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29 de janeiro de 2010

Contas aprovadas. E agora?

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Política — conrado @ 11:02

O Conselho Deliberativo aprovou ontem à noite as contas do primeiro ano da administração Belluzzo. O barulho que a oposição fez, ameaçando rejeitar as contas, era fanfarronice da grossa. Era apenas espuma, coisa para tumultuar, diminuir um pouco mais o crédito do clube na praça no período de contratações e fazer a vida do time ficar mais difícil. A estratégia é simples: quanto pior ficar, mais fácil ganhar as eleições daqui um ano. Ou menos difícil, já que o grupo está cada vez mais isolado – é o que os números sugerem.

A estratégia da oposição, se pretendia mesmo reproar as contas, foi um fracasso. A situação, que dava alguns sinais de enfraquecimento e aparentava ter algumas divisões, diante da ameaça, cimentou rapidamente as rusgas. Pode haver interesses conflitantes dentro do macro-grupo situacionista, mas numa análise imediata, os interesses do clube prevaleceram.

O placar foi 132 x 82, totalizando 214 votantes. Cerca de 70 não compareceram ou se abstiveram. Como o voto era aberto e nominal, 70 é o número aproximado de muristas, que estão sempre de bem com todo mundo mas não votam em nada abertamente para não se comprometerem. A oposição mais uma vez bate na casa dos oitenta, que parece ser o número limite do grupo comandado por Mustafá. O número não cresce – ao contrário, diminui a cada minuto de silêncio nos jogos no Palestra.

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O resultado da votação em tese joga por terra a lenda de que a reeleição de Belluzzo – ou a mais provável indicação de um sucessor – estaria condenada ao fracasso, e que o grupo oposicionista estaria em seu melhor momento após a eleição de Della Monica. Apesar de tudo, o presidente mostrou bastante força, e o número alcançado ontem, se for sólido, com mais algumas adesões dentre os faltantes garante maioria absoluta qualquer que seja o quórum.

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Contra esse raciocínio de que o Conselho está alinhado politicamente com Belluzzo e que na próxima eleição há uma tendência de que a presidência continue com a atual situação, existe um argumento bastante sólido: uma eventual reprovação de contas implicaria na responsabilização cível não apenas do presidente do clube, mas também de todos os vices. Isso significa que Clemente Pereira e Salvador Hugo Palaia, nomes intimamente ligados a Della Monica, sofreriam as consequências. Daí a adesão maciça deste grupo à aprovação. Há até quem diga que Della Monica nem exerce tanta liderança assim, e que os próprios vices estariam à frente dessa operação sobre uma fatia considerável dos que votaram a favor das contas, mas que podem mudar de lado no ano que vem, ou mesmo lançar uma terceira candidatura. O ano de 2010 pomete ser bastante agitado politicamente. Vai ser um tal de neguinho pulando de um lado pro outro do muro… pula pra lá, pula pra cá…  Haja estômago.

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Reforços - foi disseminada uma corrente na Internet de que após a aprovação de contas, o Palmeiras voltaria a se reforçar, e que os anúncios só dependeriam disso. Não é bem assim. Primeiro porque as contas em questão são relativas a 2009, e nada do que for feito agora influenciaria nessa análise. Segundo que a votação das contas não é um processo de análise econômica, administrativa ou contábil, mas sim político.

As únicas relações que a aprovação das contas tem com a vinda de reforços são que a diretoria estava dividindo um pouco suas atenções entre o mercado e os membros do conselho, e que a suposta dúvida sobre a saúde financeira do clube, levantada pela oposição nas semanas que antecederam a votação, prejudicava um pouco o poder de negociação do Palmeiras, diminuindo o crédito.

O Palmeiras vai às compras, mas sem loucuras. Devem vir grandes nomes, inclusive com a ajuda do parceiro, a Traffic. Não serão do nível do Messi nem do Eto’o, mas serão bons valores. E não necessariamente amanhã, ou semana que vem. Ainda será preciso ter um pouco de paciência até que as negociações se concretizem. Não há sangria desatada.

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Diretas - existe no clube um movimento favorável às eleições diretas. Por princípio, obviamente este blog apóia as diretas para presidente do clube. Mas há que se observar todos os desdobramentos imediatos disso. A situação precisa se precaver para que esse passo não seja em falso, dando a chance à oposição tirar vantagem.

Sabemos que o clube está loteado em diversos departamentos. Existe a turma da hidroginástica, da dança de salão, da bocha, da musculação, do tênis, e assim por diante. Esses associados, por sua vez, tendem a seguir a orientação do diretor do departamento, de acordo com o prestígio que este sente perante a presidência.

Por exemplo: o pessoal da bocha certamente vai votar contra Belluzzo, já que ele cortou a verba mensal de R$30 mil que o departamento tinha para custear os jogadores profissionais da modalidade. Sim, o Palmeiras mantinha profissionais de bocha. Essa torneira já foi fechada. O diretor da bocha imediatamente aderiu à oposição. No caso de diretas, isso significaria todos os votos do departamento. E esse cenário se repete em todos os departamentos que eventualmente estão descontentes com alguma medida impopular do presidente, que está primando por estancar todas as sangrias no clube.

Além dos sócios ligados diretamente aos diversos departamentos e modalidades esportivas do clube, existem, claro, os sócios que estão lá só pelo relacionamento social e principalmente pelo futebol – este blogueiro, por exemplo. Infelizmente, somos minoria. Esta turma, claro, apóia Belluzzo em peso. E existem os torcedores de outros clubes, que não se ligam muito na política, e que eventualmente votariam no presidente que for pior para o futebol do clube. Estima-se que esse tipo de sócio esteja na casa dos 10%.

Para o bem do Palmeiras, é necessário fazer um mapeamento completo do quadro associativo antes de dar esse importante e saudável passo rumo à democracia plena.  Se  o mapa de associados indicar uma vitória da oposição, por conta da estrutura de feudos que existe no clube, esse grupo, que é useiro e vezeiro em tramóias e golpes, rapidamente vai jogar no ralo a semente democrática. Tudo será como antes, a lista negra no clube voltará, todos os que se opuseram a eles serão perseguidos no clube e provavelmente expulsos – tenho convicção que estarei no bolo – e claro, as diretas serão imediatamente revogadas através de alguma manobra e não haverá eleição seguinte para que a democracia corrija seu eventual erro.

Por isso, vamos com calma com essa história de diretas. O processo é o mais bem-intencionado e puro possível, mas feito na porra-loquice, pode ser uma dose de remédio mal calculada que acaba matando o paciente. O Conselho dá sinais que pode permanecer favorável à atual administração, e esse passo, se for para ser dado, tem que ser só na boa, só na certeza que não se estará entregando o ouro ao inimigo.

Uma vez com a certeza de que a democracia não correrá riscos no futuro, a direção é inequívoca: DIRETAS NO PALMEIRAS.

