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13 de fevereiro de 2010

Muita gente pediu bordoada. Então tomem

Arquivado em: Adversários, Arbitragem, Imprensa, Jogadores, Outros — conrado @ 23:01

O que teve de jogador, juiz, bandeirinha, treinador e imprensinha que pediu pra levar bordoada nessa rodada de Carnaval… E já que pediram, o Parmerista! atende.

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O árbitro Wilson Seneme foi um dos piores em campo. Errou na marcação de faltas, inverteu lances, atrapalhou jogadas por estar mal posicionado, autorizou a entrada de William em campo e este desarmou Pierre por trás se aproveitando da posição, e o pior erro: não marcou falta sobre Armero no lance do gol do Botafogo. Ninguém na imprensa sequer citou este erro. Os bandeiras também foram muito mal, errando impedimentos em abundância.

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O pessoal da transmissão do SporTV está de brincadeira. O narrador, desatento, cometeu erros técnicos – que até que não seriam suficientes para prejudicar a transmissão se não tivessem a companhia do péssimo comentarista Carlos Eduardo Lino, que já fez por merecer em transmissões anteriores o apelido de Tite dos microfones por só falar o óbvio, usar tom professoral e achar que está enganando alguém. Extremamente irritante.

Mas o pior foi no pós-jogo. Muricy, na coletiva, deu mais uma justa patada num repórter mal-intencionado. Na volta para o estúdio, o filho do Didi, Marcelo Barreto, continua com seu corporativismo cínico e fazendo sua campanha covarde para queimar Muricy, o que já acontece desde o ano passado. Para o filho do palhaço, não importa se o seu coleguinha foi maldoso. Para ele, os repórteres podem tudo. No que foi apoiado na covardia por Lédio Carmona e pelo ignóbil Renato Mauricio Prado, o Rogério Ceni dos microfones.

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Mas Muricy de fato foi mal na entrevista. Não pela patada em si. Foi justa, merecida. Mas a forma como distribuiu os afagos aos jornalistas pode repercutir mal no grupo.

Os jornalistas questionavam a competência de Robert. Ora, é óbvio que Robert está mal. Repórter que pergunta isso coloca o treinador na segunda situação: se concorda, é um treinador que queima jogador; e se discorda, é um treinador burro que não enxerga a incompetência de seus jogadores. Muricy se irritou com a maldade e desceu a ripa. Até aí, perfeito. Só que na sequência, após uma pergunta que eu não consegui entender bem, Muricy lascou: “pra você ver como eu não sou importante pra esse time; se o técnico deste time fosse você, este time não ganharia nenhum jogo”.

Aí ele foi mal. Ao escapar bem da primeira armadilha, ele se irritou tanto que caiu logo em seguida, e deu a entender que o time é muito ruim e que só ganha alguma coisa por seu próprio mérito. Talvez tenha sido uma frase infeliz no calor do momento. Mas podia ter passado sem essa. Nem Luxa diz frases tão auto-suficientes. Tomara que não deflagre nada no elenco.

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Pra terminar a sessão “pau na imprensa“, só eu fiquei irritado com a forma com que eles manchetearam a vitória bambi sobre o Ituano? Foi 1×0, gol de pênalti. Nas manchetes e nas chamadas dos portais, parece que o goleiro-canalha foi o herói do jogo e responsável pela vitória. Quando o Palmeiras ganha por 1×0 de um pequeno com gol de pênalti de, digamos, Diego Souza, não se vê em lugar nenhum “Diego Souza dá a vitória ao Verdão”, nem “Diego Souza garante os três pontos”. As manchetes são algo como “Palmeiras sofre mas vence”, ou “Pênalti salva o Verdão”.

Rapidamente, depois de um domingo onde o goleiro de hóquei foi humilhado dentro de campo e deu um show de mau-caratismo no microfone, a força-tarefa pela recuperação de sua imagem agiu com uma lealdade canina. Dêem uma olhada nas chamadas nos principais portais. Que nojo.

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E o Fiiiiiliiiiiiipiiiiii hem? gluglugluglu….

9 de novembro de 2009

A história de um juiz

Arquivado em: Arbitragem — conrado @ 13:17

A história a seguir é absolutamente verídica, eu atesto porque a presenciei. Não estou recontando a história. Estou a contando em público pela primeira vez.

