Logout

9 de março de 2010

Tá aqui ainda?

Arquivado em: Futebol — conrado @ 1:48

Parmerista! está de casa nova:

www.verdazzo.com.br

8 de março de 2010

Agora, no Verdazzo!

Arquivado em: Futebol — conrado @ 10:30

Amigos, o blog Parmerista! vai encerrar suas atividades. Mas desta vez não se trata de nenhum adeus, e sim de um até já. Conforme foi sendo anunciado há alguns dias, o Verdazzo! está no ar a partir desta segunda-feira.

Portanto, para acessar os posts do Parmerista!, agora, acesse: www.verdazzo.com.br.

Eu e o Cesão, do Periquito Verde, esperamos que vocês gostem. Preparamos com bastante empenho e carinho.

Nos vemos no Verdazzo!

6 de março de 2010

De cara na porta

Arquivado em: Imprensa, Outros — conrado @ 21:01

Acordei, fiz o que tinha que fazer aqui em casa e fui resolver outros assuntos fora. Não acessei a internet antes de sair de casa, nem liguei o rádio do carro. Fiz tudo o que tinha que fazer, e lá pelas 15h30 cheguei ao Palestra, devidamente uniformizado, e fui comprar meu ingresso. Normalmente o faço na bilheteria interna do clube, para sócios, mas estava com meu irmão, que mora no interior, e como ia com ele na lojinha do clube, resolvi comprar na bilheteria da Turiaçu mesmo.

Quando o orientador me explicou que não haveria jogo, me explicou o motivo e informou que o jogo seria na segunda em Barueri, não restou mais nada a fazer, a não ser me resignar e voltar pra casa. Obviamente decepcionado.

Foi quando fui abordado por um jornalista do Lance!, de bloquinho ma mão. Logo em seguida, por um da ESPN, com câmera e tudo. Vejam como a entrevista foi conduzida e tirem suas próprias conclusões (o diálogo foi mais ou menos assim, não me lembro palavra por palavra):

- Veio pro jogo agora?
- Pois é, eu não acessei internet, nem rádio, nem TV, não fiquei sabendo do adiamento. Foi divulgado às 11 da manhã, né? Paciência.
- E você acha que o Palmeiras foi beneficiado com isso, pra dar mais um tempo pro time se recuperar do mau momento do jogo de quarta?
- De jeito nenhum. O Palmeiras não precisa disso, seja sábado, seja segunda, tem que entrar em campo e dar um pau no Sertãozinho. Segunda irei ao jogo, vai ser em Barueri, não é?
- É, você vai assim mesmo?
- Claro

Nem sei em que programa vai ao ar, nem perguntei.

Já a entrevista com o cara do Lance! foi mais rápida. Tenho certeza que não vai ser publicada. Pelo menos lá.

- Posso te fazer umas perguntas? Sou do Diário Lance!
- do Lance?
- Sim
- Como é seu nome?
- Fabrício
- Fabrício, escreva aí: o Lance! precisa tratar o Palmeiras com mais respeito, e parar de puxar o saco do São Paulo. Anotou?
- Anotei

5 de março de 2010

Marcos destrói Neto

Arquivado em: Imprensa, Jogadores — conrado @ 13:30

- Acho que o erro é normal, acho que todo mundo comete, né. Infelizmente alguns cometem mas não é tão falado, mas eu quando cometo, devido ao status, talvez, que eu tenha alcançado na minha carreira, é sempre muito comentado, mas quanto a isso não tem problema nenhum, acho que sou acostumado a críticas, né…

- Fiquei bastante chateado com o Neto pelo que ele falou, né, que ele disse… ontem, no programa, que o pessoal até da assessoria de imprensa falou que (ele) não aguenta mais me defender. Nunca pedi que ele me defendesse em momento algum, né…

- Não é meu amigo. Me compara demais ao Rogério Ceni, eu não gosto dessa comparação. (…) Toda vez que ele vai fazer algum comentário sobre mim ele coloca o Rogério no meio e acho que é uma situação chata, constrangedora, parece que está jogando eu contra o Rogério e o Rogério contra mim, e não acho certo a forma de se tratar (o assunto), desse jeito.

