sobrou na direita com Malaquias, após Armero tentar afastá-la (o colombiano sofre falta de William no lance). Malaquias cruzou por baixo, Armero marcou o cruzamento como um juvenil, Marcos estava mal posicionado e assim ficou fácil para o atacante adversário abrir o placar.

Assim que levou o gol, Muricy colocou Lenny no Marcio Araujo, e o time pelo menos teve mais opções, mas esbarrou nas péssimas jornadas individuais de CleitonX e Diego Souza. O Palmeiras tentava sem muita organização, e o empate de Leo saiu num dos raros cruzamentos que CleitonX acertou. Quando ele acerta, é fatal. Com 15 minutos pela frente, e com o cansaço do principal atacante do Botafogo, o jogo ficou à feição do Palmeiras para a virada. E tivemos duas chances claríssimas: Diego Souza bateu uma falta com muita categoria, ela bateu no travessão e desceu, mas bateu fora – quase resvala no goleiro e entra. Na segunda, Diego Souza fez grande tabela com CleitonX que saiu na cara do goleiro, mas não concluiu tão bem quanto em Bragança, desperdiçando. Logo depois, quase o time leva o castigo num chute de André Balada que Marcos desviou com a pontinha dos dedos.

O Botafogo vai enganando os comentaristas do óbvio. É um time bem fraquinho, e está na liderança apenas por circunstâncias. O Palmeiras tinha a obrigação de trazer os três pontos nesse jogo, e falhou. A única desculpa seria o cansaço por uma semana muito dura. Mas melhor esquecer e pensar na próxima semana. Daqui a oito dias tem guerra.

Atuações:
Marcos: estava mal posicionado no gol, mas sua parcela de culpa não foi tão grande. Fez boas defesas. 7,5
Wendel: mais uma boa partida. Levou uma pancada que doeu até em mim. 7,5
Danilo: sua pior partida do ano. Falhou no gol, perdeu um gol feito lá na frente e parecia bastante desgastado. 5
Leo: ótima volta. Além da firmeza na marcação, deixou mais um gol. 8,5
Armero: até que não errou tanto, mas o futebolzinho nem de longe justifica sequer relacioná-lo para o banco. 4
Pierre: outro que mostrou bastante desgaste, não teve tanta pegada quanto de costume. 6
Edinho: o melhor em campo. Anulou completamente tanto o tal de João Henrique, quanto o Xuxa, que o substituiu. 9
Marcio Araujo: cada vez mais vai mostrando o seu real potencial: volante com algum valor no passe, apenas para compor elenco e mudar a configuração quando o time precisar sair pro jogo. 5,5
CleitonX: noite infeliz. Mesmo assim, de seus pés saíram os cruzamentos para uma bola no travessão e para um gol. É efetivo demais. 6
Diego Souza: ficou isolado nas beiradas, suas arrancadas foram rechaçadas, mas é outro cujo talento sobressai em lances isolados. Mas hoje esse talento não deu em nada. 5,5
Robert: se com o time inspirado ele já aparece apenas em lances isolados, calculem numa partida em que nossos principais valores estão em marcha lenta. 4
Lenny: jogou o time um pouco mais à frente. 7
Souza: entrou no Pierre mas mal foi visto em campo. 5
Eduardo: jogou pouco, S/N
Muricy: cauteloso demais na escalação inicial, consertou rapidamente após tomar o gol – sinal que sabia o que fazer desde o início. 5

O vídeo do #lincolnfacts

Arquivado em: Jogadores — conrado @ 2:01

E não foi bem o que andaram falando. O suposto fatality de Lincoln em Renata Fan foi na verdade um civilizado debate que durou cerca de sete minutos, com intervenções de todos os participantes citados nas descrições que lemos e na que reproduzimos. Lincoln mostrou personalidade, mas não exatamente com aquela pegada que imaginamos e que gerou tanto frenesi no Twitter. Enfim, o vídeo em si diz mais que qualquer coisa.

O que se conclui de tudo isso é que o programa não tem audiência nenhuma. Pra achar alguém que tivesse gravado demorou mais de dois dias. Aliás, não apareceu nem alguém que tivesse sequer assistido o programa e que pudesse desmentir a versão lendária que circulou na internet…

Por isso que tão demitindo gente. O primeiro foi o Godoy. Quem será o próximo?

12 de fevereiro de 2010

Prêmio aos craques da desinformação

Arquivado em: Especulações, Imprensa, Torcida — conrado @ 2:22

No embalo de mais um tsunami especulativo sobre os bastidores do Palmeiras, surgiu a idéia de premiar aqueles que são useiros e vezeiros em desinformar o torcedor palmeirense, na maioria das vezes de forma mal intencionada. São candidatos a serem laureados profissionais de imprensa, agentes de jogadores, conselheiros, familiares, sapos e até mesmo membros da chamada mídia palestrina.

O prêmio tem como objetivo reconhecer aqueles cretinos que adoram fazer uma fofoquinha. Usam seus contatos pessoais, microfones, colunas, sites, blogs e contas no Twitter para criar uma onda, levantar um burburinho qualquer, mesmo que não leve a lugar nenhum, e com isso se auto-promover. Ou dependendo do objetivo, às vezes o cara quer mais é instalar o tumulto mesmo, com fins políticos, financeiros ou simplesmente clubísticos. Enfim, o cara quer mais é que a negociação mele.

Criticamos bastante a diretoria do Palmeiras por ser pouco cuidadosa na condução das negociações no que diz respeito a manter a discrição. Mas temos que reconhecer também que quando você negocia com alguém, o outro lado também pode vazar, por mais cuidado que se tome há situações que fogem ao controle. Mesmo que em tese isso possa acontecer com todos os clubes, a impressão clara é que no Palmeiras isso acontece mais frequentemente. Algumas pessoas, ao saber que determinada negociação está acontecendo, não pensam duas vezes antes de passar pra frente, e trazê-la à tona: “Olha, o Palmeiras está negociando pra trazer tal jogador”.

Quando alguém divulga uma negociação real em andamento, a primeira coisa que acontece é que o preço sobe. Ou, na melhor das hipóteses, se o vendedor já abriu o preço, não abaixa mais de jeito nenhum. Porque com o burburinho, quem está vendendo sabe que a pressão sobre o Palmeiras para que o negócio se concretize aumentou bastante. E assim fica muito mais difícil fechar a negociação. E com o desfecho negativo, tendo havido ou não interferência do vazamento, a imagem que fica é a de comprador incompetente. A pressão interna aumenta mais ainda, já atrapalhando a negociação seguinte. E está criado o círculo vicioso.

