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11 de fevereiro de 2010

Indietro

Arquivado em: Administração — conrado @ 14:33

Enquanto isso, o programa Avanti continua sendo um fiasco. Mais uma vez, vamos tentar explicar as razões para isso da forma mais resumida e direta possível. Consideremos que o Palmeiras vai mandar 30 jogos no ano e que o preço médio da arquibancada, sendo otimista, será de R$30. Para o torcedor comum, que não dispõe de carteirinha de estudante e pretende ir a todos os jogos, o desembolso será de R$900.

Usando uma sofisticadíssima calculadora científica-termo-molecular-quantum-vitaminada, foi fácil apurar quanto deve gastar o torcedor, com o mesmo perfil, que optar por uma das três categorias do plano:

  • Prata = R$300 + [ (R$30 x 30) x (1-30%) ] = R$930 (R$ 30 a mais que o torcedor comum)
  • Ouro = R$600 + [ (R$30 x 30) x (1-40%) ] = R$1140 (R$ 240 a mais que o torcedor comum)
  • Diamante = R$1200 + [ (R$30 x 30) x (1-50%) ] = R$1650 (R$ 750 a mais que o torcedor comum)

A justificativa para esses valores a mais seriam os produtos, prêmios, brindes e badulaques a serem oferecidos aos avantistas conforme a categoria escolhida. Mas ninguém perguntou aos torcedores se eles querem esse tipo de benefício. Não existe nenhuma categoria que considere como benefícios apenas facilitar o ingresso no estádio. O foco do programa definitivamente foi satisfazer os parceiros do programa, não o torcedor, que no fundo só quer uma coisa: ser valorizado por sua lealdade ao time e por isso ter descontos reais no preço dos ingressos. Todo mundo quer é pagar menos, não mais.

Mil e poucas adesões… bah!

É a segunda vez em três anos que o clube tenta lançar um programa destinado ao torcedor, e a segunda vez que fracassa retumbantemente. Ou se conserta essa aberração através de algum tipo de remendo, se é que isso será possível diante do teor dos contratos assinados com os parceiros, ou o torcedor vai ter que esperar mais alguns anos para que uma terceira tentativa seja feita.

Seja como for, que perguntem ao torcedor o que ele quer em vez de tentar socar-lhe um monte de besteiras goela abaixo. Como castigo por não terem feito isso, os gênios estão sentindo o amargor de ver o plano afundar. E não foi por falta de avisar antes, quando tomamos conhecimento do teor da proposta, antes do lançamento – aliás, feito em “ótimas” circunstâncias: no intervalo deste jogo.

Tem hora que cansa…

29 de janeiro de 2010

Contas aprovadas. E agora?

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Política — conrado @ 11:02

O Conselho Deliberativo aprovou ontem à noite as contas do primeiro ano da administração Belluzzo. O barulho que a oposição fez, ameaçando rejeitar as contas, era fanfarronice da grossa. Era apenas espuma, coisa para tumultuar, diminuir um pouco mais o crédito do clube na praça no período de contratações e fazer a vida do time ficar mais difícil. A estratégia é simples: quanto pior ficar, mais fácil ganhar as eleições daqui um ano. Ou menos difícil, já que o grupo está cada vez mais isolado – é o que os números sugerem.

A estratégia da oposição, se pretendia mesmo reproar as contas, foi um fracasso. A situação, que dava alguns sinais de enfraquecimento e aparentava ter algumas divisões, diante da ameaça, cimentou rapidamente as rusgas. Pode haver interesses conflitantes dentro do macro-grupo situacionista, mas numa análise imediata, os interesses do clube prevaleceram.

O placar foi 132 x 82, totalizando 214 votantes. Cerca de 70 não compareceram ou se abstiveram. Como o voto era aberto e nominal, 70 é o número aproximado de muristas, que estão sempre de bem com todo mundo mas não votam em nada abertamente para não se comprometerem. A oposição mais uma vez bate na casa dos oitenta, que parece ser o número limite do grupo comandado por Mustafá. O número não cresce – ao contrário, diminui a cada minuto de silêncio nos jogos no Palestra.

***

O resultado da votação em tese joga por terra a lenda de que a reeleição de Belluzzo – ou a mais provável indicação de um sucessor – estaria condenada ao fracasso, e que o grupo oposicionista estaria em seu melhor momento após a eleição de Della Monica. Apesar de tudo, o presidente mostrou bastante força, e o número alcançado ontem, se for sólido, com mais algumas adesões dentre os faltantes garante maioria absoluta qualquer que seja o quórum.

***

Contra esse raciocínio de que o Conselho está alinhado politicamente com Belluzzo e que na próxima eleição há uma tendência de que a presidência continue com a atual situação, existe um argumento bastante sólido: uma eventual reprovação de contas implicaria na responsabilização cível não apenas do presidente do clube, mas também de todos os vices. Isso significa que Clemente Pereira e Salvador Hugo Palaia, nomes intimamente ligados a Della Monica, sofreriam as consequências. Daí a adesão maciça deste grupo à aprovação. Há até quem diga que Della Monica nem exerce tanta liderança assim, e que os próprios vices estariam à frente dessa operação sobre uma fatia considerável dos que votaram a favor das contas, mas que podem mudar de lado no ano que vem, ou mesmo lançar uma terceira candidatura. O ano de 2010 pomete ser bastante agitado politicamente. Vai ser um tal de neguinho pulando de um lado pro outro do muro… pula pra lá, pula pra cá…  Haja estômago.

***

Reforços - foi disseminada uma corrente na Internet de que após a aprovação de contas, o Palmeiras voltaria a se reforçar, e que os anúncios só dependeriam disso. Não é bem assim. Primeiro porque as contas em questão são relativas a 2009, e nada do que for feito agora influenciaria nessa análise. Segundo que a votação das contas não é um processo de análise econômica, administrativa ou contábil, mas sim político.

As únicas relações que a aprovação das contas tem com a vinda de reforços são que a diretoria estava dividindo um pouco suas atenções entre o mercado e os membros do conselho, e que a suposta dúvida sobre a saúde financeira do clube, levantada pela oposição nas semanas que antecederam a votação, prejudicava um pouco o poder de negociação do Palmeiras, diminuindo o crédito.

O Palmeiras vai às compras, mas sem loucuras. Devem vir grandes nomes, inclusive com a ajuda do parceiro, a Traffic. Não serão do nível do Messi nem do Eto’o, mas serão bons valores. E não necessariamente amanhã, ou semana que vem. Ainda será preciso ter um pouco de paciência até que as negociações se concretizem. Não há sangria desatada.

***

Diretas - existe no clube um movimento favorável às eleições diretas. Por princípio, obviamente este blog apóia as diretas para presidente do clube. Mas há que se observar todos os desdobramentos imediatos disso. A situação precisa se precaver para que esse passo não seja em falso, dando a chance à oposição tirar vantagem.

Sabemos que o clube está loteado em diversos departamentos. Existe a turma da hidroginástica, da dança de salão, da bocha, da musculação, do tênis, e assim por diante. Esses associados, por sua vez, tendem a seguir a orientação do diretor do departamento, de acordo com o prestígio que este sente perante a presidência.

