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18 de fevereiro de 2010

Muricy em coletiva

Arquivado em: Futebol — conrado @ 0:53

Muricy está dando sua entrevista coletiva e o assunto é o jogo de domingo contra os bambis. Parece bastante seguro. Não dá pinta de que esteja balançando.

Em seguida, Cipullo deve dar sua entrevista. A expectativa é grande, e todos os rumores apontam para sua saída. Caso isso aconteça, Toninho Cecílio deve acompanhá-lo.

Acompenhem aqui a divulgação dos fatos e a repercussão, sempre em parceria com a rádio Mondo Palmeiras e o repórter Raul Bianchi, que está lá na sala de imprensa.

Divergências insustentáveis

Arquivado em: Futebol — conrado @ 0:49

Com Muricy, a atividade de empresários no clube foi drasticamente cortada. Grandes e pequenos. Isso inclui uma série de vagabundos que rondavam as categorias de base. Isso está sendo ótimo para o Palmeiras.

Mas isso também inclui nosos grande “parceiro”, a Traffic. Não é à toa que não chega ninguém de peso. Muricy não quer saber de Fernandinho do Barueri, entre outros. Isso deixa o parceiro muito insatisfeito.

O diretor Gilberto Cipullo tem uma visão divergente. Fã notório do estilo de Luxemburgo, foi voto vencido em sua demissão. Entende que se há parceiros dispostos a investir pesado para trazer grandes talentos, as portas a eles devem se abrir. Se o preço for pequeno, como aturar um Sandro Silva aqui, um Jefferson ali, que seja. Pra ter um Diego Souza e um CleitonX, vale.

Cipullo é honestíssimo, não tira um tostão dessas operações, mas fecha os olhos se eventualmente outros envolvidos resolvam tiram seus 10% aqui ou ali. Pra ele, o que importa é o time forte. Muricy prefere apostar no crescimento a longo prazo, construindo um elenco sólido, cortando todas as peças que não servem. E isso deixa os investidores descontentes. Grandes e pequenos.

As divergências estão aí. Os dois têm suas razões. São estilos diferentes, e ambos têm prós e contras. A situação atual reflete que Muricy está ganhando a queda de braço. Mas o resultado de hoje, agravado pelo fato que ele errou feio na substituição, pode enfraquecê-lo.

Gostaria que os dois conseguissem aparar as arestas. Mas parece que de hoje não passa. Ou sai um, ou sai o outro.

Posts especiais – plantão

Arquivado em: Futebol — conrado @ 0:36

Em parceria com Raul Bianchi, da rádio Mondo Palmeiras, que está nos vestiários do time após o desastre de agora há pouco, faremos a cobertura especial da seqüência de fatos que deve acontecer agora. A primeira informação é que a probabilidade de cabeças importantes rolarem são enormes.

Fiquem ligados, aos poucos, em ritmo de Twitter, mas sem os limites de 140 caracteres, vamos informando.

13 de fevereiro de 2010

Muita gente pediu bordoada. Então tomem

Arquivado em: Adversários, Arbitragem, Imprensa, Jogadores, Outros — conrado @ 23:01

O que teve de jogador, juiz, bandeirinha, treinador e imprensinha que pediu pra levar bordoada nessa rodada de Carnaval… E já que pediram, o Parmerista! atende.

***

O árbitro Wilson Seneme foi um dos piores em campo. Errou na marcação de faltas, inverteu lances, atrapalhou jogadas por estar mal posicionado, autorizou a entrada de William em campo e este desarmou Pierre por trás se aproveitando da posição, e o pior erro: não marcou falta sobre Armero no lance do gol do Botafogo. Ninguém na imprensa sequer citou este erro. Os bandeiras também foram muito mal, errando impedimentos em abundância.

***

O pessoal da transmissão do SporTV está de brincadeira. O narrador, desatento, cometeu erros técnicos – que até que não seriam suficientes para prejudicar a transmissão se não tivessem a companhia do péssimo comentarista Carlos Eduardo Lino, que já fez por merecer em transmissões anteriores o apelido de Tite dos microfones por só falar o óbvio, usar tom professoral e achar que está enganando alguém. Extremamente irritante.

Mas o pior foi no pós-jogo. Muricy, na coletiva, deu mais uma justa patada num repórter mal-intencionado. Na volta para o estúdio, o filho do Didi, Marcelo Barreto, continua com seu corporativismo cínico e fazendo sua campanha covarde para queimar Muricy, o que já acontece desde o ano passado. Para o filho do palhaço, não importa se o seu coleguinha foi maldoso. Para ele, os repórteres podem tudo. No que foi apoiado na covardia por Lédio Carmona e pelo ignóbil Renato Mauricio Prado, o Rogério Ceni dos microfones.

***

Mas Muricy de fato foi mal na entrevista. Não pela patada em si. Foi justa, merecida. Mas a forma como distribuiu os afagos aos jornalistas pode repercutir mal no grupo.

Os jornalistas questionavam a competência de Robert. Ora, é óbvio que Robert está mal. Repórter que pergunta isso coloca o treinador na segunda situação: se concorda, é um treinador que queima jogador; e se discorda, é um treinador burro que não enxerga a incompetência de seus jogadores. Muricy se irritou com a maldade e desceu a ripa. Até aí, perfeito. Só que na sequência, após uma pergunta que eu não consegui entender bem, Muricy lascou: “pra você ver como eu não sou importante pra esse time; se o técnico deste time fosse você, este time não ganharia nenhum jogo”.

Aí ele foi mal. Ao escapar bem da primeira armadilha, ele se irritou tanto que caiu logo em seguida, e deu a entender que o time é muito ruim e que só ganha alguma coisa por seu próprio mérito. Talvez tenha sido uma frase infeliz no calor do momento. Mas podia ter passado sem essa. Nem Luxa diz frases tão auto-suficientes. Tomara que não deflagre nada no elenco.

***

Pra terminar a sessão “pau na imprensa“, só eu fiquei irritado com a forma com que eles manchetearam a vitória bambi sobre o Ituano? Foi 1×0, gol de pênalti. Nas manchetes e nas chamadas dos portais, parece que o goleiro-canalha foi o herói do jogo e responsável pela vitória. Quando o Palmeiras ganha por 1×0 de um pequeno com gol de pênalti de, digamos, Diego Souza, não se vê em lugar nenhum “Diego Souza dá a vitória ao Verdão”, nem “Diego Souza garante os três pontos”. As manchetes são algo como “Palmeiras sofre mas vence”, ou “Pênalti salva o Verdão”.

Rapidamente, depois de um domingo onde o goleiro de hóquei foi humilhado dentro de campo e deu um show de mau-caratismo no microfone, a força-tarefa pela recuperação de sua imagem agiu com uma lealdade canina. Dêem uma olhada nas chamadas nos principais portais. Que nojo.

***

E o Fiiiiiliiiiiiipiiiiii hem? gluglugluglu….

Botafogo-SP 1×1 Palmeiras

Arquivado em: Jogos — conrado @ 22:45

Eu acho esse Botinha de Ribeirão uma aberração. Time do interior paulista que paga pau pra time/praia carioca, e imita o uniforme do bambi. Desse time atual, o goleirinho é tão ordinário que até o “01″ da camisa do desqualificado canalha-mor imita. O tal de Rodrigo Pontes que jogou de volante é violento e desleal. De bom, apenas o zagueiro alguma-coisa-Amaro e o centroavante William, outro que curte um visual bambi e joga de tiarinha, mas é bom jogador. Quando ele saiu, o ataque ficou Andé Balada e Ricardinho Pé-na-Forma. Como é que o Palmeiras perde ponto pra um time desses?

Muricy contou com o retorno de Leo, mas não quis arriscar colocar o time pra cima, e em vez de sacar Marcio Araujo, povoou o meio-de-campo com três volantes, deixando Robert isolado no ataque e posicionando muito mal CleitonX e Diego Souza. O ataque funcionou muito mal, e a defesa foi muito bem. O primeiro tempo foi horrível de se assistir devido a essa configuração do Palmeiras. Extremamente eficiente na defesa, e inexistente no ataque. O Botafogo não conseguia penetrar na defesa do Verdão a não ser em erros de passe na saída de bola, mas também não corria grandes riscos a não ser em jogadas aéreas. A melhor chance do Verdão foi uma cabeçada contra do zagueiro, que explodiu no travessão.

Logo na volta do intervalo, o Botafogo veio pra cima, e forçou uma sequência de erros individuais da defesa palmeirense que resultaram no gol. A bola estava na esquerda do ataque, e foi cruzada sem maiores pretensões. Danilo falhou feio no corte, e a bola sobrou na direita com Malaquias, após Armero tentar afastá-la (o colombiano sofre falta de William no lance). Malaquias cruzou por baixo, Armero marcou o cruzamento como um juvenil, Marcos estava mal posicionado e assim ficou fácil para o atacante adversário abrir o placar.

Assim que levou o gol, Muricy colocou Lenny no Marcio Araujo, e o time pelo menos teve mais opções, mas esbarrou nas péssimas jornadas individuais de CleitonX e Diego Souza. O Palmeiras tentava sem muita organização, e o empate de Leo saiu num dos raros cruzamentos que CleitonX acertou. Quando ele acerta, é fatal. Com 15 minutos pela frente, e com o cansaço do principal atacante do Botafogo, o jogo ficou à feição do Palmeiras para a virada. E tivemos duas chances claríssimas: Diego Souza bateu uma falta com muita categoria, ela bateu no travessão e desceu, mas bateu fora – quase resvala no goleiro e entra. Na segunda, Diego Souza fez grande tabela com CleitonX que saiu na cara do goleiro, mas não concluiu tão bem quanto em Bragança, desperdiçando. Logo depois, quase o time leva o castigo num chute de André Balada que Marcos desviou com a pontinha dos dedos.

O Botafogo vai enganando os comentaristas do óbvio. É um time bem fraquinho, e está na liderança apenas por circunstâncias. O Palmeiras tinha a obrigação de trazer os três pontos nesse jogo, e falhou. A única desculpa seria o cansaço por uma semana muito dura. Mas melhor esquecer e pensar na próxima semana. Daqui a oito dias tem guerra.