13 de novembro de 2009

Manifesto de apoio do grupo Fanfulla ao presidente Belluzzo

Arquivado em: Administração, Diretoria, Imprensa, Política — conrado @ 18:40

Palmeiras, 12 de Novembro de 2009

O Grupo Fanfulla, formado por sócios do clube, palmeirenses apaixonados por futebol e que desejam fazer do Palmeiras um padrão de excelência tanto dentro quanto fora de campo, vem, neste momento, prestar solidariedade ao presidente Luiz Gonzaga Belluzzo.

Infelizmente, no curso da história recente do clube, a imprensa, outros dirigentes e diversas outras personagens do meio do futebol acostumaram-se com uma diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras que era omissa e que calava em momentos cruciais como quando impediram nossa participação no Mundial FIFA de maneira autoritária e injustificada. Neste tipo de situação, a coletividade palmeirense espera um revide. Nossa história de perseguição deixou marcas que não podemos apagar e é lembrando do passado que defenderemos nosso futuro.

E foi lembrando deste passado inglório que o Profº. Belluzzo, que desde o momento em que assumiu a presidência disse que não pretendia se instalar na máquina que é o futebol, fez romper o silêncio e expôs situações indignas porém verdadeiras que assombram o futebol brasileiro. Situações estas que culminaram na anulação por parte do Sr. Carlos Eugênio Simon de um gol legítimo, objetivo último do futebol.

Alguns descontentes com as declarações do Prof.º Belluzzo tentam, desesperadamente, desqualificá-las bem como ao próprio presidente, afirmando que este estaria se portando como um mero torcedor. Não restam dúvidas de que o coração de nosso presidente bate como o de um torcedor mas, acima disso, está a consciência de que deve-se defender os interesses de seu clube até as últimas conseqüências, em especial quando se é prejudicado como o Palmeiras foi.

São em horas como essa que nos sentimos honrados de saber que aquele que ocupa a cadeira de presidente pensa, acima de tudo, no sucesso, na glória e na história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Luiz Gonzaga Belluzzo é alguém que sabe da grandeza do clube que comanda e faz questão de que o Palmeiras seja tratado com a dignidade, honestidade e hombridade que merece, mesmo que tenha que lutar, e muito, por isso.

Ao presidente Belluzzo, fica a garantia que estamos ao seu lado e que esta luta não é só sua, é de todos os palmeirenses e deveria ser de todos aqueles que apreciam um futebol decidido por vinte e dois homens, sem interferências externas e interesses econômicos.

Grupo Fanfulla

4 de novembro de 2009

Retógrado

Arquivado em: Diretoria — conrado @ 13:23

Confira a entrevista do presidente do Palmeiras, o prof. Belluzzo, ao Jô Soares no programa que foi ao ar ontem à noite.

26 de outubro de 2009

Ingressos à venda!

Arquivado em: Administração, Diretoria — conrado @ 14:22

E arquibancadas às moscas. É a aposta deste blog, ao tomar conhecimento oficialmente dos preços a serem praticados pelo Palmeiras para os ingressos das duas próximas partidas. O preço da arquibancada comum, inteira, para o jogo de quinta-feira contra o Goiás foi mantido a R$40. Para o Derby no Mato Grosso, R$50.

Este blog já deixou clara sua posição com relação à política de preços dos ingressos. Se tem quem pague, o ingresso tem que estar lá em cima mesmo. Mas levando em consideração a campanha recente, e que as duas partidas acontecerão antes do pingo do salário do povão, não há como concordar com a decisão. Foi equivocada. Neste momento, a diretoria poderia ponderar se é melhor ter um estadio cheio com o ingresso a R$25/R$30,  ou um estádio pela metade com o ingresso a R$40/R$50.

Retirarei a crítica se as arquibancadas estiverem repletas de palmeirenses, nos dois jogos. Mas truco. Confio no meu chutômetro. Minha aposta para quinta: 14.700 pagantes, se não chover.

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Pois é, rezem para não chover. Lembrando que a previsão do tempo para quinta é de pancadas de chuva à tarde. Se forem ao fim da tarde, como costuma ser, é aquela chuva que deixa o trânsito da cidade um inferno e vai fazer o cara que estava em dúvida deixar de ir. Podem tirar mais uns 2.500 pagantes da previsão se cair uma chuvona daquelas.

Aliás, neste exato momento chove a cântaros na zona oeste da capital paulista.

30 de setembro de 2009

Clube, organizadas e torcedor comum: uma grande evolução

Arquivado em: Administração, Diretoria, Torcida — conrado @ 3:27

Os leitores mais assíduos já estão por dentro, mas não custa lembrar: depois de alguns posts discutindo o assunto, especialmente este, o clube, representado pelo Diretor de Relacionamento com o Torcedor, Paulo Niccoli, buscou desenvolver um projeto onde se pudesse fazer do Palestra um caldeirão, um verdadeiro inferno para os adversários.

Desenvolver músicas mais contagiantes, que fossem entoadas por todos, e não apenas pelos organizados, era um grande desafio. Outro, maior ainda, era fazer com que as maiores torcidas do Palmeiras topassem fazer um trabalho em conjunto, em benefício do time. Todos sabem, as organizadas têm diferenças grandes entre si, principalmente entre suas lideranças. Mas o amor ao Palmeiras parece ser capaz de atropelar qualquer barreira.

Com a colaboração de inúmeros palmeirenses, como Marcos Kleine, Vicente Criscio do 3VV, Wilson Simoninha, entre tantos outros que não serão citados agora para não cometermos injustiças, foi feito todo um trabalho de coleta e seleção do material, junto à torcida, pela Internet. Foram quase 200 sugestões de músicas e gritos de guerra – no bom sentido, claro – para compor o conjunto final.

Serão músicas para se ouvir em casa ou no carro – mas também músicas para se cantar no estádio. Músicas enaltecendo o Palmeiras, o clube, o time; mas também mostrando o orgulho e a força da própria torcida. Músicas rápidas, marcadas, fortes – e também belas canções que puxam pela emoção. O projeto é ambicioso e pretende agradar a todo e qualquer palmeirense, propondo um mix equilibrado com todos os componentes que envolvem a paixão pelo futebol, monitoradas por profissionais de música, marketing, distribuição, tecnologia e experts de arquibancada, torcedores que já têm mais tempo de minuto de silêncio do que a Dercy tinha de vida quando morreu.

As faixas serão distribuídas através de um CD, que fará parte do kit destinado ao programa de Sócio Torcedor, mas que também terá outros canais de distribuição; também serão disponibilizadas para download na Internet; serão convertidas em versão ringtone para celulares, enfim, todo palmeirense terá a chance de acessar o resultado desse trabalho. Se vai pegar ou não, se o Palestra vai mesmo virar um caldeirão, o futuro dirá. Mas o pontapé inicial nessa direção foi dado.

Pela empolgação com que as organizadas – representadas pelo André Guerra (Mancha) e pelo Rodrigo “Italiano” (TUP) – abraçaram o projeto na reunião que tivemos esta noite, temos todos os motivos para acreditar que tende a dar certo. Além dos temas que envolvem o projeto, foram discutidos no encontro outros aspectos que envolvem, em geral, o torcedor de futebol, especialmente o do Palmeiras.