Por exemplo: o pessoal da bocha certamente vai votar contra Belluzzo, já que ele cortou a verba mensal de R$30 mil que o departamento tinha para custear os jogadores profissionais da modalidade. Sim, o Palmeiras mantinha profissionais de bocha. Essa torneira já foi fechada. O diretor da bocha imediatamente aderiu à oposição. No caso de diretas, isso significaria todos os votos do departamento. E esse cenário se repete em todos os departamentos que eventualmente estão descontentes com alguma medida impopular do presidente, que está primando por estancar todas as sangrias no clube.

Além dos sócios ligados diretamente aos diversos departamentos e modalidades esportivas do clube, existem, claro, os sócios que estão lá só pelo relacionamento social e principalmente pelo futebol – este blogueiro, por exemplo. Infelizmente, somos minoria. Esta turma, claro, apóia Belluzzo em peso. E existem os torcedores de outros clubes, que não se ligam muito na política, e que eventualmente votariam no presidente que for pior para o futebol do clube. Estima-se que esse tipo de sócio esteja na casa dos 10%.

Para o bem do Palmeiras, é necessário fazer um mapeamento completo do quadro associativo antes de dar esse importante e saudável passo rumo à democracia plena.  Se  o mapa de associados indicar uma vitória da oposição, por conta da estrutura de feudos que existe no clube, esse grupo, que é useiro e vezeiro em tramóias e golpes, rapidamente vai jogar no ralo a semente democrática. Tudo será como antes, a lista negra no clube voltará, todos os que se opuseram a eles serão perseguidos no clube e provavelmente expulsos – tenho convicção que estarei no bolo – e claro, as diretas serão imediatamente revogadas através de alguma manobra e não haverá eleição seguinte para que a democracia corrija seu eventual erro.

Por isso, vamos com calma com essa história de diretas. O processo é o mais bem-intencionado e puro possível, mas feito na porra-loquice, pode ser uma dose de remédio mal calculada que acaba matando o paciente. O Conselho dá sinais que pode permanecer favorável à atual administração, e esse passo, se for para ser dado, tem que ser só na boa, só na certeza que não se estará entregando o ouro ao inimigo.

Uma vez com a certeza de que a democracia não correrá riscos no futuro, a direção é inequívoca: DIRETAS NO PALMEIRAS.

25 de janeiro de 2010

Exercício de racionalidade

Arquivado em: Administração, Especulações, Torcida — conrado @ 16:12

Vamos imaginar a seguinte situação: estamos na última semana de março, o Palmeiras conta com um meia canhoto razoável para compor o elenco, um novo zagueiro e uma PUTA dupla de ataque, recém-contratados. Estamos em terceiro no Paulista, com plenas chances de classificação, e tranquilamente caminhando na Copa do Brasil.

O que acham? Legal? Eu gosto da idéia. Bem melhor do que contar com reforços nível Kleber Pereira, contratados às pressas no início de fevereiro porque os conselheiros e a torcida estavam desesperados.

O mercado está difícil para todos. Os rivais estão se reforçando? Sim, de volantes, coisa que estamos bem servidos. O ideal era iniciar o ano com o elenco formado, mas ninguém consegue. Nenhum time. O Palmeiras precisa chegar em abril com o elenco totalmente montado. Não “ontem”. Conhecendo o espírito com que Belluzzo e Cipullo encaram o futebol do Palmeiras, é possível ter a frieza e a paciência necessárias para agir com essa racionalidade. Confio na chegada de uma PUTA dupla de ataque, além de mais um meia e um zagueiro de bom nível.

Se ao final de março o elenco continuar com essas deficiências, aí sim, é hora de cornetar forte, pra valer. Não agora. Não a cada anúncio de  possível contratação frustrado. Mesmo porque, mais da metade deles é invenção da imprensa e dos empresários. É verdade que o Palmeiras poderia repensar essa postura de lidar com as informações e de como passá-las à imprensa e à torcida. O processo de criação de expectativa é muito nocivo. A torcida anda uma pilha por conta do fim do ano passado, e o que sempre foi naturalmente uma banana de dinamite hoje é um barril lotado de pólvora.

A pressão natural sobre a diretoria do clube deve ser exercida com inteligência. Uma pressão desmedida pode precipitar contratações que não são exatamente as que gostaríamos. Daí chega o Brasileirão, e dá-lhe críticas às contratações medíocres.

Soa adequado deixar-se levar pela emoção do futebol nos comentários sobre os jogos, no que realmente está relacionado à emoção. Porque se pretende-se discutir ações dos homens de terno e gravata, é necessária a mesma racionalidade que nós exercitaríamos se estivéssemos no lugar deles. Faz sentido?

21 de janeiro de 2010

Elenco para 2010

Arquivado em: Administração, Futebol, Jogadores — conrado @ 2:45

Vamos fazer um rápido estudo sobre as mexidas no elenco de 2010 que o Palmeiras está montando. A proposta é fazer isso a partir das dispensas.

Foram dispensados até agora: Edmilson, Jefferson, Jumar, Love, Marcão, Mauricio, Obina, Ortigoza, Paulo Miranda e Willians. Na visão do blog, todos foram dispensados corretamente, com exceção de Ortigoza. Ainda na opinião do blog, mais três dispensas deveriam ser efetuadas: Henrique, Marquinhos e Lovinho. Henrique está fora dos planos. Embora ainda não tenha sido repassado a ninguém, vamos contá-lo como fora. Então vejam o diagrama abaixo, que ilustra como era em 2009, e as substituições para 2010:

Com essas substituições no elenco, concluímos que a qualidade subiu em relação ao ano passado. Quem chegou deve suplantar quem foi substituído. E houve uma substancial queda na folha salarial. Isso permite pensar em completar as vagas em amarelo com nomes realmente fortes, para serem titulares. Que me desculpe o Muricy, a gente aqui é menininho de computador que não sabe nada de bola como ele, mas ainda bem que o Grêmio pegou o Douglas.

Sabemos que a situação financeira do clube não é das melhores neste momento, principalmente pelas verbas que deixarão de ser auferidas pela não classificação à Libertadores. Isso é mais um fator que pede paciência de nossa parte. As contratações exigirão muitas rodadas de negociação. Fechando pelo menos quatro contratações fortes, e com a base mantida do ano passado, o Palmeiras terá um time titular poderoso e um elenco de reposição na medida certa, com 29 jogadores no total.

Considerando que no primeiro semestre os principais adversários no Paulista estarão com outras prioridades, e que a Copa do Brasil não tem tantos adversários, digamos, mais qualificados, a concretização dessas contratações significará a quase garantia de se chegar às fases finais das duas competições, que são mata-mata, com reais chances de conquista. Ainda considerando que a janela de transferência depois da Copa deve priorizar os atletas que irão à África, as chances de perdermos os atletas da Traffic antes das finais da Copa do Brasil são pequenas.

Portanto, é hora de focar no fechamento do elenco nessas lacunas apontadas em amarelo. E não há pressa. Para essas primeiras rodadas, os atletas à disposição darão conta. Não vamos nos esquecer que, em 2008, Kleber chegou só em março. As contratações não precisam ser numerosas nem no desespero. Elas precisam vir para resolver.

Garra e identificação com o clube

Arquivado em: Administração, Jogadores — conrado @ 0:17

Pela Copinha, o Palmeiras ganhou da Lusa agora há pouco por 4×2 e classificou-se para a semifinal contra o Santos.

