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6 de março de 2010

De cara na porta

Arquivado em: Imprensa, Outros — conrado @ 21:01

Acordei, fiz o que tinha que fazer aqui em casa e fui resolver outros assuntos fora. Não acessei a internet antes de sair de casa, nem liguei o rádio do carro. Fiz tudo o que tinha que fazer, e lá pelas 15h30 cheguei ao Palestra, devidamente uniformizado, e fui comprar meu ingresso. Normalmente o faço na bilheteria interna do clube, para sócios, mas estava com meu irmão, que mora no interior, e como ia com ele na lojinha do clube, resolvi comprar na bilheteria da Turiaçu mesmo.

Quando o orientador me explicou que não haveria jogo, me explicou o motivo e informou que o jogo seria na segunda em Barueri, não restou mais nada a fazer, a não ser me resignar e voltar pra casa. Obviamente decepcionado.

Foi quando fui abordado por um jornalista do Lance!, de bloquinho ma mão. Logo em seguida, por um da ESPN, com câmera e tudo. Vejam como a entrevista foi conduzida e tirem suas próprias conclusões (o diálogo foi mais ou menos assim, não me lembro palavra por palavra):

- Veio pro jogo agora?
- Pois é, eu não acessei internet, nem rádio, nem TV, não fiquei sabendo do adiamento. Foi divulgado às 11 da manhã, né? Paciência.
- E você acha que o Palmeiras foi beneficiado com isso, pra dar mais um tempo pro time se recuperar do mau momento do jogo de quarta?
- De jeito nenhum. O Palmeiras não precisa disso, seja sábado, seja segunda, tem que entrar em campo e dar um pau no Sertãozinho. Segunda irei ao jogo, vai ser em Barueri, não é?
- É, você vai assim mesmo?
- Claro

Nem sei em que programa vai ao ar, nem perguntei.

Já a entrevista com o cara do Lance! foi mais rápida. Tenho certeza que não vai ser publicada. Pelo menos lá.

- Posso te fazer umas perguntas? Sou do Diário Lance!
- do Lance?
- Sim
- Como é seu nome?
- Fabrício
- Fabrício, escreva aí: o Lance! precisa tratar o Palmeiras com mais respeito, e parar de puxar o saco do São Paulo. Anotou?
- Anotei

5 de março de 2010

Preparação física

Arquivado em: Outros — conrado @ 11:28

Omar Feitosa já não é mais o preparador físico do Palmeiras. Carlos Pacheco, que chegou junto com AC Zago para ser seu auxiliar técnico, e que já desempenhou essa função como auxiliar na década de 90, assumirá o posto.

Ao que parece, o estopim da demissão foi a contusão de Marquinhos, que desfalcará os adversários por 6 semanas. Mais uma contusão muscular, o que dava margem a todo o tipo de questionamento sobre a adequação da preparação física do time. Isso sem falar no que era visível no campo: jogadores perdendo na corrida e aparentemente sem a devida explosão em lances decisivos.

O fato é que quando nosso preparador era o Mello, da comissão do Luxa, o time não tinha tantos desfalques em tão pouco tempo, ainda mais no início de temporada, e o time voava em campo. cansamos de ganhar os jogos no segundo tempo. Aliás, várias melhorias na estrutura da Academia foram coordenadas por ele, como a construção da caixa de areia, para auxiliar no fortalecimento muscular.

Mas um bom aparelho não pode ser usado por quem não tem a devida capacitação. Vimos Barrichello na Ferrari por cinco anos e todos conhecemos os resultados. Mais uma vez, o blog não vai se meter a julgar um trabalho ligado à comissão técnica por não ter conhecimento para tal. Mas os resultados, esses podemos cornetar facilmente.

4 de março de 2010

Hours nem tão happy assim

Arquivado em: Outros — conrado @ 22:01

Pessoal, ontem durante o jogo participei da gravação de uma matéria para o programa Happy Hour, do GNT, que foi ao ar agora há pouco (reprise às duas da manhã de quinta pra sexta). O tema do programa foi “Aguenta coração”, e tratou, claro, de problemas cardíacos. A idéia da matéria foi monitorar o coração de um torcedor durante uma partida. Aceitei participar da brincadeira. Admito que achava que o raio não cairia duas vezes no mesmo lugar e que o Santo André não daria uma de São Caetano. Achei que venceríamos com certa tranquilidade.

