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25 de fevereiro de 2010

Junqueira

Arquivado em: História — conrado @ 14:35

Amanhã, dia 26 de fevereiro, serão completados cem anos do nascimento de Junqueira, o maior defensor da história do Palmeiras. Entre outros feitos descritos nas imagens abaixo, Junqueira foi “apenas” octacampeão paulista pelo Palestra/Palmeiras. Juntamente com Waldemar Fiúme e Ademir da Guia, tem um busto em sua homenagem nas alamedas do Palestra Italia.

Para entender melhor a importância de Junqueira na história do clube, basta enxergar que, dos 96 anos de existência, ele foi capitão e líder por 14 gloriosos anos, cheios de títulos. Esse período, entre 1931 e 1944, que compreende inclusive a mudança de nome de Palestra Italia para Palmeiras, pode até ser lembrado como a “Era Junqueira“.

Abaixo estão as imagens preparadas pelo Departamento de Acervo Histórico e Memória do clube para homenagear um de seus maiores ídolos. As imagens falam por si (a da bicicleta é impressionante). Que os palmeirenses reverenciem seus ídolos para sempre.














O site Palestrinos também fez sua bonita homenagem ao ídolo, confira clicando aqui.

18 de setembro de 2009

Arrancada Heróica

Arquivado em: História — conrado @ 3:35

Que o Palmeiras é o clube com a História mais rica dentre todos os maiories times de futebol do Brasil, isso todos sabem, até quem não é palmeirense. A quantidade de episódios, de histórias, de músicas envolvendo o Palmeiras, além de ser enorme, são de uma emoção ímpar. Não é à toa que dizemos com toda tranquilidade que ser palmeirense é muito melhor e mais digno do que ser, por exemplo, bambi. É preciso alma.

Existem muitos sites destinados a contar a História do Palmeiras. Meu grande amigo Jota Christianini, conselheiro e fanfullista, é colunista do 3VV e conta semanalmente causos deliciosos. O Ezequiel mantém o Palestrinos (de quem eu emprestei a figura acima), outra referência histórica do clube. O próprio Maglia Verde conta a história do Verdão, focado nas diversas camisas que o time já vestiu. E o site oficial, finalmente em mãos competentes, também prepara vôos altos em direção ao nosso glorioso passado.

De uma forma ou outra, todos esses sites contam algo sobre um dos mais importantes episódios da História do Palestra/Palmeiras: a Arrancada Heróica de 1942. Tentando resumir, o símbolo do episódio é a tela que ilustra este post, o time do Palmeiras adentrando no gramado do Pacaembu liderado pelo capitão Adalberto Mendes, com a bandeira brasileira, no primeiro jogo após ter sido obrigado a mudar de nome, após covarde pressão do SPFW contra o clube dos italianinhos. Em setembro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, a Itália fazia parte do Eixo, junto com Alemanha e Japão, enquanto o Brasil ficou do lado dos Aliados, com todas as outras nações que se envolveram de alguma forma no conflito.

O Palmeiras entrou em campo pela primeira vez sob o novo nome justamente na final do Campeonato Paulista daquele ano, e humilhou o SPFW – ora vejam quem era o adversário. Alguns meses depois de tê-los feito correr numa histórica batalha na Turiassu, quando tentaram se apossar de nosso estádio sob a justificativa da Guerra, os italianinhos os surraram novamente, desta vez dentro de campo. O jogo estava 3×1 para o Palmeiras, e o juiz marcou um pênalti a nosso favor, ainda no início do segundo tempo. Antes que caíssem de quatro, os bambis fugiram de campo, e o Palmeiras foi declarado campeão. O Palestra morreu líder, e o Palmeiras nasceu campeão – estava cunhada a frase histórica.

E os bambis correram de novo. RUN, BAMBIS, RUN! Maledetti…

Visitem os sites acima recomendados (os links estão no menu da barra lateral) e procurem conhecer os detalhes do dia 20 de setembro de 1942. Nâo à toa, o dia 20 de setembro foi decretado o “Dia do Palmeiras”. O Verdão tem dois dias no ano reservados a si, e o palmeirense pode comemorar três datas: seu próprio aniversário, e mais duas que o nosso alviverde proporciona. Ser palmeirense é uma dádiva.