Podem não ser campeões. Mas a garra e a identificação com o clube que essa molecada está mostrando é espetacular. Parabéns mais uma vez aos responsáveis diretos por esse trabalho.

Obs: tem que falar “diretos”, porque infelizmente ainda tem um monte de chupim rondando as categorias de base e que ainda podem querer puxar os louros do trabalho bem feito para si sem terem feito absolutamente nada.

19 de janeiro de 2010

Obras da Arena Palestra começam esta semana

Arquivado em: Administração — conrado @ 2:59

Agora não tem mais volta. As obras da Arena Palestra Italia vão começar esta semana. Na primeira fase, só a parte social do clube será afetada. Na parada da Copa, começam as obras efetivamente no estádio. Portanto, nosso velho Palestra, do jeito que conhecemos, só até julho. Aproveitem cada jogo, que a partir de agora já terá um gostinho de saudade.

A Arena representa um enorme salto na existência do clube. Com previsão de finalização no meio de 2012, a obra proporcionará ao clube novas fontes de receita, fundamentais para a sobrevivência num ambiente cada vez mais competitivo, além de proporcionar à torcida outra perspectiva, mais moderna, de se assistir a uma partida de futebol. E com recursos privados, nada de roubar os nossos impostos nem os de nenhum torcedor de outro time.

Cabe ainda à comissão da Arena estudar, desde já, como será a configuração final em todos os seus detalhes, a fim de proporcionar todo o conforto, acesso e visibilidade ao torcedor, agredindo o mínimo possível as características culturais da torcida palmeirense, e privilegiando sempre a vantagem do Palmeiras de se jogar em casa. Isso tanto na parte visível, facilitando para que a Arena seja realmente um caldeirão; como na parte invisível, os meandros da arquitetura e pequenos segredinhos que fazem um time da casa sempre ter vantagem. Dentro do que regem todos os princípios da esportividade, claro.

A obra palmeirense enfrentou muitos entraves jurídicos e burocráticos, ao contrário de outros clubes, para quem o universo sempre conspira a favor, misteriosamente. Para o Palmeiras, para os italianinhos, tudo é mais difícil. Mas graças à persistência de muitas pessoas que trabalharam duro, o projeto finalmente começa a sair do papel. Parabéns a todos, parabéns ao Palmeiras!

Agora dá pra dizer, com todas as letras, aos céticos, aos pessimistas, aos engraçadinhos, aos babacas e aos anti-palmeirenses:

CHUPA!!!

11 de janeiro de 2010

O time da Copinha, até agora

Arquivado em: Administração, Futebol — conrado @ 0:59

Acabou a primeira fase da Copinha e o Palmeiras correspondeu às expectativas. Não pelos resultados, porque quase todo ano o clube passa bem pela primeira fase – mais pela fragilidade dos adversários do que por méritos próprios. Só que este ano, a segunda melhor campanha dentre todos os 92 participantes veio acompanhada de talentos reais e uma organização tática jamais vista num time de base do Palmeiras.

O goleiro Borges ainda não inspira confiança. Claro, suas vaciladas podem ainda ser atribuídas à pouca idade. Tecnicamente já mostrou ter talento. Precisa de suporte para controlar os nervos.

Os laterais são destaque. Luis Felipe ainda tem muito o que aprender na parte defensiva, o gol sofrido contra o Rio Branco foi num pênalti que saiu de uma jogada 100% em cima dele. Mas no apoio mostrou ter muita força. E ainda mostrou personalidade ao converter dois pênaltis no terceiro jogo, após ter errado o primeiro. Já Gabriel Silva é jogador pronto, irretocável, difícil surgir outro jogador tão promissor em qualquer outro time dessa Copinha. Não bastasse ser ambidestro, é o artilheiro do time.

A zaga deu sustos no primeiro e terceiro jogos. No primeiro, Wellington foi muito mal. Mayko, que deve ser promovido também, entrou apenas no segundo jogo, contra um adversário muito fraco. No terceiro, entraram no nervosismo do time após o pênalti perdido e permitiram que o São Carlos fizesse dois gols com muita facilidade. Mas depois do primeiro gol do Palmeiras, botaram os nervos no lugar e jogaram com bastante segurança.

Bruno Turco e Christian foram se soltando com o tempo na competição. Turco fez sua melhor partida contra o Sorriso. Já Christian, embora já tenha feito um gol e se mostre bastante tranquilo, ainda não conseguiu uma atuação de destaque.

As meias são a posição com mais opções. O destaque é Gilsinho, arisco, driblador, mas ainda pouco objetivo e meio fominha. Também mostrou temperamento forte ao tomar dois cartões e ficar fora do terceiro jogo. Patrick foi muito mal no primeiro jogo, foi substituído por Francinei, que mostrou bastante lucidez. Patrick teve nova chance e recuperou-se posteriormente, tendo atuações corretas. Também apareceu Ramos, o camisa 10, que mostrou ter estrela, marcando um golaço contra o São Carlos.

No ataque, a dupla titular parece não ter sombra. Miguel lembra Vieri, no físico e no jeito de jogar. Alto, forte, vibrante, mas também dá umas de canela. A comparação com Vieri foi um elogio ao garoto, mas se ele quiser mesmo ser um grande jogador, tem que melhorar. Afinal, Vieri foi apenas um bom centroavante, nada mais que isso. Já Afonso também gosta de meter uma mala. Marcou dois gols importantes. Foi o artilheiro da campanha do time campeão Paulista sub-20. O reserva Rodrigo Sabão é uma reedição do Denilson, sem a malandragem do veterano.

O técnico Juninho mostrou não apenas que conhece do assunto, mas também que sabe aproveitar o que seus comandados têm de melhor. Já promoveu alterações táticas muito interessantes, rodando Gabriel, Luis Felipe e Patrick de posições, confundindo a marcação. Os jogadores tocam a bola rápido, mostrando muita consciência tática e entrosamento. Sete titulares já marcaram gols até agora, além de um reserva. Merece ser observado com muito carinho.

Por fim, deve ser ressaltada a atuação do coordenador das divisões de base do clube, Marcos Biasotto. O resultado de seu trabalho já pode ser visto em menos de um ano. Com a estrutura que o clube lhe proporcionou, em pouco tempo organizou todo o departamento e, independente do resultado que venha a ser alcançado neste importante torneio, seu trabalho já é um sucesso, com o lançamento ao time principal de valores como Mayko, Anselmo, Fernando e principalmente Gabriel Silva.

Sempre lembrando que, na atual configuração da legislação, ser um clube formador, desde que bem amparado jurudicamente pra evitar os riscos de ser tungado por empresários ou clubes aliciadores, é fundamental para se manter competitivo, tanto dentro de campo quanto no mercado. Parabéns a todos os envolvidos.

O resultado do campeonato, que entra numa fase de mata-mata com 32 clubes, é detalhe. Mas eu estou com um palpite que por enquanto prefiro guardar aqui pra mim.

13 de novembro de 2009

Manifesto de apoio do grupo Fanfulla ao presidente Belluzzo

Arquivado em: Administração, Diretoria, Imprensa, Política — conrado @ 18:40

Palmeiras, 12 de Novembro de 2009

O Grupo Fanfulla, formado por sócios do clube, palmeirenses apaixonados por futebol e que desejam fazer do Palmeiras um padrão de excelência tanto dentro quanto fora de campo, vem, neste momento, prestar solidariedade ao presidente Luiz Gonzaga Belluzzo.

