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21 de fevereiro de 2011

Whoa!

Arquivado em: Futebol — conrado @ 6:44

Esse é só pra manter o blog vivo. Mas já sabem: estamos firmes e fortes no Verdazzo: www.verdazzo.com.br.

9 de março de 2010

Tá aqui ainda?

Arquivado em: Futebol — conrado @ 1:48

Parmerista! está de casa nova:

www.verdazzo.com.br

8 de março de 2010

Agora, no Verdazzo!

Arquivado em: Futebol — conrado @ 10:30

Amigos, o blog Parmerista! vai encerrar suas atividades. Mas desta vez não se trata de nenhum adeus, e sim de um até já. Conforme foi sendo anunciado há alguns dias, o Verdazzo! está no ar a partir desta segunda-feira.

Portanto, para acessar os posts do Parmerista!, agora, acesse: www.verdazzo.com.br.

Eu e o Cesão, do Periquito Verde, esperamos que vocês gostem. Preparamos com bastante empenho e carinho.

Nos vemos no Verdazzo!

5 de março de 2010

Marcos destrói Neto

Arquivado em: Imprensa, Jogadores — conrado @ 13:30

- Acho que o erro é normal, acho que todo mundo comete, né. Infelizmente alguns cometem mas não é tão falado, mas eu quando cometo, devido ao status, talvez, que eu tenha alcançado na minha carreira, é sempre muito comentado, mas quanto a isso não tem problema nenhum, acho que sou acostumado a críticas, né…

- Fiquei bastante chateado com o Neto pelo que ele falou, né, que ele disse… ontem, no programa, que o pessoal até da assessoria de imprensa falou que (ele) não aguenta mais me defender. Nunca pedi que ele me defendesse em momento algum, né…

- Não é meu amigo. Me compara demais ao Rogério Ceni, eu não gosto dessa comparação. (…) Toda vez que ele vai fazer algum comentário sobre mim ele coloca o Rogério no meio e acho que é uma situação chata, constrangedora, parece que está jogando eu contra o Rogério e o Rogério contra mim, e não acho certo a forma de se tratar (o assunto), desse jeito.

- Acho que ele tinha que ter um pouco mais de ética, mesmo sabendo que o Rogério Ceni é amigo particular dele, ele saber que ele tem que defender o Rogério. Me defender? Ele não precisa me defender que ele não é meu amigo, mas quando é o Rogério ele defende, né, que ele é amigo particular do Rogério. E tem que fazer mesmo, mas se ele está esperando um dia eu agradar ele, pra ele poder me defender, ele tá enganado, que eu não sou de agradar ninguém, na minha casa não entra mau-caráter porque eu não sou amigo de mau-caráter, sou amigo de cara de bom caráter, (na minha casa) não entra cara que cospe na cara de juiz. Porque minha carreira mostra, isso aí meu currículo mostra que eu nunca fiz isso na minha vida.

- Ele esta tendo a segunda chance de ter o poder na mão na vida dele. A primeira foi quando ele foi jogador do Corinthians, que ele pisava em todo mundo no Corinthians lá, e a segunda agora com o microfone na mão, e ele não tá sabendo aproveitar essa chance que ele tá tendo de novo. Acho que o microfone é pra quem tem ética, não pra quem quer ficar jogando uns contra os outros.

- Então: não gostei, não preciso, nunca pedi pra ele me defender (…) pode meter o pau em mim todo dia que eu sou acostumado e vacinado pra isso.

Prezado Diego Souza

Arquivado em: Jogadores — conrado @ 1:03

Diego Souza mais uma vez se defendeu nos microfones na tarde desta quinta-feira. O camisa 7, juntamente com Valdivia, foi o grande craque do Palmeiras na segunda metade desta década. El Mago foi o protagonista do título paulista de 2008, quando Diego foi um leal e dedicado coadjuvante.

Quando chegou sua vez de brilhar, não se fez de rogado. 2009 foi seu ano. Quer dizer, foi mas não foi. Diego teve uma fase esplendorosa e foi o líder do time que ponteou o Brasileirão por cerca de vinte rodadas. Distribuiu chapéus. Mereceu até uma série de posts deste blog (post 1, post 2, post 3 e post 4). Ele estava realmente impossível, e fez até gol do meio do campo. Mesmo com a derrocada do time, ele foi eleito o craque do campeonato.

Só que ninguém está acima do clube. Ter um passado glorioso não dá a nenhum jogador imunidade para fazer o que bem entende dentro e fora do campo, enquanto for pago pelo Palmeiras. E Diego Souza, no ano passado, falhou. Apesar da fase excepcional, foi o líder que o Palmeiras não teve no fim do campeonato, e um dos maiores responsáveis pelo fracasso. Claro que não foi o único e não pode ir pra cruz sozinho, mas a cobrança sobre ele deve ser proporcional a seu talento e a seu salário. Marcos não vive uma boa fase e está sendo duramente cobrado. Por que Diego não seria?

Leia as fortes declarações feitas ao site GloboEsporte.com:

Quer vaiar, pode vaiar. Mas antes, que lote o estádio. Agora é o momento de dar apoio. A torcida tem de abraçar o time como outras torcidas fizeram com seus times na reta final do Campeonato Brasileiro. Equipes, inclusive, que corriam o risco de serem rebaixadas e que, com apoio, conseguiram se salvar.

Venho sendo criticado desde que terminou o Campeonato Brasileiro. Isso não é novidade e não vai mudar. É chato viver assim porque sempre honrei a camisa do Palmeiras, conquistei grandes vitórias dentro do clube. Mas isso não vai fazer mudar em nada o meu pensamento. Vou ajudar o grupo a dar a volta por cima na temporada.

Diego, é o seguinte: o senhor quer estádio cheio, então não direcione a sua bronca aos que foram, e sim aos que não foram. Quem foi tem todo o direito de vaiá-lo até perder a voz, porque o que o senhor fez ontem foi uma palhaçada tremenda. E o senhor sabe disso. E se direcionar sua bronca aos que não foram, também estará errado. Primeiro que o jogo foi no dia 3, o salário não pingou, o jogo foi as 10 da noite e não tem metrô na volta, e numa fase dessas, nessas circunstâncias, o preço de R$30 não é lá muito adequado a uma curva de oferta e demanda que se preze.

O senhor tem todo o direito de se negar a estabelecer relações “cordiais” com qualquer facção da torcida, seja lá quais sejam os termos dessa relação e qual seja a facção. Aliás, acho correto de sua parte, acho que jogador tem que estabelecer sua cordialidade com a torcida pelo que faz em campo. Só que o senhor sabe das consequências disso. Ao assumir essa postura, não é correto colocar lenha no fogo e se pintar como o bonzinho. A não ser que você esteja comprando a briga apenas para conseguir publicidade – o que, convenhamos, é muito mais fácil jogando bola.

Não coloque a culpa na torcida pelo fracasso em 2009. Nem numa facção específica, muito menos na torcida como um todo. Nenhum jogador, nem o senhor nem ninguém, tem o menor direito de fazer isso. A presença e o apoio da torcida estão relacionados com o que o time faz em campo. Descontando-se episódios onde existe viés político em determinadas manifestações, não existe time jogando bola que seja vaiado por sua própria torcida.