Eu era “cunhado” do sujeito. Namorava com sua irmã. Ele não gostava muito da idéia, mesmo eu sendo um cara legal. A menina era um tanto quanto sentimental, e tinha momentos de instabilidades emocionais agudas por pouca coisa. Mas para o irmão protetor, isso era apenas um detalhe. O fato é que provavelmente eu era o causador de todo o sofrimento por que a garota passava nesta e por que passaria na próxima encarnação. Embora não houvesse um grama de verdade nessa conclusão, não o condeno por pensar assim.

Humilde, embora já estivesse na faixa dos 30, 32 anos, ainda morava com os pais, na edícola da casa, para ter o mínimo de privacidade que um sujeito nessa faixa de idade precisa. Formado em Educação Física, palmeirense, amante do futebol, ele inventou sabe-se lá por que motivo abraçar a carreira de árbitro. Nunca consegui perguntar a razão, até pela própria distância que ele procurava manter.

Era um árbitro bastante promissor. Isto significa dizer que tecnicamente o cara era bom, bom demais. Errava muito pouco. Mesmo sendo lacônico comigo por causa da irmã, passei a nutrir uma admiração pelo cara. Apitava jogos da série A3 do Paulista. Eu chegava a assistir às peladas na Rede Vida só para vê-lo apitando. Apitar bem uma partia de A3 requer a mesma capacidade de apitar bem uma final de Copa. E ele era bom mesmo.

Tão bom que chegou a apitar jogos da primeira divisão. Mas não durou muito. Cometeu dois pecados em sua curta passagem pela Série A1: expulsou Marcelinho Carioca numa partida do Corinthians, e numa partida do São Paulo foi violentamente criticado por Rogério Ceni ao final do jogo por sua arbitragem tê-lo desagradado de alguma forma. E olha que eu vi as fitas dos jogos em questão. Não por ser palmeirense, a arbitragem nas duas partidas foi perfeita. Chegou a apitar jogos do Palmeiras também. O time ganhou, empatou e perdeu mais ou menos na mesma proporção histórica.

Mas depois de ter sido criticado por Ceni, pegou uma geladeira. E nunca mais o tiraram de lá. Voltou para a A3, e foi sumindo, sumindo, sumiu.

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Este é um exemplo perfeito do que acontece com um juiz de futebol de acordo com suas posturas técnicas e morais no futebol brasileiro.

Existem postulantes à carreira que são bons tecnicamente, e os ruins. Como em toda carreira, a maioria que vingou foi devido à competência, e sabe o que e como fazer dentro das normas técnicas. E como em toda carreira, existem as exceções que por alguma outra razão acabam ingressando no ramo mesmo sem estarem capacitados.

A maioria absoluta dos árbitros, quando quer, apita uma partida direitinho. Vai cometer um ou outro erro sem importância. Vez ou outra, vai cometer um erro grave. Mas isso é perfeitamente normal. Antes do início da era das transmissões com 10, 12 câmeras, os árbitros não eram tão crucificados exatamente porque, a olho nu, sem replay, era impossível cravar se houve erro ou não. Com esse monte de câmera, o juiz passou a ser o grande vilão. Com o passar do tempo os consumidores de futebol passaram a tolerar os erros milimétricos, entendendo que o recurso eletrônico é uma covardia contra os juízes em muitos lances. O que no fundo só aumentou o valor do árbitro que erra pouco. Lembrando sempre do grifo: erra pouco, quando quer.

Existem as exceções, como Djalma Beltrame, que erra sempre porque é ruim, não sabe apitar. Mas a grande maioria sabe apitar, e muito bem. Carlos Simon, Marcio Rezende, Wilson Mendonça, Leonardo Gaciba, Paulo Cesar Oliveira, Heber Lopes, Salvio Spinola Fagundes, Wilson Seneme, Alicio Pena, Cleber Abade, entre tantos outros, sabem exatamente como conduzir uma partida de futebol. São ótimos árbitros. Até o Edilson, que virou sinônimo de ladrão, sabia apitar um jogo muito bem. Quando queria.

Mas para ser árbitro, e continuar sendo, além de ser bom, é preciso fazer parte do establishment. É preciso obedecer vez ou outra a algumas determinações.