Atuações:
Marcos: estava mal posicionado no gol, mas sua parcela de culpa não foi tão grande. Fez boas defesas. 7,5
Wendel: mais uma boa partida. Levou uma pancada que doeu até em mim. 7,5
Danilo: sua pior partida do ano. Falhou no gol, perdeu um gol feito lá na frente e parecia bastante desgastado. 5
Leo: ótima volta. Além da firmeza na marcação, deixou mais um gol. 8,5
Armero: até que não errou tanto, mas o futebolzinho nem de longe justifica sequer relacioná-lo para o banco. 4
Pierre: outro que mostrou bastante desgaste, não teve tanta pegada quanto de costume. 6
Edinho: o melhor em campo. Anulou completamente tanto o tal de João Henrique, quanto o Xuxa, que o substituiu. 9
Marcio Araujo: cada vez mais vai mostrando o seu real potencial: volante com algum valor no passe, apenas para compor elenco e mudar a configuração quando o time precisar sair pro jogo. 5,5
CleitonX: noite infeliz. Mesmo assim, de seus pés saíram os cruzamentos para uma bola no travessão e para um gol. É efetivo demais. 6
Diego Souza: ficou isolado nas beiradas, suas arrancadas foram rechaçadas, mas é outro cujo talento sobressai em lances isolados. Mas hoje esse talento não deu em nada. 5,5
Robert: se com o time inspirado ele já aparece apenas em lances isolados, calculem numa partida em que nossos principais valores estão em marcha lenta. 4
Lenny: jogou o time um pouco mais à frente. 7
Souza: entrou no Pierre mas mal foi visto em campo. 5
Eduardo: jogou pouco, S/N
Muricy: cauteloso demais na escalação inicial, consertou rapidamente após tomar o gol – sinal que sabia o que fazer desde o início. 5

O vídeo do #lincolnfacts

Arquivado em: Jogadores — conrado @ 2:01

E não foi bem o que andaram falando. O suposto fatality de Lincoln em Renata Fan foi na verdade um civilizado debate que durou cerca de sete minutos, com intervenções de todos os participantes citados nas descrições que lemos e na que reproduzimos. Lincoln mostrou personalidade, mas não exatamente com aquela pegada que imaginamos e que gerou tanto frenesi no Twitter. Enfim, o vídeo em si diz mais que qualquer coisa.

O que se conclui de tudo isso é que o programa não tem audiência nenhuma. Pra achar alguém que tivesse gravado demorou mais de dois dias. Aliás, não apareceu nem alguém que tivesse sequer assistido o programa e que pudesse desmentir a versão lendária que circulou na internet…

Por isso que tão demitindo gente. O primeiro foi o Godoy. Quem será o próximo?

12 de fevereiro de 2010

Prêmio aos craques da desinformação

Arquivado em: Especulações, Imprensa, Torcida — conrado @ 2:22

No embalo de mais um tsunami especulativo sobre os bastidores do Palmeiras, surgiu a idéia de premiar aqueles que são useiros e vezeiros em desinformar o torcedor palmeirense, na maioria das vezes de forma mal intencionada. São candidatos a serem laureados profissionais de imprensa, agentes de jogadores, conselheiros, familiares, sapos e até mesmo membros da chamada mídia palestrina.

O prêmio tem como objetivo reconhecer aqueles cretinos que adoram fazer uma fofoquinha. Usam seus contatos pessoais, microfones, colunas, sites, blogs e contas no Twitter para criar uma onda, levantar um burburinho qualquer, mesmo que não leve a lugar nenhum, e com isso se auto-promover. Ou dependendo do objetivo, às vezes o cara quer mais é instalar o tumulto mesmo, com fins políticos, financeiros ou simplesmente clubísticos. Enfim, o cara quer mais é que a negociação mele.

Criticamos bastante a diretoria do Palmeiras por ser pouco cuidadosa na condução das negociações no que diz respeito a manter a discrição. Mas temos que reconhecer também que quando você negocia com alguém, o outro lado também pode vazar, por mais cuidado que se tome há situações que fogem ao controle. Mesmo que em tese isso possa acontecer com todos os clubes, a impressão clara é que no Palmeiras isso acontece mais frequentemente. Algumas pessoas, ao saber que determinada negociação está acontecendo, não pensam duas vezes antes de passar pra frente, e trazê-la à tona: “Olha, o Palmeiras está negociando pra trazer tal jogador”.

Quando alguém divulga uma negociação real em andamento, a primeira coisa que acontece é que o preço sobe. Ou, na melhor das hipóteses, se o vendedor já abriu o preço, não abaixa mais de jeito nenhum. Porque com o burburinho, quem está vendendo sabe que a pressão sobre o Palmeiras para que o negócio se concretize aumentou bastante. E assim fica muito mais difícil fechar a negociação. E com o desfecho negativo, tendo havido ou não interferência do vazamento, a imagem que fica é a de comprador incompetente. A pressão interna aumenta mais ainda, já atrapalhando a negociação seguinte. E está criado o círculo vicioso.

Os empresários adoram valorizar seus jogadores usando repórteres trouxas – ou mal-intencionados comissionados. Inventam uma suposta conversa entre “representante do Palmeiras” e eles, interessados no fulano de tal. O repórter vai lá e publica. A torcida do Palmeiras lê. Se o jogador é ruim, já detona a diretoria, que supostamente está indo atrás de uma tranqueira. Se é bom, já aumenta a pressão para que contrate logo. Daí, a negociação “dá errado” – claro, nunca existiu. “Diretoria incompetente”, aumenta mais ainda a pressão, aumenta o preço da próxima negociação real. Mais um círculo vicioso.

Os torcedores se perguntam por que é tão mais difícil para o Palmeiras fechar os negócios. Se o momento é de fartura financeira, esse fator acaba sendo apenas uma dificuldade a mais; o aumento no preço não impede a concretização do negócio – o Palmeiras “apenas” fica mais pobre. E em momentos de retração financeira, como o atual, esse tipo de prática muitas vezes pode até inviabilizar o fechamento. Seja qual for o caso, é crime de lesa-Palmeiras.

E a torcida? Ah, como sofre. Basta uma especulação aparecer, e chovem perguntas no Twitter e no Formspring. “Viu esse link?” “Tá sabendo de algo?” “É verdade mesmo?” Às vezes é tanta ingenuidade que chega a dar dó. Sério. A gente percebe a angústia das pessoas, ansiosas por ver o time melhor. Como a torcida está carente, o sentimento muitas vezes é de pena mesmo.

Antes que apareça algum revoltadinho dizendo que dá pena é de ver Robert, Sacconi e Armero de titulares no time – sim, isso também judia de nossa torcida, inclusive deste blogueiro. Mas esse não é o ponto. Claro que queremos ver jogadores melhores onde esses caras estão jogando hoje. Mas isso será menos difícil de acontecer se a torcida parar de repercutir qualquer besteira que esses pilantras soltam por aí. Isso só aumenta a pressão e sim, influencia no resultado da negociação.

Aí vem o zé tecladinho:
- O que, Conrado? Tá me dizendo que minhas tuitadas e meus comentarios nos foruns da vida atrapalham o Palmeiras? A culpa é minha?

Só o seu comentário não, zé. Mas o seu, mais o de milhares ao mesmo tempo, sim, atrapalham. A torcida, ao manifestar essa ansiedade, é a massa de manobra. Por isso, em vez de repercutirem essas pataquadas, sugiram os autores desses boatos como candidatos ao prêmio. Marginalizando quem abusa desse tipo de prática, não só estaremos minimizando os efeitos negativos ao Palmeiras, como estaremos elevando o nível das informações que cercam os bastidores do clube. Mesmo porque seria muito importante que nossa torcida entendesse de uma vez por todas:

  • “NEGOCIAÇÃO” NÃO É NOTÍCIA, PORQUE CONVERSAS E SONDAGENS ACONTECEM A TODO MOMENTO. NOTÍCIA MESMO É FECHAMENTO DE NEGÓCIO.
  • QUEM NOTICIA “NEGOCIAÇÃO” DO PALMEIRAS COM DETERMINADO JOGADOR, OU ESTÁ SERVINDO AO VENDEDOR, OU É INOCENTE ÚTIL. DE QUALQUER FORMA, PASSA A SER UM AGENTE ATIVO NO NEGÓCIO, CONTRA O PALMEIRAS.
  • QUEM NOTICIA “NEGOCIAÇÃO” SEM SEQUER CITAR O JOGADOR, OU É PORQUE ESTÁ ATRÁS DE AUTO-PROMOÇÃO, OU É ANTI-PALMEIRENSE E SÓ QUER AUMENTAR O TUMULTO E A PRESSÃO.

Portanto, vamos dar início à caça aos candidatos ao prêmio. E como não serão poucos, o blog aceita sugestões até para a criação de categorias. Qual será o nome do prêmio? Ou teremos mais de um? Por exemplo: troféu para aquele que sempre tem uma “bomba”, para aquele que só aumenta mas não inventa, pra aquele carentão que fala qualquer coisa só pra chamar a atenção, pra aquele que precisa aumentar o ibope de todo jeito senão vai pra rua, pra aquele que precisa da comissão nossa de cada mês, e assim vai. Sei la, sou péssimo nisso, me ajudem.

11 de fevereiro de 2010

Flamengo-PI 0×1 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 2:48

Mais uma vez, jogamos muito mal, mas vencemos. Interessante como esse paradoxo vem se repetindo nestas primeiras semanas do ano, com o inverso também verdadeiro. Início de temporada é assim mesmo, não tem muita lógica. De qualquer forma, foi um dos jogos mais irritantes de se ver, talvez mais até que a vitória contra o Monte Azul.

O jogo foi ruim a começar pelo cenário. O estádio Albertão em Teresina tem sérias deficiências na estrutura básica. O que eram aquelas cadeiras de reunião de condomínio servindo de banco de reservas? Aliás, as mesmas que foram usadas no vestiário para os jogadores poderem se trocar. Claro que esse é apenas um detalhe, mas dá a dimensão das dificuldades extras que o Palmeiras teve que enfrentar, além do gramado, péssimo, com trechos de grama muito alta e outros bem rentes; da temperatura elevadíssima e de… ter Robert no ataque.

Não sei se foi impressão pelo ângulo da câmera, mas as dimensões do gramado me pareceram reduzidas no sentido transversal. Ou seja, a distância entre as laterais aparentava ser bem curta, o que também facilitou o trabalho de marcação do time da casa. Assim, o Flamengo, que fazia o já manjado “jogo da vida”, correu como poucas vezes alguém deve ter visto em Teresina. Some todas essas dificuldades com um time pouco inspirado e até pouco interessado, e está explicado o jogo modorrento a que tivemos que assistir.

Cá entre nós, deve ser difícil mesmo reunir motivação, ao enfrentar todas essas dificuldades e depois de uma viagem tão longa, para bater num time tão limitado. Claro, para nós, torcedores, tinha que ir lá e fazer o resultado, e de preferência com um futebol convincente. Enfim, o Palmeiras cumpriu sua missão parcialmente – apesar da vitória, não eliminou o jogo da volta, o que seria importante para ter uma semana livre e poder trabalhar um pouco mais a parte tática. Mas daí gente vê que o Atlético-PR empatou, o Botafogo perdeu, que os reservas do Vasco tomaram um sufoco, então, passado o efeito da tortura que foi assistir ao jogo, até que não foi de todo mau.