O que o senhor fez no jogo contra o Santo André é inadmissível. Não importa se a torcida como um todo, ou parte dela, está pegando no seu pé. Enquanto estiver recebendo do Palmeiras e tendo o privilégio de vestir essa camisa, o senhor tem que fazer da melhor forma possível. Jogar ostensivamente abaixo do que pode, deixando de procurar o gol, só dando toquinho de lado, se escondendo da bola, e desperdiçando um arremate de forma bisonha e claramente proposital são coisas que não merecem perdão.

A crítica que o senhor está recebendo neste espaço é mais do que honesta. Porque aqui o senhor sempre foi exaltado por seu potencial, muitas vezes desprezado pelo imediatismo. Quando o senhor jogou sacrificado para que Valdivia pudesse brilhar, e a torcida caiu de pau, aqui o senhor foi defendido, e este blogueiro ouviu poucas e boas por isso. Quando o senhor bateu no peito e disse “é quarta-feira, porra” comemorando o gol contra o Botafogo, antes da decisão contra o Sport, este blog, que testemunhou de perto a explosão, deu toda a publicidade possível e exaltou seu espírito guerreiro.

Agora este blog fica muito à vontade para dizer: Diego, ninguém aqui é palhaço. Suas glórias em jornadas anteriores não passam nem perto de lhe dar o direito de você fazer o que fez ontem. Foi um pecado mortal. E só um craque como você ainda pode merecer uma chance depois de uma presepada como essa, em caso de comprometimento público e sinceras demonstrações de arrependimento. Porque se for continuar metendo essa mala, meu amigo, vai jogar a Libertadores pelo Flamengo e não encha mais nosso saco, porque aqui é Palmeiras.

Estamos aguardando o próximo jogo de Diego Souza com a camisa do Palmeiras. Atentos.

4 de março de 2010

Palmeiras 1×3 Santo André

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 1:25

É duro ter calma num momento como este, tentar relatar o que foi a partida, e fazer considerações sobre esse grupo que tem a honra de vestir a camisa do Palmeiras mas que mostra não ter o menor preparo para isso. Mas em respeito aos mais de 30 mil leitores deste blog, vamos lá.

Primeiro vamos aos fatos:

1) o Santo André é um time certinho, arrumadinho. Está bem colocado no campeonato, não tem camisa, nem torcida, nem pressão. Exatamente o oposto do Palmeiras hoje;

2) o Palmeiras hoje é um catadão, não tem qualquer organização tática – a ausência de padrão de jogo vista nos três últimos jogos não foram apenas porque era um clássico, ou porque o adversário era do Piauí, ou porque o campo parecia um pântano. AC Zago acabou de chegar e não teve tempo de impor qualquer mudança, mas o time esta absolutamente acéfalo, parece um time de condomínio chique;

3) qualquer time meia-boca chega no Palestra e se sente à vontade para impor seu futebol, fazer jogadas de efeito, tabelinhas, chapéu, caneta, e agora, até gol de letra. O Palmeiras, ao contrário, tem seus jogadores morrendo de medo da bola. O gol que Armero deixou de fazer é o exato retrato disso. A camisa do Palmeiras pesa demais e esses jogadores não têm condições de vesti-la. E o pior é saber que assim que vestirem a camisa de outro clube, vão jogar bem, porque são bons jogadores – a maioria deles.

O Palmeiras voltou à estaca zero. Depois de chegar muito, muito perto de conquistar o campeonato brasileiro – prova que o trabalho em linhas gerais estava sendo bem realizado – o grupo falhou. Foram três partidas em que as coisas deram errado, e a partir dessa sequência, nunca mais: Avaí, Flamengo e, quem diria, Santo André. A partir daí, o moral foi pro chão e não foi recuperado até agora. E com esse grupo, não será mais, lamento concluir que já era.

A partida de hoje joga por terra todas as teorias conspiratórias que pipocaram desde o ano passado: que Vagner Love rachou o grupo, que tinha ciumeira por causa de salário, que queriam derrubar o Muricy, e mais um monte de absurdos que sempre dissemos aqui serem contos da carochinha. O que acontece mesmo é que o grupo caiu e não consegue mais levantar, a razão é puramente psicológica.

E para que a situação tenha chegado nesse ponto é que temos que identificar uma falha muito grave na cultura recente do futebol do Palmeiras: falta cobrança pesada. Os jogadores foram tratados como adultos, como profissionais responsáveis que ganham dezenas de milhares de reais por mês, mas na verdade são como qualquer grupo de jogadores em qualquer time grande desse país: um bando de desmiolados, deslumbrados e que precisam de rédea curta, e muita porrada no vestiário.

Só que se chegar alguém da noite pro dia tentando fazer isso, não cola. Não terá moral, quem quer que seja. Luxemburgo até fazia isso e muito bem, o problema com ele era outro. Desde sua saída, acabou o poder de recuperação mental dos jogadores.

A chegada de Seraphim del Grande deve ser notada, mas não de imediato. Seraphim não é de gritar, de resolver no berro, mas é firme e respeitado. Só precisa de um certo tempo para sentar no cockpit, ajeitar os espelhos, deslizar o banco mais para trás e conduzir do seu jeito. Mas esperamos que jogador pense um milhão de vezes antes de agir como vagabundo quando estiver em campo com a camisa do Palmeiras, como fez hoje o seu Diego Souza.

Diego se escondeu da bola. Teve o controle dela por várias vezes, mas jamais buscou a jogada mais incisiva, só tocou de lado. Até que ela se ofereceu para ele na medida para mais uma de suas famigeradas e mortais bombas. O jogo estava 2×1. Agora vai! Diego deu um traque na bola. Nem se esforçou pra finalizar como o verdadeiro craque do time. Não enquadrou o corpo, não deu potência no chute, nada. Parecia que estava fazendo um favor a alguém de ter entrado em campo. Até que enjoou e forçou o segundo amarelo e a expulsão. Como um craque como Diego chega num ponto como esse?

E Armero? Mais uma vez teve uma chance, com a gripe de Wendel. Fez uma partida de Armero, nota 3 ou 4. Mas a bola que ele deixou de chutar quando estava de frente para o goleiro, preferindo dar mais um passo, com absoluta paúra de fazer o arremate, mostra como está o emocional desse time.

Eduardo, que acabou de chegar, já parece contaminado por esse espírito de derrotado. Souza, de tanto potencial ano passado, hoje não conseguiria um contrato nem com o River do Piauí, que apanha do Flamengo lá em Teresina. Pierre, até ele, parece ter jogado a toalha. Não é de admirar, também, depois da declaração de Marcos, mais uma: na saída do intervalo, disparou “a torcida pode ficar tranquila que o sofrimento comigo no gol acaba no fim do ano”.

Quando o capitão e líder do time fala uma besteira dessas, qualquer time sente. Um time já propenso a um colapso nervoso como o Palmeiras, desaba. E a pá de cal foi o terceiro gol do Santo André, uma tabelinha ousada, de time que não respeita, que não teme o Palmeiras nem o Palestra. E com requintes de crueldade, o arremate foi de letra.