- Acho que ele tinha que ter um pouco mais de ética, mesmo sabendo que o Rogério Ceni é amigo particular dele, ele saber que ele tem que defender o Rogério. Me defender? Ele não precisa me defender que ele não é meu amigo, mas quando é o Rogério ele defende, né, que ele é amigo particular do Rogério. E tem que fazer mesmo, mas se ele está esperando um dia eu agradar ele, pra ele poder me defender, ele tá enganado, que eu não sou de agradar ninguém, na minha casa não entra mau-caráter porque eu não sou amigo de mau-caráter, sou amigo de cara de bom caráter, (na minha casa) não entra cara que cospe na cara de juiz. Porque minha carreira mostra, isso aí meu currículo mostra que eu nunca fiz isso na minha vida.

- Ele esta tendo a segunda chance de ter o poder na mão na vida dele. A primeira foi quando ele foi jogador do Corinthians, que ele pisava em todo mundo no Corinthians lá, e a segunda agora com o microfone na mão, e ele não tá sabendo aproveitar essa chance que ele tá tendo de novo. Acho que o microfone é pra quem tem ética, não pra quem quer ficar jogando uns contra os outros.

- Então: não gostei, não preciso, nunca pedi pra ele me defender (…) pode meter o pau em mim todo dia que eu sou acostumado e vacinado pra isso.

Preparação física

Arquivado em: Outros — conrado @ 11:28

Omar Feitosa já não é mais o preparador físico do Palmeiras. Carlos Pacheco, que chegou junto com AC Zago para ser seu auxiliar técnico, e que já desempenhou essa função como auxiliar na década de 90, assumirá o posto.

Ao que parece, o estopim da demissão foi a contusão de Marquinhos, que desfalcará os adversários por 6 semanas. Mais uma contusão muscular, o que dava margem a todo o tipo de questionamento sobre a adequação da preparação física do time. Isso sem falar no que era visível no campo: jogadores perdendo na corrida e aparentemente sem a devida explosão em lances decisivos.

O fato é que quando nosso preparador era o Mello, da comissão do Luxa, o time não tinha tantos desfalques em tão pouco tempo, ainda mais no início de temporada, e o time voava em campo. cansamos de ganhar os jogos no segundo tempo. Aliás, várias melhorias na estrutura da Academia foram coordenadas por ele, como a construção da caixa de areia, para auxiliar no fortalecimento muscular.

Mas um bom aparelho não pode ser usado por quem não tem a devida capacitação. Vimos Barrichello na Ferrari por cinco anos e todos conhecemos os resultados. Mais uma vez, o blog não vai se meter a julgar um trabalho ligado à comissão técnica por não ter conhecimento para tal. Mas os resultados, esses podemos cornetar facilmente.

Prezado Diego Souza

Arquivado em: Jogadores — conrado @ 1:03

Diego Souza mais uma vez se defendeu nos microfones na tarde desta quinta-feira. O camisa 7, juntamente com Valdivia, foi o grande craque do Palmeiras na segunda metade desta década. El Mago foi o protagonista do título paulista de 2008, quando Diego foi um leal e dedicado coadjuvante.

Quando chegou sua vez de brilhar, não se fez de rogado. 2009 foi seu ano. Quer dizer, foi mas não foi. Diego teve uma fase esplendorosa e foi o líder do time que ponteou o Brasileirão por cerca de vinte rodadas. Distribuiu chapéus. Mereceu até uma série de posts deste blog (post 1, post 2, post 3 e post 4). Ele estava realmente impossível, e fez até gol do meio do campo. Mesmo com a derrocada do time, ele foi eleito o craque do campeonato.