Pois tomamos foi um vareio – o que poderia ter levado minha frequência cardíaca às nuvens, mas isso não ocorreu. Na verdade, já são mais de 30 anos frequentando estádios, e acredito que os batimentos só mostram picos em partidas decisivas, tipo mata-mata, ou em clássicos. Ontem, os batimentos seguiram na faixa dos 100 por minuto durante todo o monitoramento, o que revelou uma tensão constante, mas moderada, e raros picos, o maior deles foi de 133. Detalhe: a medição foi feita só durante o primeiro tempo.

Excluindo-se o resultado e a vergonhosa exibição do time, a experiência foi muito legal. Já mantenho meus indicadores sob controle, a pressão sempre se mostra OK, o colestrol está em níveis considerados ótimos, voltou a rolar um futebolzinho nos finais de semana. Tirando um pequeno excesso de volume abdominal, a máquina está em ordem.

Um grande abraço ao parmerista Bruno Knor, que indicou o Parmerista! para ilustrar a matéria, e um grande beijo às lindas Diana e Silvia. A bambística (todos têm seus defeitos) Silvia foi sempre ágil e esperta na produção, além de ser atenciosa e simpaticíssima. Diana já causou furor nos comentários do primeiro post sobre o assunto. Palestrina graças ao padrasto-titã Branco Mello e às meias listradas de um jogador que ela não soube lembrar, provavelmente goleiro, entre 87 e 89 – pode até ter sido o Leão em 86. Teve como grande ídolo na década de 90, ainda adolescente, Roberto Carlos – quem diria. Contou alguns casos de sua carreira que já não é tão curta assim, como num episódio em que quase apanhou de um monte de corintianos, no dia da final do Brasileiro de 94. Ela, alviverde a caráter. Trombou com cerca de dez gambás. Detalhe: no metrô de Tóquio.

Não fosse o que o Palmeiras aprontou, as horas poderiam ter sido bem mais felizes. Mas mesmo assim, foi muito divertido, valeu pessoal!

Imagem: mega-foto Samsung

3 de março de 2010

Será que o coração aguenta?

Arquivado em: Outros — conrado @ 15:29

Jogo contra o Santo André, até que aguenta. Em todo o caso, tiraremos a prova hoje à noite.

Através do leitor Bruno Knor, que trabalha na produção do programa Happy Hour, do canal a cabo GNT, terei minha frequência cardíaca monitorada hoje no Palestra, durante o jogo. A reportagem será feita pela palmeirense Diana Bouth, e vai ao ar amanhã, às 19h.

Se o professor colocar o Armero em campo, tenho certeza que vou levar puxão de orelhas dos debatedores do programa. E olha que eu cuido direitinho da bagaça: pressão OK, colesterol OK, tudo conforme a doutora Elaine (minha médica) manda.

Mas coração de palmeirense é forte…

2 de março de 2010

Comissão técnica

Arquivado em: Futebol, Outros — conrado @ 12:41

O noticiário do clube apontou alterações importantes na comissão técnica no ano de 2010. São poucos os profissionais (os bons e os nem tanto) que vieram na barca de Luxemburgo que ainda continuam no clube. A primeira mudança foi a contratação da nutricionista Adriana Favano, para o lugar de Patricia Teixeira, em janeiro. Mas as principais mudanças vieram em fevereiro, com as saídas do gerente de futebol Toninho Descartes Cecilio e do técnico Muricy Ramalho.

Com a saída de Muricy e a chegada de AC Zago, também houve trocas nos cargos de auxiliares: saiu Tata, e chegaram Wellington Oliveira e Carlos Pacheco. Este último já havia trabalhado no Palmeiras na década de 90, como preparador físico.

Na sequência, foi dispensado o preparador de goleiros Cantarele. Em seu lugar, foi promovido Fernando Miranda, ex-goleiro do clube e que fazia a função de auxiliar, desde a época de Carlos Pracidelli. E assim esperamos que a fase instável de Marcos dos útimos meses tenha fim, já longe da influência do ex-frangueiro do Flamengo.