Infelizmente, no curso da história recente do clube, a imprensa, outros dirigentes e diversas outras personagens do meio do futebol acostumaram-se com uma diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras que era omissa e que calava em momentos cruciais como quando impediram nossa participação no Mundial FIFA de maneira autoritária e injustificada. Neste tipo de situação, a coletividade palmeirense espera um revide. Nossa história de perseguição deixou marcas que não podemos apagar e é lembrando do passado que defenderemos nosso futuro.

E foi lembrando deste passado inglório que o Profº. Belluzzo, que desde o momento em que assumiu a presidência disse que não pretendia se instalar na máquina que é o futebol, fez romper o silêncio e expôs situações indignas porém verdadeiras que assombram o futebol brasileiro. Situações estas que culminaram na anulação por parte do Sr. Carlos Eugênio Simon de um gol legítimo, objetivo último do futebol.

Alguns descontentes com as declarações do Prof.º Belluzzo tentam, desesperadamente, desqualificá-las bem como ao próprio presidente, afirmando que este estaria se portando como um mero torcedor. Não restam dúvidas de que o coração de nosso presidente bate como o de um torcedor mas, acima disso, está a consciência de que deve-se defender os interesses de seu clube até as últimas conseqüências, em especial quando se é prejudicado como o Palmeiras foi.

São em horas como essa que nos sentimos honrados de saber que aquele que ocupa a cadeira de presidente pensa, acima de tudo, no sucesso, na glória e na história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Luiz Gonzaga Belluzzo é alguém que sabe da grandeza do clube que comanda e faz questão de que o Palmeiras seja tratado com a dignidade, honestidade e hombridade que merece, mesmo que tenha que lutar, e muito, por isso.

Ao presidente Belluzzo, fica a garantia que estamos ao seu lado e que esta luta não é só sua, é de todos os palmeirenses e deveria ser de todos aqueles que apreciam um futebol decidido por vinte e dois homens, sem interferências externas e interesses econômicos.

Grupo Fanfulla

Copiando e colando

Arquivado em: Administração — conrado @ 14:22

Email recebido agora há pouco, de um palmeirense tentando se cadastrar no programa de sócio-torcedor “Avanti”:

Estou tentando associar-me faz horas, mas está dando algum problema na transação.

Tento entrar em contato com a central de atendimento e descubro que não existe telefone visível algum no site do programa. Fuço o regulamento e acho um contato, da Academia de Futebol (!!!). Ligo lá, e óbvio, dizem que não têm nada a ver com o programa.

Ligo no Palmeiras e me passam para o Marketing. Lá, claro, ninguém sabia falar absolutamente nada sobre o programa que não indicar a entrada no site.

Parabéns Palmeiras. Tratando seu torcedor como merda, mais uma vez!

3 de novembro de 2009

Verde que te quero verde

Arquivado em: Administração, Jogadores — conrado @ 17:38

Nossa parceira desde 2005, a Adidas, sempre explicou que não poderia colocar seus banners no Palestra com o verde ao fundo porque existe toda uma série de regulamentos para que a sua marca seja estampada por aí. Branding, seus conceitos, subconceitos e etc e tal, para deleite dos profissionais de marketing. OK.

Pela tal regulamentação interna, a cor oficial da marca é preto e branco, e por isso, para desespero dos mais puristas, as placas de publicidade no Palestra mostram um desconfortável fundo preto para a tipografia em branco.

Não estou entre esses puristas, sou capaz de entender e aceitar que as grandes marcas tenham suas regras bem definidas para manter um padrão em suas logomarcas e etc. Cada um faz suas regras. Se os americanos da Coca-Cola aceitaram mudar o tradicional fundo vermelho da empresa de bebidas para azul, para agradar ao Grêmio quando os patrocinaram, é uma opção deles. Já a alemã Adidas sempre se mostrou rígida nesse sentido. Grandes parceiros, grandes marcas, grandes contratos. Banners em preto e branco não vão arrancar pedaço de ninguém. Afinal, todo mundo tem genro ou cunhado, são coisas que a gente queria passar a vida sem, mas conseguimos aceitar.

Mas eis que a globo.com fez uma reportagem sobre a volta de Pierre aos treinos com bola, e estampou a foto que está reproduzida neste post. Opa! Não preciso dizer mais nada, a não ser: se pode na Academia, pode no Palestra!

Alô Adidas, vamos deixar o Palestra mais bonito?

***

Já que um assunto leva a outro, Pierre voltou a treinar com bola. Mas a previsão continua sendo de volta apenas em 2010. A previsão oficial. Mas não sei por que, acho que isso vai acontecer ainda este ano… só um palpite, tchê…

27 de outubro de 2009

Nossas categorias de base

Arquivado em: Administração — conrado @ 13:01

As categorias de base do clube estão passando por uma reformulação profunda. Esta divisão do Departamento de Futebol do Palmeiras conta desde fevereiro com os serviços de Marcos Biasotto, com quem conversei na semana passada. Abaixo vocês podem conferir os vídeos desta conversa. Infelizmente, na parte final da entrevista, acabou o espaço no memory card da câmera, mas eu transcrevo o que foi dito. Vale a pena conferir o que está sendo feito em nossas categorias de base, e o que esperar para o futuro.

Parte 1 – Marcos Biasotto se apresenta e descreve toda a sua trajetória, desde o início como atleta profissional, depois como auxiliar técnico e finalmente como coordenador de divisões de base, passando por toda a sua formação acadêmica.
Parte 2 – Biasotto explica o papel do time B, hoje composto basicamente pela categoria sub-20, e a adequação das subdivisões da categoria de forma a maximizar o aproveitamento dos garotos nas competições mais importantes das categorias menores. Biasotto revela que está trabalhando nos bastidores para tentar promover uma mudança estrutural nas categorias de base do país, a fim de beneficiar o futebol brasileiro como um todo.
Parte 3 - neste trecho, Biasotto descreve toda a estrutura física e humana das categorias de base do Palmeiras. Tudo o que está por trás do desenvolvimento dos futuros craques do Palmeiras e do Brasil.
Parte 4 – Biasotto explica como é feito o processo de captação de garotos para iniciar os testes no clube, e a partir do ponto em que o garoto é aprovado, como é feito o acompanhamento e todas as reavaliações periódicas, para decidir se o atleta deve ou não continuar o processo.
Parte 5 – aqui, Biasotto explica como o atleta é preparado para integrar a equipe principal do Palmeiras.

Neste ponto, acabou o espaço na memória, mas felizmente a entrevista já estava no fim e não perdemos muito material.

Já que todo o interesse dos torcedores do Palmeiras nas categorias de base estão relacionados com conquistar a Copa São Paulo, a única competição das divisões menores com penetração na grande mídia; e com revelar novos valores para o time profissional, perguntei ao Biasotto o que esperar deste trabalho iniciado em 2009, já para 2010. Ele obviamente não prometeu títulos, mas tanto para a Copa São Paulo, como para o Campeonato Brasileiro, realizado no Rio Grande do Sul e que para ele é tecnicamente uma competição muito mais forte que a Copa São Paulo, o Palmeiras já terá uma equipe bastante competitiva.