Esta data não vai passar em branco. No dia 23, quarta-feira, o blog vai promover mais uma festa no Boleiros Bar, para assistirmos juntos o jogo contra o Cruzeiro. Fiquem atentos!

16 de setembro de 2009

Ingrato e burro

Arquivado em: História, Jogadores — conrado @ 2:20

Existem alguns personagens na História do Palmeiras que fazem tanta besteira depois que deixam de jogar que acabam maculando as bonitas histórias que construiram por aqui com a bola rolando. Ademir da Guia outro dia posou com a camisa bambi. Não chega a arranhar sua magnífica reputação, o moral do Divino permanece altíssimo. Mas a bambiada incomodou aos torcedores, sem dúvida.

Emerson Leão foi um dos maiores goleiros da história do Palmeiras, um dos maiores do mundo, multi-campeão com a Segunda Academia, foi a quatro Copas como goleiro do Verdão. Mas depois que parou, só fez bobagem. Em 89, fritou Neto no Palestra, culminando com a célebre troca com Ribamar, dizem as más línguas, para ajudar o Sport a fazer caixa, e assim pagar dívidas com ele mesmo (não se esqueçam de quem convocou Leomar quando foi técnico da Seleção, mais de dez anos depois).

Em 97, dirigindo o Atlético-MG, ao ser eliminado do Brasileiro, disparou na imprensa que o Palmeiras costumeiramente faz esquemas para se beneficiar, como se precisasse disso pra eliminar o Atlético. Em 2005/2006 fez do clube seu terreiro particular, e abocanhou com seu salário exorbitante todo o caixa que a gestão passada deixou – se bem que nesse caso a culpa foi mais da diretoria, que concordou que ele fosse o manager, algo muito parecido com o que fez a atual com o pofexô. After all, Leão meio que esgotou seu crédito, e pelo menos deste blog, não tem mais o menor respeito. É um qualquer.

Edmundo foi um monstro jogando bola, principalmente em 1993 e 1994. Aquele time provavelmente ganharia tudo, mesmo sem ele. Mas as diabruras de Edmundo com a bola eram uma das coisas mais prazerosas de se ver num jogo do Palmeiras. As humilhações impostas aos gambás, aos bambis, ao Inter, e a tantos adversários, não têm preço.

Deixe-me corrigir: têm sim. Edmundo está conseguindo apagar tudo o que fez dentro de campo em sua primeira passagem, e chegou ao patamar rasteiro de um qualquer, como Leão. Sua última passagem pelo clube foi pífia, apesar de alguns momentos brilhantes – afinal, mesmo envelhecido, a centelha do craque ainda habita aquele corpo.

Mesmo assim, entre 2006 e 2007, Edmundo mais atrapalhou do que ajudou. Seu temperamento explosivo, seu egoísmo e sua falta de profissionalismo suplantaram, e muito, os momentos de brilho, como as belas partidas contra os gambás, sua vítima preferida. Edmundo errou aquele pênalti contra o Ipatinga. Edmundo deu porrada no Vinicius num treino. Edmundo ameaçou colocar o Palmeiras na Justiça.  Edmundo chegou em treinos atrasado e/ou não rendia nada em campo porque passava muitas noites em claro jogando poker. E provavelmente ainda passa, agora que está aposentado. Sim, ele também gosta, e muito.

Ameaçou? Que nada, colocou! Edmundo efetivamente pôs o Palmeiras no pau, o time que ele disse amar tanto, o time que o projetou para o Brasil e para o mundo, e que depois ele abandonou para jogar com Romário no Flamengo; ele está processando o time que o tirou do ostracismo no Figueirense, quando estava por encerrar a carreira, onde ganhava uns caraminguás. O poker realmente deve tê-lo colocado em maus lençóis. Ele deve estar precisando muito desse dinheiro.

Edmundo, assim como Marcelo Costa e Edmílson Canhão, você vai perder mais essa. E o pior, muito pior: você deve perder todo o resto de carinho que a torcida do Palmeiras já sentiu por você. Porque que além de ingrato, você é burro. Seu vascaíno trouxa. Vai processar quem te dá um pau nas mesas dos cassinos, vai…

21 de agosto de 2009

Espetacularmente linda

Arquivado em: História, Outros — conrado @ 1:35

O Palmeiras lançou nesta quinta-feira a nova terceira camisa. Ela é uma das coisas mais lindas que eu já vi. Na imagem, Diego Souza e Wendel exibem os modelos de manga curta e longa.