O Palmeiras de hoje lembra, sob um certo ponto de vista, os times medonhos da década de 80. Tem jogadores bons, até alguns astros que brilhariam intensamente em qualquer time grande do país. Mas aqui, não vai. Tem uma âncora amarrada na cintura de cada jogador. Até ganha um jogo ou outro. Na superação, pode até ganhar clássicos. Mas você vê, está explícito e escancarado que não vai a lugar algum. Como nos anos 80. Como entoou a Mancha no fim do jogo, trata-se de um time sem-vergonha. Mas no sentido exato da palavra. O time não tem vergonha de perder, parecem desinteressados.

É necessário um grande choque na gestão do futebol. Não que todo o trabalho tenha sido uma porcaria. Mas os erros cometidos tomaram um rumo que parece impossívelcorrigir na fórmula atual. É preciso uma solução radical, e agora. Temos jogadores como Ewerthon e Lincoln que ainda nem estrearam. Eles não podem ser contaminados por esse espírito perdedor. O mesmo se aplica aos que acabaram de chegar, como Edinho e Ivo. Gabriel Silva é um menino que vale ouro, e é outro que deve ser preservado.

Mas se esses caras se misturarem com essa nuvem negra que ronda o Palestra, vão cair na vala comum. É hora de aproveitar que o Paulista já foi, aproveitar que não tem mais a pressão de ter que buscar a classificação de qualquer jeito, e fazer uma limpa. Vários bons jogadores já não tem condição de vestir nossa camisa, o prazo expirou. Além dos que acabaram de chegar, segurem:

- Marcos, o grande São Marcos, o maior de todos os tempos, mas precisa de férias. Manda pescar no Mato Grosso um mês.
- Danilo ainda tem salvação, ainda mostra alguma vergonha na cara.
- CleitonX parece ainda ter alguma disposição, e pode se entrosar bem com um novo grupo.

De resto, sobe a molecada da Copinha, contrata um centroavante de peso, e começa o trabalho praticamente do zero. Porque esse time está condenado. Podem bater o bumbo.

Atuações:
Marcos: falhou dentro e fora do campo. ZERO
Eduardo: como eu lembrei do Benazzi! Pensando bem, até que é parecido. 2
Danilo: envolvido facilmente pelo toque de bola do time do ABC. Vai ter pesadelos com o Rodriguinho. 3
Edinho: não vai funcionar como zagueiro. Seu lugar é mais à frente, dando o primeiro combate. 2,5
Armero: teve medo da bola, medo de fazer um gol. Quase tive dó. Quase. ZERO
Pierre: outro que parecia desinteressado, pensando em que time vai jogar depois da Copa. ZERO
Souza: é um desperdício comparar o potencial que ele mostrou no ano passado com o futebol podre deste ano. ZERO
CleitonX: de novo, machucou no primeiro tempo contra o Santo André. De novo, tragédia. 5
Diego Souza: tentamos apoiá-lo de todo o jeito, porque é um craque. Mas o que ele fez hoje é tão inadmissível quanto a troca de socos entre Obina e Mauricio. ZERO, e fora do Palmeiras
Lenny: um dia disseram a ele: você é craque. Estavam errados. 2,5
Robert: nem o gol limpa a barra de um centroavante que até que acerta umas cabeçadas, mas só. 2
Marquinhos: entrou no CleitonX ainda no primeiro tempo. Depois, foi pra lateral-direita porque o Eduardo saiu pro Sacconi entrar. Hein??? 2
Sá-Cone: ele resolveu que sabe bater de fora da área. É mole? 1
Ivo: a diferença de atitude de um jogador que acabou de chegar é evidente. Se nada for feito, ele se contaminará rapidamente. 6
AC Zago: alguma coisa já era pra ter aparecido, mesmo com pouco tempo. Não se viu nada vezes nada até agora. A batata começa a assar. ZERO

***

A única coisa que salvou a noite foi a gravação da matéria para o programa Happy Hour, da GNT. Como foi bem legal, não vou tecer maiores comentários neste momento de extrema tensão. Amanhã, provavelmente com coisas mais legais acontecendo durante o dia, o espírito vai estar mais adequado para falar sobre a experiência e faremos um post especial. A matéria vai ao ar nesta quinta, a partir das 19h.

2 de março de 2010

Comissão técnica

Arquivado em: Futebol, Outros — conrado @ 12:41

O noticiário do clube apontou alterações importantes na comissão técnica no ano de 2010. São poucos os profissionais (os bons e os nem tanto) que vieram na barca de Luxemburgo que ainda continuam no clube. A primeira mudança foi a contratação da nutricionista Adriana Favano, para o lugar de Patricia Teixeira, em janeiro. Mas as principais mudanças vieram em fevereiro, com as saídas do gerente de futebol Toninho Descartes Cecilio e do técnico Muricy Ramalho.

Com a saída de Muricy e a chegada de AC Zago, também houve trocas nos cargos de auxiliares: saiu Tata, e chegaram Wellington Oliveira e Carlos Pacheco. Este último já havia trabalhado no Palmeiras na década de 90, como preparador físico.

Na sequência, foi dispensado o preparador de goleiros Cantarele. Em seu lugar, foi promovido Fernando Miranda, ex-goleiro do clube e que fazia a função de auxiliar, desde a época de Carlos Pracidelli. E assim esperamos que a fase instável de Marcos dos útimos meses tenha fim, já longe da influência do ex-frangueiro do Flamengo.

Também deixou o clube o fisioterapeuta Mario Peixoto, e para seu lugar foi admitido Julio Suman. Com isso espera-se que o tempo de recuperação dos jogadores não seja mais tão longo como temos notado neste início de ano. O blog não tem a menor pretensão de julgar o trabalho do antigo nem do atual fisioterapeuta, simplesmente porque não tem qualquer conhecimento técnico para isso. O que vemos são os resultados: às vezes, diante da gravidade da lesão, a recuperação é impossível de atender à necessidade do time; em outras, entretanto, talvez fossem – só quem entende pode julgar.

O fato é que 14 atletas passaram ou estão passando por recuperação médica ou física desde o início do ano: Bruno, Marcos, Figueroa, Leo, Mauricio Ramos, Gabriel Silva, Marcio Araujo, Anselmo, Lincoln, Diego Souza, CleitonX, Deyvid Sacconi, Joãozinho e Lenny.

Perguntas aos entendidos:
- por que se machucam tanto?
- por que demoram tanto para se recuperar?

Eu é que não me meto a responder, mas alguém tem que saber as razões. Principalmente porque nosso elenco, sabemos, tem sérios problemas de reposição de peças.

28 de fevereiro de 2010

Rio Claro 1×0 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 22:27

Em mais um jogo atípico, o Palmeiras não conseguiu converter sua superioridade em gols e foi derrotado pelo Rio Claro, num campo muito pesado. Choveu na cidade a tarde toda, e a água não parou de cair durante a partida. Num erro individual de Souza o Rio Claro fez seu gol, e conseguiu segurar a vantagem até o fim, diante de um Palmeiras que ainda não achou a melhor forma de jogar com o elenco extremamente limitado, principalmente no setor de ataque.

Zago escalou o time no 4-4-2 que deve caracterizar toda sua passagem pelo clube. Sem Pierre, Souza assumiu a vaga. Eduardo continua dono da lateral-esquerda, pelo menos até a recuperação de Gabriel Silva, e Wendel segue seu trabalho pela direita. E mesmo com todos esses furos na escalação, o time conseguiu se impor sobre o Rio Claro, um time muito fraco, mas valente, e ainda com a motivação renovada depois que Agnaldo, zagueiro campeão da Libertadores em 99 pelo Verdão, assumiu o time.