Também deixou o clube o fisioterapeuta Mario Peixoto, e para seu lugar foi admitido Julio Suman. Com isso espera-se que o tempo de recuperação dos jogadores não seja mais tão longo como temos notado neste início de ano. O blog não tem a menor pretensão de julgar o trabalho do antigo nem do atual fisioterapeuta, simplesmente porque não tem qualquer conhecimento técnico para isso. O que vemos são os resultados: às vezes, diante da gravidade da lesão, a recuperação é impossível de atender à necessidade do time; em outras, entretanto, talvez fossem – só quem entende pode julgar.

O fato é que 14 atletas passaram ou estão passando por recuperação médica ou física desde o início do ano: Bruno, Marcos, Figueroa, Leo, Mauricio Ramos, Gabriel Silva, Marcio Araujo, Anselmo, Lincoln, Diego Souza, CleitonX, Deyvid Sacconi, Joãozinho e Lenny.

Perguntas aos entendidos:
- por que se machucam tanto?
- por que demoram tanto para se recuperar?

Eu é que não me meto a responder, mas alguém tem que saber as razões. Principalmente porque nosso elenco, sabemos, tem sérios problemas de reposição de peças.

25 de fevereiro de 2010

Peneiras para as categorias de base

Arquivado em: Outros — conrado @ 16:39

No mês de outubro o blog realizou uma longa entrevista com Marcos Biasotto, coordenador das divisões de base do clube. O trabalho do Departamento ficou um pouco mais visível após a Copa São Paulo, onde, apesar do resultado injusto, foram revelados muitos talentos que poderão ser aproveitados num curto espaço de tempo pelo time principal – Gabriel Silva é o primeiro da lista e deve ser reconduzido ao posto de titular assim que se recuperar da lesão muscular que sofreu em Prudente. O Palmeiras sagrou-se também Campeão Paulista sub-20 em dezembro, embora o feito não tenha repercutido nem metade do que deveria, mas sem dúvida foi mais um grande resultado para os métodos desenvolvidos pela equipe que comanda a base do Verdão.

Na entrevista concedida ao blog, Biasotto contou que no início de 2010 deveria estar disponível no site oficial do clube um formulário para que as crianças e jovens que queiram treinar no clube se inscrevam nos testes preliminares de seleção, as chamadas “peneiras”. Os últimos testes desse tipo foram realizados no início deste mês, mas atenderam apenas às inscrições feitas ainda pelo método antigo ainda no ano passado, as velhas fichinhas, que eram preenchidas das mais variadas formas possíveis e que vinham das mais diversas fontes possíveis.

No fim do ano passado, as fichinhas foram aposentadas, e todas as futuras peneiras serão alimentadas apenas por quem fizer a inscrição pelo site. Segundo a previsão do Departamento, até o final do mês de março o formulário estará disponível no www.palmeiras.com.br.

Por isso, todos que têm enviado e-mails solicitando informações de como proceder para participar da peneira, tenham um pouco mais de paciência, chequem o site oficial do clube regularmente para ver se o formulário já ficou disponível, e aproveitem esse tempinho a mais para intensificarem os treinamentos, que as seleções recomeçarão em breve e todos têm que estar tinindo.

13 de fevereiro de 2010

Muita gente pediu bordoada. Então tomem

Arquivado em: Adversários, Arbitragem, Imprensa, Jogadores, Outros — conrado @ 23:01

O que teve de jogador, juiz, bandeirinha, treinador e imprensinha que pediu pra levar bordoada nessa rodada de Carnaval… E já que pediram, o Parmerista! atende.

***

O árbitro Wilson Seneme foi um dos piores em campo. Errou na marcação de faltas, inverteu lances, atrapalhou jogadas por estar mal posicionado, autorizou a entrada de William em campo e este desarmou Pierre por trás se aproveitando da posição, e o pior erro: não marcou falta sobre Armero no lance do gol do Botafogo. Ninguém na imprensa sequer citou este erro. Os bandeiras também foram muito mal, errando impedimentos em abundância.

***

O pessoal da transmissão do SporTV está de brincadeira. O narrador, desatento, cometeu erros técnicos – que até que não seriam suficientes para prejudicar a transmissão se não tivessem a companhia do péssimo comentarista Carlos Eduardo Lino, que já fez por merecer em transmissões anteriores o apelido de Tite dos microfones por só falar o óbvio, usar tom professoral e achar que está enganando alguém. Extremamente irritante.

