Existem alguns personagens na História do Palmeiras que fazem tanta besteira depois que deixam de jogar que acabam maculando as bonitas histórias que construiram por aqui com a bola rolando. Ademir da Guia outro dia posou com a camisa bambi. Não chega a arranhar sua magnífica reputação, o moral do Divino permanece altíssimo. Mas a bambiada incomodou aos torcedores, sem dúvida.
Emerson Leão foi um dos maiores goleiros da história do Palmeiras, um dos maiores do mundo, multi-campeão com a Segunda Academia, foi a quatro Copas como goleiro do Verdão. Mas depois que parou, só fez bobagem. Em 89, fritou Neto no Palestra, culminando com a célebre troca com Ribamar, dizem as más línguas, para ajudar o Sport a fazer caixa, e assim pagar dívidas com ele mesmo (não se esqueçam de quem convocou Leomar quando foi técnico da Seleção, mais de dez anos depois).
Em 97, dirigindo o Atlético-MG, ao ser eliminado do Brasileiro, disparou na imprensa que o Palmeiras costumeiramente faz esquemas para se beneficiar, como se precisasse disso pra eliminar o Atlético. Em 2005/2006 fez do clube seu terreiro particular, e abocanhou com seu salário exorbitante todo o caixa que a gestão passada deixou – se bem que nesse caso a culpa foi mais da diretoria, que concordou que ele fosse o manager, algo muito parecido com o que fez a atual com o pofexô. After all, Leão meio que esgotou seu crédito, e pelo menos deste blog, não tem mais o menor respeito. É um qualquer.
Edmundo foi um monstro jogando bola, principalmente em 1993 e 1994. Aquele time provavelmente ganharia tudo, mesmo sem ele. Mas as diabruras de Edmundo com a bola eram uma das coisas mais prazerosas de se ver num jogo do Palmeiras. As humilhações impostas aos gambás, aos bambis, ao Inter, e a tantos adversários, não têm preço.
Deixe-me corrigir: têm sim. Edmundo está conseguindo apagar tudo o que fez dentro de campo em sua primeira passagem, e chegou ao patamar rasteiro de um qualquer, como Leão. Sua última passagem pelo clube foi pífia, apesar de alguns momentos brilhantes – afinal, mesmo envelhecido, a centelha do craque ainda habita aquele corpo.
Mesmo assim, entre 2006 e 2007, Edmundo mais atrapalhou do que ajudou. Seu temperamento explosivo, seu egoísmo e sua falta de profissionalismo suplantaram, e muito, os momentos de brilho, como as belas partidas contra os gambás, sua vítima preferida. Edmundo errou aquele pênalti contra o Ipatinga. Edmundo deu porrada no Vinicius num treino. Edmundo ameaçou colocar o Palmeiras na Justiça. Edmundo chegou em treinos atrasado e/ou não rendia nada em campo porque passava muitas noites em claro jogando poker. E provavelmente ainda passa, agora que está aposentado. Sim, ele também gosta, e muito.
Ameaçou? Que nada, colocou! Edmundo efetivamente pôs o Palmeiras no pau, o time que ele disse amar tanto, o time que o projetou para o Brasil e para o mundo, e que depois ele abandonou para jogar com Romário no Flamengo; ele está processando o time que o tirou do ostracismo no Figueirense, quando estava por encerrar a carreira, onde ganhava uns caraminguás. O poker realmente deve tê-lo colocado em maus lençóis. Ele deve estar precisando muito desse dinheiro.
Edmundo, assim como Marcelo Costa e Edmílson Canhão, você vai perder mais essa. E o pior, muito pior: você deve perder todo o resto de carinho que a torcida do Palmeiras já sentiu por você. Porque que além de ingrato, você é burro. Seu vascaíno trouxa. Vai processar quem te dá um pau nas mesas dos cassinos, vai…


Os ortopedistas lamentam. Quem gosta de um bom futebol também. Aos 32 anos, cedo para os padrões atuais, o meia Pedrinho anunciou o fim de sua carreira. O meia defendeu o Figueirense em seu último contrato.