O Palmeiras perdeu algumas chances claras. A primeira com Robert, que arrancou pela direita e bateu cruzado, passando perto. Outra, com Souza, que bateu forte da entrada da área – a bola explodiu no travessão, bateu na linha e se ofereceu para CleitonX, impedido, que ainda assim conseguiu errar o gol. Tivemos ainda mais alguns cruzamentos que Robert aproveitava – numa delas ele colocou na gaveta pra grande defesa de Sidney, mas nas outras cabeceou sempre em cima do goleiro. E assim o Palmeiras ia forçando, até que Souza falhou: Osny girou com muita facilidade, invadiu e bateu rasteiro, entre a trave e Marcos. E nessa hora não apareceu nem uma pocinha pra quebrar o galho e atrapalhar o cara.

A chuva piorou no intervalo, e a tônica do jogo ficou clara. Os jogadores leves não tinham lugar nesse campo. Lenny foi bizarro em todo o primeiro tempo, e a opção do Palmeiras devia ser forçar as jogadas pelos lados, cavando faltas, de preferência com jogadores um pouco mais fortes, e buscando os grandões do elenco dentro da área: Diego, Robert, Danilo e Leo. Essa era a expectativa.

Depois de um início de segundo tempo onde o Rio Claro teve duas chances abertas de gol – quase Souza fez contra numa delas – o Palmeiras não teve paciência nem inteligência para cavar as faltas nos flancos, e tentava os cruzamentos com a bola rolando, ou em certos casos, boiando. E não saía nenhuma bola redondinha, bem cruzada. Zago então tirou Lenny e Souza, e colocou Ivo e Marquinhos. Ivo de fato se mostrou uma boa opção. Mas Marquinhos não tinha a menor condição de aproveitar seu ponto forte, o drible e a velocidade. Assim, com os leves CleitonX e Marquinhos em campo, apesar de Zago ter tentado uma formação mais ofensiva, o time escancarava fragilidades diretamente relacionadas com deficiências no elenco.

A última tentativa foi trocar Wendel por William, deslocando Ivo pra lateral esquerda e puxando Eduardo pra direita. E William, não exatamente é um cara pesado, forte. Assim, o Palmeiras insistiu nos cruzamentos, como deveria ter feito, mas em bolas pouco trabalhadas, através de cruzamentos feitos sem precisão e com apenas um jogador tentando aproveitá-los, Robert. E na base do vamulá, o empate até poderia ter saído, mas não deu.

O que irrita é perder do lanterna, não se pode admitir isso. Não tem campo ruim, nem juiz, nem desfalque, nem nada que justifique um time como o Palmeiras perder do lanterna de qualquer campeonato. Todo mundo ganha pontos em cima desse time, o Palmeiras fez zero. São três pontos que não se recuperam. A classificação começa a ficar complicada. Considerando que os outros grandes farão suas partes, nossos inimigos são Santo André e Botafogo. O primeiro já abriu oito pontos de frente, e é nosso próximo adversário, no Palestra. Essa diferença precisa cair para cinco, invariavelmente na próxima rodada. Se o Palmeiras não vencer, podem esquecer o Paulista.

***

Sem querer colocar muito fogo na torcida, mas sabendo que é inevitável: ouvi de fonte bastante confiável hoje que estamos razoavelmente próximos de trazer um reforço de primeiro nível para o ataque, para jogar ao lado de Ewerthon. Eu diria que as chances hoje estão em torno de 50%. E nem venham me perguntar o nome, que eu não falo nem a pau.

Atuações:
Marcos: salvou a pele do Souza, que quase fez um gol contra. Ser culpado por dois gols seria pesado demais para o volante. 8,5
Wendel: com o campo encharcado, a qualidade dos jogadores é nivelada por baixo. Bom pra ele, rendeu mais. 7,5
Danilo: jogou sério, não pensou duas vezes pra jogar a bola pra lateral. Bastante maturidade. 8
Leo: vai conquistando a confiança do elenco e da torcida. Já atingiu um patamar superior ao que Mauricio Ramos chegou ano passado. 7,5
Eduardo: parecia o Wendel pela esquerda, aquele futebol low-profile, sem comprometer muito. Quando veio pra direita, parecia gêmeo. 7
Edinho: num campo como esse, tava fácil pra destruir. E ele não deixou por menos. 8
Souza: vinha fazendo uma boa partida, bem superior a Marcio Araujo tanto na marcação quanto no apoio, até cometer a falha que deu no gol dos caras. Uma pena. 5
CleitonX: ainda não achou um bom posicionamento dentro do novo qurteto ofensivo. Foi um dos mais prejudicados pelo estado do gramado. Mas tinha que ter buscado mais jogo, é uma das referências do time. 5,5
Diego Souza: bastante vontade no início, depois foi se apagando, até que sumiu completamente. 3
Lenny: outro cujo futebol não bate com o estado do campo, mas isso não justifica tantos erros. 4
Robert: deu suas cabeçadas, umas boas, a maioria ruim. Mas estava lá, bem posicionado, e brigando. 7
Ivo: entrou no segundo tempo e foi bem taticamente, mas não executou tão bem. 6
Marquinhos: além de leve demais, jogou meio que de volante, um posicionamento estranho. Foi mal. 5,5
William: até que tentou. Vamos quebrar o galho dele e dar o migué do “pouco tempo, S/N”.
AC Zago: esbarrou na limitação do elenco, embora pudesse ter insistido para que o time buscasse as faltas para poder parar a bola e jogar os zagueiros pra área. 6,5

26 de fevereiro de 2010

Verdazzo – clique e descubra

Arquivado em: Futebol — conrado @ 12:09

Palmeiras 4×0 Flamengo-PI

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 1:40

Peladaça. Nem tem muito o que falar desse jogo, a não ser fatos isolados. Taticamente, não foi possível observar nada, já que o adversário não ofereceu a menor resistência. E num jogo como esse, é difícil manter a concentração, a pegada, e consequentemente ter um bom desempenho técnico. Foi um jogo de showbol num campo oficial, para cerca de 5 mil pagantes que sofreram com os 18 graus, chuvinha fina de vez em quando, e vento.

Com o gol de Robert, de pênalti, logo a dois minutos, acabou qualquer tensão que pudesse existir. Aliás, dos dois lados. Acredito que se os piauienses tinham alguma motivação para o jogo, era tentar não tomar nenhum gol e achar um contra-ataque. Mas a porteira foi aberta logo a dois minutos, e aí foi só observar os detalhes, e se divertir com alguns lances isolados, a maioria fora de campo.

Os melhores, sem dúvida, foram protagonizados por Jardel. Eu mesmo desencanei do jogo no segundo tempo e me dediquei a ficar provocando o figura. Enquanto ele “se aquecia” perto da escadaria que leva ao vestiário do Palmeiras, fui pra mureta e mandei-lhe várias lembranças. E gostaria de dizer que nenhuma foi mal-educada, só tirando um sarrinho, sem agressividade. Avacalhando muito o tamanho de sua barriga, e aliás, o conjunto todo, aquele cabeção, que de calção e chuteira, mais o boné branco, ficava bastante pitoresco. A TUP, logo atrás, resolveu entrar com os dois pés no peito e o provocou com seu envolvimento com drogas no passado. Jardel aparentemente acusou o golpe e se dirigiu de volta ao banco, e não saiu mais de lá. Mas tudo bem, deu tempo suficiente pra sacanear bastante o cara.