Mas o pior foi no pós-jogo. Muricy, na coletiva, deu mais uma justa patada num repórter mal-intencionado. Na volta para o estúdio, o filho do Didi, Marcelo Barreto, continua com seu corporativismo cínico e fazendo sua campanha covarde para queimar Muricy, o que já acontece desde o ano passado. Para o filho do palhaço, não importa se o seu coleguinha foi maldoso. Para ele, os repórteres podem tudo. No que foi apoiado na covardia por Lédio Carmona e pelo ignóbil Renato Mauricio Prado, o Rogério Ceni dos microfones.

***

Mas Muricy de fato foi mal na entrevista. Não pela patada em si. Foi justa, merecida. Mas a forma como distribuiu os afagos aos jornalistas pode repercutir mal no grupo.

Os jornalistas questionavam a competência de Robert. Ora, é óbvio que Robert está mal. Repórter que pergunta isso coloca o treinador na segunda situação: se concorda, é um treinador que queima jogador; e se discorda, é um treinador burro que não enxerga a incompetência de seus jogadores. Muricy se irritou com a maldade e desceu a ripa. Até aí, perfeito. Só que na sequência, após uma pergunta que eu não consegui entender bem, Muricy lascou: “pra você ver como eu não sou importante pra esse time; se o técnico deste time fosse você, este time não ganharia nenhum jogo”.

Aí ele foi mal. Ao escapar bem da primeira armadilha, ele se irritou tanto que caiu logo em seguida, e deu a entender que o time é muito ruim e que só ganha alguma coisa por seu próprio mérito. Talvez tenha sido uma frase infeliz no calor do momento. Mas podia ter passado sem essa. Nem Luxa diz frases tão auto-suficientes. Tomara que não deflagre nada no elenco.

***

Pra terminar a sessão “pau na imprensa“, só eu fiquei irritado com a forma com que eles manchetearam a vitória bambi sobre o Ituano? Foi 1×0, gol de pênalti. Nas manchetes e nas chamadas dos portais, parece que o goleiro-canalha foi o herói do jogo e responsável pela vitória. Quando o Palmeiras ganha por 1×0 de um pequeno com gol de pênalti de, digamos, Diego Souza, não se vê em lugar nenhum “Diego Souza dá a vitória ao Verdão”, nem “Diego Souza garante os três pontos”. As manchetes são algo como “Palmeiras sofre mas vence”, ou “Pênalti salva o Verdão”.

Rapidamente, depois de um domingo onde o goleiro de hóquei foi humilhado dentro de campo e deu um show de mau-caratismo no microfone, a força-tarefa pela recuperação de sua imagem agiu com uma lealdade canina. Dêem uma olhada nas chamadas nos principais portais. Que nojo.

***

E o Fiiiiiliiiiiiipiiiiii hem? gluglugluglu….

19 de janeiro de 2010

CHUPA!

Arquivado em: Outros — conrado @ 12:20

Uns mais, outros menos… mas todos abaixo merecem seus levar um CHUPA no meio da cara. Quem achar mais por aí na internet, pode postar nos comments, e CHUPA neles!

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2007-12-23_2007-12-29.html#2007_12-24_12_02_36-9991446-0

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2008/10/28/crise-pode-atrapalhar-a-construcao-da-arena-palestra-italia/

http://blogdojosias.wordpress.com/2008/10/28/arena-palestra-em-risco/

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2009/06/15/mentira-tem-perna-curta/

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2009/10/01/traffic-tenta-salvar-a-arena-palmeirense/

