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23 de agosto de 2009

Fim-de-semana perfeito

Arquivado em: Administração, Jogadores, Outros — conrado @ 18:38

A sexta-feira teve três notícias bem legais: uma, ainda por ser confirmada oficialmente, é de que a Unimed teria conseguido fechar com o Palmeiras o patrocínio do calção. O acordo com a Lupo, já fechado, teve que ser alterado porque a empresa expandiu suas atividades para a produção de material esportivo e tornou-se concorrente da Adidas. A Lupo manteve o patrocínio, entretanto, para o time de basquete que disputará a NBB.

As duas outras notícias já são oficiais: o Palmeiras ganhou a disputa judicial que movia contra o zagueiro David, e pela qual teria que se reapresentar no Palestra. À decisão ainda cabe recurso, mas poucos acreditam que o zagueiro poderia reverter. Claro que ele não tem clima para permanecer por aqui, mas o Palmeiras será pago por isso, não ficará chupando o dedo. As informações são de que o presidente Belluzzo aproveitou uma viagem ao Rio este fim-de-semana e já começou a costurar o acordo com o Flamengo.

Por fim, a dispensa de Mozart, que vai jogar no Livorno da Itália. O volante chegou num momento de necessidade, com as contusões simultâneas de Sandro Silva e Edmílson, mas infelizmente não vingou no Verdão. Com o salário bastante elevado, o jogador era um peso para as finanças do clube. A rescisão se deu de forma amigável, por iniciativa do próprio jogador, que foi bastante correto em sua passagem por aqui, apesar de improdutivo tecnicamente.

Acabou a gloriosa sexta, veio o futebol do fim-de-semana.

Sábado frio, expectativa de um grande jogo. Confronto importantíssimo, pra se afastar na tabela de um adversário duríssimo na luta pelo título. A Samsung gentilmente convidou a alguns membros da mídia palestrina para conhecer um de seus camarotes, e batermos um papo com a blogueirada enquanto torcíamos pelo Verdão.

Tive a oportunidade de reencontrar ótimos amigos, e de conhecer gente nova, inclusive muitos leitores do blog, amigos que sempre deixam seus comments e interagem pelo Twitter. A experiência foi muito agradável, fica aqui um grande abraço a todos os que compareceram, e ao pessoal da Samsung pela ótima recepção e pelo presente, uma camisa azul novinha (eba!).

Pra complementar o fim-de-semana, derrotas do bambi e do Atlético Pocotó deixaram o Verdão mais isolado ainda na liderança, faltou apenas um tropecinho do Goiás. Mas mesmo assim a rodada foi ótima, levantando ainda mais o moral dos palmeirenses para o Tsunami Verde que se aproxima – é nesta quarta-feira – e principalmente para a guerra de domingo contra as fofoletes. A Hora do Pesadelo está chegando.

*atualizado na madrugada de segunda-feira

20 de agosto de 2009

Engenheiro Beltrão strikes back

Arquivado em: Administração, Diretoria, Futebol — conrado @ 16:33

E continuamos sendo tratados como Engenheiro Beltrão. Ir para Curitiba é pedir para ser roubado. Teve o golaço do Obina na Arena, e o pênalti safado inventado ontem no Couto Pereira.

Em Belo Horizonte, o Palmeiras teve dois pênaltis não marcados para si. Fomos operados contra o Flamengo e contra o Goiás. Isso sem falar nos roubos contra nós em pleno Palestra, a começar pelo jogo contra o bambi, e o mais recente, o gol com falta batida com bola rolando do Grêmio. Se formos procurar mais, não é difícil achar, tendo ou não nos tirado pontos.

De bate-pronto, citamos sete jogos em 20. Dizem que árbitros erram sempre para os dois lados, mas que no final a balança de cada time está equilibrada (erros a favor versus erros contra). Com o Palmeiras isso nunca acontece. Se formos olhar os jogos em que o Palmeiras teve alguma ajuda da arbitragem, o único time que pode dizer que deixou de ganhar pontos da gente por causa o juiz é o Vitória. Os erros contra Cruzeiro e Botafogo, que teoricamente nos ajudaram, provavelmente não mudaram os resultados das partidas.

Temos que brigar em todas as frentes. Time forte, bem treinado, con estrutura, etc? Sim, claro, temos que cobrar sempre um time competitivo para disputar todos os campeonatos. Mas isso não quer dizer que não devemos ficar atentos aos detalhes extra-campo, aos bastidores. Como é que colocam um árbitro cuja maior característica é a “cartorragia” exatamente no jogo que antecede os confrontos contra Inter e bambi, e o Palmeiras não fala nada?