E nosso personagem da história se recusou a isso. Preferiu entrar em casa, olhar o pai e a mãe nos olhos e não decepcioná-los. E seguir em frente, em direção à edícola, enquanto seus colegas da escola de árbitros já ostentavam carrões do mesmo quilate dos que os jogadores desfilam, e moravam em casas bastante confortáveis.

Concluam como quiserem. A minha conclusão, mesmo fechando os olhos durante tanto tempo e tentando me enganar, finalmente tirei.

Só não sei como vou lidar com ela.

5 de novembro de 2009

Noite tensa

Arquivado em: Adversários, Arbitragem, Imprensa — conrado @ 0:46

A noite foi realmente tensa por conta do jogo das mocinhas no Olímpico, contra o Grêmio. Depois de sair na frente, o bambi-RS resolveu entregar a rapadura para suas co-irmãs do “eixo”. No lançamento para o Hernanes, a bola não deveria ter chegado nele. A marcação afrouxou, e ela chegou. No cruzamento do Hernanes para o Dagoberto, a bola deveria ter sido cortada pelo zagueiro do lado direito. Ele subiu uma gilete do chão, e o Dagobambi matou a bola. A boneca chutou pro gol, fraco; Victor estava nela tranquilamente. Mas aí o Rafael Marques resolveu meter o pé na bola e desviou, e a bola foi pro gol. Impressionante a sequência de erros para elas fazerem o gol, vai ter rabo assim no inferno…

Souza, conforme esperado, não jogou absolutamente nada, até chute de frente pro gol sem marcação ele errou de forma bisonha. Mas Tcheco e Maxi Lopes jogaram muito. Os bandeirinhas trabalharam bem, mas o juizão fez bobagem. E já me antecipo: não acho que ele foi mal-intencionado, apesar de frear o jogo do Grêmioa  toda hora. Ele é ruim, atrapalhado mesmo. Uma espécie de Djalma Beltrami mais humilde. Não deu um pênalti claríssimo aos 30 do segundo tempo para o Grêmio, mas na sequência expulsou 3 jogadores do bambi-SP, todos merecidos. Se estivesse de sacanagem poderia ter ignorado pelo menos duas expulsões.

Mas o que chama atenção foi a violência com que Dagoberto e Jean entraram sobre os adversários. Agora eu quero ver se o Paulo Scmitt vai cacarejar. O papel do STJD é julgar os lances onde efetivamente há expulsão. E essas entradas no jogo de agora há pouco não devem em nada para a do Danilo sobre Jorge Henrique.

O procurador-canalha já andou dizendo por aí que vai “analisar” a fita do Derby para poder punir Danilo. E agora, pilantra? Quero ver o critério. Aliás, o site Palmeiras Todo Dia já pinçou duas jogadas semelhantes cometidas pelo mesmo Dagoberto, e outra por Renato Silva, onde os jogadores também não foram expulsos, e o Palhaço Schmitt não cogitou suspendê-los.

Pois se ele quer suspender o Danilo, não terá como não suspender os dois bambis pelo mesmo motivo. E ele não contava com esse jogo de Porto Alegre. Vai ter um monte de fita pra analisar, seu babaca, sendo as duas últimas as únicas em que deveria se mexer: as jogadas onde houve expulsão. Porque se os árbitros das partidas não julgaram que as jogadas eram para expulsão, não deveria ser um bastardo engravatado que vai sobrepujar as alçadas dos trios de arbitragem.

Voltando ao nosso campeonato, o bambi-SP abriu um ponto, com um jogo a  mais. Mas o Palmeiras ainda precisa vencer o jogo contra o bambi-RJ no domingo se quiser se manter garantido na ponta ao fim da rodada, já que um empate dará a chance ao Atlético de reassumir a ponta. O legal é que o Palmeiras joga domingo e logo depois, na quarta, enquanto as bonecas só jogam no outro domingo. Ou seja, numa projeção otimista, daqui a uma semana poderemos ter aberto cinco pontos sobre as mocinhas, e jogamos toda a pressão sobre elas, que vão pegar o Vitória bastante desfalcadas.