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2009/11/07/arena-no-telhado/

http://blogs.jovempan.uol.com.br/quartarollo/futebol/arena-do-palestra-ainda-esta-na-maquete/

http://blogs.jovempan.uol.com.br/quartarollo/futebol/cade-a-arena-do-palmeiras/

http://cruzdesavoia.wordpress.com/2009/05/25/um-dois-tres-implodindo-este-blogue-de-fato/

http://paulomonteiro.wordpress.com/2009/05/24/cade-a-tal-arena-palestra/

http://www.palmeirasforte.com.br/2009/08/lembram-da-arena-palestra/

http://blogdoavallone.wordpress.com/2010/01/12/arena-que-arena/

11 de novembro de 2009

Agradecimento e esclarecimentos

Arquivado em: Outros — conrado @ 13:41

Caros leitores,

Óbvio que eram esperadas as mais diversas reações diante do último post. Reconheço, feliz, que percebi muito menos manifestações de revolta e acusações de traição ou de frouxidão que eu esperava. A maioria absoluta foi de apoio, ou de pedidos de reconsideração. Todos são demontrações de reconhecimento. Agradeço a todos, sem exceção.

Gostaria de responder um a um, tanto os comments quanto os e-mails. Li todos. Devido à quantidade, com a qual fiquei muito contente, e principalmente à qualidade, o que me deixou mais contente ainda, vou tentar fazer isso neste único post, e fechar de uma vez o assunto, já que o blog não é sobre mim e sim sobre o Palmeiras.

Em primeiro lugar, para aqueles a quem não ficou clara a mensagem principal: este blogueiro não mudou de time, nem desistiu do Palmeiras, nem deixou de “acreditar” no título de 2009. Eu desisti foi do futebol, de direcionar tanta energia para um sistema ao qual eu concluí ser viciado, podre e injusto. A torcida inflamada pelo Palmeiras só faz sentido quando acredita-se no contexto no qual o Palmeiras está inserido. Sem acreditar no futebol, não dá para torcer como antes.

O Palmeiras sempre foi uma parte de mim, sempre fiz do Verdão uma parte de minha própria personalidade. Palmeirense sempre foi um dos adjetivos que as pessoas usavam para me descrever ou distinguir de outros. “Conrado, aquele palmeirense”. E agora isso deve mudar, e eu ainda não sei como vai ser. Repito: não deixei e jamais deixarei de ser palmeirense. Mas a intensidade é outra. O enfoque é outro.

Claro que eu assistirei ao jogo hoje. Até pretendia ir ao Palestra, mas já mudei de idéia, e verei de casa, no sofá, ou provavelmente pela Internet. Sim, um jogo importante desses. Que, para mim, deixou de ter aquela importância. Afinal, é apenas o Sport. E tudo o que eles fizeram nesses dois anos? E o gosto de chutá-los para o inferno da segundona? Irrelevante. O Sport jamais será rival do Palmeiras.

Continuo gostando muito de futebol. Do jogo. De assistir a uma partida. Penso que devo aproveitar muito mais a beleza do futebol assistindo sem tanto envolvimento. Deverei assistir a muito mais partidas de outros times. Passarei a ver mais jogos europeus, afinal, é inegável que a qualidade dos jogadores lá é maior que aqui. Claro que, por outro lado, perco na emoção, na intensidade. Mas aí entra o lado racional: dada a conclusão sobre a lisura da coisa toda, essa emoção me parece sem sentido.

Foi como disse a meus amigos mais próximos ontem. Parodiando o filme The Matrix, eu tomei a pílula vermelha. Pode soar arrogante, admito, e espero que os leitores não se ofendam, embora compreenderei se isso acontecer, mas o futebol como um todo nada mais é que um teatro de marionetes. Jogadores, técnicos, jornalistas, árbitros, e todos os profissionais que rodeiam o sistema, não passam de marionetes – algumas muito bem pagas, sem dúvida. Mas cumprem o script, muitas vezes sem saber, escrito pelos oráculos, os manda-chuvas da parada.

E os torcedores, esses são a platéia, que acham que estão vendo uma coisa decidida dentro do campo, e que se envolvem, se emocionam, gastam dinheiro e tempo, choram por um campeonato que foi decidido de forma muito diferente que eles gostariam que fosse. Tô fora. Uma vez fora da Matrix, não posso me permitir fazer parte disso.

Quem nela permanece, eu não condeno. Em vez da vermelha, escolhi a pílula azul centenas de vezes, a cada vez que via um roubo descarado decidindo campeonato, com ou sem o Palmeiras envolvido. Sempre escolhi continuar vibrando com as sensações que o teatrão me proporcionava. As metáforas de luta, guerra, etc, são lindas, e eu mesmo as usei e acreditei nelas por muito tempo. Lembram do filézão que o Cypher comia no filme?