Quanto a reforços para a equipe principal, ele preferiu não citar nomes para preservar a garotada, para evitar criar expectativas precipitadas dos torcedores, dos familiares e deles próprios em relação ao prosseguimento das carreiras. Mas afirmou que, apesar do trabalho estar no início, já será possível que Muricy alce ao time de cima alguns valores do time sub-20. E que essa tendência tende a aumentar com o passar dos anos, quando teremos, em 6 ou 7 anos uma safra de jogadores formados desde muito cedo através dessa metodologia.

Apesar de estarmos vivendo um momento bastante agitado no fechamento do Campeonato Brasileiro, espero ter conseguido colher um bom depoimento do profissional mais graduado nas nossas divisões de base. Sabemos que, com o formato atual da legislação, ser formador de valores é uma grande vantagem competitiva dentre os clubes de futebol, e o Palmeiras, cuja tradição nessa área limita-se – sabe-se lá por que – apenas à formação de goleiros, busca alcançar a excelência neste aspecto de forma mais ampla. E o Biasotto parece ser um dos caras mais adequados no país a conduzir um time a essa condição. Que seu trabalho tenha longa vida no Verdão.

26 de outubro de 2009

Ingressos à venda!

Arquivado em: Administração, Diretoria — conrado @ 14:22

E arquibancadas às moscas. É a aposta deste blog, ao tomar conhecimento oficialmente dos preços a serem praticados pelo Palmeiras para os ingressos das duas próximas partidas. O preço da arquibancada comum, inteira, para o jogo de quinta-feira contra o Goiás foi mantido a R$40. Para o Derby no Mato Grosso, R$50.

Este blog já deixou clara sua posição com relação à política de preços dos ingressos. Se tem quem pague, o ingresso tem que estar lá em cima mesmo. Mas levando em consideração a campanha recente, e que as duas partidas acontecerão antes do pingo do salário do povão, não há como concordar com a decisão. Foi equivocada. Neste momento, a diretoria poderia ponderar se é melhor ter um estadio cheio com o ingresso a R$25/R$30,  ou um estádio pela metade com o ingresso a R$40/R$50.

Retirarei a crítica se as arquibancadas estiverem repletas de palmeirenses, nos dois jogos. Mas truco. Confio no meu chutômetro. Minha aposta para quinta: 14.700 pagantes, se não chover.

***

Pois é, rezem para não chover. Lembrando que a previsão do tempo para quinta é de pancadas de chuva à tarde. Se forem ao fim da tarde, como costuma ser, é aquela chuva que deixa o trânsito da cidade um inferno e vai fazer o cara que estava em dúvida deixar de ir. Podem tirar mais uns 2.500 pagantes da previsão se cair uma chuvona daquelas.

Aliás, neste exato momento chove a cântaros na zona oeste da capital paulista.

1 de outubro de 2009

Acesso ao Palestra em números

Arquivado em: Administração — conrado @ 6:28

Pessoal, o Ricardo Teixeira – não, não é o presidente da CBF – desenvolveu uma pesquisa extremamente trabalhosa, a respeito do acesso do torcedor ao Palestra Italia. Foi medido o grau de satisfação dos torcedores em relação à atual prestadora do serviço de venda de ingressos, a Outplan; e à antiga prestadora, a BWA, inclusive em sua última incursão por nossas bilheterias, no jogo contra o Grêmio, onde houve aquela ação com a Itaucard.

Foram também sondadas as maiores queixas do torcedor na hora de adquirir o ingresso, entre outros dados. Cliquem aqui para acessar o documento. O Ricardo tem apenas 19 anos e fez um trabalho bastante interessante, vale a pena dar uma olhada.

Valeu Ricardo!

30 de setembro de 2009

Clube, organizadas e torcedor comum: uma grande evolução

Arquivado em: Administração, Diretoria, Torcida — conrado @ 3:27

Os leitores mais assíduos já estão por dentro, mas não custa lembrar: depois de alguns posts discutindo o assunto, especialmente este, o clube, representado pelo Diretor de Relacionamento com o Torcedor, Paulo Niccoli, buscou desenvolver um projeto onde se pudesse fazer do Palestra um caldeirão, um verdadeiro inferno para os adversários.

Desenvolver músicas mais contagiantes, que fossem entoadas por todos, e não apenas pelos organizados, era um grande desafio. Outro, maior ainda, era fazer com que as maiores torcidas do Palmeiras topassem fazer um trabalho em conjunto, em benefício do time. Todos sabem, as organizadas têm diferenças grandes entre si, principalmente entre suas lideranças. Mas o amor ao Palmeiras parece ser capaz de atropelar qualquer barreira.

Com a colaboração de inúmeros palmeirenses, como Marcos Kleine, Vicente Criscio do 3VV, Wilson Simoninha, entre tantos outros que não serão citados agora para não cometermos injustiças, foi feito todo um trabalho de coleta e seleção do material, junto à torcida, pela Internet. Foram quase 200 sugestões de músicas e gritos de guerra – no bom sentido, claro – para compor o conjunto final.

Serão músicas para se ouvir em casa ou no carro – mas também músicas para se cantar no estádio. Músicas enaltecendo o Palmeiras, o clube, o time; mas também mostrando o orgulho e a força da própria torcida. Músicas rápidas, marcadas, fortes – e também belas canções que puxam pela emoção. O projeto é ambicioso e pretende agradar a todo e qualquer palmeirense, propondo um mix equilibrado com todos os componentes que envolvem a paixão pelo futebol, monitoradas por profissionais de música, marketing, distribuição, tecnologia e experts de arquibancada, torcedores que já têm mais tempo de minuto de silêncio do que a Dercy tinha de vida quando morreu.

As faixas serão distribuídas através de um CD, que fará parte do kit destinado ao programa de Sócio Torcedor, mas que também terá outros canais de distribuição; também serão disponibilizadas para download na Internet; serão convertidas em versão ringtone para celulares, enfim, todo palmeirense terá a chance de acessar o resultado desse trabalho. Se vai pegar ou não, se o Palestra vai mesmo virar um caldeirão, o futuro dirá. Mas o pontapé inicial nessa direção foi dado.

Pela empolgação com que as organizadas – representadas pelo André Guerra (Mancha) e pelo Rodrigo “Italiano” (TUP) – abraçaram o projeto na reunião que tivemos esta noite, temos todos os motivos para acreditar que tende a dar certo. Além dos temas que envolvem o projeto, foram discutidos no encontro outros aspectos que envolvem, em geral, o torcedor de futebol, especialmente o do Palmeiras.

A impressão que ficou latente é que existe um enorme hiato entre o clube, o torcedor comum e as organizadas. Não há comunicação entre as partes. Muitas vezes a interpretação que cada elemento desse tripé faz de outra é equivocada, e a distância é a maior razão disso. A relação é tensa, e vemos que isso não é necessariamente a natureza dessa comunicação, como nos acostumamos a pensar.

O torcedor comum já começou a quebrar a distância com o clube através da própria Mídia Palestrina [pronto, agora vou usar o termo declaradamente, ok?]. O reconhecimento do clube, através da Diretoria de Futebol, ao chamar para uma espécie de prestação de contas os blogueiros como forma de intermediação e representação do torcedor comum significou um avanço enorme. E agora o clube faz um projeto que exige a participação das organizadas, uma ação que se elas não abraçarem, não sai – e por isso, contam com elas.