A impressão que ficou latente é que existe um enorme hiato entre o clube, o torcedor comum e as organizadas. Não há comunicação entre as partes. Muitas vezes a interpretação que cada elemento desse tripé faz de outra é equivocada, e a distância é a maior razão disso. A relação é tensa, e vemos que isso não é necessariamente a natureza dessa comunicação, como nos acostumamos a pensar.

O torcedor comum já começou a quebrar a distância com o clube através da própria Mídia Palestrina [pronto, agora vou usar o termo declaradamente, ok?]. O reconhecimento do clube, através da Diretoria de Futebol, ao chamar para uma espécie de prestação de contas os blogueiros como forma de intermediação e representação do torcedor comum significou um avanço enorme. E agora o clube faz um projeto que exige a participação das organizadas, uma ação que se elas não abraçarem, não sai – e por isso, contam com elas.

Pois as organizadas deram o passo à frente e se dispuseram a ouvir e a fazer o que acham melhor para o time, não exigindo contrapartidas imorais, nem deixando que interesses menores atrapalhem o objetivo. E isso acabou fazendo com que outro muro levasse suas primeiras picaretadas: o que está entre o torcedor comum e as organizadas. É claro que o histórico é conturbado e muitos episódios permanecem em aberto, mas não pode ser nada que um estreitamento da distância que foi cultivada com o passar dos anos não resolva.

Os organizados têm seus pontos de vista e suas reivindicações. Fazem suas besteiras, e as reconhecem , não se escondem – e tentam melhorar, embora não pareça. Explicam que sofrem com o boicote da mídia contra as ações de que se orgulham. O torcedor comum, que só tem acesso ao que a imprensinha divulga sobre as organizadas  – e é só a parte ruim – duvida que isso aconteça. Admito que eu também duvidei por muito tempo. Falta uma boa comunicação entre as organizadas e a torcida em geral, para que todos vejam nelas legítimos representantes da TORCIDA DO PALMEIRAS, principalmente nos estádios mundo afora. Será isso possível?

Esse contato com os organizados por ocasião deste projeto tem ajudado a desmistificar o mau conceito. E gostaria de poder dividir isso com vocês, da mesma forma com que temos levado já há quase três anos o outro lado das alamedas do Palestra, um lado que não era tão difundido assim.

A conduta deste blog não será tomar partido de nada, mesmo porque não se está propondo um embate. Ao contrário, a proposta é um debate, uma aproximação entre o comum e o organizado. Os líderes das entidades toparam interagir com o torcedor comum, para que se derrube o mito que hoje existe sobre as torcidas. Ou não. Depende do desempenho de cada um neste debate. Quem vai vencer é a verdade.

O leitor deste blog poderá, através do email parmerista@gmail.com, enviar suas perguntas, que serão selecionadas pelo blog, enviadas à TUP e à Mancha e devidamente respondidas.

Este projeto, mais do que transformar o Palestra num caldeirão, num inferno para os adversários, pode marcar o início de um novo capítulo nas relações entre os palmeirenss, mais harmoniosa, mais próxima, conspirando a favor exatamente no momento em que o time dá todos os sinais de que vai voltar a ser o maior vencedor de todos os tempos do futebol brasileiro.

Que orgulho que dá de ser palmeirense!

22 de setembro de 2009

Com moderação

Arquivado em: Administração, Diretoria — conrado @ 11:49

Rapaziada, o negócio é o seguinte: estou ouvindo dezenas de reclamações com relação a nossa diretoria, por conta de duas derrotas nos bastidores – a escalação de Evandro “Beltrão” Roman para a partida em Belo Horizonte e o não-adiamento da partida contra o Atlético-PR, de sábado para domingo, dando pouco tempo de descanso para o time após a partida adiada contra o Cruzeiro.

O primeiro xingamento, o mais basicão, é o manjado “diretoria omissa!”. Não é por aí. Uma das coisas que vimos com muita clareza na reunião convocada pela diretoria de futebol, há duas semanas, é de como está sendo feito o trabalho de bastidores. Isso não é uma coisa que se saia falando por aí, por isso, temos que ser bastante cuidadosos. E se tem uma coisa que essa diretoria não pode ser chamada é de omissa. Omissa era a diretoria de tempos passados, que ficava com o bundão na cadeira pensando na vida, nas picuinhas internas do clube, e nos curraizinhos eleitorais dos departamentos.

A postura atual não é de acomodação. Tenham a certeza que o Palmeiras busca valer seus interesses, e sempre que possível, consegue. Não precisamos aqui fazer listinha dos êxitos. Mas é necessário dizer que eles existiram; quem está aberto a enxergar os dois lados da história pode puxar pela memória ou fazer uma pequena pesquisa que comprovará o fato.

Os dois insucessos desta semana podem ser encarados como naturais num eterno jogo de perde-e-ganha que são os bastidores do futebol. O que não podemos aceitar é um desequilíbrio na balança, pendendo pras derrotas, ou então uma total passividade, coisas que efetivamente não acontecem. Pequenos sapos, entretanto, são inevitáveis vez ou outra.

Outra coisa importante a se ressaltar é que, quando se reivindica algo nos bastidores, nem sempre se é atendido, mas quase sempre volta-se com uma compensação futura debaixo do braço. A via é de duas mãos. Como já foi dito, é o tipo da coisa que não se pode alardear, mas pequenas derrotas como essa, para uma diretoria atuante, quase certamente significam vitórias importantes no futuro.

Por isso, vamos encarar essas batalhas nos bastidores como jogos dentro de campo: perder de vez em quando faz parte do script, o que nós, como torcedores, devemos fazer é cobrar luta, sempre. E claro, como no futebol, dois reveses na mesma semana merecem uma cornetada, sem dúvida. Mas com moderação.

***

Amigos, amanhã é dia de jogo, um dos mais importantes do ano. Uma vitória significa três pontos de vantagem para o segundo colocado, o que nos dará uma margem de uma rodada de tropeço que mesmo assim continuaremos na liderança. E a próxima rodada mostra a tabela favorável a nós, o que permite projetar que a margem tende a aumentar. Por isso a importância da vitória amanhã.

Todas as energias positivas devem estar canalizadas para o Mineirão amanhã. Estaremos fazendo a nossa parte no Boleiros Bar, na Vila Madalena. Clique aqui para saber mais detalhes; e vista a sua camiseta da Arrancada Heróica para comemorar o Dia do Palmeiras, que foi no início desta semana. RUN, BAMBIS, RUN!

16 de setembro de 2009

A questão do calção

Arquivado em: Administração, Diretoria — conrado @ 3:26

O Palmeiras “anunciou não-oficialmente” que não deve fechar nenhum patrocínio para o calção, depois de recomendação do departamento jurídico, que concluiu que o contrato com a Samsung dá o direito à multinacional coreana de todo o espaço no uniforme, não apenas na camisa – isso inclui calção e provavelmente até as meias.