Temos um diretor que serve exclusivamente para tratar das chamadas relações institucionais. Até agora, na prática, não consegui ver nenhum resultado de seu trabalho. Cadê o trabalho de bastidor na Conmebol, CBF e FPF? Muricy reclamou do adiamento da partida contra o Atlético-MG, por que o jogo do fim de semana pelo menos não foi empurrado pro domingo? E cadê o relacionamento com as comissões de arbitragem?

Por que todo mundo trata o Palmeiras como se fosse o Engenheiro Beltrão?

19 de agosto de 2009

Imitando Criscio

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores — conrado @ 0:31

Post com as curtinhas do dia, homenageando o estilo do Vicente, do 3VV

***

A BWA voltou das profundezas do inferno e conseguiu atuar no Palestra por alguns jogos. Isso se deu porque o Itaú fechou um acordo com vários clubes, inclusive o Palmeiras, e está promovendo uma ação onde o proprietário do Itaucard tem desconto para adquirir seus ingressos. E a venda desse setor ficou a cargo dos ex-falecidos.

Como são experts em trapalhadas, cometeram o absurdo de comercializar ingressos para Palmeiras x Botafogo com o símbolo dos gambás impresso. Isso mesmo.

Em reunião hoje à tarde no clube, o presidente Belluzzo exigiu que a empresa se retirasse de uma vez por todas das atividades no Palestra. Parece que desse mal não padeceremos mais.

***

Por outro lado, a Outplan ainda está devendo. O clube precisa agir com o mesmo empenho para cobrar da empresa catarinense a qualidade no serviço prestado conforme foi prometido e está previsto em contrato. O torcedor palmeirense continua sofrendo para comprar seus ingressos, os cambistas continuam agindo, as filas continuam imensas e morosas. Sempre lembrando que estamos falando de pessoas/empresas completamente diferentes, em todos os sentidos. Ainda acho que da Outplan dá pra se esperar algo.

***

O contrato de Ortigoza foi prorrogado até dezembro. Ótima notícia, pelo menos não sofreremos mais com uma novela de renovação em plena reta final do campeonato.

***

Por outro lado, isso corrobora com os sinais de que diminuíram bastante as chances de dar certo mais uma tentativa de repatriar Vagner Love. A negociação realmente existiu, mas os russos pediram Diego Souza ou CleitonX, e aí a resposta foi não, obrigado – mesmo porque a Traffic parece não ter interesse em ter Love em sua carteira de jogadores. As negociações continuam, mas a probabilidade do negócio fechar é muito pequena.

Isso é o que dizem as fontes oficiais. As mesmas que declararam que as negociações com o Muricy tinham se encerrado. De toda forma, eu não apostaria um níquel no fechamento do negócio. Não criem expectativa.

17 de agosto de 2009

Perguntinhas intrigantes

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores, Torcida — conrado @ 15:15
  • Por que a venda de ingressos no Palestra continua tão bagunçada? Parecia que tinha melhorado…
  • Por que Figueroa não estréia nunca? A deficiência nas laterais claramente nos custaram pontos importantes.
  • Por que a torcida do Palmeiras não assimila que existem três tipos de meio-campistas: os que defendem, os que atacam, e os que fazem as duas coisas?
  • Falando em torcida, por que a Mancha fez uma festa tão bonita antes do jogo, e ficou tão apática durante a partida?
  • Quando tivermos rodadas seguidas pela Sulamericana e o Palmeiras folgar nas quartas-feiras, o preparo físico atrapalhará nossos adversários como supostamente nos atrapalhou sábado?
  • Deram a camisa 20 pro Robert, e não a 9. Onde há fumaça, há fogo?

16 de agosto de 2009

Vou cobrar royalties…

Arquivado em: Administração, Adversários — conrado @ 20:01

Pessoal, lembram da minha sugestão de dividir a tabela em quartis, e de acordo com o desempenho do grupo nesses períodos, caso atinjam a meta, seriam gratificados? Pra quem não lembra, está aqui (aliás, os empates contra Grêmio e Galo estavam previstos. O que estava fora do script era perder pontos para o Botafogo no Palestra).