Os empresários adoram valorizar seus jogadores usando repórteres trouxas – ou mal-intencionados comissionados. Inventam uma suposta conversa entre “representante do Palmeiras” e eles, interessados no fulano de tal. O repórter vai lá e publica. A torcida do Palmeiras lê. Se o jogador é ruim, já detona a diretoria, que supostamente está indo atrás de uma tranqueira. Se é bom, já aumenta a pressão para que contrate logo. Daí, a negociação “dá errado” – claro, nunca existiu. “Diretoria incompetente”, aumenta mais ainda a pressão, aumenta o preço da próxima negociação real. Mais um círculo vicioso.

Os torcedores se perguntam por que é tão mais difícil para o Palmeiras fechar os negócios. Se o momento é de fartura financeira, esse fator acaba sendo apenas uma dificuldade a mais; o aumento no preço não impede a concretização do negócio – o Palmeiras “apenas” fica mais pobre. E em momentos de retração financeira, como o atual, esse tipo de prática muitas vezes pode até inviabilizar o fechamento. Seja qual for o caso, é crime de lesa-Palmeiras.

E a torcida? Ah, como sofre. Basta uma especulação aparecer, e chovem perguntas no Twitter e no Formspring. “Viu esse link?” “Tá sabendo de algo?” “É verdade mesmo?” Às vezes é tanta ingenuidade que chega a dar dó. Sério. A gente percebe a angústia das pessoas, ansiosas por ver o time melhor. Como a torcida está carente, o sentimento muitas vezes é de pena mesmo.

Antes que apareça algum revoltadinho dizendo que dá pena é de ver Robert, Sacconi e Armero de titulares no time – sim, isso também judia de nossa torcida, inclusive deste blogueiro. Mas esse não é o ponto. Claro que queremos ver jogadores melhores onde esses caras estão jogando hoje. Mas isso será menos difícil de acontecer se a torcida parar de repercutir qualquer besteira que esses pilantras soltam por aí. Isso só aumenta a pressão e sim, influencia no resultado da negociação.

Aí vem o zé tecladinho:
- O que, Conrado? Tá me dizendo que minhas tuitadas e meus comentarios nos foruns da vida atrapalham o Palmeiras? A culpa é minha?

Só o seu comentário não, zé. Mas o seu, mais o de milhares ao mesmo tempo, sim, atrapalham. A torcida, ao manifestar essa ansiedade, é a massa de manobra. Por isso, em vez de repercutirem essas pataquadas, sugiram os autores desses boatos como candidatos ao prêmio. Marginalizando quem abusa desse tipo de prática, não só estaremos minimizando os efeitos negativos ao Palmeiras, como estaremos elevando o nível das informações que cercam os bastidores do clube. Mesmo porque seria muito importante que nossa torcida entendesse de uma vez por todas:

  • “NEGOCIAÇÃO” NÃO É NOTÍCIA, PORQUE CONVERSAS E SONDAGENS ACONTECEM A TODO MOMENTO. NOTÍCIA MESMO É FECHAMENTO DE NEGÓCIO.
  • QUEM NOTICIA “NEGOCIAÇÃO” DO PALMEIRAS COM DETERMINADO JOGADOR, OU ESTÁ SERVINDO AO VENDEDOR, OU É INOCENTE ÚTIL. DE QUALQUER FORMA, PASSA A SER UM AGENTE ATIVO NO NEGÓCIO, CONTRA O PALMEIRAS.
  • QUEM NOTICIA “NEGOCIAÇÃO” SEM SEQUER CITAR O JOGADOR, OU É PORQUE ESTÁ ATRÁS DE AUTO-PROMOÇÃO, OU É ANTI-PALMEIRENSE E SÓ QUER AUMENTAR O TUMULTO E A PRESSÃO.

Portanto, vamos dar início à caça aos candidatos ao prêmio. E como não serão poucos, o blog aceita sugestões até para a criação de categorias. Qual será o nome do prêmio? Ou teremos mais de um? Por exemplo: troféu para aquele que sempre tem uma “bomba”, para aquele que só aumenta mas não inventa, pra aquele carentão que fala qualquer coisa só pra chamar a atenção, pra aquele que precisa aumentar o ibope de todo jeito senão vai pra rua, pra aquele que precisa da comissão nossa de cada mês, e assim vai. Sei la, sou péssimo nisso, me ajudem.

11 de fevereiro de 2010

Indietro

Arquivado em: Administração — conrado @ 14:33

Enquanto isso, o programa Avanti continua sendo um fiasco. Mais uma vez, vamos tentar explicar as razões para isso da forma mais resumida e direta possível. Consideremos que o Palmeiras vai mandar 30 jogos no ano e que o preço médio da arquibancada, sendo otimista, será de R$30. Para o torcedor comum, que não dispõe de carteirinha de estudante e pretende ir a todos os jogos, o desembolso será de R$900.

Usando uma sofisticadíssima calculadora científica-termo-molecular-quantum-vitaminada, foi fácil apurar quanto deve gastar o torcedor, com o mesmo perfil, que optar por uma das três categorias do plano:

  • Prata = R$300 + [ (R$30 x 30) x (1-30%) ] = R$930 (R$ 30 a mais que o torcedor comum)
  • Ouro = R$600 + [ (R$30 x 30) x (1-40%) ] = R$1140 (R$ 240 a mais que o torcedor comum)
  • Diamante = R$1200 + [ (R$30 x 30) x (1-50%) ] = R$1650 (R$ 750 a mais que o torcedor comum)

A justificativa para esses valores a mais seriam os produtos, prêmios, brindes e badulaques a serem oferecidos aos avantistas conforme a categoria escolhida. Mas ninguém perguntou aos torcedores se eles querem esse tipo de benefício. Não existe nenhuma categoria que considere como benefícios apenas facilitar o ingresso no estádio. O foco do programa definitivamente foi satisfazer os parceiros do programa, não o torcedor, que no fundo só quer uma coisa: ser valorizado por sua lealdade ao time e por isso ter descontos reais no preço dos ingressos. Todo mundo quer é pagar menos, não mais.

Mil e poucas adesões… bah!

É a segunda vez em três anos que o clube tenta lançar um programa destinado ao torcedor, e a segunda vez que fracassa retumbantemente. Ou se conserta essa aberração através de algum tipo de remendo, se é que isso será possível diante do teor dos contratos assinados com os parceiros, ou o torcedor vai ter que esperar mais alguns anos para que uma terceira tentativa seja feita.