Ah, entendi. Quer dizer, não entendi nada. Quer dizer que o Palmeiras negocia com a Cosan por um longo tempo, a notícia vaza, o negócio é praticamente fechado. Enquanto isso, outra frente negocia com a Lupo, que acaba oferecendo mais que a Cosan, e o negócio é fechado, caracterizando um leilão bom para as finanças do clube, mas péssimo para a reputação do Palmeiras enquanto negociador. É isso?

A Adidas protestou por não concordar com o fato de um concorrente direto seu passar a ser um co-patocinador do uniforme, afinal, a Lupo recentemente entrou no mercado de fornecimento de material esportivo a times profissionais. Enquanto era reconhecido como legítimo o protesto da multinacional alemã, veio à tona providencialmente outra negociação, com a Unimed, e foi firmado um acordo melhor ainda do que o com a Lupo, que teria que ser cancelado de qualquer forma.

Com o fim de todas essas idas e vindas, a gloriosa Samsung entrou no circuito e acabou com a graça de todos, dizendo ser detentora dos direitos sobre o calção, embora prefira não utilizá-lo. E jogou um balde de água fria em todo mundo. É isso mesmo?

Perguntas:
1) por que o Palmeiras fez leilão, voltando a negociar com a Lupo após ter praticamente fechado questão com a Cosan?
2) por que o Palmeiras deixou acontecer uma situação de desgaste como a questão do conflito entre Adidas e Lupo? Por que não anteviu esse conflito?
3) se foi possivel um acordo com a Unimed, melhor do que o com a Lupo, que por sua vez era melhor do que o com a Cosan, isso quer dizer que este último na verdade era uma verdadeira porcaria?
4) por que os dirigentes palmeirenses jamais consideraram que as negociações com Cosan, Lupo e Unimed eram inúteis, já que o contrato que o clube assinou com a Samsung não lhe dava o direito de vender o espaço do calção novamente? Como é que se paga um mico desse tamanho, por três vezes?
5) que espécie de parceiro é a Samsung, que vê o Palmeiras negociando por meses a fio com três possíveis parceiros, sabe que não pode, vê o parceiro fazendo bobagem e fica quieto, deixando para vetar no momento final, depois de todos os desgastes já consumados?
6) é possível mensurar o prejuízo que todo esse tempo perdido representa?

Desculpem, apesar da questão envolver a bunda, não se podia esperar esse monte de cagadas. É surpreendente, dado o nível das pessoas envolvidas. Mas se fizeram tais cagadas e embaraçaram o Palmeiras, precisam responder por elas. A torcida do Palmeiras está ansiosa pelas respostas.

11 de setembro de 2009

Back in business

Arquivado em: Administração, Diretoria, Futebol — conrado @ 2:02

Pessoal, talvez vocês tenham notado pelas últimas tuitadas, mas eu não tenho estado muito bem de saúde. Não é nada grave, é daquelas gripes violentas que se a gente não cuida, vira pneumonia, que tiram a vontade de tudo, até de blogar.

O mundo, claro, continua rodando, e a diretoria de futebol do Palmeiras deu-me a honra – a mim e a mais uma porção de blogueiros palmeirenses – do convite para assistir a uma apresentação sobre a atuação do departamento.

Mesmo sem muitas condições físicas, uma dessas não se perde. E juntei-me na noite desta quinta-feira a grandes baluartes da chamada mídia palestrina para assistir a uma palestra de quase quatro horas, que teve como apresentadores o coordenador técnico, Marcos Biasotto, o gerente de futebol Toninho Cecilio e o diretor Gilberto Cipullo, além de Genaro Marino e Savério Orlandi. A apresentação, já feita para todos os membros do Conselho, foi estendida à chamada mídia palestrina, para que o torcedor do clube possa ter acesso ao trabalho que está sendo feito, contado por palmeirenses. Também está prevista outra apresentação para a imprensa em geral. Mas a diretoria, obviamente, valorizou a versão que será dada à torcida pelos seus próprios representantes.

Quem ouviu o programa 8 da Rádio Fanfulla já tomou conhecimento do conteúdo dessa apresentação, descrito pelo conselheiro fanfullista Luís Fronterotta. Mas neste sábado será feito outro bate-bola, desta vez entre os presentes nesta reunião, onde trocaremos impressões sobre a o que vimos.

Posso adiantar que a boa perspectiva que eu fiquei com o relato do conselheiro Fronterotta ficou melhor ainda tendo podido assistir a toda a apresentação. Os bons resultados deste ano não são obra de nenhum acaso, e as projeções para os próximos anos são melhores ainda.

Então não percam, no início da próxima semana, áudio especial com a participação da mídia palestrina, debatendo a atuação da diretoria de futebol do Palmeiras.

Estamos de volta, senti falta disso aqui… Agradeço a todas as mensagens de apoio e desejos de melhoras… a todas as trêsquatro!

28 de agosto de 2009

Pronto, Vagner Love. E agora?

Passada, e muito, a euforia pela confirmação da contratação de Vagner Love, do qual este blog infelizmente foi alijado de viver o momento junto com a torcida, podemos começar a pensar em todos os desdobramentos desta contratação.

Primeiramente, devemos analisar as condições em que essa negociação se concretizou. Em princípio, noticiou-se que o Palmeiras adquiriria Obina do Flamengo, e imediatamente o repassaria ao CSKA, e os atacantes seriam trocados por empréstimo de um ano, com opção de compra ao final. Não se sabe de onde a impresa tirou isso. O fato é que Obina fica no Palmeiras, e Love vem por empréstimo, sem custo, a não ser os salários. Obina joga domingo contra o bambi, normalmente. Como é que Cipullo e cia. conseguiram isso, não se sabe. Só sabemos que é para se tirar o chapéu. O time não perde nenhuma peça, não se enfraquece, e ainda ganha um reforço desse quilate.

Há ainda duas questões para serem esclarecidas. A primeira é com relação aos salários a serem pagos para Love. Trata-se de um jogador com salários altos. A imprensa chegou a noticiar que Love teria baixado seus salários para poder se encaixar no orçamento do futebol do Verdão. De qualquer forma, não há motivos para desconfiar da gestão financeira no clube. Se houve o acordo, é porque há como pagar. Aqui não é Flamengo.

Seja alto ou adequado – e entenda-se por adequado um salário que respeite o teto definido em acordo com o elenco, o mesmo que recebe Marcos – a segunda questão saber como o grupo receberá Love. Apenas Marcos foi seu companheiro em sua passagem anterior pelo clube. O ambiente entre os jogadores hoje é muto bom. A chegada de um jogador de peso, badalado, sempre altera a rotina e pode mexer com algumas cabeças. Esse fator fica potencializado devido à personalidade de Love – alegre, extrovertido, e ainda por cima baladeiro, pelo menos em sua primeira passagem por aqui, quando tinha apenas 20 anos.