Muricy entrou com o que havia de melhor disponível, Figueroa abriu o bico logo no começo – acredito que tenha sentido o calor – e Armero, quem diria, teve mais uma chance. Marcio Araujo foi um dos principais articuladores do time, já que Diego Souza e CleitonX enfrentaram uma marcação duríssima e individual, e com gente na sobra. E aí fica difícil buscar qualidade. Sacconi, mais uma vez, foi inútil, e quando a bola chegava no Robert ele dava um jeito de perder. O primeiro tempo não teve uma chance de gol aguda sequer, no máximo um chute na rede pelo lado de fora de Deyvid.

No segundo tempo o time da casa começou a sentir o efeito da correria desmedida, e assim que o técnico deles tirou o único cara que sabia jogar alguma bola, o 10, daí a coisa ficou mais fácil. Infelizmente Muricy não quis (se eu disser que ele não soube ele pode me chamar de menininho de computador) aproveitar a brecha e colocou o Lenny no Sacconi, em vez de sacar Marcio Araujo, e assim perdeu a chance de prensar o Flamengo em seu campo. Mesmo assim, o gol acabou saindo – muito mais resultado da exaustão do adversário do que por nossos méritos.

Fazia tempo que eu não via um jogo com tantas jogadas semelhantes a um jogo de várzea – e não estou usando o sentido depreciativo da expressão, ams sim um comparativo com a crueza das jogadas. O gol de Diego Souza foi de uma simplicidade estarrecedora. Recebeu dentro da área, após jogada de Edinho(?!?). Apenas um jogador em cima dele. Errou o drible, mas o zagueiro não conseguiu aliviar. Então ele puxou um pouco de lado e chutou sem muita pretensão. A chance da bola parar no zagueiro ou no goleiro era grande, mas ela passou pelos dois.

O gol matou de vez o ânimo do Flamengo, e virou ataque contra defesa. A impressão era que o Palmeiras não faria apenas mais um, mas pelo menos mais dois gols. Aí Muricy resolveu tirar Robert pra colocar o Souza. Não que Robert fosse o matador que certamente meteria dois gols no fim do jogo, e também vamos reconhecer que Souza entrou e desempenhou um papel bastante ofensivo para seus padrões, surpreendentemente. Mas podia ter tirado o Marcio Araujo e ter insistido num centroavante enfiado no meio dos zagueiros extenuados do Flamengo.

No final, Danilo quase fechou a tampa do caixão do time da casa numa cabeçada forte, à queima-roupa, mas o goleirinho deles fez uma belíssima defesa, e garantiu a viagem do time da casa à capital paulista. Parabéns ao Flamengo. E parabéns ao torcedor palmeirense que ficou até o fim vendo um espetáculo desse nível. Isso é que é coragem. Ou paixão. O jogo da volta será daqui a duas semanas, e só deve ter um pessoal contente com esse jogo: o financeiro, afinal, é mais uma rendinha que vai entrar. O time volta a campo no domingo, contra o Botafogo, em Ribeirão, buscando voltar ao G4 do Paulista. Se jogar a bolinha que jogou hoje, leva sacode.

Atuações:
Deola: ainda não estreou de verdade. Sempre que precisamos recorrer a ele, o adversário não o exigiu. 7
Figueroa: jogou muito pouco antes de sair passando mal. S/N
Danilo: basicamente ajudou o ataque nas bolas aéreas. E quase deixou o dele. 7
Edinho: outro cuja participação foi mais ofensiva que defensiva. Participou do gol de forma determinante. 7,5
Wendel: bem no primeiro tempo, quando o Flamengo ainda ameaçou articular alguns ataques. No segundo tempo participou mais no apoio, e não conseguiu nada digno de nota. 7
Pierre: se os zagueiros participaram pouco foi graças a ele. Teve trabalho com o número 10 dos caras. 8,5
Marcio Araujo: participou ativamente por ser o que mais tinha liberdade. E convenhamos, não é muito a dele. 6,5
Deyvid Sacconi: escancara cada vez mais sua limitação nos arremates. Teve dois à disposição, e os fez de forma bisonha. 5,5
CleitonX: muito marcado, mesmo assim causava perigo ao adversário quando fugia da paulada. Só que os cruzamentos não estavam muito calibrados. 6,5
Diego Souza: outro com marcação cerrada sobre si. Apanhou bastante. Mesmo apagado, foi quem fez a diferença – é verdade que não teve lá tantos méritos. 7
Robert: vamos reconhecer que algumas vezes era uma boa opção de passe mas Diego, CleitonX e Deyvid preferiram a conclusão. É que provavelmente, nessa fase, ele erraria. 6
Armero: entrou logo no começo no Figueroa e foi razoavelmente bem na marcação. Com a bola no pé, mostrou a mesma falta de inteligência de sempre – claro, isso não se conserta com treino nem com vontade. 6
Lenny: parecia que o jogo estaria à sua feição, mas ele se preocupou mais em cavar faltas e tentar expulsar um adversário do que em partir pra dentro. 5,5
Souza: entrou no Robert e não foi tão defensivo quanto costumava ser ano passado. 7
Muricy: estranha a falta de agressividade para matar o confronto. Podia ter mostrado mais apetite. 5,5

9 de fevereiro de 2010

Addio Sandro Silva; benvenuto Lincoln

Arquivado em: Imprensa, Jogadores — conrado @ 22:08

Mais uma tranqueira é descartada do elenco do Palmeiras: Sandro Silva foi para o Botafogo. O que não deixa de ser um sinal que, mesmo reduzidos a 28 atletas, a diretoria não pensou duas vezes antes de dispensar jogadores sem o devido comprometimento. Isso vai ao encontro de um trecho da fabulosa entrevista que Muricy deu ao 3VV há cerca de dez dias.

“Esse time que está aí [ apontava na direção dos vestiários ] é muito bom, de um nível alto de escolaridade, de cabeça, de tudo, então toda vez que oferecem um jogador para a gente vamos atrás de todas as informações do cara. A gente não quer sair do perfil nosso do time. Você vê muito pouco comentar que viu o jogador do Palmeiras não sei onde, na balada é difícil você ver”.

Além disso, a dispensa de um jogador mesmo com o elenco reduzido é mais um indicativo que deve chegar coisa nova, não para a cabeça da área, onde já estamos bem servidos, mas para as posições carentes.

Sandro Silva é um bom jogador tecnicamente, e pode render mais no Botafogo do que aqui. Lá, a camisa não pesa tanto, os costumes são diferentes, tanto por parte da imprensa quanto da torcida, e ele terá mais tranquilidade para dar seus chapeuzinhos – um drible muito legal e produtivo que ele desenvolveu a técnica muito bem, mas nada que um jogador com técnica verdadeiramente apurada como Diego Souza não tenha aprendido e já feito de forma melhor. Addio Sandro Silva, uma tranqueira do Luxa a menos.

Bem que o Toninho poderia descartar também o Marquinhos, o Lovinho e o William…

***

Por falar em jogador com cabeça e personalidade, Lincoln chegou esbanjando confiança. Longe do país há muitos anos, logo na volta não pensou nem meia vez antes de colocar a apresentadora Renata Fan em seu lugar. Diante de um comentário depreciativo da apresentadora (transmitido a ele, foi feito em sua ausência, pra deixar a coisa mais grave) de que ele seria um jogador muito rodado e que estava parado há muito tempo, Lincoln já chegou de voadora. Abaixo, a transcrição do diálogo, retirado do blog da Tânia:

Ceará: “Eu falei para O Lincoln antes da entrevista que ela não havia falado nada disso, então vamos encerrar esse assunto agora!”

Neto: “Não vai encerrar assunto nenhum Ceará. O Lincoln está se defendendo porque não é jogador rodado e nem em fim de carreira.

Neto: É ídolo por onde passou e tem o direito de se pronunciar.”

Renata: “Mas eu não falei nadaaa…. buááááá”

Lincoln: ” Você disse que eu sou um jogador em fim de carreira. Se vc disse isso é pq não sabe nada sobre a minha carreira.”

Renata: Mas, mas, mas…….

Lincoln:”Sou ídolo por onde joguei, tinha 5 propostas de clubes diferentes, escolhi o Palmeiras por sua história e por possuir o melhor técnico do Brasil.”

Renata: (com cara de choro) ” Mas…………mas……………………”

Lincoln:”Estou dizendo que estou sabendo que você disse que estou em fim de carreira e você nao tem o direito de dizer isso.” “Tenho 31 anos e estou há 6 meses sem jogar por vontade minha”

Doutor Osmar: Vou defender a Renata Fan: Ela não disse que você está em fim de carreira, só disse que você é um jogador rodado…

Lincoln: Mas jogador rodado é um jogador que joga em vários clubes. Eu tenho 13 anos de carreira, joguei em 3 clubes e sou ídolo em todos eles.

e pra finalizar…

Ulisses:Um dos principais problemas do Palmeiras é a falta de um centroavante, o cara que faz os gols. Como você acha que pode resolver esse problema?

Lincoln: O Palmeiras contratou um camisa 10, que sou eu, e não um camisa 9 que faça gols, então não é um problema que tenho que resolver.

Ceará:”Bom agora ele vai dar entrevista pra Globo”

É desse tipo de atitude que o Palmeiras precisa. Talvez se Lincoln fizer escola, e toda declaração escrota como essa da dona Renata for respondida exatamente com esse tom, quem sabe não se iniciará uma nova era no relacionamento entre imprensa e Palmeiras?

A reação de Lincoln gerou uma onda no Twitter, onde a tag #lincolnfacts chegou ao topo nos Trending Topics Br. Se jogar bola, Lincoln ainda poderá ter anos muito bons em sua carreira e ser ídolo em mais um clube, o quarto em sua carreira. A relação com a torcida não poderia ter começado melhor.

Que gracinha não?

Arquivado em: Jogadores — conrado @ 14:45

A gente precisando desesperadamente de um NOVE-NOVE…

E a diretoria dá a camisa 99 pro Lincoln…

Só pode ter sido de sacanagem…

De qualquer forma, boa sorte Lincoln!

Prosseguindo o raciocínio

Arquivado em: Especulações, Futebol, Jogadores — conrado @ 1:19

No dia 21 de janeiro, começamos a desenvolver uma análise de como o elenco estava sendo montado para o ano de 2010. Demos uma passada em cada setor do time, e demos alguns palpites no que ainda precisaria ser feito para que o elenco do Palmeiras para este ano continuasse forte e competitivo, vislumbrando uma melhora na qualidade.

Passadas quase três semanas, ninguém foi contratado oficialmente, mas há a clara sinalização que teremos dois reforços chegando esta semana: Velazquez e Lincoln. Dois dos três jogadores da base que subiriam – Fernando e Mayko – ainda não foram alçados ao time de cima. Em compensação, Anselmo e Gualberto acabaram aparecendo, e bem, principalmente o segundo.