Só que ninguém está acima do clube. Ter um passado glorioso não dá a nenhum jogador imunidade para fazer o que bem entende dentro e fora do campo, enquanto for pago pelo Palmeiras. E Diego Souza, no ano passado, falhou. Apesar da fase excepcional, foi o líder que o Palmeiras não teve no fim do campeonato, e um dos maiores responsáveis pelo fracasso. Claro que não foi o único e não pode ir pra cruz sozinho, mas a cobrança sobre ele deve ser proporcional a seu talento e a seu salário. Marcos não vive uma boa fase e está sendo duramente cobrado. Por que Diego não seria?

Leia as fortes declarações feitas ao site GloboEsporte.com:

Quer vaiar, pode vaiar. Mas antes, que lote o estádio. Agora é o momento de dar apoio. A torcida tem de abraçar o time como outras torcidas fizeram com seus times na reta final do Campeonato Brasileiro. Equipes, inclusive, que corriam o risco de serem rebaixadas e que, com apoio, conseguiram se salvar.

Venho sendo criticado desde que terminou o Campeonato Brasileiro. Isso não é novidade e não vai mudar. É chato viver assim porque sempre honrei a camisa do Palmeiras, conquistei grandes vitórias dentro do clube. Mas isso não vai fazer mudar em nada o meu pensamento. Vou ajudar o grupo a dar a volta por cima na temporada.

Diego, é o seguinte: o senhor quer estádio cheio, então não direcione a sua bronca aos que foram, e sim aos que não foram. Quem foi tem todo o direito de vaiá-lo até perder a voz, porque o que o senhor fez ontem foi uma palhaçada tremenda. E o senhor sabe disso. E se direcionar sua bronca aos que não foram, também estará errado. Primeiro que o jogo foi no dia 3, o salário não pingou, o jogo foi as 10 da noite e não tem metrô na volta, e numa fase dessas, nessas circunstâncias, o preço de R$30 não é lá muito adequado a uma curva de oferta e demanda que se preze.

O senhor tem todo o direito de se negar a estabelecer relações “cordiais” com qualquer facção da torcida, seja lá quais sejam os termos dessa relação e qual seja a facção. Aliás, acho correto de sua parte, acho que jogador tem que estabelecer sua cordialidade com a torcida pelo que faz em campo. Só que o senhor sabe das consequências disso. Ao assumir essa postura, não é correto colocar lenha no fogo e se pintar como o bonzinho. A não ser que você esteja comprando a briga apenas para conseguir publicidade – o que, convenhamos, é muito mais fácil jogando bola.

Não coloque a culpa na torcida pelo fracasso em 2009. Nem numa facção específica, muito menos na torcida como um todo. Nenhum jogador, nem o senhor nem ninguém, tem o menor direito de fazer isso. A presença e o apoio da torcida estão relacionados com o que o time faz em campo. Descontando-se episódios onde existe viés político em determinadas manifestações, não existe time jogando bola que seja vaiado por sua própria torcida.

O que o senhor fez no jogo contra o Santo André é inadmissível. Não importa se a torcida como um todo, ou parte dela, está pegando no seu pé. Enquanto estiver recebendo do Palmeiras e tendo o privilégio de vestir essa camisa, o senhor tem que fazer da melhor forma possível. Jogar ostensivamente abaixo do que pode, deixando de procurar o gol, só dando toquinho de lado, se escondendo da bola, e desperdiçando um arremate de forma bisonha e claramente proposital são coisas que não merecem perdão.

A crítica que o senhor está recebendo neste espaço é mais do que honesta. Porque aqui o senhor sempre foi exaltado por seu potencial, muitas vezes desprezado pelo imediatismo. Quando o senhor jogou sacrificado para que Valdivia pudesse brilhar, e a torcida caiu de pau, aqui o senhor foi defendido, e este blogueiro ouviu poucas e boas por isso. Quando o senhor bateu no peito e disse “é quarta-feira, porra” comemorando o gol contra o Botafogo, antes da decisão contra o Sport, este blog, que testemunhou de perto a explosão, deu toda a publicidade possível e exaltou seu espírito guerreiro.