Seria muito interessante saber do jogador o que o motivou a vir para o Brasil após cinco anos em Moscou. Morar lá deve ser um saco. Preocupa saber que a motivação do jogador foi saudades do país, e da alegria de se morar aqui. Se a motivação foi aparecer mais de perto para Dunga, aí a coisa melhora. O procurador de Love foi bem quando deu essa justificativa, mas entre o discurso e a verdade, nem sempre a distância é curta.

***

Preocupações à parte, é hora de celebrar. Na semana do aniversário do clube, a torcida ganha mais um presentaço. A verdade é que não existe torcida neste país que não esteja invejando os palmeirenses neste momento. Vejam que eespinha dorsal: um time que conta com Marcos, Pierre, CleitonX, Diego Souza e Vagner Love, bem treinadinho, pode se candidatar a qualquer título no planeta. Contando ainda com coadjuvantes de qualidade como Danilo, Souza, Edmilson e Ortigoza, entre outros, e com um treinador do gabarito de Muricy, o caminho está muito bem traçado.

É isso que esperamos da diretoria de futebol. É sempre bom lembrar que este trabalho começou em dezembro de 2006, ainda na administração Della Monica. Gilberto Cipullo assumiu a direção de futebol e montou o primeiro time da fase de reconstrução, após a desastrada passagem de Salvador Hugo Palaia. Sem caixa, com alguns talentos esparsos, como Valdivia e Edmundo, Cipullo começou o trabalho, de longo prazo – o tal planejamento, que por não ter dado frutos nos primeiros campeonatos disputados, foi tão ironizado.

Mas a reconstrução técnica e financeira exigia tempo. Aos poucos, as peças foram sendo trocadas. O time de 2007, que era apenas para não fazer feio, realmente não fez feio. E quase fez bonito, raspou a Libertadores. A recuperação financeira avançou. Em 2008 veio um parceiro, e o modelo, apesar de não permitir ao clube todo o poder de decisão desejado, foi suficiente para a conquista de um Campeonato Paulista, aliviando a pressão por um título e dando mais tranquilidade para a sequência do plano. Já sob o comando de um técnico de renome, o Palmeiras buscou seu primeiro vôo, e chegou na reta fina do Brasileiro com plenas chances de conquista, que não aconteceu por um erro fatal no percurso. Mas o caminho continuava certo.

Com a eleição de Belluzzo, todas as fichas foram jogadas para o time de futebol. A reconstrução financeira avançou mais ainda; e também a relação com o parceiro, já mais disposto a atender às necessidades do clube e deixando um pouco de lado a realização imediata dos lucros pretendidos. E assim o grupo apenas se fortaleceu, esteve muito próximo da conquista do bi Paulista e da Libertadores, mas sucumbiu a mais erros de percurso: o comandante estava fraquejando.

Uma importantíssima correção de rota, que exigia muita coragem, foi feita: a troca de comando na comissão técnica. E passadas algumas semanas, sob o comando de outro grandíssimo treinador, o grupo hoje é sem dúvida o mais encorpado do país, inicia o segundo turno liderando o campeonato sem perder nenhuma peça, e ao contrário da tendência de todos os rivais, fortaleceu o time. A meta é nada menos que a conquista do Brasileiro, e da Libertadores, no centenário do rival. E agora não há mais desculpas de que é pro ano seguinte, pra 2011…

A chegada de Vagner Love, além da importância que tem por si só, sela o fim da fase de crescimento. Alguns reforços ainda podem aparecer até segunda-feira, principalmente na zaga e na meia. Mas a chegada de Love é o grande símbolo. Hoje o Palmeiras é Palmeiras. Não existe mais a síndrome de vira-latas, aquele fantasma oitentista que voltou a assombrar o clube desde a saída da Parmalat. A imprensa já não tem mais como desdenhar o clube – pode até fingir que não vê, mas atingindo os resultados, nem isso será possível.

Bem-vindo, Vagner Love, e toma juízo. Parabéns, diretoria do Palmeiras, e muito obrigado. Parabéns, torcida do Palmeiras.

Parabéns, Palmeiras!

25 de agosto de 2009

Os casos dos zagueiros

Arquivado em: Diretoria, Jogadores — conrado @ 2:03

Parece que a Traffic se interessou em adquirir 50% do passe de Mauricio Ramos por R$ 1 milhão. O contrato do zagueiro com o Palmeiras previa essa prioridade da opção da compra dessa parcela até esta segunda. Assim, vindo mais reforços para o setor ou não, o zagueiro está garantido no elenco até o fim do campeonato, pelo menos. E os titulares vão sendo mantidos, mesmo os não tão destacados.

Já o zagueiro David, aquele que colocou as luvas do aumento no bolso e se mandou pra Grécia, e que a Justiça do Trabalho decidiu que permanece vinculado ao Palmeiras, foi liberado pelo Verdão para continuar emprestado e servindo ao Flamengo. Trata-se de patrimônio do clube, e deixá-lo treinando em separado até surgir um interessado apenas o desvalorizaria. O Palmeiras agora vai atrás do pagamento a que tem direito, e o devedor é o Panathinaikos.

O professor Belluzzo foi ao Rio no fim de semana e conversou com o pessoal do Flamengo. Para dar um desfecho tão simples ao caso, não seria necessário viajar ao Rio, por mais agradáveis que sejam os ares e mais lindas sejam as nativas da capital carioca. Estou curioso para saber qual a conversa que nosso presidente teve com o pessoal do Flamengo’o…

20 de agosto de 2009

Engenheiro Beltrão strikes back

Arquivado em: Administração, Diretoria, Futebol — conrado @ 16:33

E continuamos sendo tratados como Engenheiro Beltrão. Ir para Curitiba é pedir para ser roubado. Teve o golaço do Obina na Arena, e o pênalti safado inventado ontem no Couto Pereira.

Em Belo Horizonte, o Palmeiras teve dois pênaltis não marcados para si. Fomos operados contra o Flamengo e contra o Goiás. Isso sem falar nos roubos contra nós em pleno Palestra, a começar pelo jogo contra o bambi, e o mais recente, o gol com falta batida com bola rolando do Grêmio. Se formos procurar mais, não é difícil achar, tendo ou não nos tirado pontos.

De bate-pronto, citamos sete jogos em 20. Dizem que árbitros erram sempre para os dois lados, mas que no final a balança de cada time está equilibrada (erros a favor versus erros contra). Com o Palmeiras isso nunca acontece. Se formos olhar os jogos em que o Palmeiras teve alguma ajuda da arbitragem, o único time que pode dizer que deixou de ganhar pontos da gente por causa o juiz é o Vitória. Os erros contra Cruzeiro e Botafogo, que teoricamente nos ajudaram, provavelmente não mudaram os resultados das partidas.