Foi na medida pra subir alguns degraus e ver o quarto gol, de Edinho, na primeira jogada de Ivo. Foi a melhor jogada da noite – talvez a única que valeu a pena. A julgar por sua presença, no meio de três marcadores, a proteção à bola, o domínio, a força física e o cruzamento, trata-se de um monstro. Mas já temos algum tempo de janela pra saber que a maioria dos perebas que já jogou no Palmeiras tiveram uma estréia de regular pra boa, isso quando não foi ótima. Então calma com o Ivo. E boa sorte pra ele.

No final, a diversão de ver o placar anunciar mais uma derrota purpurinada: Once Caldas 2×1 Once Bambys. Ficou apenas a frustração de ter desperdiçado uma chance de enfiar um placar histórico. Os profissionais não ligam pra isso, mas a torcida liga. A criançada, então, adora. Lembro quando eu tinha 12 ou 13 anos e o Palmeiras enfiou 7 no CRB, eu achei uma coisa de outro mundo. Às vezes o clube precisa forçar um pouco o elenco a buscar placares elásticos nessas oportunidades cada vez mais raras do calendário atual, são ações de marketing que se faz dentro de campo a custo zero e que rendem bons frutos.

Atuações:
Pouco a ser analisado, mais a parte técnica-individual de um ou outro que se destacou. A começar pelos ruins, Deyvid Sacconi já faz por merecer de volta a alcunha Sá-Cone que havia sido posta de lado. O rapaz nunca mais quis saber de jogar bola direito desde que voltou do aeroporto, e algo precisa ser feito para recolocá-lo em condições de jogo, ou tenta negociar logo de novo. Que pena que a venda deu errado. Figueroa também não está numa fase das mais animadoras, e nem numa partida como a de hoje conseguiu fazer boas jogadas.

Por outro lado, Robert recuperou a confiança e parece estar em condições de ser nosso centroavante reserva sem a menor restrição, caso mantenha a pegada. Souza entrou muito bem no segundo tempo, sério e firme. E Pierre dá gosto de ver. Com Edinho ao lado, o Palmeiras tem realmente uma proteção e tanto à zaga. Antonio Carlos prossegue em seu trabalho de aproximação com o grupo – além de Souza, deu chances a William.

Marquinhos é que parece que, rapidamente, passou de candidato sério a Guarulhos para titular. Ele foi um que eu fiz questão de gritar uns conselhozinhos rápidos na orelha, enquanto esperava para cobrar um escanteio à medida que um atendimento médico acontecia no meio do campo. Esse menino está tendo uma segunda chance de ouro na carreira. Ele estava acabado, derrotado, e de repente o destino está lhe dando uma nova chance, algo que milhares de jovens jogadores sonham, imploram, dariam a vida para ter. Marquinhos a teve pela primeira vez e sapateou em cima. Mas ironica e curiosamente, ele poderá tentar de novo. Não pode mais desperdiçar.

23 de fevereiro de 2010

Serviço de utilidade pública

Arquivado em: Futebol — conrado @ 11:00

O vereador abraça Xandão no vestiário, quando o zagueiro ainda era conhecido apenas como Xandy, enquanto segura um brinquedinho estranho

O lenhador de bonsai, escafandrista de aquário, anão de jardim, dirigente bambi e nas horas vagas, vereador da cidade de São Paulo Marco Aurélio Cunha teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por receber irregularmente verbas de campanha.

A imprensa esportiva está absolutamente calada sobre o assunto. Ninguém toca no nome do baixinho. Mas aqui no Parmerista!, e em toda a mídia palestrina, não deixamos passar.

A decisão deve ser revertida e tudo deve continuar como se nada tivesse acontecido e ele deve retornar aos trabalhos (epa!) rapidamente, afinal, aqui é Brasil-sil-sil. Mas enquanto isso, o blog presta um serviço de utilidade pública.

Deixe nos comments sua mensagem para o solerte edil. Pode ser de apoio, compaixão, ou mesmo uma mensagem de admiração; pode ser de reprovação, ou uma reprimenda, e pode xingar, se quiser. O espaço é democrático.

Só pra não esquecer: RUN BAMBIS RUN!

22 de fevereiro de 2010

Palmeiras 2×0 São Paulo

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 13:51

Agora sim, o post pós-jogo como de costume. Como já foi adiantado no post de ontem, o jogo foi muito fraco. Se colocassem uma camisa da Kanxa cor de vinho nos bambis, ninguém diria que era clássico: Palestra com 13 mil pagantes, adversário mal passando do meio de campo, Palmeiras pouco inspirado, juizinho amarrando o jogo no meio… enfim, se não fosse um clássico, teria sido um jogo bem chato de se ver.

Mas a camisa que estava do outro lado era a do INIMIGO. São aqueles que fazem que a gente lute pra deixar o time sempre forte, é pra ganhar deles, no final de tudo, que toda a confusão acontece. O mesmo se aplica ao gambá, felizmente de forma mais esportiva, mais saudável. Mas ontem não eram nossos históricos adversários. Eram nossos INIMIGOS. Então um jogo ruim virou um espetáculo de emoções incomparáveis. Ricardo Gomes que o diga. Ele estava tão nervoso ao final da partida, tão descontrolado – o que se refletiu nitidamente nas entrevistas após o fim da partida – que acabou tendo uma vasculite, um princípio de AVC, e foi hospitalizado no fim da noite. É, esse confronto não é brincadeira.

Tive dificuldade para identificar os onze titulares do bambi o início do jogo. Trata-se do pior time deles desde o histórico jogo do tobogã amarelo, em 2004. Isso facilitou bastante nossa tarefa. Troca de técnico sempre motiva o elenco. E segundo revelou o Vicente, do 3VV, Gomes teria pedido goleada a seus jogadores, e isso foi espertamente passado por nossa assessoria de imprensa aos nossos jogadores. Pronto. Com um 4-4-2 arroz-com-feijão, o Palmeiras dominou completamente o meio-campo do 3-5-2 de Ricardo Gomes. Jean, Cléber Santana e Hernanes não tiveram auxílio de Jorge Wagner e Cicinho e foram engolidos por Pierre e Marcio Araujo. Por outro lado, Diego Souza e CleitonX não fizeram uma boa partida, tiveram muita dificuldade em achar um posicionamento, e foi difícil conseguir a ligação com Lenny e Robert.

Wendel e Eduardo, dois laterais pra lá de limitados, foram os grandes destaques taticamente, segurando os alas bambis, que ficaram completamente travados. As únicas chances das moças foram quando houve falhas individuais, em erros de passes cruciais exatamente dos nossos dois laterais. O sistema defensivo foi simples e perfeito. Mas a aproximação e a criação foram ainda muito deficientes. Zago terá trabalho.