Seja como for, que perguntem ao torcedor o que ele quer em vez de tentar socar-lhe um monte de besteiras goela abaixo. Como castigo por não terem feito isso, os gênios estão sentindo o amargor de ver o plano afundar. E não foi por falta de avisar antes, quando tomamos conhecimento do teor da proposta, antes do lançamento – aliás, feito em “ótimas” circunstâncias: no intervalo deste jogo.

Tem hora que cansa…

Rádio Fanfulla – programa 10

Arquivado em: Rádio Fanfulla — conrado @ 10:14

A Rádio Fanfulla, depois de um período sabático, está de volta. O primeiro programa de 2010, além dos já tradicionais participantes Tchiro e Blanes, conta como convidados o conselheiro Jota Christianini e o fanfullista Marcio D’Andrea, direto da fria Detroit. Tratamos sobre o início das obras da Arena Palestra Italia, da atuação do Fanfulla nos últimos meses e claro, falamos bastante de futebol na segunda metade do programa. Divirtam-se.

Clique aqui para fazer o download (se necessário, use o botão direito do mouse), ou no player abaixo para ouvir no browser.

Flamengo-PI 0×1 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 2:48

Mais uma vez, jogamos muito mal, mas vencemos. Interessante como esse paradoxo vem se repetindo nestas primeiras semanas do ano, com o inverso também verdadeiro. Início de temporada é assim mesmo, não tem muita lógica. De qualquer forma, foi um dos jogos mais irritantes de se ver, talvez mais até que a vitória contra o Monte Azul.

O jogo foi ruim a começar pelo cenário. O estádio Albertão em Teresina tem sérias deficiências na estrutura básica. O que eram aquelas cadeiras de reunião de condomínio servindo de banco de reservas? Aliás, as mesmas que foram usadas no vestiário para os jogadores poderem se trocar. Claro que esse é apenas um detalhe, mas dá a dimensão das dificuldades extras que o Palmeiras teve que enfrentar, além do gramado, péssimo, com trechos de grama muito alta e outros bem rentes; da temperatura elevadíssima e de… ter Robert no ataque.

Não sei se foi impressão pelo ângulo da câmera, mas as dimensões do gramado me pareceram reduzidas no sentido transversal. Ou seja, a distância entre as laterais aparentava ser bem curta, o que também facilitou o trabalho de marcação do time da casa. Assim, o Flamengo, que fazia o já manjado “jogo da vida”, correu como poucas vezes alguém deve ter visto em Teresina. Some todas essas dificuldades com um time pouco inspirado e até pouco interessado, e está explicado o jogo modorrento a que tivemos que assistir.

Cá entre nós, deve ser difícil mesmo reunir motivação, ao enfrentar todas essas dificuldades e depois de uma viagem tão longa, para bater num time tão limitado. Claro, para nós, torcedores, tinha que ir lá e fazer o resultado, e de preferência com um futebol convincente. Enfim, o Palmeiras cumpriu sua missão parcialmente – apesar da vitória, não eliminou o jogo da volta, o que seria importante para ter uma semana livre e poder trabalhar um pouco mais a parte tática. Mas daí gente vê que o Atlético-PR empatou, o Botafogo perdeu, que os reservas do Vasco tomaram um sufoco, então, passado o efeito da tortura que foi assistir ao jogo, até que não foi de todo mau.

Muricy entrou com o que havia de melhor disponível, Figueroa abriu o bico logo no começo – acredito que tenha sentido o calor – e Armero, quem diria, teve mais uma chance. Marcio Araujo foi um dos principais articuladores do time, já que Diego Souza e CleitonX enfrentaram uma marcação duríssima e individual, e com gente na sobra. E aí fica difícil buscar qualidade. Sacconi, mais uma vez, foi inútil, e quando a bola chegava no Robert ele dava um jeito de perder. O primeiro tempo não teve uma chance de gol aguda sequer, no máximo um chute na rede pelo lado de fora de Deyvid.

No segundo tempo o time da casa começou a sentir o efeito da correria desmedida, e assim que o técnico deles tirou o único cara que sabia jogar alguma bola, o 10, daí a coisa ficou mais fácil. Infelizmente Muricy não quis (se eu disser que ele não soube ele pode me chamar de menininho de computador) aproveitar a brecha e colocou o Lenny no Sacconi, em vez de sacar Marcio Araujo, e assim perdeu a chance de prensar o Flamengo em seu campo. Mesmo assim, o gol acabou saindo – muito mais resultado da exaustão do adversário do que por nossos méritos.

Fazia tempo que eu não via um jogo com tantas jogadas semelhantes a um jogo de várzea – e não estou usando o sentido depreciativo da expressão, ams sim um comparativo com a crueza das jogadas. O gol de Diego Souza foi de uma simplicidade estarrecedora. Recebeu dentro da área, após jogada de Edinho(?!?). Apenas um jogador em cima dele. Errou o drible, mas o zagueiro não conseguiu aliviar. Então ele puxou um pouco de lado e chutou sem muita pretensão. A chance da bola parar no zagueiro ou no goleiro era grande, mas ela passou pelos dois.

O gol matou de vez o ânimo do Flamengo, e virou ataque contra defesa. A impressão era que o Palmeiras não faria apenas mais um, mas pelo menos mais dois gols. Aí Muricy resolveu tirar Robert pra colocar o Souza. Não que Robert fosse o matador que certamente meteria dois gols no fim do jogo, e também vamos reconhecer que Souza entrou e desempenhou um papel bastante ofensivo para seus padrões, surpreendentemente. Mas podia ter tirado o Marcio Araujo e ter insistido num centroavante enfiado no meio dos zagueiros extenuados do Flamengo.

No final, Danilo quase fechou a tampa do caixão do time da casa numa cabeçada forte, à queima-roupa, mas o goleirinho deles fez uma belíssima defesa, e garantiu a viagem do time da casa à capital paulista. Parabéns ao Flamengo. E parabéns ao torcedor palmeirense que ficou até o fim vendo um espetáculo desse nível. Isso é que é coragem. Ou paixão. O jogo da volta será daqui a duas semanas, e só deve ter um pessoal contente com esse jogo: o financeiro, afinal, é mais uma rendinha que vai entrar. O time volta a campo no domingo, contra o Botafogo, em Ribeirão, buscando voltar ao G4 do Paulista. Se jogar a bolinha que jogou hoje, leva sacode.