Temos que brigar em todas as frentes. Time forte, bem treinado, con estrutura, etc? Sim, claro, temos que cobrar sempre um time competitivo para disputar todos os campeonatos. Mas isso não quer dizer que não devemos ficar atentos aos detalhes extra-campo, aos bastidores. Como é que colocam um árbitro cuja maior característica é a “cartorragia” exatamente no jogo que antecede os confrontos contra Inter e bambi, e o Palmeiras não fala nada?

Temos um diretor que serve exclusivamente para tratar das chamadas relações institucionais. Até agora, na prática, não consegui ver nenhum resultado de seu trabalho. Cadê o trabalho de bastidor na Conmebol, CBF e FPF? Muricy reclamou do adiamento da partida contra o Atlético-MG, por que o jogo do fim de semana pelo menos não foi empurrado pro domingo? E cadê o relacionamento com as comissões de arbitragem?

Por que todo mundo trata o Palmeiras como se fosse o Engenheiro Beltrão?

19 de agosto de 2009

Imitando Criscio

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores — conrado @ 0:31

Post com as curtinhas do dia, homenageando o estilo do Vicente, do 3VV

***

A BWA voltou das profundezas do inferno e conseguiu atuar no Palestra por alguns jogos. Isso se deu porque o Itaú fechou um acordo com vários clubes, inclusive o Palmeiras, e está promovendo uma ação onde o proprietário do Itaucard tem desconto para adquirir seus ingressos. E a venda desse setor ficou a cargo dos ex-falecidos.

Como são experts em trapalhadas, cometeram o absurdo de comercializar ingressos para Palmeiras x Botafogo com o símbolo dos gambás impresso. Isso mesmo.

Em reunião hoje à tarde no clube, o presidente Belluzzo exigiu que a empresa se retirasse de uma vez por todas das atividades no Palestra. Parece que desse mal não padeceremos mais.

***

Por outro lado, a Outplan ainda está devendo. O clube precisa agir com o mesmo empenho para cobrar da empresa catarinense a qualidade no serviço prestado conforme foi prometido e está previsto em contrato. O torcedor palmeirense continua sofrendo para comprar seus ingressos, os cambistas continuam agindo, as filas continuam imensas e morosas. Sempre lembrando que estamos falando de pessoas/empresas completamente diferentes, em todos os sentidos. Ainda acho que da Outplan dá pra se esperar algo.

***

O contrato de Ortigoza foi prorrogado até dezembro. Ótima notícia, pelo menos não sofreremos mais com uma novela de renovação em plena reta final do campeonato.

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Por outro lado, isso corrobora com os sinais de que diminuíram bastante as chances de dar certo mais uma tentativa de repatriar Vagner Love. A negociação realmente existiu, mas os russos pediram Diego Souza ou CleitonX, e aí a resposta foi não, obrigado – mesmo porque a Traffic parece não ter interesse em ter Love em sua carteira de jogadores. As negociações continuam, mas a probabilidade do negócio fechar é muito pequena.

Isso é o que dizem as fontes oficiais. As mesmas que declararam que as negociações com o Muricy tinham se encerrado. De toda forma, eu não apostaria um níquel no fechamento do negócio. Não criem expectativa.

17 de agosto de 2009

Perguntinhas intrigantes

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores, Torcida — conrado @ 15:15
  • Por que a venda de ingressos no Palestra continua tão bagunçada? Parecia que tinha melhorado…
  • Por que Figueroa não estréia nunca? A deficiência nas laterais claramente nos custaram pontos importantes.
  • Por que a torcida do Palmeiras não assimila que existem três tipos de meio-campistas: os que defendem, os que atacam, e os que fazem as duas coisas?
  • Falando em torcida, por que a Mancha fez uma festa tão bonita antes do jogo, e ficou tão apática durante a partida?
  • Quando tivermos rodadas seguidas pela Sulamericana e o Palmeiras folgar nas quartas-feiras, o preparo físico atrapalhará nossos adversários como supostamente nos atrapalhou sábado?
  • Deram a camisa 20 pro Robert, e não a 9. Onde há fumaça, há fogo?

29 de julho de 2009

De novo, Obina

Arquivado em: Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores, Torcida — conrado @ 13:49

Não tem como não voltar à questão. Depois de domingo, Obina deve ter feito bastante gente mudar sua opinião a respeito dele. Assim é o futebol. Diz o meu amigo Chavão: “futebol é momento”.

Por ocasião de sua contratação, a respeito de um atacante que não havia feito gols ainda em todo o ano, inclusive em todo o fraquíssimo campeonato carioca; que tinha acabado de perder dois pênaltis seguidos pelo Flamengo, e que estava absurdamente acima do peso, eu fui radicalmente contra. Ainda mais porque ele tinha traços de grossura indisfarçáveis. Aliás, continua tendo: a furada no jogo contra o Náutico e o auto-desarme no Derby, só pra citar os dois mais recentes.

É claro que eu não estou aqui só para cornetar o Obina e olhar seus defeitos. A contrapartida existe. Ele dá suas engrossadas, mas não é como o Gioino ou o Roger, que a bola ia SEMPRE na canela. Obina é capaz de fazer jogadas que requerem alguma habilidade. Sua grossura não é crônica; ele sofre de espasmos de grossura, vamos assim dizer.

Assim como tem momentos de brilhantismo, que também não são constantes. Obina fez um golaço em Curitiba, que não valeu. O que valeu, foi na raça. Fez outros sete, sendo três no gambá. É vice-artilheiro do campeonato, tendo chegado ao time depois do início da disputa. O gol de cabeça no Derby foi dificílimo, seu mergulho seguido pelo seu movimento de cabeça perfeito deu à bola a direção exata: última gaveta.

Ele está feliz, está fininho, motivado, e rendendo, coisa que não acontecia em seu antigo clube. Admito, não esperava por isso. Pedi: cale minha boca, Obina. Ele calou, apesar das engrossadas.

Mas e agora? O mercado está aberto e temos que decidir que características de jogadores devemos buscar. Podemos ir de Obina mesmo, pra devolvê-lo no fim do ano. Ou vamos de Obina, pra já e pra Libertadores do ano que vem, e pagamos os R$4 mi? Ou então vamos de Obina e no fim do ano a gente vê o que faz, e dane-se o planejamento? Ou vamos pra cima de um centroavante confiável, nem que seja só por empréstimo, pra ir até o fim do Brasileiro? Ou então vamos atrás de um puta atacante pra ficar bastante tempo, até o fim de 2010, pelo menos?

Às vezes ser dirigente de futebol parece fácil, olhando de fora, não é?

Futebol é momento. Mas convido-os a pensarem não como torcedores, mas como gestores, que têm que prever os próximos momentos.

***

Por falar em “ser dirigente é fácil”, a Traffic anunciou que Pierre e CleitonX não saem até o fim do campeonato de jeito nenhum. É um jeito diferente de dizer: “estamos negociando a venda do Diego Souza”. Caso a infeliz venda se concretize, a torcida só aceita dois nomes para a reposição: Alex ou Valdivia. Qualquer outro desfecho e teremos problemas à vista.