Aliás, o lance decisivo do jogo foi exatamente protagonizado por Eduardo, que se soltou mais no segundo tempo depois da bola ter queimado seus pés em boa parte do primeiro. Foi ele quem partiu pra cima de Xandão e provocou a falta que lhe rendeu o segundo amarelo e a expulsão. O cartão vermelho inflamou o Palestra, e comentei na hora que o gol ia sair, que o momento era aquele. A torcida fazendo um barulhão e a zaga desarrumada, o cenário estava montado. Não saiu como eu imaginei, logo na cobrança da falta, mas foi no lance seguinte, ainda com o estádio pulsando. Robert se antecipou à zaga e testou até que fraco, mas pegou a Rogéria no contrapé. Restou à boneca levantar o bracinho, como sempre. VAI TE CATAR, PALHAÇO!

Com o gol, o bambi tentou vir pra cima meio desordenado, e com um a menos, deixou um buracão lá atrás, e a perspectiva era de goleada. Pena que isso ainda não está nas veias de nossos jogadores. Depois do segundo gol, num escanteio cobrado na medida por Marquinhos que Robert testou de novo, desta vez muito firme – tanto que fez o goleiro de hóquei virar o rostinho de lado pra proteger a maquiagem – o Palmeiras podia ter enfiado pelo menos mais dois gols. Mas repito: muito mais pela fragilidade bambi do que por grandes méritos nossos.

Enfim, valeu demais. Nada como uma vitória em mais uma batalha para recolocar as coisas nos eixos. O que passou, passou. Várias teorias conspiratórias já pipocam na rede, principalmente as que dão conta que os jogadores derrubaram Muricy. Esqueçam isso. Enfim, nada vai mudar agora. Mais alguns dias e isso estará definitivamente enterrado, e começamos a era Zago no Palmeiras. Sua escalação, de cara, foi correta no conceito – a se estranhar apenas ter sacado Edinho e preferido Marcio Araujo. Mas isso são coisas que se ajeitam no caminho. Ewerthon assina entre hoje e amanhã, e ainda teremos mais um centroavante por vir.

Não sei se eu já disse hoje, mas se não, lá vai: CHUUUUUPA BAMBI!

Atuações:
Marcos
: me pareceu bastante inseguro no primeiro tempo. Mas pegou alguns chutes de longe que podiam ser perigosos. 7
Wendel: está há tanto tempo no time que já sabemos tudo o que ele pode fazer. Tem dia que ele se esforça mais que o normal. Ontem foi um desses dias. Sua dedicação compensou sua incurável limitação técnica. Prendeu Jorge Wagner e a jogada forte das mocinhas. 8,5
Danilo: praticamente assistiu ao jogo. O bambi só chutou de longe. 7
Leo: mesma coisa que Danilo, mesma nota. 7
Eduardo: muito assustado no primeiro tempo, só se livrava da bola. No segundo tempo, se soltou. Prendeu Cicinho do seu lado. 8
Pierre: moooonstro. Ele cresce demais contra o bambi. Parece que tem a alma palestrina. 8,5
Marcio Araujo: como volante, sem a responsabilidade de armar, apenas de fazer a burocracia do passe, se garante. 7,5
CleitonX: vem numa sequência muito fraca. Mesmo assim, foi o “culpado” pelo primeiro gol. 7,5
Diego Souza: o mais apagado do time. Mas só sua presença já deixa meio time adversário com medo. 6
Lenny: esse rapaz tem um carisma impressionante. Não faz nada que justifique tanta empatia com a torcida. É um Muñoz magrinho. OK, joga um pouco mais que o Muñoz, e não é burro como o colombiano. 6
Robert: DEZ, pô
Marquinhos: entrou bem demais, abriu o jogo pela direita e infernizou a vida dos bambis. Sem falar no escanteio cobrado na medida para o segundo gol. Se fosse sempre assim, um EXCELENTE velho reforço. Mas pé atrás com ele. Sabemos de sua “dedicação” nos treinos. Precisa manter a pegada, senão voltará a ser o Marquinhos irritante de sempre. 8
Edinho: entrou no final pra fehar o meio. S/N
Deyvid: além da viagem a Paris, a chegada de Lincoln deve ter mexido com sua cabeça. Nunca mais jogou nada. 5
AC Zago: escalação correta, mexidas legais. Marquinhos aberto pela direita foi bem interessante. Se tivesse dado liberdade para ele inverter o lado de ver em quando, pegaria o Cicinho mancando e seria mais facil ainda. Excelente estréia. 9

21 de fevereiro de 2010

Palmeiras 2×0 bambis

Arquivado em: Adversários — conrado @ 21:51

Vamos deixar a análise tática e técnica para amanhã. O jogo, vamos falar a verdade, foi um horror. Mas isso não importa. O Palmeiras surrou os bambis no Palestra mais uma vez, e o placar de 2×0 foi pouco, nem tanto pelo que o Palmeiras jogou, mas pelo que o time da encarnação de belzebu na Terra não jogou. Fazia tempo que eu não via um time deles tão ruim, mas tão ruim. Lembrei daquele timinho que tinha o patrocínio da Cirio, uma teta.

A torcidinha deles apanhou no ABC, e não contente com isso, parece que resolveu enfrentar os palmeirenses que absurdamente foram impedidos de comprar ingressos – o horário limite estabelecido foi 13 horas. Eu não sabia disso e só consegui o meu porque dentro do clube esse horário foi extendido um pouco mais. Uma multidão de palmeirenses ficou de fora. Provavelmente uma medida planejada, visando a confusão. Os bambis tocaiaram os palmeirenses, e segundo os relatos, apanharam de novo. Remember 1942, RUN, BAMBIS, RUN. No Palestra, não.

Quem foi pra ver jogo, viu uma pelada. Mas clássico com essa sub-raça é sempre tenso, e a qualidade do jogo acaba em segundo plano. Queremos a vitória de qualquer jeito. É guerra. Por mais que venham politicamente corretos e seus discursos de paz e etc, em jogo contra os bambis, não dá. Jamais pode se deixar de lado tudo o que essa corja já nos fez, e fará sempre que dermos brecha.

Quando Xandão foi expulso, o goleiro-canalha quase agarrou o zagueiro pelo pescoço para que ele voltasse para o campo, antes que ele fosse fazer seu showzinho de intimidação ao árbitro. É sempre daí pra baixo. A lista, todos sabem, é imensa: desde 1942, passando por Leivinha/Armando Marques, Wilson Mendonça, Sálvio, Bosco e sua pilha, gás de pimenta e tantas outras, por tudo isso, essa canalhada nunca pode se esconder atrás da cortina de qualquer sentimento de esportividade para amenizar o ódio que eles mesmos fizeram questão de despertar.

A cada vitória, principalmente no Palestra, vem o delicioso grito entalado: CHUUUUUUUUPA! Tomaram, malditos! E com dois gols do Robert!

RUN, BAMBIS, RUN!!!

*foto: Césão, o grande Periquito Verde
(explicando: o modelo da foto sou eu, logo depois do jogo, quem tirou a foto foi o Césão hehehe…)

18 de fevereiro de 2010

Antonio Carlos Zago, novo técnico do Palmeiras

Arquivado em: Futebol — conrado @ 22:14

Foi bem rápido. Menos de 24 horas depois do início da partida que derrubou Muricy, apenas algumas horas depois do anúncio de sua queda, e a diretoria do Palmeiras já anunciou o substituto: Antonio Carlos, ex-zagueiro bicampeão paulista e brasileiro pelo Verdão em 93/94, mas que também jogou pelos nossos três maiores rivais. Foi campeão paulista pelos quatro grandes: duas pelo bambi, uma pelo gambá e uma pelo Santos. Ganhou quatro brasileiros, sendo mais uma pelo bambi e uma pelo Santos. Ganha título por onde vai. Levou também um scudetto pela Roma e uma Liga Turca pelo Besiktas.