Pois é, parece que depois de serem impiedosamente avacalhados por este blog, o pessoal do Sport Recife aproveitou para ler um pouco mais sobre este humirde parmerista, e parece que acharam a idéia dos bônus por metas interessante. Cliquem aqui e conheçam a “nova” estratégia do presidente do Sport para conseguir seu objetivo de fugir do rebaixamento.

Bom, se na verdade leram o Parmerista! ou não leram, não se sabe. Mas que a idéia tá bem parecida, isso tá…

7 de agosto de 2009

Problemas nas bilheterias

Arquivado em: Administração — conrado @ 1:49

Infelizmente o novo sistema da Outplan não tem se mostrado eficiente, como parecia, conforme as demonstrações prévias. Foi possível notar nos últimos três jogos no Palestra (Santo André, Fluminense e Grêmio) a formação de longas filas que não existiam antes desse novo sistema, e, não sei exatamente se há relação, muito mais cambistas agindo. Parecia a falecida de três letrinhas.

Tenho recebido uma série de e-mails indignados com a situação, não apenas em relação à venda no Palestra, nos dias que antecedem aos jogos, mas também nos demais pontos “espalhados” pela cidade – um dos problemas está exatamente na falta de estarem espalhados, já que na realidade estão concentrados em pontos que não privilegiam toda a extensão da cidade.

É hora da diretoria chamar a Outplan de canto e exigir a qualidade prometida nos serviços. Pelo que pudemos perceber até hoje, muito diferente da antecessora, a empresa atual é representada por gente que de fato se preocupa com uma boa prestação de serviços. Por isso, devem ser cobrados, para que cumpram todas as exigências do contrato, e que dêem à torcida do Palmeiras o tratamento que ela merece.

***

Se você tem algo a acrescentar ao assunto, aproveite este espaço, deixe seu comentário e faça seu relato sobre eventuais dificuldades que tenha enfrentado nos últimos jogos para comprar seu ingresso.

2 de agosto de 2009

Fim do segundo quartil

Arquivado em: Administração, Futebol — conrado @ 23:56

No dia 15 de junho o blog propôs uma forma de divisão da tabela em quartis, a fim de monitorar o desempenho e traçar metas para remuneração variável. Relembre aqui.

Pela divisão proposta na tabela, o time atingiu ontem o final do segundo quartil. Apesar da excelente campanha, está pouco abaixo da meta geral, pois perdeu pontos não previstos no primeiro quartil. Neste segundo quartil, apesar da derrota em Goiânia, a meta foi superada – mesmo assim, insuficiente para recuperar as perdas do primeiro quartil. Pela proposta, os jogadores teriam ganho o bônus relativo ao segundo quartil.

1° quartil:

  • Coritiba (C): 3 (ok)
  • Inter (F): 1 (-1)
  • Bambi (C): 1 (ok)
  • Barueri (F): 3 (-2)
  • Vitória (C): 3 (ok)
  • Cruzeiro (C): 1 (+2)
  • Atlético-PR (F): 3 (-2)
  • Santos (C): 3 (-2)
  • Meta 1° quartil (8ª rodada): 18 pontos

    Resultado do quartil: 13 pontos (-5)
    Resultado parcial do período total: 13 pontos para meta 18 (-5)

2° quartil:

  • Avaí (F): 3 (ok)
  • Náutico (C): 3 (ok)
  • Flamengo (F): 1 (+2)
  • Santo André (C): 3 (ok)
  • Goiás (F): 3 (-3)
  • Gambá (F): 1 (+2)
  • Fluminense (C): 3 (ok)
  • Sport (F): 3 (ok)
  • Meta 2° quartil (16ª rodada): 20 pontos (acumulado: 38 pontos)

    Resultado do quartil: 21 pontos (+1)
    Resultado parcial do período total: 34 pontos para meta 38 (-4)

3° quartil:

  • Grêmio (C): 1
  • Atlético-MG (F): 1
  • Botafogo (C): 3
  • Coritiba (F): 3
  • Inter (C): 1
  • Bambi (F): 1
  • Barueri (C): 3
  • Vitória (F): 1
  • Total 3° quartil (24ª rodada): 14 pontos (acumulado: 52 pontos)

4° quartil:

  • Cruzeiro (F): 1
  • Atlético-PR (C): 3
  • Santos (F): 1
  • Avaí (C): 3
  • Náutico (F): 3
  • Flamengo (C): 3
  • Santo André (F): 3
  • Goiás (C): 3
  • Total 4° quartil (32ª rodada): 20 pontos (acumulado: 72 pontos)

    Chegando com 72 pontos na 32ª rodada, teremos condições de, qualquer que seja o adversário (ou adversários), lutar pelo título nas seis últimas rodadas, seja secando para correr atrás, seja administrando a vantagem. Mas para chegar a esses 72 pontos, é preciso cumprir essas parciais antes das seis rodadas finais.