No meio, a chegada iminente de Lincoln nos faz ter a esperança de um elenco mais robusto em caso de necessidade. E na frente, William foi testado e não agradou. Não adianta tapar o sol com a peneira, se a idéia é fazer o time forte, não se pode segurar jogadores com tão pouco a oferecer no elenco. E Lovinho, conforme antecipado, era rojão molhado. Continuamos com Lenny e Robert, e agora Velazquez.

Seguindo o raciocínio, vamos aos quadros:


Vamos partir sempre do princípio que o time do ano passado era muito bom – e era mesmo, senão não teria feito a campanha que fez. Perdeu o campeonato por detalhes, todos viram o quanto estava ganho. Não foi por falta de qualidade crônica, foram episódios isolados que causaram o fracasso. Repetindo: o time era muito bom. Não excepcional, nem fora-de-série, nem imbatível. Mas muito bom, o suficiente para brigar com qualquer outro do país, que é o que sempre se espera do Palmeiras.

No gol, nada mudou. Na defesa, trazendo um para ser titular, o aumento de qualidade terá sido gritante. Mesmo subindo mais um menino da base, o Mayko ou o Wellington, por exemplo, teremos um ganho concreto. Nada pode ser pior que o Paulo Miranda. Nas laterais, as saídas de Jefferson e Henrique foram bem repostas. E para a cabeça de área, as chegadas de Edinho e Marcio Araujo já compensaram com folgas as saídas de Jumar e Edmilson. E ainda houve o reforço do Anselmo. Donde se conclui que em todos os setores da retaguarda houve manutenção ou melhora na qualidade.

Com uma defesa sólida, fica mais fácil montar um ataque consistente. E a base é a mesma do ano passado: CleitonX e Diego Souza. A primeira mudança é a troca de Willians por Lincoln, se chegar mesmo. Incógnita. Está com 31 anos e está parado há bastante tempo. Mas já teve seus bons momentos. Assim como tiveram Kleber, Edmilson e Mozart. Uns dão certo, outros mais ou menos, outros dão errado. Mas Willians, apesar do ótimo começo – quando Kerlington ainda era o centroavante – caiu demais de produção. Lincoln, se for mal, não deve ser pior que Willians. E Marquinhos está encostado, e qualquer um pode substituí-lo melhor. Até um moleque da base. Mas é claro, esperamos um reforço consistente. Subir um da base nessa lacuna seria um tapa-buraco pouco ambicioso.

E o ataque, com a chegada de Velazquez, supre a saída de Ortigoza. Parece que pode ser um substituto à altura. Mas as saídas de Love e Obina continuam sem reposição. João Arthur, o Joãozinho, ainda está muito verde e não pode ser queimado, seria adequado apurar as qualidades do menino no Palmeiras B. William, sorry. Torcemos, mas não deu. Então ainda precisamos de um NOVE-NOVE pro lugar do Love, e de mais um pra compor o elenco, e não precisa ser muito bom pra bater o nível do Obina.

***

Resumo da ópera: confirmando-se as chegadas de Lincoln e Velazquez, ficam faltando ainda, de forma urgente, um atacante de respeito, e um zagueiro pra ser titular, além de dois reforços menores, para as meias e para o ataque. Conseguindo isso, teremos uma notória melhora em todos os setores do time em relação ao do ano passado. Que era muito bom, mesmo com esse monte de perna-de-pau que foram dispensados. Na verdade, era um time titular muito bom. E para 2010 buscou-se melhorar as deficiências do time titular e também do banco, com promoções e contratações não tão badaladas – e por isso injustamente criticadas.

Existem ainda duas variações para a montagem desse elenco:
a) Edinho seria efetivado na zaga, o que dispensaria a necessidade da contratação de outro zagueiro com status de titular. Neste caso, Marcio Araujo seria o segundo volante, não tão pegador, mas que sairia mais pro jogo. Admito que não tenho tanta confiança nesse jogador pra isso, pelo que mostrou até agora.
b) O time poderia jogar num 4-5-1, com Diego Souza flutuando entre a meia e o ataque. Neste caso, Velazquez não seria o homem de referência, e seria reserva. A vaga do NOVE-NOVE permanece aberta e essa continua sendo nossa maior prioridade. De qualquer forma, nessa configuração, é necessário ter mais um meia com cacife pra ser titular, porque é pouco provável que Lincoln ou Sacconi aguentarão essa carga.

O time está se desenhando, e tudo indica que será melhor que o do ano passado. Os quadros que ilustram este post pretendem eliminar qualquer dúvida. Um olhar mais amplo e calculista se faz necessário neste momento, onde vimos o time entrar num Derby totalmente desfigurado e a impressão imediata era de total abandono e de carências infinitas. O que não corresponde à verdade, como tentamos demonstrar aqui.

Por isso, o torcedor palmeirense ajudará bastante se continuar tendo paciência até que as contratações que faltam se concretizem, e se cobrar a diretoria na medida certa, com inteligência, sem chiliques a cada notícia de contratação frustrada, porque esse tipo de tumulto não ajuda em nada. O tempo está passando, mas sabemos que todos estão trabalhando bastante e que as soluções devem aparecer. E como já tentamos raciocinar junto com os leitores, chegar em abril com o elenco montado e forte é bem melhor do que contratar qualquer um agora só pra acalmar os mais desesperados. Acho que manter o bom humor é a melhor saída. Primeiro que é mais divertido, segundo que atrapalha menos. As sacadas com o gerente Toninho “Descartes” Cecilio são hilárias. Bem mais divertidas e inteligentes que as cornetadas estúpidas e raivosas que vemos em alguns fóruns e sites por aí.

Ainda acredito num 2010 muito bom para nós.

***

Prezada diretoria, fechem de uma vez com o Lincoln e com o Velazquez. Já pensou como vai ficar o leitor deste post se o Toninho aparecer pra dar entrevista e disser que eles estão descartados? E pior (pra mim): já pensou como vai ficar a cara deste blogueiro…?

8 de fevereiro de 2010

Desqualificado

Arquivado em: Adversários, Futebol — conrado @ 11:14

Existe um atleta(?) que há muitos anos estraga o prazer de se ver futebol pela sua simples presença e por suas atitudes deploráveis. A lista de canalhices é longa, e inclui desde arremessar com desprezo para a arquibancada uma medalha de vice-campeão até forjar uma proposta de um time do exterior apenas para conseguir um aumento.

Esse desqualificado, que costuma se adiantar em todas as cobranças de pênalti, reclama em todos os gols que toma. Todos. Nenhuma bola é digna de penetrar sua meta sem que haja uma irregularidade. É a bola entrar e lá vai a primadona levantar o bracinho. Até em pênalti ele reclama. Ontem, ao sofrer o gol na cobrança de Neymar, irritou-se com a paradinha do menino – que o fez desabar, diga-se – e foi aos microfones destilar seu veneno. Pois o castigo veio rapidamente. Robinho, no finalzinho do jogo, o deixou de joelhos novamente, e marcou de letra o gol da vitória.

É inacreditável como ainda há discussões sobre quem é o melhor goleiro entre esse pária e nosso São Marcos. Enquanto um é idolatrado apenas pela sua própria torcidinha de balé e pela banda podre da imprensa, o outro foi um dos maiores responsáveis “apenas” por trazer mais uma Copa do Mundo para o Brasil, ao ter uma atuação destacada em toda a competição e principalmente na grande final, salvando gols que certamente mudariam o destino da partida e o dono do título. Marcos é reconhecido, assediado e admirado por torcedores de todos os times. Já o anti-desportista em questão, ao contrário, tem a antipatia de todos. E se realmente tivesse o talento que dizem ter, ele não precisaria tentar se afirmar perante os microfones a cada falha que comete, sempre botando a culpa em algo ou em alguém, principalmente nos companheiros.

O jornalista Milton Milk já teceu, em off, um comentário sobre o cidadão: “é chato pra caralho“. Pegou leve. Nem todo chato é um canalha desqualificado. Chupa, safado.

7 de fevereiro de 2010

Bragantino 2×3 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 20:19

O interior continua dando sorte ao Verdão. Mais um bom resultado conseguido em terras caipiras, desta vez contra um time que no início de sua trajetória no primeiro escalão do futebol brasileiro ameaçou ser uma asa negra em nossa história, mas que na verdade é apenas mais um grande freguês. E mais um bom resultado jogando bem abaixo do esperado, ao contrário de quando joga bem, que os resultados acabam sendo ruins. Curioso esse início de ano do Verdão. Com a rodada ainda com alguns jogos por se encerrarem, o Palmeiras alcança o quarto lugar, a quatro pontos do líder. Olha aí, senhor Armero, o que o senhor armou

O início de jogo do Verdão foi bem forte, e logo aos sete minutos, os dois craques do time, em posições invertidas, fizeram a diferença: Diego Souza viu CleitonX entrando em velocidade e enfiou o pé embaixo da bola para fazer o balãozinho, como se estivesse na praia. CleitonX colocou na frente e tocou na saída de Gilvan, pelo alto, belíssima conclusão: 1×0.

Aí o Palmeiras, mal posicionado ofensivamente, começou a jogar no erro do Bragantino. Muito cedo para isso. O time da casa apertou a marcação e dominou o meio-de-campo. Com Deyvid muito aberto pela direita, e com os laterais presos, o Verdão não conseguia dar sequência em nenhuma jogada. E passou apertado, levando uma bola na trave e vendo o juiz Cleber Abade, péssimo como sempre, anular dois gols do Bragantino – corretamente, diga-se.

O time voltou igual no segundo tempo, mas com os laterais mais soltos. Já foi o suficiente para desafogar nossas progressões. E rapidamente saiu o segundo gol, numa improvável descida de Wendel pela esquerda, num cruzamento de esquerda mais improvável ainda, e a conclusão de Robert entrou chorando, fraquinha. 2×0.

Marcos começou a operar alguns milagrezinhos em seguida, já que o Bragantino veio com tudo pra cima, em busca de diminuir o placar. E ele vinha salvando a pátria até que, numa falta pela direita, a bola foi chutada em seu canto. Ele tentou adivinhar que a cobrança iria por cima da barreira e foi pego no contrapé: 2×1, aos 13. E tome sufoco.

Com a entrada de William no Sacconi, o panorama não se alterou muito. Mas aí foi a vez do Palmeiras apertar a marcação, e o jogo ficou travado no meio. Ao Palmeiras, bastava rodar a bola, gastar o tempo e explorar eventuais buracos que o Bragantino vivia deixando na tentativa do empate. O tempo foi passando e nosso time não teve maturidade suficiente para manter a posse da bola, permitindo ao time da casa aumentar o volume de jogo. Numa dessas, Marcio Araujo forçou um passe e errou, dando a bola nos pés do adversário, que pegou a defesa do Palmeiras de frente, toda desarrumada. Depois de mais um milagre de Marcos na conclusão de um tal de Juninho Quixadá, ele mesmo pegou o rebote e deixou tudo igual.