Como técnico, Antonio Carlos tem uma carreira curta, menos de um ano. Vinha fazendo um belo trabalho no São Caetano. Mostrou que conhece futebol, conhece tática, e é bem relacionado com os empresários e agentes de jogador. Foi muito bem na montagem do elenco gambá de 2008, quando foi diretor técnico. Mas seu estilo implica em rotatividade alta. Aposta arriscada.

O Palmeiras volta pro jogo em 2010, muito rápido. Aposto no anúncio de bons reforços num prazo muito curto. Cipullo já havia demonstrado apreço pelo trabalho de Antonio Carlos em conversas reservadas, e queria trazê-lo para o cargo de Toninho Cecilio há alguns meses. Antonio Carlos recusou, pois disse que queria abraçar a carreira de treinador. Cipullo respondeu que um dia a oportunidade surgiria. Surgiu.

***

Esta vai ser a primeira e única vez que vou tocar no assunto, e me reservo ao direito de vetá-lo nos comments. Antonio Carlos protagonizou uma cena vergonhosa em sua carreira como jogador, quando defendia o Juventude. Um ato deplorável. Ele pediu desculpas pelo ato. Foi punido. Pagou por seu erro, e não o repetiu. Fim do assunto.

É certo que a imprensa vai se esbaldar com isso. Provavelmente vão surgir provocações covardes de torcedores inimigos com associações do ato de Antonio Carlos com fascismo. Nós não podemos alimentar esse tipo de polêmica. Preparem-se, pois uma nova bateria de ataques, do naipe mais covarde possível, está para ser atirada sobre os italianinhos do Palestra Italia. Temos que agir com inteligência e não embarcar nessa, só respondendo aos ataques que realmente justifiquem uma resposta.

Muricy demitido

Arquivado em: Futebol — conrado @ 17:15

Estou perplexo com a notícia. O presidente Belluzzo cometeu o maior erro de sua gestão até agora. Ao tomar essa decisão, aposta tudo em tentar ganhar um título desesperadamente ainda este ano, dando um viés claramente político à decisão. Como dirigente do clube, esperava que ele arcasse de forma mais firme com as consequências da perda do título do ano passado, juntasse os cacos e absorvesse a condição de que o Palmeiras voltou três anos no tempo, e começasse a remar tudo de novo.

O modelo de parceria com a Traffic precisa ser moderado, não desenfreado como na época de Luxemburgo. Muricy, ao contrário, freava tudo. Cabia à direção – Cipullo e Belluzzo, sobretudo – estabelecer a hierarquia, a mesma que eles alegaram ter sido quebrada para demitir Luxemburgo, e impor o meio-termo.

A bola da vez para o cargo de Muricy parece ser Antonio Carlos. A escolha, se confirmada, é coerente. O ex-zagueiro tem o perfil exato para retomar o “modelo parceria”. Não dou uma semana para desembarcarem reforços importantes no Palestra. Mas serão reforços temporários, caracterizando cada vez mais o chamado time de aluguel. E os meninos da base? Deus os proteja.

Assim fica cada vez mais chato torcer. Voltamos pro jogo para este ano. Mas sem nenhuma perspectiva lá na frente. O futuro é absolutamente incerto.

Para Muricy, gostaria de dizer que estou envergonhado com o que a diretoria do Palmeiras fez. Você se mostrou um puta profissional, e não merecia que a corda arrebentasse justo do seu lado, apesar de ter sido inflexível em determinadas oportunidades e de ter escalado o time muito mal em outras. Mas isso não justifica sua demissão. Você estava montando a estrutura do time, a defesa estava quase pronta, e depois era só montar a ofensiva. Com você, não tinha mais empresário rodeando a academia dia e noite, nem em cima dos meninos da base. Agora, sabe lá Deus. Desejo toda a sorte do mundo na sequência de sua carreira, e tomara que você possa voltar pra cá ainda algum dia.

Palmeiras 1×4 São Caetano

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 11:07

Jogo na quarta de cinzas tende a dar nisso. Pra completar o cenário de tragédia, o temporal de caiu algumas horas antes sobre a zona oeste da capital afastou muita gente que teria intenção de comparecer ao jogo. Não sei se isso foi bom, porque fez menos gente passar raiva, ou se foi ruim, porque com mais gente talvez o time entrasse mais ligado. Tendo a achar que foi bom, não alteraria muita coisa. O fato: parcos 3 mil palmeirenses testemunharam uma das maiores vergonhas de nossa história recente. Um chocolate, diante de um time em posição intermediária da tabela.

Boa parte da conta desse mau resultado tem que ir para o treinador. Muricy escalou o time mal. E não se trata do velho discursinho pronto de malhar a escalação de três volantes. Se o terceiro volante fosse um cara que soubesse sair pro jogo e preencher espaços com qualidade, sem problemas. Podia até ser o Souza. Mas o nosso dileto Marcio Araujo, definitivamente, não dá. Cai a lenda que ele é um bom jogador. Em teoria, sua contratação foi pra ser um volante para compor o elenco, na reserva, talvez reserva do reserva. Em raríssimas exceções deveria sair jogando como titular, muito menos como meia.

Além disso, estranhamente havia muito espaço entre os volantes e a zaga, a proteção foi muito mal feita. Como resultado disso tudo, o São Caetano teve muita posse de bola, e os gols saíram, quem diria, naturalmente. O Palmeiras estava pedindo para tomar os gols ainda no 0×0. Tomou dois gols muito próximos. Logo depois, o zagueiro deles subiu sozinho e cabeceou por cima. Estava fácil demais. Tão fácil que na chance seguinte eles não desperdiçaram: 3×0, e assim terminou o primeiro tempo.

Muricy tentou consertar no intervalo. Colocou Lenny e Sacconi, tirou o péssimo Figueroa e o inútil do Robert. Aliás, o primeiro gol do São Caetano saiu depois de uma bola açucarada de Diego Souza para Robert, que o atacante pisou bisonhamente na bola. Tivesse dominado e feito o gol, certamente o resultado seria outro.

Mas o problema do Palmeiras ontem, além de tático, também pareceu físico e emocional. Os gols seguidos do São Caetano abalaram demais o time, um velho problema. Na volta do intervalo, apesar das limitações dos substitutos, o time veio com gás e moral renovados. Só que o quarto gol dos caras jogou tudo por terra, e pior, foi um gol inexplicável. A defesa estava armada, certinha, o cara foi cercado, não tinha muito o que fazer, tomaram cuidado para não fazer o pênalti, mas TUDO deu certo para o adversário, ele conseguiu criar a condição pro arremate e tocou no canto.

Com 4×0 contra, aí restou ao time mostrar dignidade. E o gol de honra de Diego Souza pelo menos esboçou que o time não é um caso perdido. A torcida foi muito burra. Claro que todos que estava ali estava muito putos e envergonhados com o que estavam vendo. Mas será que era tão difícil assim enxergar que o problema ontem foi, pela ordem, tático, físico e emocional? Xingar os jogadores como fizeram além de burrice, é covardia. Principalmente o melhor de todos, e que ainda fez o gol dele.