Agora este blog fica muito à vontade para dizer: Diego, ninguém aqui é palhaço. Suas glórias em jornadas anteriores não passam nem perto de lhe dar o direito de você fazer o que fez ontem. Foi um pecado mortal. E só um craque como você ainda pode merecer uma chance depois de uma presepada como essa, em caso de comprometimento público e sinceras demonstrações de arrependimento. Porque se for continuar metendo essa mala, meu amigo, vai jogar a Libertadores pelo Flamengo e não encha mais nosso saco, porque aqui é Palmeiras.

Estamos aguardando o próximo jogo de Diego Souza com a camisa do Palmeiras. Atentos.

4 de março de 2010

Hours nem tão happy assim

Arquivado em: Outros — conrado @ 22:01

Pessoal, ontem durante o jogo participei da gravação de uma matéria para o programa Happy Hour, do GNT, que foi ao ar agora há pouco (reprise às duas da manhã de quinta pra sexta). O tema do programa foi “Aguenta coração”, e tratou, claro, de problemas cardíacos. A idéia da matéria foi monitorar o coração de um torcedor durante uma partida. Aceitei participar da brincadeira. Admito que achava que o raio não cairia duas vezes no mesmo lugar e que o Santo André não daria uma de São Caetano. Achei que venceríamos com certa tranquilidade.

Pois tomamos foi um vareio – o que poderia ter levado minha frequência cardíaca às nuvens, mas isso não ocorreu. Na verdade, já são mais de 30 anos frequentando estádios, e acredito que os batimentos só mostram picos em partidas decisivas, tipo mata-mata, ou em clássicos. Ontem, os batimentos seguiram na faixa dos 100 por minuto durante todo o monitoramento, o que revelou uma tensão constante, mas moderada, e raros picos, o maior deles foi de 133. Detalhe: a medição foi feita só durante o primeiro tempo.

Excluindo-se o resultado e a vergonhosa exibição do time, a experiência foi muito legal. Já mantenho meus indicadores sob controle, a pressão sempre se mostra OK, o colestrol está em níveis considerados ótimos, voltou a rolar um futebolzinho nos finais de semana. Tirando um pequeno excesso de volume abdominal, a máquina está em ordem.

Um grande abraço ao parmerista Bruno Knor, que indicou o Parmerista! para ilustrar a matéria, e um grande beijo às lindas Diana e Silvia. A bambística (todos têm seus defeitos) Silvia foi sempre ágil e esperta na produção, além de ser atenciosa e simpaticíssima. Diana já causou furor nos comentários do primeiro post sobre o assunto. Palestrina graças ao padrasto-titã Branco Mello e às meias listradas de um jogador que ela não soube lembrar, provavelmente goleiro, entre 87 e 89 – pode até ter sido o Leão em 86. Teve como grande ídolo na década de 90, ainda adolescente, Roberto Carlos – quem diria. Contou alguns casos de sua carreira que já não é tão curta assim, como num episódio em que quase apanhou de um monte de corintianos, no dia da final do Brasileiro de 94. Ela, alviverde a caráter. Trombou com cerca de dez gambás. Detalhe: no metrô de Tóquio.

Não fosse o que o Palmeiras aprontou, as horas poderiam ter sido bem mais felizes. Mas mesmo assim, foi muito divertido, valeu pessoal!

Imagem: mega-foto Samsung

Palmeiras 1×3 Santo André

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 1:25

É duro ter calma num momento como este, tentar relatar o que foi a partida, e fazer considerações sobre esse grupo que tem a honra de vestir a camisa do Palmeiras mas que mostra não ter o menor preparo para isso. Mas em respeito aos mais de 30 mil leitores deste blog, vamos lá.