Atuações:
Deola: ainda não estreou de verdade. Sempre que precisamos recorrer a ele, o adversário não o exigiu. 7
Figueroa: jogou muito pouco antes de sair passando mal. S/N
Danilo: basicamente ajudou o ataque nas bolas aéreas. E quase deixou o dele. 7
Edinho: outro cuja participação foi mais ofensiva que defensiva. Participou do gol de forma determinante. 7,5
Wendel: bem no primeiro tempo, quando o Flamengo ainda ameaçou articular alguns ataques. No segundo tempo participou mais no apoio, e não conseguiu nada digno de nota. 7
Pierre: se os zagueiros participaram pouco foi graças a ele. Teve trabalho com o número 10 dos caras. 8,5
Marcio Araujo: participou ativamente por ser o que mais tinha liberdade. E convenhamos, não é muito a dele. 6,5
Deyvid Sacconi: escancara cada vez mais sua limitação nos arremates. Teve dois à disposição, e os fez de forma bisonha. 5,5
CleitonX: muito marcado, mesmo assim causava perigo ao adversário quando fugia da paulada. Só que os cruzamentos não estavam muito calibrados. 6,5
Diego Souza: outro com marcação cerrada sobre si. Apanhou bastante. Mesmo apagado, foi quem fez a diferença – é verdade que não teve lá tantos méritos. 7
Robert: vamos reconhecer que algumas vezes era uma boa opção de passe mas Diego, CleitonX e Deyvid preferiram a conclusão. É que provavelmente, nessa fase, ele erraria. 6
Armero: entrou logo no começo no Figueroa e foi razoavelmente bem na marcação. Com a bola no pé, mostrou a mesma falta de inteligência de sempre – claro, isso não se conserta com treino nem com vontade. 6
Lenny: parecia que o jogo estaria à sua feição, mas ele se preocupou mais em cavar faltas e tentar expulsar um adversário do que em partir pra dentro. 5,5
Souza: entrou no Robert e não foi tão defensivo quanto costumava ser ano passado. 7
Muricy: estranha a falta de agressividade para matar o confronto. Podia ter mostrado mais apetite. 5,5

9 de fevereiro de 2010

Addio Sandro Silva; benvenuto Lincoln

Arquivado em: Imprensa, Jogadores — conrado @ 22:08

Mais uma tranqueira é descartada do elenco do Palmeiras: Sandro Silva foi para o Botafogo. O que não deixa de ser um sinal que, mesmo reduzidos a 28 atletas, a diretoria não pensou duas vezes antes de dispensar jogadores sem o devido comprometimento. Isso vai ao encontro de um trecho da fabulosa entrevista que Muricy deu ao 3VV há cerca de dez dias.

“Esse time que está aí [ apontava na direção dos vestiários ] é muito bom, de um nível alto de escolaridade, de cabeça, de tudo, então toda vez que oferecem um jogador para a gente vamos atrás de todas as informações do cara. A gente não quer sair do perfil nosso do time. Você vê muito pouco comentar que viu o jogador do Palmeiras não sei onde, na balada é difícil você ver”.

Além disso, a dispensa de um jogador mesmo com o elenco reduzido é mais um indicativo que deve chegar coisa nova, não para a cabeça da área, onde já estamos bem servidos, mas para as posições carentes.

Sandro Silva é um bom jogador tecnicamente, e pode render mais no Botafogo do que aqui. Lá, a camisa não pesa tanto, os costumes são diferentes, tanto por parte da imprensa quanto da torcida, e ele terá mais tranquilidade para dar seus chapeuzinhos – um drible muito legal e produtivo que ele desenvolveu a técnica muito bem, mas nada que um jogador com técnica verdadeiramente apurada como Diego Souza não tenha aprendido e já feito de forma melhor. Addio Sandro Silva, uma tranqueira do Luxa a menos.

Bem que o Toninho poderia descartar também o Marquinhos, o Lovinho e o William…

***

Por falar em jogador com cabeça e personalidade, Lincoln chegou esbanjando confiança. Longe do país há muitos anos, logo na volta não pensou nem meia vez antes de colocar a apresentadora Renata Fan em seu lugar. Diante de um comentário depreciativo da apresentadora (transmitido a ele, foi feito em sua ausência, pra deixar a coisa mais grave) de que ele seria um jogador muito rodado e que estava parado há muito tempo, Lincoln já chegou de voadora. Abaixo, a transcrição do diálogo, retirado do blog da Tânia:

Ceará: “Eu falei para O Lincoln antes da entrevista que ela não havia falado nada disso, então vamos encerrar esse assunto agora!”

Neto: “Não vai encerrar assunto nenhum Ceará. O Lincoln está se defendendo porque não é jogador rodado e nem em fim de carreira.

Neto: É ídolo por onde passou e tem o direito de se pronunciar.”

Renata: “Mas eu não falei nadaaa…. buááááá”

Lincoln: ” Você disse que eu sou um jogador em fim de carreira. Se vc disse isso é pq não sabe nada sobre a minha carreira.”

Renata: Mas, mas, mas…….

Lincoln:”Sou ídolo por onde joguei, tinha 5 propostas de clubes diferentes, escolhi o Palmeiras por sua história e por possuir o melhor técnico do Brasil.”

Renata: (com cara de choro) ” Mas…………mas……………………”

Lincoln:”Estou dizendo que estou sabendo que você disse que estou em fim de carreira e você nao tem o direito de dizer isso.” “Tenho 31 anos e estou há 6 meses sem jogar por vontade minha”

Doutor Osmar: Vou defender a Renata Fan: Ela não disse que você está em fim de carreira, só disse que você é um jogador rodado…

Lincoln: Mas jogador rodado é um jogador que joga em vários clubes. Eu tenho 13 anos de carreira, joguei em 3 clubes e sou ídolo em todos eles.

e pra finalizar…

Ulisses:Um dos principais problemas do Palmeiras é a falta de um centroavante, o cara que faz os gols. Como você acha que pode resolver esse problema?

Lincoln: O Palmeiras contratou um camisa 10, que sou eu, e não um camisa 9 que faça gols, então não é um problema que tenho que resolver.

Ceará:”Bom agora ele vai dar entrevista pra Globo”

É desse tipo de atitude que o Palmeiras precisa. Talvez se Lincoln fizer escola, e toda declaração escrota como essa da dona Renata for respondida exatamente com esse tom, quem sabe não se iniciará uma nova era no relacionamento entre imprensa e Palmeiras?

A reação de Lincoln gerou uma onda no Twitter, onde a tag #lincolnfacts chegou ao topo nos Trending Topics Br. Se jogar bola, Lincoln ainda poderá ter anos muito bons em sua carreira e ser ídolo em mais um clube, o quarto em sua carreira. A relação com a torcida não poderia ter começado melhor.