E não quero dizer com isso que em determinados jogos, essas lindas histórias de superação não foram verdadeiras. Há muitos jogos, quero crer até que a maioria deles, são decididos no campo sim, e vale cada gota de suor que os atletas derramaram, e estar nas arquibancadas vendo isso é um grande prazer. Jorge Preá foi um legítimo herói ano passado, na partida contra a Lusa, lembram-se? Jorge who?

Mas o campeão, o vencedor lá no final, ou os que serão (ou que não podem ser) rebaixados, esses quem decide não calça chuteira. O grande herói ao fim do ano na maioria das vezes é um merda. Comprovem: nos últimos anos, o escolhido pelos caras para ser o maioral foi o pilantra do Rogério Ceni.

E foi assim que a chama se apagou. Precisei me tornar um palmeirense ocasional. Um cara para quem um jogo é mais importante que um campeonato. Ser campeão ou não, agora, passou a ser um detalhe. O mais importante agora é torcer para ver o time jogando bem a cada jogo, principalmente contra os rivais e inimigos. Jogos contra times pequenos deixaram de ter importância.

Digo mais, com uma ponta de pretensão: talvez se todos encarassem o futebol assim, as rivalidades jamais teriam se transformado em ódio. O futebol jamais teria deixado de ser o que foi há décadas atrás. Continuaria sendo um esporte, e apenas um esporte, não o business, onde ganhar ou perder passou a ter um significado maior, o do sucesso econômico-financeiro. Hoje há a busca pelo título a qualquer custo, QUALQUER CUSTO MESMO. Porque onde há muito dinheiro, há essa obrigação.

O dinheiro acabou com o futebol. Desse futebol, eu tô fora. Como dizem alguns colegas blogueiros: “ódio eterno ao futebol moderno”. Só que ao adquirir essa compreensão e passar a odiá-lo, melhor não se envolver com ele. Se ele é tão ruim, por que segui-lo?

O amor ao Palmeiras continua. Diferente, mas continua. Não existe clube com história mais linda. Ser palmeirense é especial demais, e isso não tem oráculo que mude. Não há nada comparado à emoção de estar no Palestra e ouvir o alarido da torcida quando entra em campo o alviverde imponente. De gritar GOL! Não deixarei de viver essa emoção. Só não será todas as vezes. E nem me fará perder um domingo inteiro. O grito de gol virá sempre junto com um sorriso, e não com o punho cerrado e seguido de dezenas de palavrões contra supostos inimigos.

***

Os posts pós-jogo continuarão. Possivelmente haverá um ou outro post aleatoriamente. Mas a frequência deve diminuir. Os leitores estão acostumados com um estilo de escrita, onde os parágrafos sempre foram saindo naturalmente, conforme passava o filme do jogo na minha cabeça. Agora, como verei sob outra lente, não sei como será. Talvez não agradem mais. Talvez não mude nada. Sei lá. Tenho consciência, e muitos e-mails e comentários do post passado confirmaram, que uma das maiores virtudes dos posts deste blog é a emoção transformada em linhas. Espero que essa visão diferente continue sendo satisfatória à maioria. Se não for, OK. É porque será realmente hora de passar o bastão e dar a missão como encerrada.

Até o post pós-jogo de hoje à noite!

8 de novembro de 2009

Faith No More é Verdão

Arquivado em: Outros — conrado @ 0:16

Não sei qual foi o contexto, e o que o playback tinha a ver.

Mas o vocalista do Faith No More, Mike Patton, mandou ver “PALMEIRAS!!!” no show realizado agora há pouco aqui na capital paulista…

28 de outubro de 2009

Entrevista para “O Chiqueiro”

Arquivado em: Outros — conrado @ 0:20

Amigos, tive a honra de ser entrevistado pelo pessoal d’O Chiqueiro, site palmeirense com ênfase em charges, cartuns e caricaturas. Aliás, um dos sites com design mais interessante e criativo da mídia esportiva brasileira. Se você ainda não conhece, não sabe o que está perdendo.