Primeiro vamos aos fatos:

1) o Santo André é um time certinho, arrumadinho. Está bem colocado no campeonato, não tem camisa, nem torcida, nem pressão. Exatamente o oposto do Palmeiras hoje;

2) o Palmeiras hoje é um catadão, não tem qualquer organização tática – a ausência de padrão de jogo vista nos três últimos jogos não foram apenas porque era um clássico, ou porque o adversário era do Piauí, ou porque o campo parecia um pântano. AC Zago acabou de chegar e não teve tempo de impor qualquer mudança, mas o time esta absolutamente acéfalo, parece um time de condomínio chique;

3) qualquer time meia-boca chega no Palestra e se sente à vontade para impor seu futebol, fazer jogadas de efeito, tabelinhas, chapéu, caneta, e agora, até gol de letra. O Palmeiras, ao contrário, tem seus jogadores morrendo de medo da bola. O gol que Armero deixou de fazer é o exato retrato disso. A camisa do Palmeiras pesa demais e esses jogadores não têm condições de vesti-la. E o pior é saber que assim que vestirem a camisa de outro clube, vão jogar bem, porque são bons jogadores – a maioria deles.

O Palmeiras voltou à estaca zero. Depois de chegar muito, muito perto de conquistar o campeonato brasileiro – prova que o trabalho em linhas gerais estava sendo bem realizado – o grupo falhou. Foram três partidas em que as coisas deram errado, e a partir dessa sequência, nunca mais: Avaí, Flamengo e, quem diria, Santo André. A partir daí, o moral foi pro chão e não foi recuperado até agora. E com esse grupo, não será mais, lamento concluir que já era.

A partida de hoje joga por terra todas as teorias conspiratórias que pipocaram desde o ano passado: que Vagner Love rachou o grupo, que tinha ciumeira por causa de salário, que queriam derrubar o Muricy, e mais um monte de absurdos que sempre dissemos aqui serem contos da carochinha. O que acontece mesmo é que o grupo caiu e não consegue mais levantar, a razão é puramente psicológica.

E para que a situação tenha chegado nesse ponto é que temos que identificar uma falha muito grave na cultura recente do futebol do Palmeiras: falta cobrança pesada. Os jogadores foram tratados como adultos, como profissionais responsáveis que ganham dezenas de milhares de reais por mês, mas na verdade são como qualquer grupo de jogadores em qualquer time grande desse país: um bando de desmiolados, deslumbrados e que precisam de rédea curta, e muita porrada no vestiário.

Só que se chegar alguém da noite pro dia tentando fazer isso, não cola. Não terá moral, quem quer que seja. Luxemburgo até fazia isso e muito bem, o problema com ele era outro. Desde sua saída, acabou o poder de recuperação mental dos jogadores.

A chegada de Seraphim del Grande deve ser notada, mas não de imediato. Seraphim não é de gritar, de resolver no berro, mas é firme e respeitado. Só precisa de um certo tempo para sentar no cockpit, ajeitar os espelhos, deslizar o banco mais para trás e conduzir do seu jeito. Mas esperamos que jogador pense um milhão de vezes antes de agir como vagabundo quando estiver em campo com a camisa do Palmeiras, como fez hoje o seu Diego Souza.

Diego se escondeu da bola. Teve o controle dela por várias vezes, mas jamais buscou a jogada mais incisiva, só tocou de lado. Até que ela se ofereceu para ele na medida para mais uma de suas famigeradas e mortais bombas. O jogo estava 2×1. Agora vai! Diego deu um traque na bola. Nem se esforçou pra finalizar como o verdadeiro craque do time. Não enquadrou o corpo, não deu potência no chute, nada. Parecia que estava fazendo um favor a alguém de ter entrado em campo. Até que enjoou e forçou o segundo amarelo e a expulsão. Como um craque como Diego chega num ponto como esse?

E Armero? Mais uma vez teve uma chance, com a gripe de Wendel. Fez uma partida de Armero, nota 3 ou 4. Mas a bola que ele deixou de chutar quando estava de frente para o goleiro, preferindo dar mais um passo, com absoluta paúra de fazer o arremate, mostra como está o emocional desse time.

Eduardo, que acabou de chegar, já parece contaminado por esse espírito de derrotado. Souza, de tanto potencial ano passado, hoje não conseguiria um contrato nem com o River do Piauí, que apanha do Flamengo lá em Teresina. Pierre, até ele, parece ter jogado a toalha. Não é de admirar, também, depois da declaração de Marcos, mais uma: na saída do intervalo, disparou “a torcida pode ficar tranquila que o sofrimento comigo no gol acaba no fim do ano”.