O resultado não muda nenhuma impressão já emitida neste blog. O elenco precisa suprir suas lacunas. Enquanto isso não acontecer, será fraco. O discurso do diretor de futebol, de que o elenco é forte, é uma falha de retórica. O elenco tem potencial para ser forte. É diferente ter um elenco montado, e dizer que se trocar cinco peças ele será forte. Assim até o São Bento fica forte. O Palmeiras está no meio desse processo, o elenco nunca esteve pronto, por isso, jamais poderia ser dito que é forte. O processo de renovação está correto, o que faltou foi o arremate. Faltou chutar pro gol. Ainda falta.

Com a crise de relacionamento entre diretor e técnico escancarada, e com um resultado desses, pelo menos agora sabemos que alguma coisa vai acontecer. E é bom que aconteça, porque domingo pegamos os bambis.

Atuações:
Marcos: volta, Pracidelli! 4
Figueroa: escondam as tesouras dos chilenos. 3
Danilo: jogou pedrinha. Só pela tirada com o repórter depois do jogo (“-Danilo, falta alegria a esse time? -se falta alegria, vamos contratar um palhaço“), leva um 5
Leo: perdidinho, foi humilhado em certos lances. 3
Wendel: nada mais nem menos do que já sabemos que ele é capaz. Num dia ruim, fica mais evidente. 4
Pierre: um de seus piores jogos com nossa camisa. 3,5
Edinho: não viu a cor da bola 3
Marcio Araujo: espero que tenha caído a ficha de todo mundo que ele é reserva do reserva. 2
CleitonX: o segundo pior do time. Mal posicionado e mal tecnicamente. 1
Diego Souza: o único que se salvou. 7
Robert: ZERO
Sacconi: taticamente entrou certinho, mas depois de Paris, nunca mais foi o mesmo. Não que fosse um gênio. 3
Lenny: achou que iria se consagrar sozinho. Pegava a bola, abaixava a cabeça e…. perdia a bola. 2,5
Muricy: errou demais, tentou consertar no intervalo. Seu atenuante é o elenco restrito. 3

Não estou no muro

Arquivado em: Futebol — conrado @ 1:52

Tenho minha opinião bem formada. Na verdade, gostaria mesmo é que Muricy aprendesse a tolerar um ou outra tranqueira no elenco, a troco de vir um grande jogador, já que é assim que as coisas funcionam. O legal seria um modelo misto, não precisa ser um “modelo 100% Luxa”. Cipullo até que está fazendo sua parte no exercício de flexibilidade, e absorvendo os vetos de Muricy. São dois grandes caras, que infelizmente não estão se bicando.

Se realmente tiver que escolher entre um dos dois modelos, já tenho minha escolha. Os leitores mais atentos e que já estão acostumados com a linha de pensamento deste blogueiro vão matar fácil.

***

2h46: claro, amigos, que se tiver que escolher, prefiro o modelo proposto pelo Muricy. Os frutos serão colhidos lá na frente com muito mais segurança. Haverá muito mais identidade entre torcida e elenco. E muito menos comissão rolando. Mas eu não ia achar ruim ter um Sobis da vida no time ao preço de arrastar junto um Marquinhos.

***

Agora, vamos ao pós-jogo. Deve sair em cerca de uma hora.

Ô madrugada agitada!

Mais uma vez, gostaria de mandar um abração pro Raul Bianchi da rádio Mondo Palmeiras, pela tabelinha que fizemos esta noite para manter o torcedor palmeirense o mais bem informado possível, através de fontes palmeirenses. Valeu Raul!

Que lado seguir?

Arquivado em: Futebol — conrado @ 1:36

Se as correntes são bem distintas, e estão em rota de colisão, um dos dois caminhos deve ser escolhido. O modelo defendido pelo diretor Gilberto Cipullo vislumbra a montagem de elencos com jogadores fortes de imediato, cujas passagens devem ser curtas e sem identificação com o time. A chance de dar certo e converter em títulos é muito grande – maior ainda em times sem pressão, o que tende a acontecer na segunda temporada seguida nesse modelo, desde que se ganhe a primeira vez. O modelo exige alta rotatividade de jogadores. Empresários são presença constante  no ambiente do clube. É um modelo que, bem conduzido, é caneco na certa.

O modelo proposto por Muricy é de longo prazo. Quer um casamento bastante duradouro. Muricy não aceita jogadores de qualidade abaixo da linha do razoável, e mesmo que seja bom, se não encaixar em seu desejo ou no que ele enxerga na necessidade do time, ele veta. Valoriza as categorias de base e seu trabalho visa montar um elenco sem pressa, o que às vezes nos faz aturar caras como Robert por muito tempo. Mas quando o trabalho estiver pronto, o time será extremamente sólido. O caixa será bastante fortalecido e próprio. Os jogadores serão ídolos com longas passagens pelo Palmeiras. E o clube estará pronto para um círculo virtuoso. Só que a torcida terá que se resignar: pra isso, teremos que passar por mais um período de reconstrução, após a derrocada do ano passado.

O final de 2009 foi o grande desastre que se abateu sobre o Palmeiras, que fez o clube voltar três anos no tempo. E que nos jogou nessa encruzilhada.

É uma questão de filosofia. Quem gosta de alta rotatividade, e que não admite períodos sabáticos, vai preferir o modelo de Cipullo, o mesmo que Luxa pratica em todos os clubes que vai – e que quase sempre ganha títulos – mas que não dá a menor perspectiva de sequência, é uma eterna corda bamba. Quem tem mais paciência vai preferir acompanhar a reconstrução do elenco nas mãos de Muricy, e ter a perspectiva de colher resultados em apenas dois ou três anos, mas com uma base muito sólida.

Eu tenho a minha opinião. Mas não vou emiti-la explicitamente por enquanto. Gostaria de medir a preferência dos leitores antes.

Água fria na fervura

Arquivado em: Futebol — conrado @ 1:04

Hoje não cai ninguém. Vamos continuar acompanhando.

Belluzzo deve tomar a decisão amanhã, se cai um, se cai outro, ou se não cai ninguém.

Felizmente ninguém tomou nenhuma decisão de cabeça quente.

Batata assando

Arquivado em: Futebol — conrado @ 1:02

A batata de Cipullo está assando há algum tempo. Seu estilo desagrada a muitos dentro do clube. É acusado até por pessoas próximas de não dar ouvidos a ninguém – o que não é verdade, conforme pude atestar pessoalmente em longa audiência no mês de dezembro, juntamente com companheiros do grupo Fanfulla.

O modo de Cipullo conversar às vezes sugere arrogância. Insisto, não corresponde à verdade. Mas isso não importa para quem absorve essa imagem. Se o time vai bem, isso acaba ficando em segundo, ou terceiro plano. Mas com o time indo mal, ele vira um alvo muito fácil.

Ainda mais sendo o principal diretor de futebol. Em penúltima instância, o responsável é ele. Acima, só o presidente. Todos os que exigem providências apontam seus dedos para ele hoje: os que acham que o que está errado é culpa dele, e os que simplesmente querem o cargo. E isso tem aos montes, e logo após o jogo, no clube, sobravam candidatos. Era de dar nojo.

Apesar da pressão estar enorme, ainda torcemos para que as arestas sejam aparadas.

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