Uma das mudanças implantadas por Muricy, com as bênçãos da diretoria, foi a remuneração extra no caso de vitórias em jogos-chave. A vitória no Derby, por exemplo, rendeu um bicho extra ao grupo. Na verdade, a diretoria implantou um sistema de remuneração variável ao grupo, relacionado com a posição em que o time termina a rodada, mas isso só é computado de cinco em cinco rodadas. Isso significa que, ao final da décima-quinta rodada, quando o Verdão terminou em primeiro lugar pela primeira vez neste campeonato, a posição rendeu um bicho gordo ao grupo.

O blog apóia essas fórmulas de incentivo aos jogadores. Vamos continuar fazendo o acompanhamento pelas metas absolutas, através dos pontos conquistados, independentemente da posição relativa aos rivais. Pelo sistema atual, os jogadores só puderam comemorar a meta cumprida após a derrota do Atlético para o Flamengo. Poderia haver uma certa frustração no caso de vitória dos mineiros.

Notem que as metas da proposta do blog exigem um desempenho excepcional, ela não teria sido alcançada no total mesmo com o Palmeiras tendo atingido a marca de melhor líder decorridas 16 rodadas desde a implantação dos pontos corridos. A luta pelo bônus do terceiro quartil começaria quinta, e pelo ritmo do time, fazer 14 pontos nos próximos oito jogos parece bastante razoável. O time pode até recuperar os quatro pontos que os separam da meta geral.

Resta torcer para que não vendam o Pierre, não vendam o Cleiton Xavier e não vendam o Diego Souza. Não existe mais ou menos importante, mais fácil ou mais difícil de ser reposto. Os três têm papel fundamental no time, e a saída de qualquer um deles vai abalar sensivelmente as chances do Palmeiras manter o ritmo em direção ao nono campeonato nacional. Seria repetir um erro cometido ano passado – e repetir um erro é muito mais grave do que cometê-lo pela primeira vez. E escancararia de uma vez por todas o que a diretoria ainda luta para resguardar: a fragilidade da voz do clube no momento de interferir nos rumos que os jogadores do time podem tomar.

31 de julho de 2009

Lupo

Arquivado em: Administração — conrado @ 0:42

O Palmeiras assinou contrato com a Lupo para exibir a marca nos calções. A empresa de Araraquara já imprime seu logo em diversas equipes, por vezes em contratos longos, em outras apenas para jogos específicos. O blog ainda não conseguiu apurar a duração e os valores do contrato, assim que possível essas informações serão passadas.

Considero propaganda no calção uma coisa muito feia – esteticamente falando – mas estamos num momento de reestruturação financeira e certos sacrifícios são necessários. Esse contrato não fere a nossa dignidade. Tem time que tem propaganda até no sovaco.

Então vamos em frente.

* foi aberta uma enquete sobre o assunto, na barra ao lado.

27 de julho de 2009

Súplica

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores, Torcida — conrado @ 15:25

A torcida do Palmeiras pede encarecidamente aos patrocinadores Adidas, Samsung e Fast Shop; à Traffic, nossa parceira; à Diretoria do Palmeiras e ao presidente Belluzzo:

NÃO VENDAM O DIEGO SOUZA

NÃO VENDAM O PIERRE

NÃO VENDAM O CLEITON XAVIER

Por tudo o que é mais sagrado no mundo, não vamos desfalcar nosso time agora. São peças fundamentais, tanto quanto o Marcos lá atrás.

Qualquer lucro que venha a ser atingido agora não compensará a perda de mais um Campeonato Brasileiro.

Que todas essas pontas que compõem o futebol do Palmeiras dêem um jeito de segurar nossos craques no time. O pagamento virá com o título e com todos os dividendos dessa conquista.

Mas por tudo o que é mais sagrado, nós suplicamos: NÃO VENDAM NOSSOS CRAQUES AGORA!