Quando o capitão e líder do time fala uma besteira dessas, qualquer time sente. Um time já propenso a um colapso nervoso como o Palmeiras, desaba. E a pá de cal foi o terceiro gol do Santo André, uma tabelinha ousada, de time que não respeita, que não teme o Palmeiras nem o Palestra. E com requintes de crueldade, o arremate foi de letra.

O Palmeiras de hoje lembra, sob um certo ponto de vista, os times medonhos da década de 80. Tem jogadores bons, até alguns astros que brilhariam intensamente em qualquer time grande do país. Mas aqui, não vai. Tem uma âncora amarrada na cintura de cada jogador. Até ganha um jogo ou outro. Na superação, pode até ganhar clássicos. Mas você vê, está explícito e escancarado que não vai a lugar algum. Como nos anos 80. Como entoou a Mancha no fim do jogo, trata-se de um time sem-vergonha. Mas no sentido exato da palavra. O time não tem vergonha de perder, parecem desinteressados.

É necessário um grande choque na gestão do futebol. Não que todo o trabalho tenha sido uma porcaria. Mas os erros cometidos tomaram um rumo que parece impossívelcorrigir na fórmula atual. É preciso uma solução radical, e agora. Temos jogadores como Ewerthon e Lincoln que ainda nem estrearam. Eles não podem ser contaminados por esse espírito perdedor. O mesmo se aplica aos que acabaram de chegar, como Edinho e Ivo. Gabriel Silva é um menino que vale ouro, e é outro que deve ser preservado.

Mas se esses caras se misturarem com essa nuvem negra que ronda o Palestra, vão cair na vala comum. É hora de aproveitar que o Paulista já foi, aproveitar que não tem mais a pressão de ter que buscar a classificação de qualquer jeito, e fazer uma limpa. Vários bons jogadores já não tem condição de vestir nossa camisa, o prazo expirou. Além dos que acabaram de chegar, segurem:

- Marcos, o grande São Marcos, o maior de todos os tempos, mas precisa de férias. Manda pescar no Mato Grosso um mês.
- Danilo ainda tem salvação, ainda mostra alguma vergonha na cara.
- CleitonX parece ainda ter alguma disposição, e pode se entrosar bem com um novo grupo.

De resto, sobe a molecada da Copinha, contrata um centroavante de peso, e começa o trabalho praticamente do zero. Porque esse time está condenado. Podem bater o bumbo.

Atuações:
Marcos: falhou dentro e fora do campo. ZERO
Eduardo: como eu lembrei do Benazzi! Pensando bem, até que é parecido. 2
Danilo: envolvido facilmente pelo toque de bola do time do ABC. Vai ter pesadelos com o Rodriguinho. 3
Edinho: não vai funcionar como zagueiro. Seu lugar é mais à frente, dando o primeiro combate. 2,5
Armero: teve medo da bola, medo de fazer um gol. Quase tive dó. Quase. ZERO
Pierre: outro que parecia desinteressado, pensando em que time vai jogar depois da Copa. ZERO
Souza: é um desperdício comparar o potencial que ele mostrou no ano passado com o futebol podre deste ano. ZERO
CleitonX: de novo, machucou no primeiro tempo contra o Santo André. De novo, tragédia. 5
Diego Souza: tentamos apoiá-lo de todo o jeito, porque é um craque. Mas o que ele fez hoje é tão inadmissível quanto a troca de socos entre Obina e Mauricio. ZERO, e fora do Palmeiras
Lenny: um dia disseram a ele: você é craque. Estavam errados. 2,5
Robert: nem o gol limpa a barra de um centroavante que até que acerta umas cabeçadas, mas só. 2
Marquinhos: entrou no CleitonX ainda no primeiro tempo. Depois, foi pra lateral-direita porque o Eduardo saiu pro Sacconi entrar. Hein??? 2
Sá-Cone: ele resolveu que sabe bater de fora da área. É mole? 1
Ivo: a diferença de atitude de um jogador que acabou de chegar é evidente. Se nada for feito, ele se contaminará rapidamente. 6
AC Zago: alguma coisa já era pra ter aparecido, mesmo com pouco tempo. Não se viu nada vezes nada até agora. A batata começa a assar. ZERO