Pois as organizadas deram o passo à frente e se dispuseram a ouvir e a fazer o que acham melhor para o time, não exigindo contrapartidas imorais, nem deixando que interesses menores atrapalhem o objetivo. E isso acabou fazendo com que outro muro levasse suas primeiras picaretadas: o que está entre o torcedor comum e as organizadas. É claro que o histórico é conturbado e muitos episódios permanecem em aberto, mas não pode ser nada que um estreitamento da distância que foi cultivada com o passar dos anos não resolva.

Os organizados têm seus pontos de vista e suas reivindicações. Fazem suas besteiras, e as reconhecem , não se escondem – e tentam melhorar, embora não pareça. Explicam que sofrem com o boicote da mídia contra as ações de que se orgulham. O torcedor comum, que só tem acesso ao que a imprensinha divulga sobre as organizadas  – e é só a parte ruim – duvida que isso aconteça. Admito que eu também duvidei por muito tempo. Falta uma boa comunicação entre as organizadas e a torcida em geral, para que todos vejam nelas legítimos representantes da TORCIDA DO PALMEIRAS, principalmente nos estádios mundo afora. Será isso possível?

Esse contato com os organizados por ocasião deste projeto tem ajudado a desmistificar o mau conceito. E gostaria de poder dividir isso com vocês, da mesma forma com que temos levado já há quase três anos o outro lado das alamedas do Palestra, um lado que não era tão difundido assim.

A conduta deste blog não será tomar partido de nada, mesmo porque não se está propondo um embate. Ao contrário, a proposta é um debate, uma aproximação entre o comum e o organizado. Os líderes das entidades toparam interagir com o torcedor comum, para que se derrube o mito que hoje existe sobre as torcidas. Ou não. Depende do desempenho de cada um neste debate. Quem vai vencer é a verdade.

O leitor deste blog poderá, através do email parmerista@gmail.com, enviar suas perguntas, que serão selecionadas pelo blog, enviadas à TUP e à Mancha e devidamente respondidas.

Este projeto, mais do que transformar o Palestra num caldeirão, num inferno para os adversários, pode marcar o início de um novo capítulo nas relações entre os palmeirenss, mais harmoniosa, mais próxima, conspirando a favor exatamente no momento em que o time dá todos os sinais de que vai voltar a ser o maior vencedor de todos os tempos do futebol brasileiro.

Que orgulho que dá de ser palmeirense!

28 de setembro de 2009

Miragem

Arquivado em: Administração — conrado @ 18:30

Você não está vendo o convite abaixo. Se ele existisse, seria a peça a ser distribuída à imprensa para que comparecessem ao clube na próxima quarta-feira, para cobrirem o evento onde seria celebrado o suposto acordo entre a Traffic e a WTorre para a comercialização de naming rights e dos camarotes da Arena Palestra Italia.

Mas claro, como a Arena nunca vai sair do chão, para delírio dos profetas do apocalipse, o convite abaixo é uma miragem e non ecziste.

Vão chupando aí, secadores…

22 de setembro de 2009

Com moderação

Arquivado em: Administração, Diretoria — conrado @ 11:49

Rapaziada, o negócio é o seguinte: estou ouvindo dezenas de reclamações com relação a nossa diretoria, por conta de duas derrotas nos bastidores – a escalação de Evandro “Beltrão” Roman para a partida em Belo Horizonte e o não-adiamento da partida contra o Atlético-PR, de sábado para domingo, dando pouco tempo de descanso para o time após a partida adiada contra o Cruzeiro.

O primeiro xingamento, o mais basicão, é o manjado “diretoria omissa!”. Não é por aí. Uma das coisas que vimos com muita clareza na reunião convocada pela diretoria de futebol, há duas semanas, é de como está sendo feito o trabalho de bastidores. Isso não é uma coisa que se saia falando por aí, por isso, temos que ser bastante cuidadosos. E se tem uma coisa que essa diretoria não pode ser chamada é de omissa. Omissa era a diretoria de tempos passados, que ficava com o bundão na cadeira pensando na vida, nas picuinhas internas do clube, e nos curraizinhos eleitorais dos departamentos.

A postura atual não é de acomodação. Tenham a certeza que o Palmeiras busca valer seus interesses, e sempre que possível, consegue. Não precisamos aqui fazer listinha dos êxitos. Mas é necessário dizer que eles existiram; quem está aberto a enxergar os dois lados da história pode puxar pela memória ou fazer uma pequena pesquisa que comprovará o fato.

Os dois insucessos desta semana podem ser encarados como naturais num eterno jogo de perde-e-ganha que são os bastidores do futebol. O que não podemos aceitar é um desequilíbrio na balança, pendendo pras derrotas, ou então uma total passividade, coisas que efetivamente não acontecem. Pequenos sapos, entretanto, são inevitáveis vez ou outra.

Outra coisa importante a se ressaltar é que, quando se reivindica algo nos bastidores, nem sempre se é atendido, mas quase sempre volta-se com uma compensação futura debaixo do braço. A via é de duas mãos. Como já foi dito, é o tipo da coisa que não se pode alardear, mas pequenas derrotas como essa, para uma diretoria atuante, quase certamente significam vitórias importantes no futuro.

Por isso, vamos encarar essas batalhas nos bastidores como jogos dentro de campo: perder de vez em quando faz parte do script, o que nós, como torcedores, devemos fazer é cobrar luta, sempre. E claro, como no futebol, dois reveses na mesma semana merecem uma cornetada, sem dúvida. Mas com moderação.

***

Amigos, amanhã é dia de jogo, um dos mais importantes do ano. Uma vitória significa três pontos de vantagem para o segundo colocado, o que nos dará uma margem de uma rodada de tropeço que mesmo assim continuaremos na liderança. E a próxima rodada mostra a tabela favorável a nós, o que permite projetar que a margem tende a aumentar. Por isso a importância da vitória amanhã.

Todas as energias positivas devem estar canalizadas para o Mineirão amanhã. Estaremos fazendo a nossa parte no Boleiros Bar, na Vila Madalena. Clique aqui para saber mais detalhes; e vista a sua camiseta da Arrancada Heróica para comemorar o Dia do Palmeiras, que foi no início desta semana. RUN, BAMBIS, RUN!

16 de setembro de 2009

A questão do calção

Arquivado em: Administração, Diretoria — conrado @ 3:26

O Palmeiras “anunciou não-oficialmente” que não deve fechar nenhum patrocínio para o calção, depois de recomendação do departamento jurídico, que concluiu que o contrato com a Samsung dá o direito à multinacional coreana de todo o espaço no uniforme, não apenas na camisa – isso inclui calção e provavelmente até as meias.

Ah, entendi. Quer dizer, não entendi nada. Quer dizer que o Palmeiras negocia com a Cosan por um longo tempo, a notícia vaza, o negócio é praticamente fechado. Enquanto isso, outra frente negocia com a Lupo, que acaba oferecendo mais que a Cosan, e o negócio é fechado, caracterizando um leilão bom para as finanças do clube, mas péssimo para a reputação do Palmeiras enquanto negociador. É isso?

A Adidas protestou por não concordar com o fato de um concorrente direto seu passar a ser um co-patocinador do uniforme, afinal, a Lupo recentemente entrou no mercado de fornecimento de material esportivo a times profissionais. Enquanto era reconhecido como legítimo o protesto da multinacional alemã, veio à tona providencialmente outra negociação, com a Unimed, e foi firmado um acordo melhor ainda do que o com a Lupo, que teria que ser cancelado de qualquer forma.