24 de julho de 2009

Não foi bem assim

Arquivado em: Administração, Diretoria — conrado @ 11:19

Na última edição do programa Rádio Fanfulla, eu e os integrantes da mesa criticamos a proposta do professor Belluzzo de se instituir um teto salarial para jogadores e/ou técnicos. Não pela proposta em si. Alegamos que para se conseguir isso seria preciso um pacto entre os clubes, e que, com as pessoas que hoje estão no comando destes, isso seria impossível.

O site Terceira Via Verdão tratou de esclarecer a questão. Na verdade, o que a imprensa noticiou não foi exatamente o que aconteceu, e o presidente não fez essa proposição. Confiram lendo este post do Luís Fernando Tredinnick.

***

Aproveitando o embalo, sabemos que esse dispositivo funciona nos EUA em ligas como a NFL e a NBA. O teto salarial faz com que determinadas equipes não abusem de seu poderio econômico e assim montem esquadrões imbatíveis apenas porque são mais ricos.

Vamos esquecer a idéia de que americano é mais honesto que brasileiro, porque isso não é verdade. Existe algum mecanismo que permita à fiscalização saber se os times estão ou não pagando o chamado “por fora”. Só não sei qual.

Penso que basta querer para conseguir burlar. Não sei se há sigilo bancário lá como aqui, mas acho que não é necessário ter passaporte verde para fazer uso de oranges. A prática é mundialmente conhecida .

Ou será que existe mesmo uma questão cultural e que este nosso país está perdido?

22 de julho de 2009

Muricy é o nosso novo técnico

Arquivado em: Administração, Diretoria, Futebol — conrado @ 0:58

Fumaça branca no Palestra. Habemus tecnicum, Muricy Ramalho é o novo técnico do Verdão. Segundo informações ainda por confirmar, o compromisso vai até o fim de 2010 e ele vai receber cerca de R$400 mil por mês.

No final das contas, deu tudo certo. O desespero que tomou conta da torcida quando foi anunciado o fim das negociações com o Muricy, há quase três semanas, se deu por causa do tempo em que se ficaria com o interino e dos pontos que fatalmente seriam perdidos até achar o plano B. No final o interino saiu melhor que a encomenda. A demora rendeu uma negociação satisfatória a nossos termos e ainda nos economizou uma boa graninha.

A única ressalva a se fazer é sobre o dia em que a contratação vazou. O plano era segurar a notícia até domingo. Pois colocar Muricy logo na estréia no fogo de um Derby seria arriscado. Por outro lado, melhor ainda seria manter a sombra de Muricy longe da cabeça de Jorginho. Acredito que o desempenho do nosso bravo Cantinflas deve naturalmente diminuir nas suas duas últimas partidas como interino do Palmeiras. Jorginho saiu-se muito bem em sua primeira experiência. Apesar da patinada no primeiro jogo, contra o Santos, pegou rapidamente a mão do time daí em diante, e com os bons resultados que conseguiu, manteve a tranquilidade para começar uma evolução.

Essa evolução deve ser interrompida, em termos, com a chegada de Muricy. Em termos, porque o novo chefe certamente tomará as primeiras referências sobre o que terá pela frente com o próprio Jorginho. Em comum, os dois têm o gosto pelo futebol. Só pensam naquilo. A rotina de Jorginho foi de treinos intensos no período em que esteve à frente do time. o progresso foi muito claro. Mas temíamos pelo desgaste que esse ritmo poderia causar. Jorginho fez todo mundo correr feito loucos por todo o campo, e o time chegava exaurido no final das partidas. Vencedores, mas extenuados. O elenco ia arrebentar se continuasse assim. Acho que Jorginho estava com seu prazo de validade perto do fim, e o timing, mesmo que acidental, foi perfeito para a chegada do novo técnico. Só o anúncio que podia esperar um pouco mais, por razões já explicadas. Mais uma das inconfidências tão comuns nas alamedas do Palestra.

Muricy deve indicar logo o perfil dos reforços com que pretende contar. A busca por um atacante já está em andamento, e o aval do novo comandante passa a ser um fator a mais nesse processo. Antes, corríamos o risco de trazer uma peça que fugiria ao agrado do treinador. Se bem que Muricy, nesses três anos de bambi, mostrou que uma de suas maiores qualidades, além de não ter medo de trabalhar, é saber montar um time com as peças de que dispõe. Se o acusam de ser retranqueiro e chuveirista, é porque a diretoria bambi jamais lhe deu um camisa 10. O melhorzinho que ele teve foi o Danilo, e foi o bambi de 2006 o que jogou melhor nesse período. Mesmo sem peças a contento, ele fez a parte dele para conseguir os resultados.