O gol de empate saiu quando Lenny tinha acabado de entrar no Robert, aos 33. E cinco minutos depois o gol da vitória saiu da forma mais curiosa possível: cruzamento da direita de CleitonX, bem aberto. Até aí, nada anormal. A bola foi até a marca do pênalti. Lenny, como um centroavante, se antecipou ao zagueiro e tocou de primeira no cantinho de Gilvan. Acho que nem a vovó acreditou. Voltou com estrela o menino. 3×2, e aí sim, o Palmeiras tocou a bola como time grande e gastou o tempo, não dando chance ao Bragantino de progredir no final. O time da casa só ameaçou em balõezinhos de bola parada, e não levou perigo.

E assim, aos trancos e barrancos, o Palmeiras vai se mantendo na parte de cima da tabela, enquanto os reforços não chegam. Edinho vai tomando gosto pela zaga, embora só saibamos como ficará a configuração defensiva quando Leo e Mauricio Ramos se recuperarem das lesões. Edinho vai ficar na zaga ou subirá para a cabeça da área no lugar de Marcio Araujo? Ou Muricy jogará com três volantes, tirando o Sacconi, e dando mais liberdade a CleitonX e Diego? Ou isso vai depender de cada jogo?

As dúvidas permanecem. Mas em todos os casos, ainda sabemos que precisamos de um grande centroavante. Ewerthon, praticamente fechado, não parece ser o cara que vai resolver o problema do ataque. Nem Lincoln, que caso realmente chegue, vai ser uma peça para compor o elenco no caso de contusões dos meias titulares. O cenário previsto vai se confirmando: a diretoria vai avançando nas contratações enquanto o time vai se colocando bem na tabela do jeito que dá. O que nos deixa otimistas é que o setor defensivo já está com bons nomes, e o posicionamento está evoluindo bem. Acertar a frente, pra quem tem CleitonX e Diego Souza, não é o mais difícil, basta trazer um matador à altura. O time caminha para ficar bastante competitivo. Mas continuamos à espera do NOVE-NOVE.

Atuações:
Marcos: fez alguns milagres, mas também cometeu duas falhas graves. 7
Figueroa: muito deficiente na marcação, cometendo muitas faltas. E no apoio, foi fraco. 5
Danilo: comandou bem a linha defensiva. 7,5
Edinho: joga muito sério, e é assim que a torcida gosta. 7,5
Wendel: obediente taticamente, foi decisivo quando ganhou liberdade. Acertou o cruzamento pro gol com a canhota. 8
Pierre: definitivamente entrou em condição de jogo. Xô, Lazio. 8,5
Marcio Araujo: parece que se empolgou com a boa atuação diante da Lusa e se afobou. Pode botar o segundo gol na conta dele. 5
Deyvid Sacconi: jogou muito aberto pela direita, e quando resolveu fechar pra buscar jogo, foi desarmado facilmente todas as vezes. 5,5
CleitonX: um golaço e uma assistência. E tem gente que ainda acha que ele é enganação. 9
Diego Souza: parado na falta quase todas as vezes, nem metade o Abade marcava. No final, cansou. 7,5
Robert: isoladão no primeiro tempo, parecia escondido. Apareceu mais no segundo tempo, com o avanço dos laterais. Deixou o dele, com um pouco de sorte. 7,5
William: entrou no Sacconi e não fez nada de mais, só ciscou. 6
Lenny: muita vontade, e apresentou sua estrela. 8,5
Muricy: ainda não conseguiu achar a melhor formação ofensiva. Orientou bem o time no intervalo. 7

***

Vale a pergunta: na falta de Gabriel, e com a barração de Armero, Muricy teve que escalar o Wendel invertido. Pra que serviu a contratação do Eduardo?

4 de fevereiro de 2010

Palmeiras 1×1 Portuguesa

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 22:29

Se tivéssemos o grande George Preah, certamente ele teria feito um golzinho nos acréscimos e o Palmeiras teria conquistado os três pontos, e tudo pelo que passamos para assistir essa pelada teria valido a pena. Como nosso matador da vez é o tal de Robert, ficamos no empate, e fica a sensação que tudo deu errado, nada se salvou.

O cálculo do tempo previa uma certa folga para chegar a tempo de ver o início da partida. Mas caía uma chuva fina sobre a zona oeste da capital, e o trânsito ficou um pouco mais complicado. Chegando no Shopping Bourbon, um imbecil qualquer consegue bater o carro no meu no estacionamento porque não olhou no retrovisor antes de resolver mudar de cancela. Como já estava na pilha do jogo, deixei pra lá, estacionei e corri pro Palestra. Ao chegar na Turiassu, a chuva fina tinha virado uma tempestade. Um vento fortíssimo, e uma chuva que judiou mais uma vez da cidade. E acabou a luz no Palestra. Sem um plano B, não havia como imprimir os ingressos, só se vendia os que estavam pré-impressos. E num jogo que deve ter dado uns 6 mil pagantes, mais de 20 minutos na fila interna do clube para comprar o ingresso. Entrei no estádio com mais de dez minutos de jogo.

E vi o Palmeiras com a volta de Sacconi e Diego Souza. Meias, finalmente. Mas parecia que não tinha mudado nada. Os dois tiveram atuações pífias. Sacconi se apresentou bastante, mas errou tudo o que tentou, devia estar pensando na torre Eiffel. Já Diego Souza parecia que tinha comido uma feijoada. Lento, disperso, parecia desinteressado. E o Palmeiras não conseguia criar, embora tivesse muito mais espaço do que no jogo de domingo. É verdade que o campo, mais uma vez pesadíssimo, também atrapalhou o toque de bola do Verdão, e o que já seria difícil nas CNTP, ficou quase impossível.

Como quase nada mudou, a velha escrita deu as caras de novo, “repaginada”, para usar a palavra da moda: a Lusa desceu uma vez. Só uma. Pra piorar, na única vez que desceu, NÃO fez o gol. A Lusa abriu o placar quando não atacou: Armero errou um passe mais uma vez, na frente da meia-lua, sem cobertura. Luis Carlos, um atacante gordo, muito gordo, agradeceu o presente, escolheu o canto e tocou na saída de Marcos.

Armero olhou para os céus, como que pedindo uma razão para estar sendo tão castigado pelos deuses da bola. A pequena torcida do Palmeiras ameaçou vaiá-lo no primeiro lance em que pegou na bola. No segundo, encheu-se de brios e foi pra redenção: pegou a bola na nossa intermediária, driblou meio time da Portuguesa numa arrancada sensacional pela esquerda, e… cruzou bisonhamente nas mãos do goleiro.

Na volta do intervalo, William, que entrou no lugar de João Arthur – que aparentemente sentiu uma contusão – foi o único que ainda teve uma participação ofensiva digna de algum elogio. O time foi absolutamente apático, era o reflexo daquele que devia ser o líder dentro de campo: Diego Souza, quando pegava na bola, fazia jogadas efetivamnente perigosas, lúcidas, envolventes. O grande jogador faz a diferença. Só que encostado ali, na ponta esquerda, pegou três ou quatro vezes na bola. Mesmo que por orientação de Muricy, ele tinha a obrigação de tentar algo diferente, mas acomodou-se. E o resto do time foi na sua aba. O gol de empate de Danilo, numa jogada de escanteio em que ele pegou o rebote e chutou com bastante força pro fundo da rede, deveria ter gerado alguma centelha, ter botado fogo no time, mas que nada.

O Palmeiras, mesmo com Lenny entrando no Robert, e com o deslocamento de Diego para o comando do ataque, não levou muito perigo ao gol da Lusa, a não ser numa jogada individual do próprio Diego Souza, que limpou bem e bateu rasteiro, no cantinho, mas a bola bateu na parte interna da trave e voltou pra dentro da área, sem ninguém aproveitar. Fora isso, um ou outro escanteio, uma faltinha aqui, outra ali, e mais nada. No final, um empate justo, e a Lusa, mesmo com um a menos nos minutos finais, ainda conseguiu levar a bola ao ataque, provocar um escanteio e quase ganha o jogo.

O jogo de hoje apenas reafirma algo que estamos cansados de saber: o que faz a diferença são os grandes jogadores. Diego Souza, quando pegava na bola, saltava aos olhos, tamanha a diferença no trato com a bola. Mas sozinho, e desinteressado, não resolveu. Danilo, Edinho, Armero, Marcio Araújo e principalmente Pierre foram os únicos que mostraram vontade de jogar bola e de respeitar quem tomou chuva, sofreu com as filas e se submeteu a pagar R$30, fora os que tiveram que dar perdido no trabalho ou na aula só pra ver o Palmeiras em campo.

Então vemos que uma das principais lições do ano passado não está dando muitos resultados. O time ainda tem sérios problemas de pegada, ligados ao emocional, à motivação. Muricy deu uma longa entrevista ao 3VV esta semana, aliás, uma longa e espetacular entrevista realizada pelos companheiros Jota e Vicente. Nela, dedica um bom tempo para falar da preparação psicológica a que os jogadores são submetidos. Mas cadê o resultado?

E a torcida continua, pacientemente – cada vez menos – esperando pelos reforços. Enquanto isso, vamos de Robert mesmo. A primeira fase do Campeonato Paulista é bem fraca tecnicamente, assim como as duas primeiras rodadas da Copa do Brasil, e creio que é possível caminhar aos trancos e barrancos. Mas vai chegar uma hora que o talento vai ser o diferencial. Esperamos que quando chegar essa hora, já tenhamos sido devidamente reforçados. Hoje, até o Preah teria resolvido. A areinha tá caindo.

Atuações:
Marcos: vendido no gol, assistiu o resto da partida. 7
Figueroa: outra vez, freio de mão puxado. Acorda, meu filho. 5
Danilo: vibrou durante o jogo, fez o gol, correu pra buscar a bola pra buscar o segundo logo. Já merece a faixa de capitão. 8,5
Edinho: partida tranquila, cometeu apenas uma falha sem maiores consequências. 7,5
Armero: falhou no gol, mas tentou compensar com muita garra e dedicação. Não conseguiu. 3
Pierre: o melhor em campo no primeiro tempo, cansou um pouco no segundo. 8,5
Marcio Araújo: parece estar evoluindo na marcação e no posicionamento. Foi sua melhor partida pelo Verdão. 8
Sacconi: tarde absolutamente infeliz, monsieur Saconí. 4
Diego Souza: quando pegou na bola, atormentou. Só que ou ela não chegava muito, ou ele também não fazia muita questão. 5
Robert: começa a aparecer a verdade. Nem em time pequeno, no Palestra, está resolvendo mais. E assim a sua batata vai assando. 2
João Arthur: jogou pouco e se machucou. S/N
William: dá sinais de vida. Estranhamente centralizado, jogou como ponta-de-lança, que efetivamente não é a dele. Mesmo assim, com muita vontade, tentou como pôde. 7,5
Lenny: depois de muito tempo, voltou aos gramados no lugar de Robert, e tentou acender o time com sua correria, sem resultado. 6,5
Muricy: incompreensível a insistência em Armero, e o posicionamento de Diego Souza e William. Se os dois tivessem jogado invertidos a chance de um bom resultado teria sido maior. Pode botar essa na conta dele. 3

2 de fevereiro de 2010

O choro de Armero

Arquivado em: Futebol, Jogadores — conrado @ 1:41

Armero foi substituído no Derby. No início, ele não acreditou que iria sair ainda no primeiro tempo, aos 25 minutos. A jogada de lateral foi logo em frente ao banco do Palmeiras, e Muricy, não muito delicadamente, mas com a pressa que a situação exigia, puxou-o para fora do campo, dizendo que era ele mesmo. Talvez tenha explicado depois, no vestiário, que ele estava muito afoito e já tinha levado o amarelo, e que o Seneme estava louco para igualar as coisas depois da expulsão do Roberto Carlos.