As cores de nosso clube são o verde e o branco. É o Verdão, o alviverde imponente. Mas é o terceiro uniforme. Se fosse para ser verde ou branco, seria o primeiro ou o segundo. A Adidas, depois de inovar com o modelo verde-limão, há dois anos – que virou case de marketing tamanho o sucesso – optou desta vez por uma camisa tradicional, mas de extremo bom gosto. Minha nossa, como é bonita!

Ações como esta só têm a acrescentar à marca Palmeiras, e em nada agridem nossa identidade. Ao contrário, reverenciam nossas tradições ao inspirar-se nas antigas malhas vestidas pelo clube nos tempos de Palestra Italia. Neste caso, o modelo de 1916 (veja a imagem ao lado, retirada do site Palestrinos), que comemora os 95 anos de fundação do clube, que serão completados na próxima quarta-feira.

Aliás, aniversário do clube é dia de Tsunami Verde. Mas vale camisa verde, branca, verde-limão, prateada, e a novíssima e diabolicamente linda azul. Isso sem falar nos inúmeros modelos que nossos goleiros já usaram, nas mais variadas cores. Quando eu era criança eu tinha uma camisa de goleiro do Pameiras cor de laranja(!?!). O que importa é fazer aquela já tradicional enxurrada de camisas do Palmeiras pelas ruas.

Valeu Adidas, por mais esse fabuloso presente à torcida alviverde.

9 de agosto de 2009

Humberto Tozzi

Arquivado em: História — conrado @ 1:11

humberrto_tozziAo lembrar dos grandes artilheiros da história do Palmeiras, os nomes mais recorrentes são César, Evair, Heitor Marcelino – o maior de todos – e até Ademir da Guia, que embora não fosse atacante, jogou espantosos 901 jogos com a camisa do Verdão, em com 153 gols é o terceiro maior goleador da história do clube. Mas o artilheiro que tem a maior média de gols dentre os que balançaram as redes adversárias mais de cem vezes é Humberto Tozzi, meia-atacante pouco lembrado de bate-pronto pela maioria dos parmeristas.

Humberto nasceu no Rio de Janeiro em 1934 e foi revelado pelo São Cristóvão. Foi à Olimpíada de Helsinque em 1952. Em 1953, foi contratado pelo Palmeiras, onde estreou a 9 de agosto – hoje, portanto, faz 56 anos de seu primeiro jogo – e logo de cara foi artilheiro dos dois primeiros campeonatos paulistas que disputou: em 1953, com 22 gols, que lhe rendeu a convocação para a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 54, na Suíça, e no ano seguinte, com impressionantes 36 gols, a maior marca já atingida por um palmeirense num Paulistão.

Em 1956, com apenas 22 anos, foi contratado pela Lazio, e levou os romanos ao primeiro título de sua história ao ser a principal peça do time que conquistou a Coppa Italia na temporada 57/58. No entanto, teve dificuldades em se adaptar à vida fora do país, cometendo alguns atos de indiscliplina. Insatisfeito, voltou ao Brasil no início de 1960, para o Palmeiras, quando conquistou seu primeiro título: a Taça Brasil daquele ano.

Em junho de 1961 transferiu-se para o Fluminense, depois ainda jogaria pela Portuguesa, onde encerrou a carreira em 1963, muito jovem – apenas 29 anos. Humberto Tozzi era precoce em tudo. E também morreu muito cedo, aos 46 anos, vítima de um ataque cardíaco.

Artilheiro Gols Jogos Média
1 Heitor 284 330 0,86
2 César 180 324 0,56
3 Ademir da Guia 153 901 0,17
4 Lima 149 458 0,33
5 Servílio 140 289 0,48
6 Evair 127 245 0,52
7 Humberto Tozzi 126 135 0,93
8 Rodrigues 125 221 0,57
9 Luizinho 123 163 0,75
10 Tupãzinho 122 231 0,53

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