***

A única coisa que salvou a noite foi a gravação da matéria para o programa Happy Hour, da GNT. Como foi bem legal, não vou tecer maiores comentários neste momento de extrema tensão. Amanhã, provavelmente com coisas mais legais acontecendo durante o dia, o espírito vai estar mais adequado para falar sobre a experiência e faremos um post especial. A matéria vai ao ar nesta quinta, a partir das 19h.

3 de março de 2010

Será que o coração aguenta?

Arquivado em: Outros — conrado @ 15:29

Jogo contra o Santo André, até que aguenta. Em todo o caso, tiraremos a prova hoje à noite.

Através do leitor Bruno Knor, que trabalha na produção do programa Happy Hour, do canal a cabo GNT, terei minha frequência cardíaca monitorada hoje no Palestra, durante o jogo. A reportagem será feita pela palmeirense Diana Bouth, e vai ao ar amanhã, às 19h.

Se o professor colocar o Armero em campo, tenho certeza que vou levar puxão de orelhas dos debatedores do programa. E olha que eu cuido direitinho da bagaça: pressão OK, colesterol OK, tudo conforme a doutora Elaine (minha médica) manda.

Mas coração de palmeirense é forte…

2 de março de 2010

Comissão técnica

Arquivado em: Futebol, Outros — conrado @ 12:41

O noticiário do clube apontou alterações importantes na comissão técnica no ano de 2010. São poucos os profissionais (os bons e os nem tanto) que vieram na barca de Luxemburgo que ainda continuam no clube. A primeira mudança foi a contratação da nutricionista Adriana Favano, para o lugar de Patricia Teixeira, em janeiro. Mas as principais mudanças vieram em fevereiro, com as saídas do gerente de futebol Toninho Descartes Cecilio e do técnico Muricy Ramalho.

Com a saída de Muricy e a chegada de AC Zago, também houve trocas nos cargos de auxiliares: saiu Tata, e chegaram Wellington Oliveira e Carlos Pacheco. Este último já havia trabalhado no Palmeiras na década de 90, como preparador físico.

Na sequência, foi dispensado o preparador de goleiros Cantarele. Em seu lugar, foi promovido Fernando Miranda, ex-goleiro do clube e que fazia a função de auxiliar, desde a época de Carlos Pracidelli. E assim esperamos que a fase instável de Marcos dos útimos meses tenha fim, já longe da influência do ex-frangueiro do Flamengo.

Também deixou o clube o fisioterapeuta Mario Peixoto, e para seu lugar foi admitido Julio Suman. Com isso espera-se que o tempo de recuperação dos jogadores não seja mais tão longo como temos notado neste início de ano. O blog não tem a menor pretensão de julgar o trabalho do antigo nem do atual fisioterapeuta, simplesmente porque não tem qualquer conhecimento técnico para isso. O que vemos são os resultados: às vezes, diante da gravidade da lesão, a recuperação é impossível de atender à necessidade do time; em outras, entretanto, talvez fossem – só quem entende pode julgar.

O fato é que 14 atletas passaram ou estão passando por recuperação médica ou física desde o início do ano: Bruno, Marcos, Figueroa, Leo, Mauricio Ramos, Gabriel Silva, Marcio Araujo, Anselmo, Lincoln, Diego Souza, CleitonX, Deyvid Sacconi, Joãozinho e Lenny.

Perguntas aos entendidos:
- por que se machucam tanto?
- por que demoram tanto para se recuperar?

Eu é que não me meto a responder, mas alguém tem que saber as razões. Principalmente porque nosso elenco, sabemos, tem sérios problemas de reposição de peças.

Powered by WordPress