Todo o histórico recente, de partidas ruins, culminando com a partida contra o Ituano quando foi o responsável pelos dois gols que tiraram a vitória do Palmeiras; o afastamento temporário na partida contra o Monte Azul, e a chance de volta justo num Derby, quando falhou ao cometer a falta desnecessária que resultou no gol do adversário, tudo isso junto foi uma bomba que explodiu na cabeça do colombiano com o puxão que levou de Muricy.

O choro do lateral mostra que ele tem caráter. Não saberia afirmar se foi de vergonha, frustração, raiva dele próprio ou do Muricy, ou um pouco de cada coisa. Mas de qualquer forma mostrou uma qualidade cada vez mais rara nos jogadores de futebol atuais. Armero por algum motivo ficou contrariado, e isso, por incrível que pareça, hoje é digno de elogios. Tivessem nossos dois últimos camisas 9 metade da hombridade que Armero mostrou, e nossos resultados ano passado teriam sido bem melhores.

Isso não quer dizer que devemos livrar a cara do colombiano – senão o noticiário esportivo ia virar um chororô danado. Armero tem sido disparado o pior jogador do time, e seu desempenho tem prejudicado seriamente os resultados. Ele deve ser sacado do time titular, de imediato, e só retornar quando tiver recuperado o bom futebol e a confiança – se é que isso é possível.

Mas que a torcida respeite o jogador, que não façam o mesmo que fizeram com Lúcio, o Maldini do Agreste, que foi tachado de “vagabundo”, entre outras coisas, só porque seu futebol estava mais ou menos igual ao do Armero. Tanto um como outro, até onde eu sei, sempre foram profissionais corretos e honraram a camisa do Palmeiras. Podem ser ruins de bola, e para isso existem as vaias, ou mesmo os palavrões na saída do túnel. Mas que não se façam com Armero campanhas nem coros como os que atingiram Lúcio.

Tem jogador que merece muito mais esse tipo de reação da torcida. Vamos poupar os que tem brios na cara. De minha parte, até vou parar de chamá-lo de anta suprema.

31 de janeiro de 2010

Corinthians 1×0 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 20:42

Uma hora ia acontecer. Pela primeira vez desde a existência do blog, que já está em seu quarto ano, o post pós-jogo vai falar de uma derrota para nosso maior rival. E foi o Palmeiras que perdeu, não foram eles que ganharam. Após tomar um gol ridículo, de cabeça, de um anão, e de ver o adversário ficar com um jogador a menos antes da marca de dez minutos, o Palmeiras, apesar de martelar o jogo todo, não teve a competência de fazer um mísero golzinho, e ainda consagrou o goleiro deles. O resultado escancara as já evidentes carências do elenco, e a torcida continua esperando pelos reforços – uns com mais, uns com menos paciência. E vamos combinar que após uma derrota como essa, boa parte dessa paciência realmente vai pro saco. Haja frieza e racionalidade.

O gol deles saiu em uma falta desnecessária cometida pela anta suprema Pablo Armero. O jogador mais burro do mundo podia ter apenas cercado a jogada, na lateral da área, mas foi afobado e atingiu o corpo de Iarley. Tcheco levantou no segundo pau e Jorge Henrique testou pra dentro com muita tranquilidade. Falha de Edinho. Marcos ainda chegou a tocar na bola, mas não conseguiu evitar.

O Pacaembu, longe de sua lotação máxima e com maioria de torcedores do mandante não chegou a explodir como o esperado. O barulho foi meia-boca, chocho. Depois de dois anos, a expectativa era de um Derby com casa cheia, com os ingressos disputados a tapa. Nem palmeirenses nem corintianos pareceram empolgados com o jogo, infelizmente. Certamente a ausência dos maiores craques dos dois lados, Diego Souza e o gordo, influenciaram nesse desinteresse, mas não podemos descartar também o medo da violência, tanto das organizadas quanto da polícia.

Depois do gol, o lance que mudou completamente o jogo. João Arthur recebeu pela meia e tinha boas chances de girar e avançar em direção ao gol, quando sofreu um violento carrinho de Roberto Carlos, por trás. Com menos de dez minutos, o Ajeitador de Meia Perdedor de Pênaltis estava fora do Derby. E o adversário então tratou apenas de se defender, por mais de oitenta minutos. Mano Menezes deslocou Danilo para a lateral-esquerda (?!?), Muricy deixou o jogo rolar um pouco para ver se ele não mexeria na sequência. Como Mano não fez mais nada, Muricy tirou Gualberto e colocou Lovinho aberto, em cima do Danilo, e puxou Edinho pra zaga. Também tirou Armero e colocou Wendel, antes dos 30 minutos, já que o colombiano, além de burro, estava nervoso demais e já tinha levado o amarelo.

E o Palmeiras massacrou. No primeiro tempo, algumas chances claras – na maior delas, Robert ficou de frente para o gol, sem goleiro, mas preferiu servir Lovinho que mandou pro gol mas estava impedido. Chutes de longe de Pierre e Edinho também assustaram Felipe. No final do primeiro tempo, o domínio do Palmeiras era claro, mas as chances não foram tão frequentes.

Mano Menezes, das duas uma: ou estava testando a resistência defensiva de seu time pensando na Libertadores, ou é um puta de um covarde. O Palmeiras estava com um a mais, mas jogou contra um time que marcou todo o segundo tempo com todos atrás da linha da bola. E foi um massacre palmeirense, com muitas chances claríssimas. A quantidade de escanteios a favor do Palmeiras foi impressionante, a bola passava por cima da área, saía de um lado, voltava, saía do outro lado, e assim foi durante todo o segundo tempo. Robert teve algumas chances em seus pés, numas até foi bem e parou em Felipe, noutras perdeu de forma bizarra. O lance final da partida foi ridículo. Era só matar no peito, livre, colocar no chão e escolher o canto. Precipitado, preferiu cabecear de qualquer jeito, e a bola saiu fraquinha, nas mãos do goleiro.

Com o apito final, o fim da diversão que começou em 2006, mas uma sensação boa de voltar a ver um Derby na Capital, num estádio neutro e sem dar um tostão pra clube vagabundo nenhum. Para os palmeirenses que não se sentem em casa também no Pacaembu, que acham que o palco de muitas de nossas maiores conquistas é a casa deles, vão estudar um pouquinho de História. Agora, que está estranho ver nos corredores superiores, tanto do lado das numeradas cobertas, quanto do lado oposto, painéis com o símbolo do inimigo pintados nas paredes, como se o Estádio Municipal realmente fosse deles, isso está. Espero que aquelas porcarias sejam removíveis, não deu pr ter certeza olhando do tobogã.

Quanto a reforços, o raciocínio permanece, Principalmente agora, que o Derby já passou. Se poderia haver algo que justificasse alguma correria, era exatamente o Derby. Se a postura da Diretoria foi de não fechar com ninguém às pressas, preocupada em trazer nomes realmente de qualidade para todo o ano, se entrarem numa correria agora, aí é que não vai fazer sentido nenhum. Principalmente agora que as lesões de Léo e Diego estão quase curadas.

Atuações:
Marcos: pouco trabalho, nada a fazer no gol – pelo menos foi a impressão lá do estádio. 7
Figueroa: apoiou bastante, cruzou várias bolas, a sequência dos lances não foram culpa dele. 7,5
Danilo: foi bem no cerco a Iarley, e ainda subiu com perigo ao ataque. Quase fez um, num chute de fora, que ia na gaveta. 7,5
Gualberto: outro que demonstrou bastante tranquilidade até ser substituído. 6,5
Armero: pra não dizer que errou tudo que tentou, acertou uma matada de bola. ZERO
Pierre: continua crescendo. Foi sua melhor partida no ano, está quase no nível a que estamos acostumados. 8
Edinho: não fosse a falha no gol, e teria sido um partidaço. Mais uma vez veio pra zaga, e foi perfeito. Ainda apoiou no ataque, tanto batendo de fora quanto chegando pelos lados e tentando cruzar. 6
Marcio Araujo: foi bem na ocupação de espaços, Tcheco mal foi visto em campo. 8
CleitonX: é um desperdício ter um arco tão bom e não ter flechas para disparar. No final, perdeu a cabeça. 7
João Arthur: é abusado, e isso é bom. Precisa de tempo ainda pra aprender a tomar as decisões certas, e também pra pegar um pouco mais de corpo. 6,5
Robert: parece que ele só vai fazer gols contra os pequenos e no Palestra. Hoje era dia pra ele se consagrar, mas ele negou fogo. 2
Wendel: entrou no Armero e foi muito melhor. Se não vai o Eduardo, vai o Wendel Mas definitivamente, ARMERO NÃO! 7
Lovinho: com a chuva que caiu, virou rojão encharcado. Filhote do Armero. 3
William: não mostrou a que veio. Vamos poupá-lo. S/N
Muricy: foi perfeito nas substituições, nos nomes e no timing. ele não tem culpa do time que tem nas mãos. 9

29 de janeiro de 2010

Contas aprovadas. E agora?

Arquivado em: Administração, Diretoria, Especulações, Política — conrado @ 11:02

O Conselho Deliberativo aprovou ontem à noite as contas do primeiro ano da administração Belluzzo. O barulho que a oposição fez, ameaçando rejeitar as contas, era fanfarronice da grossa. Era apenas espuma, coisa para tumultuar, diminuir um pouco mais o crédito do clube na praça no período de contratações e fazer a vida do time ficar mais difícil. A estratégia é simples: quanto pior ficar, mais fácil ganhar as eleições daqui um ano. Ou menos difícil, já que o grupo está cada vez mais isolado – é o que os números sugerem.

A estratégia da oposição, se pretendia mesmo reproar as contas, foi um fracasso. A situação, que dava alguns sinais de enfraquecimento e aparentava ter algumas divisões, diante da ameaça, cimentou rapidamente as rusgas. Pode haver interesses conflitantes dentro do macro-grupo situacionista, mas numa análise imediata, os interesses do clube prevaleceram.