Que gracinha não?

Arquivado em: Jogadores — conrado @ 14:45

A gente precisando desesperadamente de um NOVE-NOVE…

E a diretoria dá a camisa 99 pro Lincoln…

Só pode ter sido de sacanagem…

De qualquer forma, boa sorte Lincoln!

Prosseguindo o raciocínio

Arquivado em: Especulações, Futebol, Jogadores — conrado @ 1:19

No dia 21 de janeiro, começamos a desenvolver uma análise de como o elenco estava sendo montado para o ano de 2010. Demos uma passada em cada setor do time, e demos alguns palpites no que ainda precisaria ser feito para que o elenco do Palmeiras para este ano continuasse forte e competitivo, vislumbrando uma melhora na qualidade.

Passadas quase três semanas, ninguém foi contratado oficialmente, mas há a clara sinalização que teremos dois reforços chegando esta semana: Velazquez e Lincoln. Dois dos três jogadores da base que subiriam – Fernando e Mayko – ainda não foram alçados ao time de cima. Em compensação, Anselmo e Gualberto acabaram aparecendo, e bem, principalmente o segundo.

No meio, a chegada iminente de Lincoln nos faz ter a esperança de um elenco mais robusto em caso de necessidade. E na frente, William foi testado e não agradou. Não adianta tapar o sol com a peneira, se a idéia é fazer o time forte, não se pode segurar jogadores com tão pouco a oferecer no elenco. E Lovinho, conforme antecipado, era rojão molhado. Continuamos com Lenny e Robert, e agora Velazquez.

Seguindo o raciocínio, vamos aos quadros:


Vamos partir sempre do princípio que o time do ano passado era muito bom – e era mesmo, senão não teria feito a campanha que fez. Perdeu o campeonato por detalhes, todos viram o quanto estava ganho. Não foi por falta de qualidade crônica, foram episódios isolados que causaram o fracasso. Repetindo: o time era muito bom. Não excepcional, nem fora-de-série, nem imbatível. Mas muito bom, o suficiente para brigar com qualquer outro do país, que é o que sempre se espera do Palmeiras.

No gol, nada mudou. Na defesa, trazendo um para ser titular, o aumento de qualidade terá sido gritante. Mesmo subindo mais um menino da base, o Mayko ou o Wellington, por exemplo, teremos um ganho concreto. Nada pode ser pior que o Paulo Miranda. Nas laterais, as saídas de Jefferson e Henrique foram bem repostas. E para a cabeça de área, as chegadas de Edinho e Marcio Araujo já compensaram com folgas as saídas de Jumar e Edmilson. E ainda houve o reforço do Anselmo. Donde se conclui que em todos os setores da retaguarda houve manutenção ou melhora na qualidade.

Com uma defesa sólida, fica mais fácil montar um ataque consistente. E a base é a mesma do ano passado: CleitonX e Diego Souza. A primeira mudança é a troca de Willians por Lincoln, se chegar mesmo. Incógnita. Está com 31 anos e está parado há bastante tempo. Mas já teve seus bons momentos. Assim como tiveram Kleber, Edmilson e Mozart. Uns dão certo, outros mais ou menos, outros dão errado. Mas Willians, apesar do ótimo começo – quando Kerlington ainda era o centroavante – caiu demais de produção. Lincoln, se for mal, não deve ser pior que Willians. E Marquinhos está encostado, e qualquer um pode substituí-lo melhor. Até um moleque da base. Mas é claro, esperamos um reforço consistente. Subir um da base nessa lacuna seria um tapa-buraco pouco ambicioso.

E o ataque, com a chegada de Velazquez, supre a saída de Ortigoza. Parece que pode ser um substituto à altura. Mas as saídas de Love e Obina continuam sem reposição. João Arthur, o Joãozinho, ainda está muito verde e não pode ser queimado, seria adequado apurar as qualidades do menino no Palmeiras B. William, sorry. Torcemos, mas não deu. Então ainda precisamos de um NOVE-NOVE pro lugar do Love, e de mais um pra compor o elenco, e não precisa ser muito bom pra bater o nível do Obina.

***

Resumo da ópera: confirmando-se as chegadas de Lincoln e Velazquez, ficam faltando ainda, de forma urgente, um atacante de respeito, e um zagueiro pra ser titular, além de dois reforços menores, para as meias e para o ataque. Conseguindo isso, teremos uma notória melhora em todos os setores do time em relação ao do ano passado. Que era muito bom, mesmo com esse monte de perna-de-pau que foram dispensados. Na verdade, era um time titular muito bom. E para 2010 buscou-se melhorar as deficiências do time titular e também do banco, com promoções e contratações não tão badaladas – e por isso injustamente criticadas.

Existem ainda duas variações para a montagem desse elenco:
a) Edinho seria efetivado na zaga, o que dispensaria a necessidade da contratação de outro zagueiro com status de titular. Neste caso, Marcio Araujo seria o segundo volante, não tão pegador, mas que sairia mais pro jogo. Admito que não tenho tanta confiança nesse jogador pra isso, pelo que mostrou até agora.
b) O time poderia jogar num 4-5-1, com Diego Souza flutuando entre a meia e o ataque. Neste caso, Velazquez não seria o homem de referência, e seria reserva. A vaga do NOVE-NOVE permanece aberta e essa continua sendo nossa maior prioridade. De qualquer forma, nessa configuração, é necessário ter mais um meia com cacife pra ser titular, porque é pouco provável que Lincoln ou Sacconi aguentarão essa carga.

O time está se desenhando, e tudo indica que será melhor que o do ano passado. Os quadros que ilustram este post pretendem eliminar qualquer dúvida. Um olhar mais amplo e calculista se faz necessário neste momento, onde vimos o time entrar num Derby totalmente desfigurado e a impressão imediata era de total abandono e de carências infinitas. O que não corresponde à verdade, como tentamos demonstrar aqui.

Por isso, o torcedor palmeirense ajudará bastante se continuar tendo paciência até que as contratações que faltam se concretizem, e se cobrar a diretoria na medida certa, com inteligência, sem chiliques a cada notícia de contratação frustrada, porque esse tipo de tumulto não ajuda em nada. O tempo está passando, mas sabemos que todos estão trabalhando bastante e que as soluções devem aparecer. E como já tentamos raciocinar junto com os leitores, chegar em abril com o elenco montado e forte é bem melhor do que contratar qualquer um agora só pra acalmar os mais desesperados. Acho que manter o bom humor é a melhor saída. Primeiro que é mais divertido, segundo que atrapalha menos. As sacadas com o gerente Toninho “Descartes” Cecilio são hilárias. Bem mais divertidas e inteligentes que as cornetadas estúpidas e raivosas que vemos em alguns fóruns e sites por aí.