Bem-vindo, Muricy. Mas já vai se preparando, que aqui no Parmerista! a gente dá nota.

20 de julho de 2009

Repassando as metas

Arquivado em: Administração, Futebol — conrado @ 14:10

No dia 15 de junho o blog propôs uma forma de divisão da tabela em quartis, a fim de monitorar o desempenho e traçar metas para remuneração variável. Relembre aqui.

Pouco mais de um mês depois, o time está pouco abaixo da meta geral, não cumpriu a meta do primeiro quartil, mas está acima da expectativa para a meta do segundo. Vejamos:

1° quartil:

  • Coritiba (C): 3 (ok)
  • Inter (F): 1 (-1)
  • Bambi (C): 1 (ok)
  • Barueri (F): 3 (-2)
  • Vitória (C): 3 (ok)
  • Cruzeiro (C): 1 (+2)
  • Atlético-PR (F): 3 (-2)
  • Santos (C): 3 (-2)
  • Total 1° quartil (8ª rodada): 18 pontos

    Resultado do quartil: 13 pontos (-5)
    Resultado parcial do período total: 13 pontos para meta 18 (-5)

2° quartil:

  • Avaí (F): 3 (ok)
  • Náutico (C): 3 (ok)
  • Flamengo (F): 1 (+2)
  • Santo André (C): 3 (ok)
  • Goiás (F): 3
  • Gambá (F): 1
  • Fluminense (C): 3
  • Sport (F): 3
  • Total 2° quartil (16ª rodada): 20 pontos (acumulado: 38 pontos)

    Resultado parcial do quartil: 12 pontos para meta 10 (+2)
    Resultado parcial do período total: 25 pontos para meta 28 (-3)

3° quartil:

  • Grêmio (C): 1
  • Atlético-MG (F): 1
  • Botafogo (C): 3
  • Coritiba (F): 3
  • Inter (C): 1
  • Bambi (F): 1
  • Barueri (C): 3
  • Vitória (F): 1
  • Total 3° quartil (24ª rodada): 14 pontos (acumulado: 52 pontos)

4° quartil:

  • Cruzeiro (F): 1
  • Atlético-PR (C): 3
  • Santos (F): 1
  • Avaí (C): 3
  • Náutico (F): 3
  • Flamengo (C): 3
  • Santo André (F): 3
  • Goiás (C): 3
  • Total 4° quartil (32ª rodada): 20 pontos (acumulado: 72 pontos)

    Chegando com 72 pontos na 32ª rodada, teremos condições de, qualquer que seja o adversário (ou adversários), lutar pelo título nas seis últimas rodadas, seja secando para correr atrás, seja administrando a vantagem. Mas para chegar a esses 72 pontos, é preciso cumprir essas parciais antes das seis rodadas finais.

Pela proposta de remuneração variável, o time teria direito a seis bichos extras, além dos bichos por vitória (bem pequenos, menores que os habituais): um para cada quartil, grandes; um bônus generoso para o resultado ao fim da 32ª rodada, para chegar na reta final em condições de disputar o título e outro bônus bastante generoso em caso de conquista. Desta forma, o time se mantém motivado o tempo todo, em busca do prêmio do quartil, mesmo que tenha ficado para trás no período anterior.

Na situação atual, os jogadores teriam perdido o prêmio do primeiro quartil, mas estariam em ótima situação para pegar o do segundo. E estariam três pontos atrás da meta para pegar o grande bônus da 32ª. Por isso, mesmo com folga neste quartil, não podem dar mole e precisam continuar correndo atrás. Estivessem dentro da meta da 32ª, teríamos 28 pontos e seríamos líderes isolados. Que é o que se pretende ser.

O blog insiste que esta fórmula, se bem explicada aos boleiros, os manterá sempre motivados, e se o time tiver competitividade, elevará esse potencial. Juntamente com muito treinamento, esse método pode fazer um time bom virar ótimo. As metas devem ser constantemente lembradas e os jogadores estimulados a atingi-las por um líder do elenco ou um membro da comissão técnica, como fazem gerentes de venda com sua equipe de vendedores. Uma repassada nessas metas antes de entrar em campo seria uma espécie de doping psicológico interessante.