O placar foi 132 x 82, totalizando 214 votantes. Cerca de 70 não compareceram ou se abstiveram. Como o voto era aberto e nominal, 70 é o número aproximado de muristas, que estão sempre de bem com todo mundo mas não votam em nada abertamente para não se comprometerem. A oposição mais uma vez bate na casa dos oitenta, que parece ser o número limite do grupo comandado por Mustafá. O número não cresce – ao contrário, diminui a cada minuto de silêncio nos jogos no Palestra.

***

O resultado da votação em tese joga por terra a lenda de que a reeleição de Belluzzo – ou a mais provável indicação de um sucessor – estaria condenada ao fracasso, e que o grupo oposicionista estaria em seu melhor momento após a eleição de Della Monica. Apesar de tudo, o presidente mostrou bastante força, e o número alcançado ontem, se for sólido, com mais algumas adesões dentre os faltantes garante maioria absoluta qualquer que seja o quórum.

***

Contra esse raciocínio de que o Conselho está alinhado politicamente com Belluzzo e que na próxima eleição há uma tendência de que a presidência continue com a atual situação, existe um argumento bastante sólido: uma eventual reprovação de contas implicaria na responsabilização cível não apenas do presidente do clube, mas também de todos os vices. Isso significa que Clemente Pereira e Salvador Hugo Palaia, nomes intimamente ligados a Della Monica, sofreriam as consequências. Daí a adesão maciça deste grupo à aprovação. Há até quem diga que Della Monica nem exerce tanta liderança assim, e que os próprios vices estariam à frente dessa operação sobre uma fatia considerável dos que votaram a favor das contas, mas que podem mudar de lado no ano que vem, ou mesmo lançar uma terceira candidatura. O ano de 2010 pomete ser bastante agitado politicamente. Vai ser um tal de neguinho pulando de um lado pro outro do muro… pula pra lá, pula pra cá…  Haja estômago.

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Reforços - foi disseminada uma corrente na Internet de que após a aprovação de contas, o Palmeiras voltaria a se reforçar, e que os anúncios só dependeriam disso. Não é bem assim. Primeiro porque as contas em questão são relativas a 2009, e nada do que for feito agora influenciaria nessa análise. Segundo que a votação das contas não é um processo de análise econômica, administrativa ou contábil, mas sim político.

As únicas relações que a aprovação das contas tem com a vinda de reforços são que a diretoria estava dividindo um pouco suas atenções entre o mercado e os membros do conselho, e que a suposta dúvida sobre a saúde financeira do clube, levantada pela oposição nas semanas que antecederam a votação, prejudicava um pouco o poder de negociação do Palmeiras, diminuindo o crédito.

O Palmeiras vai às compras, mas sem loucuras. Devem vir grandes nomes, inclusive com a ajuda do parceiro, a Traffic. Não serão do nível do Messi nem do Eto’o, mas serão bons valores. E não necessariamente amanhã, ou semana que vem. Ainda será preciso ter um pouco de paciência até que as negociações se concretizem. Não há sangria desatada.

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Diretas - existe no clube um movimento favorável às eleições diretas. Por princípio, obviamente este blog apóia as diretas para presidente do clube. Mas há que se observar todos os desdobramentos imediatos disso. A situação precisa se precaver para que esse passo não seja em falso, dando a chance à oposição tirar vantagem.

Sabemos que o clube está loteado em diversos departamentos. Existe a turma da hidroginástica, da dança de salão, da bocha, da musculação, do tênis, e assim por diante. Esses associados, por sua vez, tendem a seguir a orientação do diretor do departamento, de acordo com o prestígio que este sente perante a presidência.

Por exemplo: o pessoal da bocha certamente vai votar contra Belluzzo, já que ele cortou a verba mensal de R$30 mil que o departamento tinha para custear os jogadores profissionais da modalidade. Sim, o Palmeiras mantinha profissionais de bocha. Essa torneira já foi fechada. O diretor da bocha imediatamente aderiu à oposição. No caso de diretas, isso significaria todos os votos do departamento. E esse cenário se repete em todos os departamentos que eventualmente estão descontentes com alguma medida impopular do presidente, que está primando por estancar todas as sangrias no clube.

Além dos sócios ligados diretamente aos diversos departamentos e modalidades esportivas do clube, existem, claro, os sócios que estão lá só pelo relacionamento social e principalmente pelo futebol – este blogueiro, por exemplo. Infelizmente, somos minoria. Esta turma, claro, apóia Belluzzo em peso. E existem os torcedores de outros clubes, que não se ligam muito na política, e que eventualmente votariam no presidente que for pior para o futebol do clube. Estima-se que esse tipo de sócio esteja na casa dos 10%.

Para o bem do Palmeiras, é necessário fazer um mapeamento completo do quadro associativo antes de dar esse importante e saudável passo rumo à democracia plena.  Se  o mapa de associados indicar uma vitória da oposição, por conta da estrutura de feudos que existe no clube, esse grupo, que é useiro e vezeiro em tramóias e golpes, rapidamente vai jogar no ralo a semente democrática. Tudo será como antes, a lista negra no clube voltará, todos os que se opuseram a eles serão perseguidos no clube e provavelmente expulsos – tenho convicção que estarei no bolo – e claro, as diretas serão imediatamente revogadas através de alguma manobra e não haverá eleição seguinte para que a democracia corrija seu eventual erro.

Por isso, vamos com calma com essa história de diretas. O processo é o mais bem-intencionado e puro possível, mas feito na porra-loquice, pode ser uma dose de remédio mal calculada que acaba matando o paciente. O Conselho dá sinais que pode permanecer favorável à atual administração, e esse passo, se for para ser dado, tem que ser só na boa, só na certeza que não se estará entregando o ouro ao inimigo.

Uma vez com a certeza de que a democracia não correrá riscos no futuro, a direção é inequívoca: DIRETAS NO PALMEIRAS.

28 de janeiro de 2010

Monte Azul 0×1 Palmeiras

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 0:43

Mais um jogo da série “o que importa são os três pontos”. Jogando com o freio de mão puxado, tanto no que diz respeito à escalação, quanto ao que fizeram os que entraram em campo, o Palmeiras venceu o Monte Azul por 1×0 em Ribeirão Preto, e vejam só, assumiu a liderança do campeonato. O Palmeiras só perderá essa liderança ao final da rodada, amanhã, se o Ituano vencer fora de casa o Bragantino, por dois gols, ou se a Ponte Preta vencer o Botafogo, em Ribeirão, por cinco gols. O vice-líder é o gambá, de quem estamos na frente pelo saldo de gols. O Derby de domingo ganha um ingrediente a mais – como se precisasse.

Muricy prestigiou pra valer as categorias de base. Podia ter apostado em William e Eduardo, mas foi mesmo de João Arthur e Gabriel Silva. Edinho, liberado pela burocracia hoje à tarde, entrou como zagueiro pela esquerda e foi o melhor em campo. E o Palmeiras, todo remendado e com um clássico pela frente, contou com a sorte de enfrentar um time totalmente desmotivado e sem qualquer inspiração.

O jogo foi uma porcaria. Nem de longe teve a vibração da estréia, contra o Mogi, nem a pegada do jogo em Prudente, nem as variações do jogo do último domingo no Palestra. Foi sempre aquela coisa modorrenta: o Palmeiras pegando a bola, rodando o jogo, até CleitonX ou Deyvid Sacconi tentarem uma enfiada para alguém passando por trás da zaga. Vez ou outra, uma bola alçada na área buscando Robert, ou uma tentativa de jogada individual de João Arthur. Nada funcionava.

Do lado de lá, menos ainda. A bola mal chegava em nossa área. Pierre deu sinal de começar a entrar em ritmo de jogo. O que passava dele, parava em Danilo ou Edinho. Deola foi um mero espectador.

Assim, o gol só poderia sair num erro do Monte Azul, ou numa jogada de bola parada. O Verdão fez 1×0 numa cobrança de pênalti emocionante de CleitonX. O juizão, vamos e venhamos, foi esperto. Não que tenha roubado o Monte Azul – o pênalti existiu. Mas é daqueles que ninguém dá. Vemos aqui claramente como funciona a arbitragem. O juiz entrou sabendo que não poderia roubar o Palmeiras, depois de dois assaltos seguidos. E usou um artifício simples, principalmente num jogo com um grandão e um bem pequenininho. Dar um pênalti que existiu, a favor do grandão, é certeza de sair tranquilo no fim do jogo. Arbitragem de futebol é uma atividade para ratos.

Com 1×0 no placar, parece que as duas equipes ficaram satisfeitas já no intervalo. Incompreensível por parte do Monte Azul, mas essa foi a impressão. O segundo tempo não teve a menor emoção. Bem, na verdade teve, só porque a bola rondou nossa área nos quinze minutos finais, e embora não tenhamos sofrido nenhuma ameaça real, o cheiro de arroz queimado era grande. Depois de tanta urucubaca, parecia que mais uma vez, do nada, sem merecer, o Palmeiras sofreria um gol e perderia pontos.

Mas dessa vez a tragédia não resolveu dar o ar da graça, e o Palmeiras, mesmo dando sopa pro azar contra um arremedo de time, que ainda estava com um a menos, conseguiu segurar o placar e trouxe os três pontos para casa. Foi a pior partida do time no ano, disparado. Não só pela escalação modesta, mas também pela postura, deixando o Monte Azul com um a menos trocar passes e tentar armar ataques, que só não foram perigosos pela limitação técnica. Nenhuma variação, nenhuma ousadia, nada. Deviam devolver o dinheiro do ingresso.

No fim, pra deixar todo mundo preocupado, CleitonX e Gabriel Silva saíram de campo sentindo o posterior da coxa. Mais dois que se juntam a Marcos, Leo e Diego Souza, por quem devemos rezar nos próximos dias para que se recuperem e fiquem em condição de entrar em campo no Pacaembu domingo e destruir os gambás. Aliás, a pegada o jogo de hoje deixou bem claro no que eles estão pensando. Não deixa de ser um bom sinal.