Ainda acredito num 2010 muito bom para nós.

***

Prezada diretoria, fechem de uma vez com o Lincoln e com o Velazquez. Já pensou como vai ficar o leitor deste post se o Toninho aparecer pra dar entrevista e disser que eles estão descartados? E pior (pra mim): já pensou como vai ficar a cara deste blogueiro…?

8 de fevereiro de 2010

Desqualificado

Arquivado em: Adversários, Futebol — conrado @ 11:14

Existe um atleta(?) que há muitos anos estraga o prazer de se ver futebol pela sua simples presença e por suas atitudes deploráveis. A lista de canalhices é longa, e inclui desde arremessar com desprezo para a arquibancada uma medalha de vice-campeão até forjar uma proposta de um time do exterior apenas para conseguir um aumento.

Esse desqualificado, que costuma se adiantar em todas as cobranças de pênalti, reclama em todos os gols que toma. Todos. Nenhuma bola é digna de penetrar sua meta sem que haja uma irregularidade. É a bola entrar e lá vai a primadona levantar o bracinho. Até em pênalti ele reclama. Ontem, ao sofrer o gol na cobrança de Neymar, irritou-se com a paradinha do menino – que o fez desabar, diga-se – e foi aos microfones destilar seu veneno. Pois o castigo veio rapidamente. Robinho, no finalzinho do jogo, o deixou de joelhos novamente, e marcou de letra o gol da vitória.

É inacreditável como ainda há discussões sobre quem é o melhor goleiro entre esse pária e nosso São Marcos. Enquanto um é idolatrado apenas pela sua própria torcidinha de balé e pela banda podre da imprensa, o outro foi um dos maiores responsáveis “apenas” por trazer mais uma Copa do Mundo para o Brasil, ao ter uma atuação destacada em toda a competição e principalmente na grande final, salvando gols que certamente mudariam o destino da partida e o dono do título. Marcos é reconhecido, assediado e admirado por torcedores de todos os times. Já o anti-desportista em questão, ao contrário, tem a antipatia de todos. E se realmente tivesse o talento que dizem ter, ele não precisaria tentar se afirmar perante os microfones a cada falha que comete, sempre botando a culpa em algo ou em alguém, principalmente nos companheiros.

O jornalista Milton Milk já teceu, em off, um comentário sobre o cidadão: “é chato pra caralho“. Pegou leve. Nem todo chato é um canalha desqualificado. Chupa, safado.

7 de fevereiro de 2010

Bragantino 2×3 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 20:19

O interior continua dando sorte ao Verdão. Mais um bom resultado conseguido em terras caipiras, desta vez contra um time que no início de sua trajetória no primeiro escalão do futebol brasileiro ameaçou ser uma asa negra em nossa história, mas que na verdade é apenas mais um grande freguês. E mais um bom resultado jogando bem abaixo do esperado, ao contrário de quando joga bem, que os resultados acabam sendo ruins. Curioso esse início de ano do Verdão. Com a rodada ainda com alguns jogos por se encerrarem, o Palmeiras alcança o quarto lugar, a quatro pontos do líder. Olha aí, senhor Armero, o que o senhor armou

O início de jogo do Verdão foi bem forte, e logo aos sete minutos, os dois craques do time, em posições invertidas, fizeram a diferença: Diego Souza viu CleitonX entrando em velocidade e enfiou o pé embaixo da bola para fazer o balãozinho, como se estivesse na praia. CleitonX colocou na frente e tocou na saída de Gilvan, pelo alto, belíssima conclusão: 1×0.

Aí o Palmeiras, mal posicionado ofensivamente, começou a jogar no erro do Bragantino. Muito cedo para isso. O time da casa apertou a marcação e dominou o meio-de-campo. Com Deyvid muito aberto pela direita, e com os laterais presos, o Verdão não conseguia dar sequência em nenhuma jogada. E passou apertado, levando uma bola na trave e vendo o juiz Cleber Abade, péssimo como sempre, anular dois gols do Bragantino – corretamente, diga-se.

O time voltou igual no segundo tempo, mas com os laterais mais soltos. Já foi o suficiente para desafogar nossas progressões. E rapidamente saiu o segundo gol, numa improvável descida de Wendel pela esquerda, num cruzamento de esquerda mais improvável ainda, e a conclusão de Robert entrou chorando, fraquinha. 2×0.

Marcos começou a operar alguns milagrezinhos em seguida, já que o Bragantino veio com tudo pra cima, em busca de diminuir o placar. E ele vinha salvando a pátria até que, numa falta pela direita, a bola foi chutada em seu canto. Ele tentou adivinhar que a cobrança iria por cima da barreira e foi pego no contrapé: 2×1, aos 13. E tome sufoco.

Com a entrada de William no Sacconi, o panorama não se alterou muito. Mas aí foi a vez do Palmeiras apertar a marcação, e o jogo ficou travado no meio. Ao Palmeiras, bastava rodar a bola, gastar o tempo e explorar eventuais buracos que o Bragantino vivia deixando na tentativa do empate. O tempo foi passando e nosso time não teve maturidade suficiente para manter a posse da bola, permitindo ao time da casa aumentar o volume de jogo. Numa dessas, Marcio Araujo forçou um passe e errou, dando a bola nos pés do adversário, que pegou a defesa do Palmeiras de frente, toda desarrumada. Depois de mais um milagre de Marcos na conclusão de um tal de Juninho Quixadá, ele mesmo pegou o rebote e deixou tudo igual.

O gol de empate saiu quando Lenny tinha acabado de entrar no Robert, aos 33. E cinco minutos depois o gol da vitória saiu da forma mais curiosa possível: cruzamento da direita de CleitonX, bem aberto. Até aí, nada anormal. A bola foi até a marca do pênalti. Lenny, como um centroavante, se antecipou ao zagueiro e tocou de primeira no cantinho de Gilvan. Acho que nem a vovó acreditou. Voltou com estrela o menino. 3×2, e aí sim, o Palmeiras tocou a bola como time grande e gastou o tempo, não dando chance ao Bragantino de progredir no final. O time da casa só ameaçou em balõezinhos de bola parada, e não levou perigo.