Já que jogador gosta é de dinheiro, vamos fazer eles correrem pra ganhar… certo?

dangling-carrot

17 de julho de 2009

Efetivar ou não efetivar, não é a questão

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Imprensa, Torcida — conrado @ 16:21

É como uma novela, daquelas da Globo mesmo. Todo mundo quer saber o final. Tem que ter um final, um sim ou um não, mas tem que ter. E enquanto não tem, tal qual os folhetins e revistas de fofoca, a especulação sobre o possível desfecho é o combustível para as vendas. Antes era: Muricy vem ou não vem? Agora é: Jorginho efetiva ou não efetiva?

Eu não gostaria de estar na pele do Cipullo agora. Porque a situação é bem chata. Vejamos:

  • Se a diretoria “efetivar” Jorginho, incorre em um risco enorme. Um eventual fracasso no Brasileiro, e toda a responsabilidade que a diretoria já tem será potencializada, afinal de contas, onde já se viu colocar um elenco caro desses nas mãos de um interino, ou como preferem os mais ferinos, de um “estagiário”?
  • Por outro lado, “efetivar” Jorginho renderá uma boa folga no orçamento, que deverá ser imediatamente revertida no investimento em reforços. E essa decisão não pode demorar. O tempo urge, e o mercado é muito dinâmico.
  • Já a contratação de um técnico “de verdade” faz com que se mantenha a coerência no discurso de planejamento que sempre foi a pauta principal – e correta – desta diretoria. As palavras ” interino” e “planejamento” são como água e óleo, não combinam de forma alguma.
  • Mas contratar um técnico “de verdade” implica em interromper o trabalho que Jorginho vem desenvolvendo, que até agora tem sido muito bom, e além de tudo conta com o apoio irrestrito de todo o elenco, que tem orbitado uniformemente em torno do treinador. Na primeira derrota do novo técnico, sem dúvida nenhuma as cornetas perguntarão: por que não deixaram o Jorginho, porra?

E agora, Gilberto? Se me permite uma sugestão, faça o seguinte: aproxime-se dos líderes do elenco, que você sabe muito bem quais são. Pergunte a eles o que eles acham, de verdade, do Jorginho. Porque com microfone na frente diz-se uma coisa, mas off the records, pode ser diferente.

Se eles de fato avalizarem o interino, mantenham-no, sem anunciar nada, e iniciem uma discussão sobre os reforços. Quais são as posições mais carentes, e que características seriam as mais interessantes num jogador para reforçar nosso elenco? O grupo parece estar bastante coeso, e o Willians, o Obina, o Sacconi, o Mauricio Ramos não vão ficar chateados e não vão criar racha se de repente ganharem um pouquinho mais de concorrência em suas posições.

Caso eles não estejam botando fé no Jorginho, corram atrás de um bom nome, mas não deixem ninguém saber. Dêem um miguézão na imprensa, deixem-nos a ver navios. Quando eles menos esperarem, anuncia-se o técnico. Porque assim acaba essa pressão sobre Jorginho, esse efetiva-ou-não-efetiva que só serve para encher o saco, só causa tumulto.

As duas hipóteses se encaixam no cenário atual, se os parmeristas repararem bem. Nós não sabemos exatamente o que está acontecendo. Essa conversa até já pode ter acontecido. Tanto podem estar correndo atrás de dois ou três reforços, como de outro técnico. Sem dar pistas pra ninguém.

A declaração do professor Belluzzo ontem deixou a imprensa furiosa. Provavelmente farto dessa novelinha artificial, depois da ducentésima vez respondendo a mesma coisa, o presidente foi irônico: “efetivado ele já está”. Claro, efetivado como profissional do departamento de futebol. Neste momento, exercendo a função de técnico. Resposta capciosa, interpretação idem. Horas depois, teve que vir a público desdizer uma coisa que não disse exatamente como foi manchetado. O presidente deu brecha, eles aproveitaram. E vai ser sempre assim.

Portanto, acho que é hora de ignorar a encheção de linguiça da imprensa, que parece que não tem pauta e só arruma assunto besta pra falar, e vamos nos preocupar em apoiar o time que está numa fase ascendente, e que pode até fechar a próxima rodada na liderança. O assunto até podia ter relevância no início da situação, mas da forma como vem se desenrolando, a solução passa por uma série de avaliações, conversas, e reuniões, e quanto mais elas forem feitas sem alarde, melhor para o Palmeiras.

Pra concluir, me esclareçam uma coisa, se souberem: que técnico, seja ele interino ou não, permanece no cargo após uma sequência desastrada de resultados? Rapaziada, não lhes parece que todos os técnicos deste mundo são interinos?