O Chiqueiro (www.ochiqueiro.com.br) é mais uma prova do quão diversificada e talentosa é a chamada Mídia Palestrina. O que tem de gente boa por aí, mostrando seu talento e amor ao Palmeiras ao mesmo tempo, nas mais diversas áreas, é impressionante.

Confiram a entrevista – e a charge que eles me deram de presente. Ao Bruno e ao André, toda a sorte do mundo com o site, e muito obrigado pela oportunidade!

8 de outubro de 2009

Sacaneou

Arquivado em: Outros — conrado @ 6:17

Enquanto tentava justificar mais dois frangos levados pelo goleiro de hóquei no jogo de ontem no panetone, o anão e dublê de dirigente Marco Aurélio Cunha foi ridicularizado pelo jornalista Milton Neves na Rádio Bandeirantes. Ao som da marcha fúnebre, Milton ainda perguntou por que puxam tanto o saco do eterno reserva do Marcão. Coisas que precisavam mesmo ser ditas.

Cliquem aqui para fazer o download ou usem o player abaixo…

6 de outubro de 2009

Tchupa Vamvi!

Arquivado em: Outros — conrado @ 11:45

Estão dizendo por aí que Valdivia estará de volta em 2010. Amigos, o que há de concreto por enquanto é: há conversas, e existe a possibilidade. Nada mais.

Mas isso não nos impede de aumentar a corrente positiva para que o negócio aconteça, principalmente porque vai ser difícil segurar as vendas de CleitonX e Diego Souza, ao final do ano.

Por isso, o blog Parmerista lança as camisetas com a imagem que consagrou El Mago em sua primeira passagem pelo clube: a comemoração do segundo gol na vitória sobre o bambi por 2×0, na semifinal do Paulista de 2008. Perguntado se tinha algo a dizer, Valdivia rebateu de bate-pronto: TCHUPA VAMVI!

A camiseta tem duas versões: sotaque abrasileirado e sotaque original, cada uma nos modelos verde ou branco.

Quer uma? Clique aqui!

4 de outubro de 2009

Direto da baixada

Arquivado em: Futebol, Outros — conrado @ 14:15


Pessoal tomando várias no Bar do Toninho, no Canal 4, reduto de palmeirenses em Santos.


Depois de sermos expulsos do estádio, voltamos pro nosso reduto palmeirense e pedimos… um peixinho, claro…

1 de outubro de 2009

Menu atualizado

Arquivado em: Outros — conrado @ 8:23

O menu da barra lateral com os principais blogs palmeirenses foi atualizado. São 46 blogs autenticamente palmeirenses que mantêm uma boa frequência de posts, com qualidade. Notem o tamanho desta rede: QUARENTA E SEIS, fora os que estão meio largados (e que por isso foram retirados da lista) ou ainda engatinhando, pegando forma.

Ainda preciso atualizar a lista de sites palmeirenses. Essa missão fica pra próxima.

Aproveite a atualização do menu dos blogs para dar uma geral na Mídia Palestrina (hehe estou me divertindo com isso), e quem sabe tomar contato com blogs que você até agora desconhecia.

Boa leitura!

27 de setembro de 2009

Ah, no meu tempo…

Arquivado em: Outros — conrado @ 13:50

24 de setembro de 2009

Dodging bullets

Arquivado em: Outros — conrado @ 16:27

Vejam por outro ângulo a sensacional desviada que Fabio deu do balaço desferido por Diego Souza.

É o escolhido, não há dúvidas!

22 de setembro de 2009

Paródia

Arquivado em: Outros — conrado @ 12:28

Puta que pariu

Meu cachorro botou um ovo

Mas Derby não pode ser em Prudente

PUTA QUE PARIU, DE NOVO???

* eu sei que o original é “meu gato” botou um ovo, mas ter gato é coisa de sãopaulino, e aqui é Palmeiras, porra…

15 de setembro de 2009

Estagiário

Arquivado em: Administração, Outros — conrado @ 22:51

Pô, larguem do Caio Junior, ele está lá no Oriente Médio ganhando seus milhõezinhos bem quietinho. O post não tem nada a ver com ele. Estou falando é de um maledetto flamenguista que trabalha na CBF.