E assim, aos trancos e barrancos, o Palmeiras vai se mantendo na parte de cima da tabela, enquanto os reforços não chegam. Edinho vai tomando gosto pela zaga, embora só saibamos como ficará a configuração defensiva quando Leo e Mauricio Ramos se recuperarem das lesões. Edinho vai ficar na zaga ou subirá para a cabeça da área no lugar de Marcio Araujo? Ou Muricy jogará com três volantes, tirando o Sacconi, e dando mais liberdade a CleitonX e Diego? Ou isso vai depender de cada jogo?

As dúvidas permanecem. Mas em todos os casos, ainda sabemos que precisamos de um grande centroavante. Ewerthon, praticamente fechado, não parece ser o cara que vai resolver o problema do ataque. Nem Lincoln, que caso realmente chegue, vai ser uma peça para compor o elenco no caso de contusões dos meias titulares. O cenário previsto vai se confirmando: a diretoria vai avançando nas contratações enquanto o time vai se colocando bem na tabela do jeito que dá. O que nos deixa otimistas é que o setor defensivo já está com bons nomes, e o posicionamento está evoluindo bem. Acertar a frente, pra quem tem CleitonX e Diego Souza, não é o mais difícil, basta trazer um matador à altura. O time caminha para ficar bastante competitivo. Mas continuamos à espera do NOVE-NOVE.

Atuações:
Marcos: fez alguns milagres, mas também cometeu duas falhas graves. 7
Figueroa: muito deficiente na marcação, cometendo muitas faltas. E no apoio, foi fraco. 5
Danilo: comandou bem a linha defensiva. 7,5
Edinho: joga muito sério, e é assim que a torcida gosta. 7,5
Wendel: obediente taticamente, foi decisivo quando ganhou liberdade. Acertou o cruzamento pro gol com a canhota. 8
Pierre: definitivamente entrou em condição de jogo. Xô, Lazio. 8,5
Marcio Araujo: parece que se empolgou com a boa atuação diante da Lusa e se afobou. Pode botar o segundo gol na conta dele. 5
Deyvid Sacconi: jogou muito aberto pela direita, e quando resolveu fechar pra buscar jogo, foi desarmado facilmente todas as vezes. 5,5
CleitonX: um golaço e uma assistência. E tem gente que ainda acha que ele é enganação. 9
Diego Souza: parado na falta quase todas as vezes, nem metade o Abade marcava. No final, cansou. 7,5
Robert: isoladão no primeiro tempo, parecia escondido. Apareceu mais no segundo tempo, com o avanço dos laterais. Deixou o dele, com um pouco de sorte. 7,5
William: entrou no Sacconi e não fez nada de mais, só ciscou. 6
Lenny: muita vontade, e apresentou sua estrela. 8,5
Muricy: ainda não conseguiu achar a melhor formação ofensiva. Orientou bem o time no intervalo. 7

***

Vale a pergunta: na falta de Gabriel, e com a barração de Armero, Muricy teve que escalar o Wendel invertido. Pra que serviu a contratação do Eduardo?

4 de fevereiro de 2010

Palmeiras 1×1 Portuguesa

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 22:29

Se tivéssemos o grande George Preah, certamente ele teria feito um golzinho nos acréscimos e o Palmeiras teria conquistado os três pontos, e tudo pelo que passamos para assistir essa pelada teria valido a pena. Como nosso matador da vez é o tal de Robert, ficamos no empate, e fica a sensação que tudo deu errado, nada se salvou.

O cálculo do tempo previa uma certa folga para chegar a tempo de ver o início da partida. Mas caía uma chuva fina sobre a zona oeste da capital, e o trânsito ficou um pouco mais complicado. Chegando no Shopping Bourbon, um imbecil qualquer consegue bater o carro no meu no estacionamento porque não olhou no retrovisor antes de resolver mudar de cancela. Como já estava na pilha do jogo, deixei pra lá, estacionei e corri pro Palestra. Ao chegar na Turiassu, a chuva fina tinha virado uma tempestade. Um vento fortíssimo, e uma chuva que judiou mais uma vez da cidade. E acabou a luz no Palestra. Sem um plano B, não havia como imprimir os ingressos, só se vendia os que estavam pré-impressos. E num jogo que deve ter dado uns 6 mil pagantes, mais de 20 minutos na fila interna do clube para comprar o ingresso. Entrei no estádio com mais de dez minutos de jogo.

E vi o Palmeiras com a volta de Sacconi e Diego Souza. Meias, finalmente. Mas parecia que não tinha mudado nada. Os dois tiveram atuações pífias. Sacconi se apresentou bastante, mas errou tudo o que tentou, devia estar pensando na torre Eiffel. Já Diego Souza parecia que tinha comido uma feijoada. Lento, disperso, parecia desinteressado. E o Palmeiras não conseguia criar, embora tivesse muito mais espaço do que no jogo de domingo. É verdade que o campo, mais uma vez pesadíssimo, também atrapalhou o toque de bola do Verdão, e o que já seria difícil nas CNTP, ficou quase impossível.

Como quase nada mudou, a velha escrita deu as caras de novo, “repaginada”, para usar a palavra da moda: a Lusa desceu uma vez. Só uma. Pra piorar, na única vez que desceu, NÃO fez o gol. A Lusa abriu o placar quando não atacou: Armero errou um passe mais uma vez, na frente da meia-lua, sem cobertura. Luis Carlos, um atacante gordo, muito gordo, agradeceu o presente, escolheu o canto e tocou na saída de Marcos.

Armero olhou para os céus, como que pedindo uma razão para estar sendo tão castigado pelos deuses da bola. A pequena torcida do Palmeiras ameaçou vaiá-lo no primeiro lance em que pegou na bola. No segundo, encheu-se de brios e foi pra redenção: pegou a bola na nossa intermediária, driblou meio time da Portuguesa numa arrancada sensacional pela esquerda, e… cruzou bisonhamente nas mãos do goleiro.

Na volta do intervalo, William, que entrou no lugar de João Arthur – que aparentemente sentiu uma contusão – foi o único que ainda teve uma participação ofensiva digna de algum elogio. O time foi absolutamente apático, era o reflexo daquele que devia ser o líder dentro de campo: Diego Souza, quando pegava na bola, fazia jogadas efetivamnente perigosas, lúcidas, envolventes. O grande jogador faz a diferença. Só que encostado ali, na ponta esquerda, pegou três ou quatro vezes na bola. Mesmo que por orientação de Muricy, ele tinha a obrigação de tentar algo diferente, mas acomodou-se. E o resto do time foi na sua aba. O gol de empate de Danilo, numa jogada de escanteio em que ele pegou o rebote e chutou com bastante força pro fundo da rede, deveria ter gerado alguma centelha, ter botado fogo no time, mas que nada.