Com o fim de todas essas idas e vindas, a gloriosa Samsung entrou no circuito e acabou com a graça de todos, dizendo ser detentora dos direitos sobre o calção, embora prefira não utilizá-lo. E jogou um balde de água fria em todo mundo. É isso mesmo?

Perguntas:
1) por que o Palmeiras fez leilão, voltando a negociar com a Lupo após ter praticamente fechado questão com a Cosan?
2) por que o Palmeiras deixou acontecer uma situação de desgaste como a questão do conflito entre Adidas e Lupo? Por que não anteviu esse conflito?
3) se foi possivel um acordo com a Unimed, melhor do que o com a Lupo, que por sua vez era melhor do que o com a Cosan, isso quer dizer que este último na verdade era uma verdadeira porcaria?
4) por que os dirigentes palmeirenses jamais consideraram que as negociações com Cosan, Lupo e Unimed eram inúteis, já que o contrato que o clube assinou com a Samsung não lhe dava o direito de vender o espaço do calção novamente? Como é que se paga um mico desse tamanho, por três vezes?
5) que espécie de parceiro é a Samsung, que vê o Palmeiras negociando por meses a fio com três possíveis parceiros, sabe que não pode, vê o parceiro fazendo bobagem e fica quieto, deixando para vetar no momento final, depois de todos os desgastes já consumados?
6) é possível mensurar o prejuízo que todo esse tempo perdido representa?

Desculpem, apesar da questão envolver a bunda, não se podia esperar esse monte de cagadas. É surpreendente, dado o nível das pessoas envolvidas. Mas se fizeram tais cagadas e embaraçaram o Palmeiras, precisam responder por elas. A torcida do Palmeiras está ansiosa pelas respostas.

15 de setembro de 2009

Estagiário

Arquivado em: Administração, Outros — conrado @ 22:51

Pô, larguem do Caio Junior, ele está lá no Oriente Médio ganhando seus milhõezinhos bem quietinho. O post não tem nada a ver com ele. Estou falando é de um maledetto flamenguista que trabalha na CBF.

Vocês já tiveram a curiosidade de acessar a página no site oficial da entidade que contém as estatísticas gerais do Campeonato Brasileiro? Apesar de um monte de números em sua maioria sem a menor serventia, é lá que você vai achar os dados primários para as análises de desempenho dos times quanto a renda e público.

O estagiário da CBF que atualiza esses dados deve ter tirado folga, ou então deu praia nos últimos dias, porque são quase 30 jogos que faltam ser computados para se ter uma informação atualizada.

Mas este curioso parmerista não quis esperar: bastava pegar os dados disponíveis e acrescentar os dados faltantes, disponíveis nas súmulas que o próprio site da entidade disponibiliza aqui. Do lado direito de cada linha, o “B” indica o borderô de cada jogo, enviado por fax à entidade, que, por lei, é obrigada a publicá-los. Parece fácil.

Vai achando…  tente identificar os números, por exemplo, desta súmula.

Sério. É uma vergonha.

Não acredito que isso seja feito deliberadamente para dificultar o acesso aos números. Picaretagem tem limite, e por favor, me deixem acreditar nisso.

Prefiro pensar que é apenas a incompetência infinita do estagiário flamenguista que colocaram pra cuidar dessa seção do site. Além de não atualizar os dados no tempo certo, o desinfeliz não tem capacidade para escanear um fax de forma que ele fique legível na tela. Só pode ser isso. Repito: Encolher a imagem deliberadamente só para dificultar o acesso seria de uma sãopaulinagem tão grande que eu me recuso a acreditar que isso existe além do perímetro bambístico.

Fica aqui a sugestão ao doutor Ricardo: serviço porco por serviço porco, demita esse flamenguista e contrate um palmeirense, que o serviço porco vai ser só no nome, garanto que a qualidade do serviço vai se elevar consideravelmente. Porque chega a ser ridículo apresentar dados oficiais de um campeonato tão importante como o Brasileirão desse jeito.

***

Fui atrás desses dados para conferir a posição atualizada do Palmeiras na tábua de público e renda do campeonato, já que o útimo jogo no Palestra deu uma renda próxima de R$ 1 milhão, o que deve ter melhorado consideravelmente o já elevado resultado do Verdão antes da 23a. rodada.

O Palmeiras ocupa a oitava posição entre os públicos médios, com 17.020 pagantes por jogo. No quesito renda, o Verdão só está atrás dos gambás, que foram turbinados pelo Derby do primeiro turno. O Palmeiras arrecadou cerca de R$550 mil por jogo.

Uma comparação interessante pode ser feita com o Cruzeiro. Com uma média de público muito parecida com a nossa, o Cruzeiro arrecadou cerca de R$ 3 milhões a menos que o Palmeiras. Projetando o resultado até o fim do ano, isso significa que a política de precificação do Palmeiras proporciona ao clube cerca de R$ 5 milhões a mais que a do Cruzeiro, contando só as bilheterias do Brasileirão.

Isso porque estamos limitados à capacidade do Palestra, de 27 mil ingressos. Tivéssemos um estádio maior, o que efetivamente acontecerá em três ou quatro anos, e o resultado seria ainda melhor. Os bambis, por exemplo, contam com mais público que nós no total porque colocaram muita gente no panetone em jogos com apelos específicos. O desvio-padrão de suas bilheterias é imenso. Já o nosso é bem pequeno.

Ainda é interessante perceber que apesar do perfil do torcedor que frequenta o Palestra ser um pouco mais elitizado que em temporadas anteriores, e que isso torne, de fato, um pouco mais chato aturar certas figuras que não sabem exatamente o que estão fazendo no estádio, não há prejuízo técnico. O Palmeiras está invicto em seus domínios e tem uma das melhores campanhas entre os mandantes.

Simplificando ao extremo: eu não tiraria R$ 5 milhões do caixa do clube só para que tivessem menos chatos nas arquibancadas. Acho mais interessante buscar algo para tentar conduzi-los para que sejam menos chatos e apóiem mais o time.

*os dados acima foram completados consultando aqueles maledetos scans do estagiário e, claro, devem conter alguns erros – mas nada que altere significativamente as médias finais.

11 de setembro de 2009

Back in business

Arquivado em: Administração, Diretoria, Futebol — conrado @ 2:02

Pessoal, talvez vocês tenham notado pelas últimas tuitadas, mas eu não tenho estado muito bem de saúde. Não é nada grave, é daquelas gripes violentas que se a gente não cuida, vira pneumonia, que tiram a vontade de tudo, até de blogar.

O mundo, claro, continua rodando, e a diretoria de futebol do Palmeiras deu-me a honra – a mim e a mais uma porção de blogueiros palmeirenses – do convite para assistir a uma apresentação sobre a atuação do departamento.

Mesmo sem muitas condições físicas, uma dessas não se perde. E juntei-me na noite desta quinta-feira a grandes baluartes da chamada mídia palestrina para assistir a uma palestra de quase quatro horas, que teve como apresentadores o coordenador técnico, Marcos Biasotto, o gerente de futebol Toninho Cecilio e o diretor Gilberto Cipullo, além de Genaro Marino e Savério Orlandi. A apresentação, já feita para todos os membros do Conselho, foi estendida à chamada mídia palestrina, para que o torcedor do clube possa ter acesso ao trabalho que está sendo feito, contado por palmeirenses. Também está prevista outra apresentação para a imprensa em geral. Mas a diretoria, obviamente, valorizou a versão que será dada à torcida pelos seus próprios representantes.