Pessoalmente, se fosse para escolher agora entre um dos três, eu manteria o Diego Souza no time.

27 de julho de 2009

Súplica

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores, Torcida — conrado @ 15:25

A torcida do Palmeiras pede encarecidamente aos patrocinadores Adidas, Samsung e Fast Shop; à Traffic, nossa parceira; à Diretoria do Palmeiras e ao presidente Belluzzo:

NÃO VENDAM O DIEGO SOUZA

NÃO VENDAM O PIERRE

NÃO VENDAM O CLEITON XAVIER

Por tudo o que é mais sagrado no mundo, não vamos desfalcar nosso time agora. São peças fundamentais, tanto quanto o Marcos lá atrás.

Qualquer lucro que venha a ser atingido agora não compensará a perda de mais um Campeonato Brasileiro.

Que todas essas pontas que compõem o futebol do Palmeiras dêem um jeito de segurar nossos craques no time. O pagamento virá com o título e com todos os dividendos dessa conquista.

Mas por tudo o que é mais sagrado, nós suplicamos: NÃO VENDAM NOSSOS CRAQUES AGORA!

24 de julho de 2009

Não foi bem assim

Arquivado em: Administração, Diretoria — conrado @ 11:19

Na última edição do programa Rádio Fanfulla, eu e os integrantes da mesa criticamos a proposta do professor Belluzzo de se instituir um teto salarial para jogadores e/ou técnicos. Não pela proposta em si. Alegamos que para se conseguir isso seria preciso um pacto entre os clubes, e que, com as pessoas que hoje estão no comando destes, isso seria impossível.

O site Terceira Via Verdão tratou de esclarecer a questão. Na verdade, o que a imprensa noticiou não foi exatamente o que aconteceu, e o presidente não fez essa proposição. Confiram lendo este post do Luís Fernando Tredinnick.

***

Aproveitando o embalo, sabemos que esse dispositivo funciona nos EUA em ligas como a NFL e a NBA. O teto salarial faz com que determinadas equipes não abusem de seu poderio econômico e assim montem esquadrões imbatíveis apenas porque são mais ricos.

Vamos esquecer a idéia de que americano é mais honesto que brasileiro, porque isso não é verdade. Existe algum mecanismo que permita à fiscalização saber se os times estão ou não pagando o chamado “por fora”. Só não sei qual.

Penso que basta querer para conseguir burlar. Não sei se há sigilo bancário lá como aqui, mas acho que não é necessário ter passaporte verde para fazer uso de oranges. A prática é mundialmente conhecida .

Ou será que existe mesmo uma questão cultural e que este nosso país está perdido?

22 de julho de 2009

Muricy é o nosso novo técnico

Arquivado em: Administração, Diretoria, Futebol — conrado @ 0:58

Fumaça branca no Palestra. Habemus tecnicum, Muricy Ramalho é o novo técnico do Verdão. Segundo informações ainda por confirmar, o compromisso vai até o fim de 2010 e ele vai receber cerca de R$400 mil por mês.

No final das contas, deu tudo certo. O desespero que tomou conta da torcida quando foi anunciado o fim das negociações com o Muricy, há quase três semanas, se deu por causa do tempo em que se ficaria com o interino e dos pontos que fatalmente seriam perdidos até achar o plano B. No final o interino saiu melhor que a encomenda. A demora rendeu uma negociação satisfatória a nossos termos e ainda nos economizou uma boa graninha.

A única ressalva a se fazer é sobre o dia em que a contratação vazou. O plano era segurar a notícia até domingo. Pois colocar Muricy logo na estréia no fogo de um Derby seria arriscado. Por outro lado, melhor ainda seria manter a sombra de Muricy longe da cabeça de Jorginho. Acredito que o desempenho do nosso bravo Cantinflas deve naturalmente diminuir nas suas duas últimas partidas como interino do Palmeiras. Jorginho saiu-se muito bem em sua primeira experiência. Apesar da patinada no primeiro jogo, contra o Santos, pegou rapidamente a mão do time daí em diante, e com os bons resultados que conseguiu, manteve a tranquilidade para começar uma evolução.

Essa evolução deve ser interrompida, em termos, com a chegada de Muricy. Em termos, porque o novo chefe certamente tomará as primeiras referências sobre o que terá pela frente com o próprio Jorginho. Em comum, os dois têm o gosto pelo futebol. Só pensam naquilo. A rotina de Jorginho foi de treinos intensos no período em que esteve à frente do time. o progresso foi muito claro. Mas temíamos pelo desgaste que esse ritmo poderia causar. Jorginho fez todo mundo correr feito loucos por todo o campo, e o time chegava exaurido no final das partidas. Vencedores, mas extenuados. O elenco ia arrebentar se continuasse assim. Acho que Jorginho estava com seu prazo de validade perto do fim, e o timing, mesmo que acidental, foi perfeito para a chegada do novo técnico. Só o anúncio que podia esperar um pouco mais, por razões já explicadas. Mais uma das inconfidências tão comuns nas alamedas do Palestra.

Muricy deve indicar logo o perfil dos reforços com que pretende contar. A busca por um atacante já está em andamento, e o aval do novo comandante passa a ser um fator a mais nesse processo. Antes, corríamos o risco de trazer uma peça que fugiria ao agrado do treinador. Se bem que Muricy, nesses três anos de bambi, mostrou que uma de suas maiores qualidades, além de não ter medo de trabalhar, é saber montar um time com as peças de que dispõe. Se o acusam de ser retranqueiro e chuveirista, é porque a diretoria bambi jamais lhe deu um camisa 10. O melhorzinho que ele teve foi o Danilo, e foi o bambi de 2006 o que jogou melhor nesse período. Mesmo sem peças a contento, ele fez a parte dele para conseguir os resultados.

Bem-vindo, Muricy. Mas já vai se preparando, que aqui no Parmerista! a gente dá nota.

17 de julho de 2009

Efetivar ou não efetivar, não é a questão

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Futebol, Imprensa, Torcida — conrado @ 16:21

É como uma novela, daquelas da Globo mesmo. Todo mundo quer saber o final. Tem que ter um final, um sim ou um não, mas tem que ter. E enquanto não tem, tal qual os folhetins e revistas de fofoca, a especulação sobre o possível desfecho é o combustível para as vendas. Antes era: Muricy vem ou não vem? Agora é: Jorginho efetiva ou não efetiva?