Atuações:
Deola: boas… reposições de bola, e… uniforme bonito. 8
Figueroa: displiscente e desinteressado. 3
Danilo: embora o adversário não tenha exigido muito, foi soberano. 8
Edinho: estreante, improvisado como zagueiro, mostrou muita personalidade. Com contrato longo, parece que vai criar bastante identificação com a torcida. 9
Gabriel Silva: começou bastante tímido, afinal, era outro estreante. No fim do primeiro tempo começou a se soltar e lembrou suas atuações pela copinha. Depois da expulsão do ponta adversário, cresceria mais ainda no jogo, mas contundiu-se logo a seguir. 7,5
Pierre: vai voltando ao velho ritmo. Que chegue a milhão no domingo. 8
Marcio Araujo: irregular. Faz boas jogadas no apoio, mas falha constantemente na cobertura. E errou muitos passes desta vez, coisa que não era observada antes. 4,5
CleitonX: sem grandes opções para fazer suas assitências, até arriscou jogadas individuais e a receber bolas na área. 8
Deyvid Sacconi: era jogo pra ele se destacar, mas não aproveitou. A se reconhecer seu esforço na marcação, o que ameniza a atuação fraca no ataque. 6
João Arthur: futebol-moleque, mas pouco inspirado. Talvez meio travado pela responsabilidade. Vamos prestigiar. 7
Robert: um horror. Era pra deitar e rolar em cima desses zagueiros, mas a partida de hoje lembrou bondes como Gioino e Kahê. 2
Eduardo: entrou no Gabriel Silva e parecia fugir da bola. 4
Daniel Lovinho: só entrou no CleitonX porque não tinha coisa melhor no banco. Pobre William. 3
Anselmo: entrou bem no finzinho, mas fez até mais que os outros dois que saíram do banco. Mesmo assim, fica sem nota.
Muricy: não dá nem pra avaliar, já que montou o time com o pouco que tinha nas mãos. Por optar pelos meninos da base, merece aplauso. 8

25 de janeiro de 2010

Exercício de racionalidade

Arquivado em: Administração, Especulações, Torcida — conrado @ 16:12

Vamos imaginar a seguinte situação: estamos na última semana de março, o Palmeiras conta com um meia canhoto razoável para compor o elenco, um novo zagueiro e uma PUTA dupla de ataque, recém-contratados. Estamos em terceiro no Paulista, com plenas chances de classificação, e tranquilamente caminhando na Copa do Brasil.

O que acham? Legal? Eu gosto da idéia. Bem melhor do que contar com reforços nível Kleber Pereira, contratados às pressas no início de fevereiro porque os conselheiros e a torcida estavam desesperados.

O mercado está difícil para todos. Os rivais estão se reforçando? Sim, de volantes, coisa que estamos bem servidos. O ideal era iniciar o ano com o elenco formado, mas ninguém consegue. Nenhum time. O Palmeiras precisa chegar em abril com o elenco totalmente montado. Não “ontem”. Conhecendo o espírito com que Belluzzo e Cipullo encaram o futebol do Palmeiras, é possível ter a frieza e a paciência necessárias para agir com essa racionalidade. Confio na chegada de uma PUTA dupla de ataque, além de mais um meia e um zagueiro de bom nível.

Se ao final de março o elenco continuar com essas deficiências, aí sim, é hora de cornetar forte, pra valer. Não agora. Não a cada anúncio de  possível contratação frustrado. Mesmo porque, mais da metade deles é invenção da imprensa e dos empresários. É verdade que o Palmeiras poderia repensar essa postura de lidar com as informações e de como passá-las à imprensa e à torcida. O processo de criação de expectativa é muito nocivo. A torcida anda uma pilha por conta do fim do ano passado, e o que sempre foi naturalmente uma banana de dinamite hoje é um barril lotado de pólvora.

A pressão natural sobre a diretoria do clube deve ser exercida com inteligência. Uma pressão desmedida pode precipitar contratações que não são exatamente as que gostaríamos. Daí chega o Brasileirão, e dá-lhe críticas às contratações medíocres.

Soa adequado deixar-se levar pela emoção do futebol nos comentários sobre os jogos, no que realmente está relacionado à emoção. Porque se pretende-se discutir ações dos homens de terno e gravata, é necessária a mesma racionalidade que nós exercitaríamos se estivéssemos no lugar deles. Faz sentido?

24 de janeiro de 2010

Palmeiras 3×3 Ituano

Arquivado em: Futebol, Jogos — conrado @ 20:48

Jogando num gramado encharcado devido a mais um aguaceiro que despencou sobre a capital paulista, o Palmeiras vacilou no final e permitiu ao Ituano a conquista do empate, depois de estar ganhando por 3×1 a menos de dez minutos do fim. O resultado não refletiu a superioridade do time durante o jogo, apesar do gramado muito pesado. E com o perdão da redundância, o Palmeiras foi roubado. Junte um gramado pesado, um juiz ladrão e um time sem pegada no fim do jogo, e temos a fórmula do empate.

O Palmeiras começou voando em campo, e com vinte minutos já tinha colocado duas na trave, uma com Diego Souza de falta e outra com Robert de cabeça. As duas linhas de quatro da defesa do Ituano estavam muito distantes, e além das bolas na trave, o Verdão criou cerca de quatro ou cinco chances reais. A linha de frente do Ituano, então, recuou um pouco, compactando a marcação, e nossas chances pararam de aparecer. Foi bem fácil neutralizar a força ofensiva do Palmeiras. E o Ituano começou a achar que poderia atacar, conseguindo até chegar frente a frente com Marcos, que salvou num tapinha uma conclusão que iria por cobertura para o gol. Deu contra-ataque, e Deyvid lançou Diego Souza, que pegou a bola um metro depois da linha divisória, levou até a meia-lua e fuzilou o goleiro, abrindo o placar.

O volume de jogo na primeira metade do primeiro tempo, mais o resultado positivo, deixou a torcida satisfeita, mas o jogo não estava fácil. E logo na primeira jogada do segundo tempo, o Ituano empatou com um gol irregular: Gualberto, que até então era o melhor da defesa, foi traído pela poça, e a bola sobrou na direita. Havia seis palmeirenses dentro da área. O chute do jogador do Ituano foi fraco, e desviou no camisa 9 deles mesmo. Sobrou exatamente no pé do Juninho, que bateu uma vez. Deyvid Sacconi rebateu, e ela veio exatamente no pé do Juninho, de novo, que bateu fraco. O 9 deles, impedido, participou da jogada ao abrir a perna e deixar a bola passar. Gol irregular, que a arbitragem validou.

O Palmeiras não sentiu o gol, e passou a massacrar o Ituano em seu campo. Várias chances em seguida, com Robert, Diego, Sacconi e CleitonX foram desperdiçadas. Até que aos 11 minutos CleitonX caiu pela esquerda, e descolou um cruzamento perfeito para Robert, que desta vez acertou a testada, de manual: forte, cruzada, no chão, mortal.

O Ituano morreu em campo, então o juiz resolveu dar mais uma força, ao expulsar Gualberto injustamente: cartão vermelho direto depois de uma bola disputada na linha lateral. Tremenda sacanagem. Pierre então foi recuado pra zaga, CleitonX ficou como segundo volante e Diego preferiu ficar como atacante em vez de ajudar na armação e deixar Robert isolado. Resta saber se foi opção dele ou se foi o Muricy que deixou assim.

Talvez por isso Diego nem apareceu na tela na jogada do terceiro gol: Sacconi dominou na intermediária e esticou para CleitonX. O toque de chaleira buscou Robert, que disputou com o zagueiro; a bola sobrou de novo para CleitonX em condições de bater pro gol. O meia, no entanto, enxergou Sacconi chegando na corrida e preferiu rolar, aumentando sua lista de assistências – Sacconi só teve o trabalho de tirar do goleiro e aumentar para 3×1.

O jogo parecia resolvido, apesar de estarmos com um a menos. O Ituano não demonstrava vontade de reação, as substituições foram seis por meia dúzia. Mas as peças que entraram botaram fogo no jogo, os reservas entraram bastante motivados, como se deve. Ao Palmeiras, bastava colocar a bola no chão e rodar, pois o gramado já não estava tão ruim. Mas o time parece não ter aprendido com a molecada dos juniores ontem, e 3×1 no fim do jogo não é garantia de nada. Além de tudo, os caras são largos. O segundo gol, se fosse no pebolim, a gente chamava de gol de chupeta. Bola enfiada por Juninho, sem o menor perigo; Armero chegou na cobertura, desesperado, e rebateu pro lado. Ela bateu na cabeça de Danilo e encobriu Marcos. Inacreditável. Os caras estavam de volta pro jogo.

E na base do entusiasmo, o Ituano veio pra cima busando o empate, e numa jogada de escanteio, de novo a bola sobrou pra Armero, que tinha 10 metros de cada lado pra escolher pra onde ia rebater. Ele escolheu bicar a bola exatamente onde tinha um jogador do Ituano. Ela voltou pra área, foi alçada na linha da pequena área. Marcos saiu borboletando e bateu na nuca do atacante do Ituano. A bola podia cair em qualquer lugar, mas escolheu onde estava o zagueiro Rodrigão, que apenas tocou para o gol vazio.

No final, o Verdão até tentou ir pro abafa, tentou algumas bolas por cima, mas não teve jeito. Final, 3×3, e toda a fúria da torcida sobre Pablo Armero. Inclusive a deste blogueiro. O juiz também foi homenageado. A pergunta que não quer calar é: até quando vão continuar nos roubando sem a menor cerimônia? Mais um gol irregular, e uma expulsão indevida. Não se trata de atribuir à arbitragem o mau resultado. Essa é apenas mais uma frente de trabalho a ser malhada. Precisamos trabalhar o emocional dos nossos jogadores; precisamos contratar reforços para as posições carentes; e precisamos parar de ser roubados, seja em casa, seja fora, seja contra grandes, ou contra pequenos.Ser roubado contra o Ituano no Palestra é o fim do mundo.

Atuações:
Marcos: falhou no gol decisivo. 5
Figueroa: nulo no apoio, discreto na defesa. 5,5
Gualberto: era o melhor da defesa. Foi traído pela poça d’água no primeiro gol e sacaneado pelo juiz que o expulsou injustamente. Como reconhecimento e apoio, 8
Danilo: firme, líder, mas azarado. 6
Armero: o padrão do blog é não dar notas negativas. ZERO. E que não vista mais nossa camisa.
Pierre: continua fora de forma, com o tempo de bola descalibrado. Foi pro sacrifício no final, jogando como zagueiro. 6
Marcio Araujo: não parece ser bom marcador, vamos aguardar mais um pouco pra ver se tem a ver com o físico. No apoio, vai melhor. 6,5
Deyvid Sacconi: discreto, mas fez 90% do terceiro gol, que seria aquele pra matar o jogo. 7,5
CleitonX: decisivo. Não apareceu tanto, mas quando pegou na bola, os lances foram mortais. 8,5
Diego Souza: o primeiro gol foi uma pintura, ele parecia que ia engolir o gol tamanha a intensidade da arrancada e do chute. No segundo tempo, abusou do individualismo. 7,5
Robert: continua fazendo o mínimo que se espera de um centroavante do Palmeiras em jogo contra pequeno em casa: no mínimo, um gol. 8
João Arthur: má sorte; entrou no Sacconi quando estava 3×1, pouco depois saíram os gols do Ituano sem que ele tivesse a menor culpa. O time ficou nervoso, e ele teve que fazer jogadas sozinho. S/N
Muricy: mais uma vez, arroz com feijão correto, corrigiu o ataque no intervalo, e deu a última chance a Armero. Se escalá-lo no próximo jogo, vai pedir pra ser cornetado. 7,5

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