O Palmeiras, mesmo com Lenny entrando no Robert, e com o deslocamento de Diego para o comando do ataque, não levou muito perigo ao gol da Lusa, a não ser numa jogada individual do próprio Diego Souza, que limpou bem e bateu rasteiro, no cantinho, mas a bola bateu na parte interna da trave e voltou pra dentro da área, sem ninguém aproveitar. Fora isso, um ou outro escanteio, uma faltinha aqui, outra ali, e mais nada. No final, um empate justo, e a Lusa, mesmo com um a menos nos minutos finais, ainda conseguiu levar a bola ao ataque, provocar um escanteio e quase ganha o jogo.

O jogo de hoje apenas reafirma algo que estamos cansados de saber: o que faz a diferença são os grandes jogadores. Diego Souza, quando pegava na bola, saltava aos olhos, tamanha a diferença no trato com a bola. Mas sozinho, e desinteressado, não resolveu. Danilo, Edinho, Armero, Marcio Araújo e principalmente Pierre foram os únicos que mostraram vontade de jogar bola e de respeitar quem tomou chuva, sofreu com as filas e se submeteu a pagar R$30, fora os que tiveram que dar perdido no trabalho ou na aula só pra ver o Palmeiras em campo.

Então vemos que uma das principais lições do ano passado não está dando muitos resultados. O time ainda tem sérios problemas de pegada, ligados ao emocional, à motivação. Muricy deu uma longa entrevista ao 3VV esta semana, aliás, uma longa e espetacular entrevista realizada pelos companheiros Jota e Vicente. Nela, dedica um bom tempo para falar da preparação psicológica a que os jogadores são submetidos. Mas cadê o resultado?

E a torcida continua, pacientemente – cada vez menos – esperando pelos reforços. Enquanto isso, vamos de Robert mesmo. A primeira fase do Campeonato Paulista é bem fraca tecnicamente, assim como as duas primeiras rodadas da Copa do Brasil, e creio que é possível caminhar aos trancos e barrancos. Mas vai chegar uma hora que o talento vai ser o diferencial. Esperamos que quando chegar essa hora, já tenhamos sido devidamente reforçados. Hoje, até o Preah teria resolvido. A areinha tá caindo.

Atuações:
Marcos: vendido no gol, assistiu o resto da partida. 7
Figueroa: outra vez, freio de mão puxado. Acorda, meu filho. 5
Danilo: vibrou durante o jogo, fez o gol, correu pra buscar a bola pra buscar o segundo logo. Já merece a faixa de capitão. 8,5
Edinho: partida tranquila, cometeu apenas uma falha sem maiores consequências. 7,5
Armero: falhou no gol, mas tentou compensar com muita garra e dedicação. Não conseguiu. 3
Pierre: o melhor em campo no primeiro tempo, cansou um pouco no segundo. 8,5
Marcio Araújo: parece estar evoluindo na marcação e no posicionamento. Foi sua melhor partida pelo Verdão. 8
Sacconi: tarde absolutamente infeliz, monsieur Saconí. 4
Diego Souza: quando pegou na bola, atormentou. Só que ou ela não chegava muito, ou ele também não fazia muita questão. 5
Robert: começa a aparecer a verdade. Nem em time pequeno, no Palestra, está resolvendo mais. E assim a sua batata vai assando. 2
João Arthur: jogou pouco e se machucou. S/N
William: dá sinais de vida. Estranhamente centralizado, jogou como ponta-de-lança, que efetivamente não é a dele. Mesmo assim, com muita vontade, tentou como pôde. 7,5
Lenny: depois de muito tempo, voltou aos gramados no lugar de Robert, e tentou acender o time com sua correria, sem resultado. 6,5
Muricy: incompreensível a insistência em Armero, e o posicionamento de Diego Souza e William. Se os dois tivessem jogado invertidos a chance de um bom resultado teria sido maior. Pode botar essa na conta dele. 3

2 de fevereiro de 2010

O choro de Armero

Arquivado em: Futebol, Jogadores — conrado @ 1:41

Armero foi substituído no Derby. No início, ele não acreditou que iria sair ainda no primeiro tempo, aos 25 minutos. A jogada de lateral foi logo em frente ao banco do Palmeiras, e Muricy, não muito delicadamente, mas com a pressa que a situação exigia, puxou-o para fora do campo, dizendo que era ele mesmo. Talvez tenha explicado depois, no vestiário, que ele estava muito afoito e já tinha levado o amarelo, e que o Seneme estava louco para igualar as coisas depois da expulsão do Roberto Carlos.

Todo o histórico recente, de partidas ruins, culminando com a partida contra o Ituano quando foi o responsável pelos dois gols que tiraram a vitória do Palmeiras; o afastamento temporário na partida contra o Monte Azul, e a chance de volta justo num Derby, quando falhou ao cometer a falta desnecessária que resultou no gol do adversário, tudo isso junto foi uma bomba que explodiu na cabeça do colombiano com o puxão que levou de Muricy.

O choro do lateral mostra que ele tem caráter. Não saberia afirmar se foi de vergonha, frustração, raiva dele próprio ou do Muricy, ou um pouco de cada coisa. Mas de qualquer forma mostrou uma qualidade cada vez mais rara nos jogadores de futebol atuais. Armero por algum motivo ficou contrariado, e isso, por incrível que pareça, hoje é digno de elogios. Tivessem nossos dois últimos camisas 9 metade da hombridade que Armero mostrou, e nossos resultados ano passado teriam sido bem melhores.

Isso não quer dizer que devemos livrar a cara do colombiano – senão o noticiário esportivo ia virar um chororô danado. Armero tem sido disparado o pior jogador do time, e seu desempenho tem prejudicado seriamente os resultados. Ele deve ser sacado do time titular, de imediato, e só retornar quando tiver recuperado o bom futebol e a confiança – se é que isso é possível.

Mas que a torcida respeite o jogador, que não façam o mesmo que fizeram com Lúcio, o Maldini do Agreste, que foi tachado de “vagabundo”, entre outras coisas, só porque seu futebol estava mais ou menos igual ao do Armero. Tanto um como outro, até onde eu sei, sempre foram profissionais corretos e honraram a camisa do Palmeiras. Podem ser ruins de bola, e para isso existem as vaias, ou mesmo os palavrões na saída do túnel. Mas que não se façam com Armero campanhas nem coros como os que atingiram Lúcio.

Tem jogador que merece muito mais esse tipo de reação da torcida. Vamos poupar os que tem brios na cara. De minha parte, até vou parar de chamá-lo de anta suprema.

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