Eu não gostaria de estar na pele do Cipullo agora. Porque a situação é bem chata. Vejamos:

  • Se a diretoria “efetivar” Jorginho, incorre em um risco enorme. Um eventual fracasso no Brasileiro, e toda a responsabilidade que a diretoria já tem será potencializada, afinal de contas, onde já se viu colocar um elenco caro desses nas mãos de um interino, ou como preferem os mais ferinos, de um “estagiário”?
  • Por outro lado, “efetivar” Jorginho renderá uma boa folga no orçamento, que deverá ser imediatamente revertida no investimento em reforços. E essa decisão não pode demorar. O tempo urge, e o mercado é muito dinâmico.
  • Já a contratação de um técnico “de verdade” faz com que se mantenha a coerência no discurso de planejamento que sempre foi a pauta principal – e correta – desta diretoria. As palavras ” interino” e “planejamento” são como água e óleo, não combinam de forma alguma.
  • Mas contratar um técnico “de verdade” implica em interromper o trabalho que Jorginho vem desenvolvendo, que até agora tem sido muito bom, e além de tudo conta com o apoio irrestrito de todo o elenco, que tem orbitado uniformemente em torno do treinador. Na primeira derrota do novo técnico, sem dúvida nenhuma as cornetas perguntarão: por que não deixaram o Jorginho, porra?

E agora, Gilberto? Se me permite uma sugestão, faça o seguinte: aproxime-se dos líderes do elenco, que você sabe muito bem quais são. Pergunte a eles o que eles acham, de verdade, do Jorginho. Porque com microfone na frente diz-se uma coisa, mas off the records, pode ser diferente.

Se eles de fato avalizarem o interino, mantenham-no, sem anunciar nada, e iniciem uma discussão sobre os reforços. Quais são as posições mais carentes, e que características seriam as mais interessantes num jogador para reforçar nosso elenco? O grupo parece estar bastante coeso, e o Willians, o Obina, o Sacconi, o Mauricio Ramos não vão ficar chateados e não vão criar racha se de repente ganharem um pouquinho mais de concorrência em suas posições.

Caso eles não estejam botando fé no Jorginho, corram atrás de um bom nome, mas não deixem ninguém saber. Dêem um miguézão na imprensa, deixem-nos a ver navios. Quando eles menos esperarem, anuncia-se o técnico. Porque assim acaba essa pressão sobre Jorginho, esse efetiva-ou-não-efetiva que só serve para encher o saco, só causa tumulto.

As duas hipóteses se encaixam no cenário atual, se os parmeristas repararem bem. Nós não sabemos exatamente o que está acontecendo. Essa conversa até já pode ter acontecido. Tanto podem estar correndo atrás de dois ou três reforços, como de outro técnico. Sem dar pistas pra ninguém.

A declaração do professor Belluzzo ontem deixou a imprensa furiosa. Provavelmente farto dessa novelinha artificial, depois da ducentésima vez respondendo a mesma coisa, o presidente foi irônico: “efetivado ele já está”. Claro, efetivado como profissional do departamento de futebol. Neste momento, exercendo a função de técnico. Resposta capciosa, interpretação idem. Horas depois, teve que vir a público desdizer uma coisa que não disse exatamente como foi manchetado. O presidente deu brecha, eles aproveitaram. E vai ser sempre assim.

Portanto, acho que é hora de ignorar a encheção de linguiça da imprensa, que parece que não tem pauta e só arruma assunto besta pra falar, e vamos nos preocupar em apoiar o time que está numa fase ascendente, e que pode até fechar a próxima rodada na liderança. O assunto até podia ter relevância no início da situação, mas da forma como vem se desenrolando, a solução passa por uma série de avaliações, conversas, e reuniões, e quanto mais elas forem feitas sem alarde, melhor para o Palmeiras.

Pra concluir, me esclareçam uma coisa, se souberem: que técnico, seja ele interino ou não, permanece no cargo após uma sequência desastrada de resultados? Rapaziada, não lhes parece que todos os técnicos deste mundo são interinos?

***

Aliás, o Palmeiras está treinando em dois períodos quase todos os dias agora. E também treinou fundamentos. Semana histórica!

10 de julho de 2009

Pra acabar com as historinhas

Arquivado em: Diretoria, Especulações, Futebol, Jogadores — conrado @ 14:14

Sem polemizar com ninguém que não mereça, apenas passando as informações corretas na hora certa. A audiência que se tem neste espaço sempre será decorrente de uma comunicação que prima pelo respeito.

  • Diego Souza, até agora, recebeu apenas uma proposta do Zenith, da Rússia. Foi considerada muito, muito abaixo do razoável. Foi absolutamente descartada, e por enquanto não há nada que indique sua saída.
  • Pierre está negociando a renovação de seu contrato por mais três anos, e está muito próximo de fechar.
  • O episódio de Diego Souza numa lanchonete em Pinheiros foi algo a se lamentar. Nosso meia foi vítima de três torcedores gambás que o provocaram. Ele ficou na dele. Começaram a provocar então a esposa de Diego, que estava com ele. Diego largou o lanche na mesa, pagou a conta e quis ir embora. Os gambás foram atrás dele, porque provavelmente já estavam pensando em causar polêmica com gente que dá repercussão (coisa comum hoje em dia). Assediaram-no. No momento em que botaram a mão nele, aí não teve como segurar. Diego, ao que parece, deu um pau nos três. Os funcionários da lanchonete intervieram quando viram a briga, e já se prontificaram a testemunhar em favor de Diego Souza. Mesmo porque, tudo foi capturado pelas câmeras de vigilância da casa. Diego, receba todo o nosso apoio.

* uma versão bastante parecida, mas com final diferente, foi postada no fórum do PTD, supostamente pelo dono da lanchonete. Segundo ele, palmeirense, foi tudo do jeito como relatado neste post até a hora em que meteram a mão no Diego. Ele continuou na dele, e quem deu um pau nos corintianos foram outros clientes, que estavam revoltados com a postura estúpida dos gambás. O post com essa versão vocês podem acessar clicando aqui.

O caso Twitter

Arquivado em: Diretoria, Torcida — conrado @ 13:17

O que deve mais estar irritando nossa torcida com o desfecho do caso Muricy foi que o presidente Belluzzo abriu uma conta no Twitter, e prometeu divulgar o nome do próximo técnico através dele. Foi uma precipitação, sabemos agora. Porque todo mundo se conenceu que o acerto com Muricy eram favas contadas.

A atitude denotou uma confiança exagerada, uma certeza que não se podia ter. Foi o famoso “contou com o ovo no dentro da galinha”.

Quem disser que não ficou frustrado com o desfecho, estará mentindo. Porque quanto mais a diretoria e o presidente fizeram alarde diante da iminência da contratação (a própria imprensa noticiou em vários veículos que era apenas questão de detalhes, aumentando a expectativa), maior foi a desilusão. O tombo foi grande, principalmente para quem não tem lá muita experiência em negociações, ou mesmo experiência de vida. Calma que passa…

De tudo isso, a se condenar apenas a superexposição desnecessária. A negociação foi bem conduzida, e a estratégia a melhor possível, diante dos acontecimentos. Nem sempre dá certo. Mas a impressão de fracasso fica superdimensionada, e a encheção de saco vai ser das piores por esse passo em falso. O mais irônico é que um certo ex-diretor de futebol sempre foi malhado por aqui exatamente criar expectativas e não concretizá-las. Palaiou nessa, presidente…

Que o time vença amanhã, senão eu acho que não vou nem ler os comments…

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