Vocês já tiveram a curiosidade de acessar a página no site oficial da entidade que contém as estatísticas gerais do Campeonato Brasileiro? Apesar de um monte de números em sua maioria sem a menor serventia, é lá que você vai achar os dados primários para as análises de desempenho dos times quanto a renda e público.

O estagiário da CBF que atualiza esses dados deve ter tirado folga, ou então deu praia nos últimos dias, porque são quase 30 jogos que faltam ser computados para se ter uma informação atualizada.

Mas este curioso parmerista não quis esperar: bastava pegar os dados disponíveis e acrescentar os dados faltantes, disponíveis nas súmulas que o próprio site da entidade disponibiliza aqui. Do lado direito de cada linha, o “B” indica o borderô de cada jogo, enviado por fax à entidade, que, por lei, é obrigada a publicá-los. Parece fácil.

Vai achando…  tente identificar os números, por exemplo, desta súmula.

Sério. É uma vergonha.

Não acredito que isso seja feito deliberadamente para dificultar o acesso aos números. Picaretagem tem limite, e por favor, me deixem acreditar nisso.

Prefiro pensar que é apenas a incompetência infinita do estagiário flamenguista que colocaram pra cuidar dessa seção do site. Além de não atualizar os dados no tempo certo, o desinfeliz não tem capacidade para escanear um fax de forma que ele fique legível na tela. Só pode ser isso. Repito: Encolher a imagem deliberadamente só para dificultar o acesso seria de uma sãopaulinagem tão grande que eu me recuso a acreditar que isso existe além do perímetro bambístico.

Fica aqui a sugestão ao doutor Ricardo: serviço porco por serviço porco, demita esse flamenguista e contrate um palmeirense, que o serviço porco vai ser só no nome, garanto que a qualidade do serviço vai se elevar consideravelmente. Porque chega a ser ridículo apresentar dados oficiais de um campeonato tão importante como o Brasileirão desse jeito.

***

Fui atrás desses dados para conferir a posição atualizada do Palmeiras na tábua de público e renda do campeonato, já que o útimo jogo no Palestra deu uma renda próxima de R$ 1 milhão, o que deve ter melhorado consideravelmente o já elevado resultado do Verdão antes da 23a. rodada.

O Palmeiras ocupa a oitava posição entre os públicos médios, com 17.020 pagantes por jogo. No quesito renda, o Verdão só está atrás dos gambás, que foram turbinados pelo Derby do primeiro turno. O Palmeiras arrecadou cerca de R$550 mil por jogo.

Uma comparação interessante pode ser feita com o Cruzeiro. Com uma média de público muito parecida com a nossa, o Cruzeiro arrecadou cerca de R$ 3 milhões a menos que o Palmeiras. Projetando o resultado até o fim do ano, isso significa que a política de precificação do Palmeiras proporciona ao clube cerca de R$ 5 milhões a mais que a do Cruzeiro, contando só as bilheterias do Brasileirão.

Isso porque estamos limitados à capacidade do Palestra, de 27 mil ingressos. Tivéssemos um estádio maior, o que efetivamente acontecerá em três ou quatro anos, e o resultado seria ainda melhor. Os bambis, por exemplo, contam com mais público que nós no total porque colocaram muita gente no panetone em jogos com apelos específicos. O desvio-padrão de suas bilheterias é imenso. Já o nosso é bem pequeno.

Ainda é interessante perceber que apesar do perfil do torcedor que frequenta o Palestra ser um pouco mais elitizado que em temporadas anteriores, e que isso torne, de fato, um pouco mais chato aturar certas figuras que não sabem exatamente o que estão fazendo no estádio, não há prejuízo técnico. O Palmeiras está invicto em seus domínios e tem uma das melhores campanhas entre os mandantes.

Simplificando ao extremo: eu não tiraria R$ 5 milhões do caixa do clube só para que tivessem menos chatos nas arquibancadas. Acho mais interessante buscar algo para tentar conduzi-los para que sejam menos chatos e apóiem mais o time.

*os dados acima foram completados consultando aqueles maledetos scans do estagiário e, claro, devem conter alguns erros – mas nada que altere significativamente as médias finais.

14 de setembro de 2009

Que roubada, comandante…

Arquivado em: Outros — conrado @ 14:51

Felipão, no Uzbequistão, na festa de casamento de um de seus comandados.

Que roubada!

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