Mas o que eu quero mesmo é ver a imprensinha pressionando o procurador-palhaço. Quero ver agora!

Mas a julgar pelas manchetes pós-jogo, podem esquecer. O tom é de empate heróico, como se tivessem jogado com oito o jogo todo, e não por apenas alguns minutos, e ignorando o erro clamoroso de não dar o pênalti que mudaria o resultado do jogo.

Já pensaram na seguinte manchete:
Ajudado pela arbitragem, São Paulo só empata e dá chance para Palmeiras abrir

Acorda blogueiro… Vejam as reais:

Com três a menos, São Paulo empata com o Grêmio e lidera
Líder de novo: São Paulo empata com o Grêmio, passa o Palmeiras e põe pressão
Com três expulsos, São Paulo empata com Grêmio e lidera
São Paulo empata com o Grêmio, mas volta à liderança

Bando…

3 de outubro de 2009

Folha corrida

Arquivado em: Arbitragem — conrado @ 15:23

De 2005 pra cá, Sálvio Tricolor Paulista apitou dezesseis jogos do Palmeiras:

23/1/2005 Palmeiras 2×1 Santo André Paulista
3/4/2005 Ponte Preta 1×1 Palmeiras Paulista
18/5/2005 Palmeiras 0×1 bambi Libertadores
25/5/2005 bambi 2×0 Palmeiras Libertadores
24/8/2005 Palmeiras 2×1 São Caetano Brasileiro
21/9/2005 Santos 2×1 Palmeiras Brasileiro
12/1/2006 Palmeiras 2×1 Ituano Paulista
25/10/2006 gambá 1×0 Palmeiras Brasileiro
27/5/2007 bambi 0×0 Palmeiras Brasileiro
19/7/2007 Palmeiras 2×2 Santos Brasileiro
13/10/2007 Santos 1×1 Palmeiras Brasileiro
25/5/2008 Portuguesa 1×1 Palmeiras Brasileiro
18/10/2008 Palmeiras 2×2 bambi Brasileiro
21/2/2009 Portuguesa 2×2 Palmeiras Paulista
14/3/2009 Palmeiras 3×0 Barueri Paulista
18/4/2009 Palmeiras 1×2 Santos Paulista

Algumas observações:

  • foram 16 jogos, sendo apenas 4 vitórias, todas contra times pequenos
  • jogamos 9 clássicos, sendo quatro empates e cinco derrotas
  • só com ele no apito mesmo, pro gambá ganhar uma da gente
  • por outro lado, com ele apitando, não ganhamos nem ex-clássicos – foram dois empates contra a Lusa. Contra a Lusa!
  • de forma impressionante, ele foi escalado para as partidas de ida e volta da Libertadores 2005.

OLHEM A CAMISA QUE O SAFADO APITA POR BAIXO! OLHO NELE!!!

1 de outubro de 2009

Sabem quem vai apitar o jogo domingo?

Arquivado em: Arbitragem — conrado @ 21:43

Abre o olho, Verdão!!!

21 de setembro de 2009

Eu não sou engenheiro não

Arquivado em: Arbitragem — conrado @ 19:27

Quem apita o jogo é o Evandro Rogério Roman. Aquele do Engenheiro Beltrão. Aquele que nos assaltou em Goiânia. Aquele que o professor disse que pediria o veto na CBF.

Ou não pediu, ou não foi atendido. O pilantra apita o jogo na quarta.

Dizem que é nas dificuldades que se consegue as grandes sacadas. Pois que o Palmeiras use do mesmo subterfúgio bambi e comece agora a fazer pressão sobre esse canalha, da mesma forma que as mocinhas fizeram sobre Flavio Guerra ontem, e que rendeu um pênalti não marcado. Pressão chancelada pela Globo, diga-se.

A diferença é que a pressão bambi sobre o juiz de ontem foi sobre três pênaltis marcados, TRÊS PÊNALTIS REAIS.

Nossa pressão é legítima, porque deverá ser sobre um assalto que o pilantra cometeu no Serra Dourada. Nós fomos roubados.

Enfim, só sei que estamos de saco cheio de sermos tratados como Engenheiro Beltrão. Toninho, Savério, Cipullo, Belluzzo, pelo amor de Dio, não deixem esse pilantra roubar a gente de novo!

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