***

Aliás, o Palmeiras está treinando em dois períodos quase todos os dias agora. E também treinou fundamentos. Semana histórica!

10 de julho de 2009

O novo técnico

Arquivado em: Administração, Diretoria, Futebol — conrado @ 2:11

Uma das maiores polêmicas em que a torcida do Palmeiras está envolvida ultimamente é sobre a demora em se contratar um técnico, que Muricy estava fazendo docinho para o Palmeiras, que deveria mandá-lo catar coquinho logo e ir atrás de outra opção.

A grande decisão a ser tomada era:
1) devemos ir atrás de uma solução para os próximos dois anos, já pegar alguém para fechar contrato até o fim de 2011, e que desde já faça um planejamento consistente junto da diretoria e da parceira, ou
2) podemos pegar um tampão, a melhor relação custo-benefício do momento, com um contratinho apenas até o fim do ano?

Se a sua resposta foi a segunda, não está muito difícil de arrumar um técnico. A cadeira de técnico do Palmeiras é cobiçadíssima. Há dezenas de treinadores no mercado. Mas nenhum parece ser uma melhor opção que manter Jorginho. Pelo menos por enquanto.

A primeira alternativa prioriza o planejamento, e mantém a coerência com tudo o que já foi feito. Mas é muito mais difícil, pois as opções são reduzidas. Muricy era a opção natural do mercado, e devia ter esgotadas todas as possibilidades. Se não deu com Muricy, vamos esperando que técnico de ponta também perde emprego, ou pede pra sair. Quem seriam as opções? Abel Braga, Mano Menezes, Adilson Batista… Há quem goste do Dorival, do Autuori… Estão todos empregados, mas sabe como são as coisas, não é?

Cada técnico tem seu preço e suas condições, por mais cobiçada que seja a cadeira. Muricy achou que o Palmeiras não ofereceu o suficiente a ele, seja na parte financeira ou no prazo de contrato, seja na parte técnica, ou sei lá que outra condição acabou não sendo satisfeita. Ou então ele já tem outra oferta melhor ainda de fora, ou mesmo com o Inter, onde já tem toda admiração da torcida e da diretoria. Com todo o respeito à razão divulgada pelo presidente, ela é o praxe. Pode ter sido qualquer coisa, inclusive falta de acordo financeiro mesmo.

Agora, é buscar outro. E torcer para que o interino (INTERINO SIM SENHOR) Jorginho dê conta do recado nas próximas duas, três, quatro semanas, pois pela forma com que essa primeira negociação se desenrolou, o Palmeiras não quer pegar qualquer coisa, e vai usar a paciência para fechar um contrato de forma bastante sólida.

Vai ser surpresa se, fracassando as negociações com as próximas opções, apareçam com um Nelsinho Baptista ou com um Geninho da vida. Aí sim, será um retrocesso, uma trapalhada, um desastre. Prefiro o Jorginho, a não ser que ele se mostre um completo boçal. Faço a ressalva: lembrem-se que o Marcelo Villar começou bem…

Ah… e não se surpreendam se, nas próximas horas, houver uma reviravolta e Muricy seja anunciado… Às vezes um anúncio funciona mais como um blefe, para que a outra parte recue. Não acredito muito nisso neste caso, mas também não duvido…

A verdade é que agora dependemos muito, muito, do Jorginho, para termos chances neste Brasileiro. E isso não é falha no planejamento, como costumam se precipitar os mais nervosinhos. Ninguém planeja um furo no pneu. Atrasa a viagem, não tem jeito.

E por favor, não me venham com revoltinha de que o Palmeiras foi humilhado pela falta de acerto com Muricy, que foi rejeitado nhénhénhé… Que ninguém ache que uma negociação que envolve milhões e mais milhões de reais seja como comprar um carro usado. Ainda mais envolvendo Palmeiras e Traffic.

Admito que essa espera é angustiante. Mas quem entra em campo são os jogadores, e sábado temos que torcer, e muito, mais do que torceríamos normalmente. Que esse time mantenha a pegada, porque esse Brasileiro não ta difícil. Vai Jorginho! Vai Palmeiras!


*que fique claro que esta opinião já estava formada antes do anúncio, através do Twitter do Prof. Belluzzo, agora há pouco. Para quem tem dúvidas, basta ouvir o segundo bloco do programa 6 da Rádio Fanfulla.

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