Quem ouviu o programa 8 da Rádio Fanfulla já tomou conhecimento do conteúdo dessa apresentação, descrito pelo conselheiro fanfullista Luís Fronterotta. Mas neste sábado será feito outro bate-bola, desta vez entre os presentes nesta reunião, onde trocaremos impressões sobre a o que vimos.

Posso adiantar que a boa perspectiva que eu fiquei com o relato do conselheiro Fronterotta ficou melhor ainda tendo podido assistir a toda a apresentação. Os bons resultados deste ano não são obra de nenhum acaso, e as projeções para os próximos anos são melhores ainda.

Então não percam, no início da próxima semana, áudio especial com a participação da mídia palestrina, debatendo a atuação da diretoria de futebol do Palmeiras.

Estamos de volta, senti falta disso aqui… Agradeço a todas as mensagens de apoio e desejos de melhoras… a todas as trêsquatro!

28 de agosto de 2009

Pronto, Vagner Love. E agora?

Passada, e muito, a euforia pela confirmação da contratação de Vagner Love, do qual este blog infelizmente foi alijado de viver o momento junto com a torcida, podemos começar a pensar em todos os desdobramentos desta contratação.

Primeiramente, devemos analisar as condições em que essa negociação se concretizou. Em princípio, noticiou-se que o Palmeiras adquiriria Obina do Flamengo, e imediatamente o repassaria ao CSKA, e os atacantes seriam trocados por empréstimo de um ano, com opção de compra ao final. Não se sabe de onde a impresa tirou isso. O fato é que Obina fica no Palmeiras, e Love vem por empréstimo, sem custo, a não ser os salários. Obina joga domingo contra o bambi, normalmente. Como é que Cipullo e cia. conseguiram isso, não se sabe. Só sabemos que é para se tirar o chapéu. O time não perde nenhuma peça, não se enfraquece, e ainda ganha um reforço desse quilate.

Há ainda duas questões para serem esclarecidas. A primeira é com relação aos salários a serem pagos para Love. Trata-se de um jogador com salários altos. A imprensa chegou a noticiar que Love teria baixado seus salários para poder se encaixar no orçamento do futebol do Verdão. De qualquer forma, não há motivos para desconfiar da gestão financeira no clube. Se houve o acordo, é porque há como pagar. Aqui não é Flamengo.

Seja alto ou adequado – e entenda-se por adequado um salário que respeite o teto definido em acordo com o elenco, o mesmo que recebe Marcos – a segunda questão saber como o grupo receberá Love. Apenas Marcos foi seu companheiro em sua passagem anterior pelo clube. O ambiente entre os jogadores hoje é muto bom. A chegada de um jogador de peso, badalado, sempre altera a rotina e pode mexer com algumas cabeças. Esse fator fica potencializado devido à personalidade de Love – alegre, extrovertido, e ainda por cima baladeiro, pelo menos em sua primeira passagem por aqui, quando tinha apenas 20 anos.

Seria muito interessante saber do jogador o que o motivou a vir para o Brasil após cinco anos em Moscou. Morar lá deve ser um saco. Preocupa saber que a motivação do jogador foi saudades do país, e da alegria de se morar aqui. Se a motivação foi aparecer mais de perto para Dunga, aí a coisa melhora. O procurador de Love foi bem quando deu essa justificativa, mas entre o discurso e a verdade, nem sempre a distância é curta.

***

Preocupações à parte, é hora de celebrar. Na semana do aniversário do clube, a torcida ganha mais um presentaço. A verdade é que não existe torcida neste país que não esteja invejando os palmeirenses neste momento. Vejam que eespinha dorsal: um time que conta com Marcos, Pierre, CleitonX, Diego Souza e Vagner Love, bem treinadinho, pode se candidatar a qualquer título no planeta. Contando ainda com coadjuvantes de qualidade como Danilo, Souza, Edmilson e Ortigoza, entre outros, e com um treinador do gabarito de Muricy, o caminho está muito bem traçado.

É isso que esperamos da diretoria de futebol. É sempre bom lembrar que este trabalho começou em dezembro de 2006, ainda na administração Della Monica. Gilberto Cipullo assumiu a direção de futebol e montou o primeiro time da fase de reconstrução, após a desastrada passagem de Salvador Hugo Palaia. Sem caixa, com alguns talentos esparsos, como Valdivia e Edmundo, Cipullo começou o trabalho, de longo prazo – o tal planejamento, que por não ter dado frutos nos primeiros campeonatos disputados, foi tão ironizado.

Mas a reconstrução técnica e financeira exigia tempo. Aos poucos, as peças foram sendo trocadas. O time de 2007, que era apenas para não fazer feio, realmente não fez feio. E quase fez bonito, raspou a Libertadores. A recuperação financeira avançou. Em 2008 veio um parceiro, e o modelo, apesar de não permitir ao clube todo o poder de decisão desejado, foi suficiente para a conquista de um Campeonato Paulista, aliviando a pressão por um título e dando mais tranquilidade para a sequência do plano. Já sob o comando de um técnico de renome, o Palmeiras buscou seu primeiro vôo, e chegou na reta fina do Brasileiro com plenas chances de conquista, que não aconteceu por um erro fatal no percurso. Mas o caminho continuava certo.

Com a eleição de Belluzzo, todas as fichas foram jogadas para o time de futebol. A reconstrução financeira avançou mais ainda; e também a relação com o parceiro, já mais disposto a atender às necessidades do clube e deixando um pouco de lado a realização imediata dos lucros pretendidos. E assim o grupo apenas se fortaleceu, esteve muito próximo da conquista do bi Paulista e da Libertadores, mas sucumbiu a mais erros de percurso: o comandante estava fraquejando.

Uma importantíssima correção de rota, que exigia muita coragem, foi feita: a troca de comando na comissão técnica. E passadas algumas semanas, sob o comando de outro grandíssimo treinador, o grupo hoje é sem dúvida o mais encorpado do país, inicia o segundo turno liderando o campeonato sem perder nenhuma peça, e ao contrário da tendência de todos os rivais, fortaleceu o time. A meta é nada menos que a conquista do Brasileiro, e da Libertadores, no centenário do rival. E agora não há mais desculpas de que é pro ano seguinte, pra 2011…

A chegada de Vagner Love, além da importância que tem por si só, sela o fim da fase de crescimento. Alguns reforços ainda podem aparecer até segunda-feira, principalmente na zaga e na meia. Mas a chegada de Love é o grande símbolo. Hoje o Palmeiras é Palmeiras. Não existe mais a síndrome de vira-latas, aquele fantasma oitentista que voltou a assombrar o clube desde a saída da Parmalat. A imprensa já não tem mais como desdenhar o clube – pode até fingir que não vê, mas atingindo os resultados, nem isso será possível.

Bem-vindo, Vagner Love, e toma juízo. Parabéns, diretoria do Palmeiras, e muito obrigado. Parabéns, torcida do Palmeiras.

Parabéns, Palmeiras!

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